História Alegria roubada - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Jasico, Pernico
Exibições 80
Palavras 1.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, não faço ideia de quem é o moço, mas ele é exatamente como imagino o Jason :) Enfim...

Boa leitura, pessoal!

Capítulo 4 - Um herói mais nobre que eu


Fanfic / Fanfiction Alegria roubada - Capítulo 4 - Um herói mais nobre que eu

— Percy, me deixa olhar esse machucado — pediu Jason ao sairmos da casa grande. Parei um instante para que ele o examinasse. — Isso aí não vai curar fácil e vai ficar cicatriz... Se ao menos os filhos de Apolo estivessem em condições de atendê-lo...

Dei de ombros e recomecei a andar. Jason me acompanhou.

— Apolo apagou até os próprios filhos?

Ele assentiu.

— Sim. Apenas os três da profecia estão “acordados”. Eu, você e Nico, que já deve estar chegando.

Nico di ângelo...

O nome soou-me distante. Havia tempo que não via o filho de Hades, sendo que já tinha meses desde a última vez em que conversamos por mais de dois minutos. Mesmo depois de tanto tempo eu ainda me lembrava daquela conversa. Foi depois da confissão apressada que ele fez para mim, inclusive na frente de Annabeth. “Por muito tempo tive uma queda por você”, ele dissera e depois de mais meia dúzia de frases, trocou um high Five com minha namorada e se fora, sem esperar por uma resposta minha. Óbvio que não fiquei quieto com isso. Quis que ele me explicasse direito e de forma decente a “cena” que fez, então na mesma noite eu o procurei.

O encontrei sentado em um tronco, perto da floresta, remexendo a terra com um graveto. Me aproximei e o farfalhar de folhas me denunciou, o fazendo levantar a cabeça. Uma vez sozinhos e frente a frente, eu cruzei os braços e assenti em sua direção, fazendo mil perguntas sem dizer uma única palavra. Apenas o encarei, e depois de soltar um suspiro ele começou a explicar tudo novamente, mas dessa vez com calma e clareza. Naquela noite, foi ele quem mais falou, sendo que eu basicamente murmurava “Uhum” de vez em quando para encorajá-lo a continuar. Lembro-me de ter escancarado a boca em alguns momentos, e era engraçado quando ele tentava segurar o riso ao ver minhas reações... No fim, quando me dei por satisfeito, nos abraçamos e eu prometi que tudo estava bem.

...

— Como ele está? — perguntei.

— Bem, acho... Cara, você nem vai reconhecê-lo...

Poderia ser exagero de Jason, mas também poderia ser verdade. Seis meses era tempo.

— Ele ainda está com o Solace?

Me encarou, surpreso. Parecia que aquilo era algo idiota de se perguntar.

— Namorando firme e forte, por quê?

— Hum... Só curiosidade mesmo... Will é um cara legal — continuamos andando. Ainda senti os olhos de Jason em mim por alguns segundos, mas seja lá o que iria me perguntar, não perguntou. Deu um tapa de leve em meu ombro e suspirou, apontando para o chalé de Zeus para que eu o seguisse.

— Vou cobrir esse corte — disse ele. — Não sou filho de Apolo, mas deve dar pro gasto.

— Isso era para eu confiar em você, bro? — arquei uma sobrancelha.

Ele rolou os olhos e nós entramos.

...

Jason passava a terceira volta de esparadrapo para cobrir o ferimento. Foram necessários quatro pontos, mas por causa da pomada anestésica não senti quase nada, só mesmo o puxar da linha. Acredite se quiser, o pior foi o álcool com que ele desinfetou a ferida antes de  fazer qualquer outra coisa.

— Pronto — deu um nó simples e cortou o excesso com uma tesoura.

— Você é até bom — conferi o curativo. — Esperava entrar com um corte e sair sem braço.

— Nossa cara, morrendo de rir — sentou-se ao meu lado na cama. — Poderia só agradecer.

Limpei a garganta.

— Obrigado — cantarolei e fiz uma careta para ele, que me ignorou. — Por que está tão mal humorado?

