História Alegria roubada - Capítulo 6


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Jasico, Pernico
Exibições 76
Palavras 774
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura pessoal!

Gente, estou postando em curto espaço de tempo porque estou em férias e tenho que aproveitar para adiantar a estória, mas não costumo postar tão rápido. Então não se zanguem se no futuro eu atrasar um pouco ;)

Capitulo pequeno, mas que tive que colocar separado porque tem certa importância.

Espero que gostem!

Capítulo 6 - Orgulho de uma deusa


JASON

— Jason... — Não poderia ser ela. Seria muita falta de sorte, mesmo para os padrões de um semideus.

Eu tinha certeza que estava dormindo, então aquilo só poderia ser um pesadelo!

Após trocar mais algumas palavras com Percy, ainda no chalé 13, decidimos seguir o exemplo de Nico e tentar dormir por algumas horas. Deveria ser quase dez da noite quando nos despedimos, e lembro-me de ter corrido um pouco das harpias para chegar ao chalé de Zeus. Consegui a façanha de passar por elas sem levar um arranhão, o que por si só era um milagre. Quando finalmente entrei, me joguei na cama, e depois de rolar por meia-hora, finalmente dormi.

— Jason — me chamou novamente. — Eu sou uma deusa. Não me ignore ou irá se arrepender.

Grunhi, abrindo os olhos. Eu esperava encontrar o teto do chalé, mas ao invés disso, minha visão foi de um céu azul, sem nenhuma nuvem. Sentei e percebi que estava sobre grama, porque as folhas finas pinicavam em meus pés descalços. Uma brisa suave e fresca soprava meu rosto, e ao longe a pastagem verde perdia-se de vista. Distantes de mim, algumas vacas comiam com toda a paciência do mundo.

— Gosta? — Me virei, dando de cara com uma velha conhecida. — Sabia que gostaria.

— Juno, rainha dos deuses... — Levantei-me e fiz uma reverência para a deusa, que estava de pé ao meu lado, em seu tamanho humano. Ainda olhando em volta, perguntei: — Isso é... Um sonho?

Ela sorriu.

— Sim, minha criança — estava exatamente como eu me lembrava da última vez que a vi: uma mulher de longos cabelos castanhos, vestindo uma túnica branca que ia até seus tornozelos e uma pele de cordeiro sobre os ombros. Uma coroa dourada — polos — brilhava em sua cabeça.  — Lamento que tenha atrapalhado seu sono. Essa foi a única forma encontrada por Hipnos para me ajudar a falar com você. Meu marido me vigia de perto para que eu não interfira neste... Neste crime imperdoável...

“Então ele vai vaporizar é a mim se descobrir que você o desobedeceu...”, ironizei, em pensamento.

— Jason, aqui eu posso ouvir tudo o que você está pensando — advertiu ela.

“Ótimo...”

Aquele era realmente meu dia de sorte, pois Juno sorriu, aparentemente se divertindo com o que ouvia em minha mente.

— Eu não tenho muito tempo, então vamos direto ao ponto — disse ela, a expressão novamente séria. — Quero que vocês devolvam Eufrosina a todo custo para Hipnos.

— Posso perguntar por que, senhora?

Juno alisou seu xale de pele.

— Obviamente — me encarou fixamente, seus olhos faiscavam. — Eufrosina é minha filha, e eu mesma a entreguei para Hipnos. Consegue imaginar a afronta que é para mim, como deusa do matrimônio, ter esse casamento arruinado?

Neguei com a cabeça.

— Pois bem, basta saber que é inaceitável! Aqueles que eu uni estão destinados à eternidade juntos! — pausou-se para mirar o horizonte, irada. Enquanto eu pensava como foi para Herácles enfrentar a fúria daquela deusa, Juno fixou os olhos em mim, a expressão indecifrável: — Por favor, não evoque aquele bastardo de meu infiel marido enquanto estivermos aqui...

— Desculpe — murmurei.

Ela resmungou algo inaudível, continuando:

— Vim fornecer uma informação importante para vocês — A desconfiança fez meu sangue esfriar. Sempre era difícil saber se um conselho de um deus te ajudaria ou te levaria à ruína. — Não tema... Escute e continuará vivo.

Assenti, e me incomodava cada vez mais ter nem mesmo a privacidade de meus pensamentos. O canto dos lábios de Hera se curvou num sorriso, e ela prosseguiu:

— O mar... Devem evitá-lo o máximo possível. Não irão vencer nele.

Ainda abri a boca para questioná-la, mas algo chamou minha atenção. Como se um tsunami avançasse pela terra, os campos começaram a sumir no horizonte, engolidos por uma onda branca. O sonho estava acabando, e eu acordaria logo, então me apressei a falar.

— Vencer quem? — Desesperado, perguntei de forma atropelada. O chão tremeu sob meus pés e o próprio céu começou a sumir.

Juno passou a crescer, em tamanho e em brilho. Fechei os olhos para não ser fulminado pela verdadeira forma daquela deusa. Já aconteceu, e eu não recomendava para ninguém.

— Eu não disponho dessa informação agora. Mas no momento certo, a cria de Poseidon saberá de quem se trata — escutava sua voz, que agora vibrava de poder e autoridade. — E Jasão, não falhe comigo. Caso permita tamanha vergonha recair sobre mim, irei satisfazer sua curiosidade e mostrarei o que Herácles teve de enfrentar.

...

Eu acordei de supetão em minha cama, ofegante e com o coração acelerado. Suava frio e o quarto também estava fresco, mas eu jurava que ainda podia sentir o calor que emanou de Hera quando ela virou uma supernova.



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