História Alegria roubada - Capítulo 5


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Jasico, Pernico
Exibições 76
Palavras 1.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, pessoal!

Skandar Keynes como Nico di Ângelo

Capítulo 5 - Ele chega


Fanfic / Fanfiction Alegria roubada - Capítulo 5 - Ele chega

“— Bem, acho... Cara, você nem vai reconhecê-lo...”, dissera Jason.

...

— Jason... Percy? Espero que tenham uma boa razão para terem invadido o chalé de Hades.

Não respondi. O garoto diante mim era muito diferente do Nico de seis meses atrás. Ele crescera um pouco e não estava mais tão magro, ainda que continuasse bem menor que eu, ou mesmo Jason. Pela primeira vez desde que perdeu a irmã parecia um garoto saudável, não um cara depressivo e com distúrbios alimentares. A pele ganhara de volta um pouco da cor azeitonada de quando ele era mais novo, mas continuava um tanto quanto pálida. As olheiras diminuíram bastante, e eu sabia que se não fosse pela viagem nas sombras que ele acabara de fazer, elas de certo estariam ainda menores.

Nico estava bem. Isso o definia: Bem.

— Temos sim um bom motivo — começou Jason. Nico cruzou os braços. — O mundo está com problemas de novo. Melhor você se sentar, a historia é longa.

Espalmou o lugar ao seu lado para que Nico se sentasse. Ele bufou, mas fez como Jason pediu.

— Sou todo ouvidos, Grace.

...

— Will está bem? — foi a primeira vez em que Nico falou durante o nosso relato.

Claro que ele perguntaria pelo namorado. Manteve-se em silêncio o tempo todo enquanto ora Jason, ora eu explicávamos o que havia acontecido com as mulheres, o que dizia a profecia de Afrodite e as providências  tomadas pelos deuses para conter o caos, causado por Hipnos. Só falou quando mencionamos Apolo e sua lira que jogara todos os homens, com exceção de nós, em transe.

— Eu fui ao chalé de Apolo conferir, assim como em todos os outros. Ele está bem, Nico —  respondeu Jason.

— Irei vê-lo.

Eu pigarreei.

— Nós temos pouco tempo para resolvermos...

Já de pé, Nico estreitou os olhos em minha direção.

— Eu sei o que tenho de fazer, Percy — ele avisou. — Mas vou ver meu namorado antes, assim como você deve ter feito por Annabeth. Partiremos de madrugada, uma hora antes do nascer do Sol. Precisarei dormir algumas horas para viajarmos.

Eu me senti mal, porque de novo estava agindo como se fosse apenas eu e Annie. Mais pessoas estavam com o mesmo problema.

— Pode ir Nico — Jason sorriu para ele. — Acho que Quíron não se importará de você quebrar as regras sobre visitas noturnas hoje. Só cuidado com as harpias.

Nico arqueou uma sobrancelha.

— Saiam quando quiserem, mas não mexam em minhas coisas.

Abriu a porta do chalé e partiu. Eu olhei para Jason e ele tinha um sorriso mínimo no rosto.

— Ele está ótimo, não?

— É... Tá’ sim... — concordei, os pensamentos distantes.

 

NICO

Odiava aquelas harpias. Nem com todos dormindo aqueles monstros davam folga. Por sorte na escuridão dificilmente alguém conseguiria me notar, o que dirá me pegar. Uma exceção talvez seja meu pai, mas penso que só ele mesmo.

...

Me esgueirei pelos fundos do chalé de Apolo até encontrar uma janela. Ela estava trancada por dentro, então tive que arrombá-la com um grampo que eu carregava comigo. Foi simples, apenas deslizei o ferrinho esticado entre a fresta e levantei o trinco. Quando a janela escancarou-se, rapidamente pulei para dentro. Depois a encostei novamente.

Outra pessoa não veria nada, porque não tinha uma única fonte de luz em todo o quarto — o que era estranho, considerando que era o chalé do deus do Sol. Porém, eu já estava acostumado a me locomover no escuro, então sabia onde estava cada coisa. Mas tudo era apenas contornos, sombras dos reais objetos. Distinguia os beliches, os baús, as cômodas, as mesas...