Novamente ele me olhou como se estivesse perguntando algo muito idiota.

— Sei lá, talvez porque minha namorada está praticamente em coma? — perguntou sarcasticamente.

Me irritei.

— E a minha não? — minha voz saiu mais áspera do que eu queria. — ... Bilhões de mulheres estão na mesma situação que Piper... Poxa Jason, eu entendo o que você está passando, acredite, eu entendo! Então não fale como se tivesse perdido mais que todo mundo!

Ele virou o rosto para encarar o chão. Via em seus olhos a vontade de brigar, mas ele hesitava em abrir a boca, parecendo não encontrar um bom motivo para despejar sua frustração em mim; afinal de contas, era ele quem estava agindo como um idiota mesquinho. Ou talvez, não me falara nada porque nem era comigo que estava irritado. Porém, quem mais poderia ser além de mim, se todos estavam incapazes de sequer falar, o que dirá aborrecer alguém?

— Tsc, não é isso — jogou-se no colchão, os braços apoiando a cabeça. — Não perdemos nada. Vamos fazê-las acordar sãs e salvas.

— Então...?

— O problema é que eu sou um idiota, é isso — suspirou. — Antes de Annabeth dormir você deve ter falado que a amava... Já eu, na última lembrança que tenho de Piper acordada ela estava chorando. Por minha culpa. 

Abri e fechei a boca, sem saber o que falar.

— Não fale nada para me fazer ficar melhor. Primeiro porque não vai funcionar, e segundo porque não mereço que você sequer tente — disse ele, se pondo em pé.

— Jason...

— Vamos, já está de noite. Nico vai aparecer no chalé de Hades a qualquer momento.

...

Jason eu estávamos sentados lado a lado na cama de Nico.

Não falamos muito depois da conversa tensa no chalé de Zeus. Eu queria saber o que havia acontecido entre os dois, mas me segurei para não me intrometer onde não devia.  E também, sabia que Jason contaria assim que se sentisse à vontade.

Aquela situação me incomodava, porque tão difícil quanto me imaginar fazendo Annabeth chorar, era saber que Jason fez o mesmo com Piper. Ele era um herói melhor que eu, muito mais nobre, então por qual razão ele magoaria uma garota como Piper? E também, ele a amava da mesma forma que Annie era tudo para mim! Não tinha sentido naqueles dois brigando, ou teria?

Era algo tão anormal de se imaginar, que eu riria se fosse outro que tivesse me contado. Mas fora o próprio Jason, e no momento eu só conseguia ficar triste por dois de meus melhores amigos.

Balancei a cabeça de um lado para o outro, preocupado.

...

Tudo no em silêncio no chalé 13. Se caísse um alfinete no assoalho eu ouviria.

— Ele está demorando — eu já estava impaciente. Tinha TDAH, afinal de contas.

— Ele já está... — Jason se parou. Parecia ter ouvido algo que eu não ouvi. — Chegando.

— O que foi... — Entendi antes que pudesse perguntar.

O quarto esfriou. Esfriou de verdade, tanto que uma nuvem de vapor saiu por meus lábios. A pouca luz que vinha de um lampião diminuiu até virar uma fagulha mínima, nos deixando no quase completo breu. Por impulso, enfiei a mão no bolso para sentir Anaklusmos em meus dedos, mas não a saquei porque sabia quem estava vindo. Minha insegurança era apenas uma reação à aura que emanava de seus poderes.  

Ainda que tudo estivesse nas sombras, havia um canto particularmente mais escuro que o resto do quarto. Essa escuridão densa tremeu como se alguém tivesse jogado uma pedra em um poço de piche, e a seguir uma silhueta emergiu dali caminhando, sem pressa. Aos poucos, a chama do lampião voltou à intensidade de antes e o frio foi se dissipando.

A luz revelou o rosto surpreso de Nico di Ângelo.

— Jason... Percy...? — seu espanto durou apenas um instante. Num segundo estava com olhos severos focados em nós. — Espero que tenham uma boa razão para terem invadido o chalé de Hades.



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