História Alegria roubada - Capítulo 2


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Jasico, Pernico
Exibições 98
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O desenho da capa não é de minha autoria. Agradecimentos ao artista.

Boa leitura, pessoal!

Capítulo 2 - Mundo pela metade


Fanfic / Fanfiction Alegria roubada - Capítulo 2 - Mundo pela metade

Não demorei pra chegar ao bloco de Annabeth.

Assim como o prédio de dormitórios masculinos, o dela também era um grande casarão de dois andares. De telhas vermelhas e paredes brancas, havia ainda varandas no andar de baixo, e pequenas sacadas no de cima. Hera subia pelas colunas e gramado verde tomava o jardim da frente. Nem percebi quando comecei a cruzar o caminho de pedras que levava para a entrada. Minhas pernas iam por conta própria.

Respirei fundo, tentando me acalmar para não invadir o lugar — ao menos não logo de cara. Subi com pressa alguns degraus, e o Sol não me queimou mais quando fiquei sob a sombra da varanda. Dei duas batidas ocas na grande porta de madeira.

— Oi! — gritei e bati novamente. Ninguém me respondeu. — Alguém?

“O.K., O.K...”, minhas mãos suavam. “Eu tentei ser educado”.

Tateei o bolso de minha calça e peguei Anaklusmos. Destampei a caneta e a lâmina de bronze espichou até seu tamanho normal. Mirei a fechadura e a espada a arrebentou com facilidade.

Empurrei a porta e entrei.

...

Um corredor longo se estendia e cortava todo o primeiro piso, ao final dele, uma escada que levava ao segundo. Quartos à direita e à esquerda, mas eu sabia que nenhum daqueles era o dela. O de Annabeth ficava no segundo andar, então não mexi em nada e segui direto para o meu objetivo.

Porém, enquanto cruzava o corredor, não pude evitar dar uma espiada nos quartos que estavam com as portas abertas. Seria verdade o que Frank dissera sobre o mundo inteiro? Até aquele momento eu duvidava, mas tudo foi confirmado conforme eu passava pelos quartos e via garotas em sono tão profundo que nem se moviam. Apertei o passo, subi a escada e num minuto estava diante da porta 28, o quarto dela.

De novo, tive de arrombar a fechadura. Annabeth nunca que deixaria a porta escancarada, como algumas de suas colegas. Se eu não soubesse que ela estava dormindo, já até esperaria ser recebido com uma adaga brilhante, apontada para minha jugular.

A porta rangeu quando a empurrei. Ela estava da mesma forma que vira pela mensagem de Íris, mas daquele ângulo eu podia ver seu rosto sereno.

Enquanto me aproximava, meus pés pareciam não tocar o chão; o nome dela preso em minha garganta e meus olhos arregalados. Fiquei em pé ao lado da cama, e meus dedos se esticaram trêmulos para tocar seu cabelo, enquanto que eu ainda apertava com firmeza o punho da espada na outra mão. Um sentimento de impotência me esmagou.

Agora que estava lá, o que eu poderia fazer? Não era um monstro que avançava em nossa direção. Dessa vez o inimigo não poderia ser cortado, afastado, ou mesmo morto. Não havia nada para Anaklusmos. A única coisa que separava ela de mim era o...

Sono.

...

— Annie... — ainda tinha esperança que chamá-la com meus dedos acariciando sua bochecha tivesse efeito. Mas nada aconteceu.

Se ela não estivesse respirando, pareceria...

...

— Percy, já chega! — Me virei devagar. Não havia me assustado, pois já o esperava. — Quíron precisa falar com você! Urgente.

— Já vou, Frank... — Encarei seu rosto. Passava-me tristeza, raiva e angústia, as mesmas coisas que deveriam estar no meu. — Eu só precisava vê-la.

— Eu sei... — respondeu com a voz um pouco arrastada. — Não se preocupe. Eu separei alguns camaradas de confiança e eles virão para cá vigiá-las. Irão cuidar delas.

Estreitei os olhos.

— Não quero deixar minha namorada desacordada com “camaradas”.

Encarei Frank e ele parecia ainda mais nervoso. Fechou as mãos em punhos.

— E acha que eu gostei de deixar a minha com outra pessoa, para vir correndo atrás de você? E Reyna, como pensa que eu me senti? — sua voz soou firme, dura. — Você não é o único, Percy. Agora, não me obrigue a usar minha autoridade de pretor para mandá-lo aos gregos.

Apertei os olhos para ele e concluí que realmente falava sério, porque não desviou o olhar. Murmurei um palavrão e me virei uma última vez para Annabeth. Minha raiva cedeu lugar novamente para a frustração, e me inclinei para beijar sua testa, sussurrando um “eu vou resolver” em seu ouvido. Esperava que ao menos ela me ouvisse.