Encontrei uma lanterna que pendia do teto. Puxei a cordinha e ela acendeu com um clik.

A luz encheu o quarto e doeu em meus olhos. Piscando para me acostumar a claridade, caminhei pelo corredor que cortava o chalé. Não precisei procurar muito por ele. No terceiro beliche, na cama inferior, Will estava deitado ressonando como uma criança; todos os ocupantes do mesmo jeito.

Me aproximei.

— Will... Sou eu, Nico — A cama rangeu quando me sentei.

Ele não me respondeu. Mordi o lábio inferior, desapontado por ser verdade tudo o que Percy e Jason me contaram . Tinha esperança que Will, por ser filho de Apolo, acordaria quando eu o chamasse. Mas não foi isso que aconteceu.

Passei a enrolar seu cabelo em meu dedo enquanto admirava seu sono. Ele continuava lindo, mesmo que encantado por um deus. Seu rosto estava corado e seu peito subia e descia num ritmo tranquilo, enquanto que sua respiração escapava devagar por seus lábios entreabertos. Não parecia que tinha algo errado com ele; não parecia que tinha algo errado com qualquer um naquele chalé.

E como queria que fossem verdadeiras as aparências.

...

Porém, eu era filho de Hades. Mesmo que meus olhos dissessem que eram apenas campistas dormindo depois de um dia cansativo, meus instintos sentiam o poder de Hipnos ali, especialmente emanando das garotas. O que vinha de Will e dos outros era mais como um torpor, não necessariamente uma névoa de sono, como era o caso delas. 

Eu me assustara ao voltar e encontrar Jason e Percy me esperando. Só naquele momento soube que alguma coisa havia acontecido, mas eu deveria ter suspeitado antes, quando meu pai me mandou retornar para a superfície, sem explicações. Ele nunca fazia isso. Já até havia me acostumado a voltar periodicamente para o mundo inferior, uma vez que por comer frutos de lá eu não possa mais ficar no mundo mortal o tempo todo. Então para mim foi muito estranho o comportamento de meu pai. Hades sabia o que estava acontecendo, mas por algum motivo — ou por mero mau humor — não quis me contar nada ele mesmo.

Contornei a linha da mandíbula de Will. Ele suspirou, para minha surpresa.

...

Estava preocupado. Eu não queria ter de fazer uma viagem tão longa novamente, e sei que Will jamais me deixaria ir se estivesse acordado. 

Me deixava apreensivo também saber o que nos aguardava. Hipnos era um dos deuses mais fortes do mundo inferior. Ele e seu irmão, Tânatos, eram os “generais” de Hades; acima deles só mesmo meu pai e Perséfone. E sabendo disso, eu considerava duas hipóteses sobre o deus sequestrador: ou era idiota o suficiente para desafiar Hipnos, ou era tão poderoso que o deus do sono, irmão da própria morte não o assustava.

Baseado no que Jason me contara, aceitava como verdadeira a primeira teoria.

...

Bufei; uma enxaqueca latejante começando. Como que para fugir dela, me deitei ao lado de Will e recostei minha cabeça em seu ombro, procurando uma posição confortável para tentar dormir. O cheiro dele ainda me lembrava mel, e fiquei feliz por ao menos isso continuar o mesmo.

Eu iria resolver aquilo e voltaria para ele, que me daria uma bronca e em seguida me beijaria, para novamente me dar uma bronca. Depois de eu ter perdido Bianca, ter passado por duas guerras e uma provação no Tártaro, foi Will quem aceitou recolher os cacos que restaram de mim e uni-los novamente. Ele fez mais por mim que qualquer outra pessoa. Foi por meses meu porto seguro, e agora seria minha vez de retribuir.

Senti minhas pálpebras pesarem. O cansaço que viajar nas sombras me causava finalmente vindo cobrar seu preço. Não percebi quando dormi. 



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