— Melhor irmos — meu peito doía a cada passo que dava para longe dela.

...

Corríamos lado a lado até meu quarto, para pegar algumas roupas antes de eu partir.

— Por que ele não falou logo o que precisava por mensagem de Íris? — a irritação soava em minha voz.

— Eu não tenho certeza — respondeu Frank, igualmente mal humorado. — Deve ser algo muito complicado para que ele explique assim... Ou pensou que você tentaria resolver por contra própria se soubesse demais.

Eu confesso: com certeza tentaria.

 

Passamos pela porta do casarão como um raio e cruzamos o corredor até meu quarto. Entramos e fui direto para esvaziar minhas gavetas.

Separei algumas roupas e empurrei tudo para dentro de uma mochila grande, que tirei debaixo da cama. As outras coisas que precisaria para a viagem já estavam dentro da bolsa. Depois de tantas pancadas, você se acostuma a ficar preparado.

A bagagem demorou cinco minutos para ser feita, mas eu e Frank nos entreolhamos. Não viajava nas sombras, então teria que arrumar uma forma bem criativa de chegar ao acampamento em pouco tempo.

— Alguma ideia? — perguntei sem falar sobre o que. Ele havia entendido só com isso.

— Hã... — Balbuciava algo, mas foi interrompido pelo som de asas grandes batendo do lado de fora do meu quarto, fazendo até mesmo as janelas tremerem pelo deslocamento de ar.

Eu amava aquele cavalo.

— Vamos — me dirigi para a porta.

...

“Hey, Boss!”, cumprimentou-me Black Jack quando nos viu. “Filho de marte...”, relinchou na direção de Frank, que só respondeu com um “o-oi!” quando cutuquei suas costelas.

— Ainda bem que veio, Black Jack. Estamos com problemas. De novo.

“Sim, seu pai me mandou por isso”, respondeu. “devemos nos apressar”.

Me voltei para Frank.

— Vai conseguir segurar tudo sozinho?

— Vou ter que conseguir — respondeu-me.

A manhã estava acabando, e mais e mais pessoas começariam a estranhar a ausência das mulheres, e alguns iriam surtar quando tentassem acordar amigas, esposas e filhas, sem terem sucesso. Eu ainda sabia o que tinha de fazer, mas não demoraria para uma multidão bater na tenda dos pretores, cobrando respostas.

Subi em meu pégaso. Não ajudaria em nada eu ficar tomando ainda mais o tempo de Frank.

— Cuide dela... — pedi. — Por favor.

Ele assentiu, e não foi preciso mais para que eu confiasse nele. Black Jack levantou voo e em segundos meu amigo pretor era um pontinho em terra. Um pontinho que começou a se cercar de outros pontos. De cima da cidade eu via pessoas tomaram as ruas e correrem de um lado para o outro, desnorteadas. O caos havia começado.

“Está bem, boss?”, perguntou meu amigo.

— Não muito...  — respondi, me segurando firmemente enquanto a cidade ficava para trás. Black Jack era um dos cavalos mais rápidos do mundo, afinal de contas.

Ele não me perguntou mais nada.

...

Annabeth estava em Nova Roma e Frank jamais deixaria que ela se machucasse, mesmo que a cidade estivesse prestes a ser virada de pernas para o ar. Mas ainda que eu a amasse, o que ele dissera era verdade: não era só ela, não era só eu.

E minha mãe, será que Paul entenderia o que estava acontecendo a tempo? E as prováveis centenas de semideusas que ainda não tinham encontrado seus sátiros, ou mesmo Lupa e seus lobos?  E uma mulher mortal numa rua escura? No sono de Hipnos, nem mesmo consigo mesmas poderiam contar para se protegerem. Frank e Nova Roma não poderiam cuidar de todos. Na verdade, nem mesmo a cidade iria durar muito tempo sem elas. Sem Reyna e sua liderança acima de qualquer dúvida, sem Hazel e sua calma tranquilizadora. Nada seria o mesmo, tanto que minha manhã já começou errada quando não pude dar o meu “bom dia” para Eliza.

Fechei os olhos e abracei o pescoço de Black Jack quando vertigem me desequilibrou. Me forcei a parar de pensar nas possíveis catástrofes, ou acabaria caindo.

E eu morrer seria a última coisa que a ajudaria...


Notas Finais


;-). Se gostaram, não deixem de comentar. Se tiverem críticas, adoraria ouvi-las.

O importante é vocês estarem juntos para a estória não morrer ;D!


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