História Alejate de Mi - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Henrique Fogaça, Masterchef Brasil, Paola Carosella
Visualizações 182
Palavras 2.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey heeey ! Voltei! Obrigada a todas que comentaram, muito bom saber o que estão achando e estou adorando escrever essa história e espero que gostem de ler. Bjss e comentem ❤😙

Capítulo 5 - It's Gonna Be Okay



- Oi.- ele coçou a cabeça e sorriu sem graça.

- O que faz aqui ? - ela questionou sem entender a ida do homem ao local.

- Eu queria te ver.- ele falou direto e Paola não entendeu.- Eu queria conversar novamente, eu gostei de você.- admitiu e ela sorriu.

- Pagou pra conversar de novo ? - brincou e ele sorriu.

- Parece que sim.- respondeu.

- Pode sentar.- ela falou e sentou-se na cama enquanto ele sentava no sofá a frente.

- Aquele homem que saiu daqui, você transou com ele ? - inquiriu.

- Fiz o meu trabalho.- respondeu somente e ele assentiu.

- Você nunca tentou fugir daqui ? - ele indagou olhando para a morena que olhava para a varanda do quarto.

- Claro.- o fitou.- Mas nenhuma das vezes deu certo e eu desisti.- explicou.

- Entendi.

- Você mais parece um detetive do que um empresário.- ironizou e ele gargalhou.

- Eu só quero saber mais de você.- ele falou galante.- Hoje temos apenas uma hora, no caso agora 25 minutos já se foram.- ele avisou olhando no relógio dando um leve sorriso para a mulher.

- Porque está aqui ? - ela questionou.

- Porque eu queria te ver, porque eu gostei de conversar com você e porque não parei de pensar em você nenhum segundo.- expôs e ela ficou surpresa.

Henrique se levantou e se aproximou da morena, esticou sua mão para que ela pegasse e ela o fez ficando de pé de frente para o homem.

- Eu também não parei de pensar em você, isso nunca aconteceu.- ela proferiu e ele sorriu ganhando um sorriso dela também.

- Você é linda.- falou e aproximou seu rosto do dela.

Paola fechou os olhos ao sentir a respiração de Henrique próxima, o homem passou o nariz levemente pelo rosto da mulher aspirando o cheiro que ele não havia esquecido. Os dois se olharam e Henrique tomou os lábios da morena que logo abriu passagem para sua língua invadi-la, o beijo era lento e as línguas dançavam unidas, Paola sentiu seu peito se encher de algo que ela ainda desconhecia, mas sabia que seus corpos se conectavam e sua vontade era ficar apenas com ele. Henrique sentiu-se atraído pela argertina, mesmo que essa atitude fosse contra os seus princípios, ele precisava saber e provar a boca daquela mulher que o tirou dos eixos, os dois se separaram quando o ar se fez necessário, ele agora tinha suas duas mãos no rosto de Paola, a mulher sorriu tímida e ele depositou um beijinho na ponta de seu nariz.

- Porquê fizemos isso ? - ela questionou.- Isso não é certo.

- Fizemos porque nós dois queríamos, porque eu me senti atraído por você e você por mim.- explicou com a testa grudada na dela.- Eu não sei porque, mas quero te ajudar, quero te ajudar a sair daqui.- ele falou e ela se afastou.

- Ninguém pode me ajudar.- ela falou de costas pra ele.

- Eu posso, eu tenho dinheiro, posso pagar sua dívida.-  ele soltou e ela o olhou.

- Eu não vou sair de uma dívida e entrar em outra.- articulou.

- Eu não estou pedindo pra você me pagar nada.- esclareceu.

- Eu não vou aceitar.- declarou e ele o olhou incrédulo.

- Você podia ser menos difícil.- soltou e ela arregalou os olhos.

- E você menos curioso.- respondeu e ele bufou.- Eu vou sair daqui por conta própria, não preciso de sua ajuda e nem do seu dinheiro.- falou irritada.

- Porquê você é assim ? Arredia ? - ele indagou nervoso.

- Porque você não sabe como o Henrico é, eu conheço ele melhor do que ninguém, e não é fácil assim.- explicou.- Chega desse assunto por favor, vai embora.- disse com os olhos molhados de lágrimas e ele arregalou os olhos.

- Não acredito que depois daquilo, está me mandando embora.- disse referente ao beijo.

- Aquilo não era pra ter acontecido, afinal, eu sou uma garota de programa.- respondeu e ele passou as mãos pela cabeça.- Vai embora Henrique, não volta mais aqui, por favor.- pediu e ele assentiu contra sua vontade.

Henrique saiu do quarto deixando Paola sozinha que se permitiu chorar, chorou pois queria que ele ficasse, chorou porque ele a fez se sentir viva, e fez seu coração bater mais forte, limpou as lágrimas pois logo teria outro cliente e precisava esquecer Henrique, iria tirá-lo de sua cabeça a força.

O tatuado dirigia pelas ruas de São Paulo atordoado, estava atraído por uma garota de programa, seus olhos ardiam ao lembrar das palavras impiedosas que ela pronunciou, suas mãos apertaram o volante fortemente quando imaginou ela sendo tocada por outro homem, precisava esquecê-la, precisava tirá-la de sua cabeça.


[...]


O dia amanheceu e como era de praxe Ana foi até o quarto da amiga, ao entrar no ambiente mirou Paola deitada na cama com os olhos perdidos.

- Pao ? - a chamou e a morena a olhou.- Você tá bem ? - indagou se sentando ao lado da argentina.

- Henrique esteve aqui ontem.- respondeu se sentando e enxugando algumas lágrimas.- A gente não transou da primeira vez que ele veio aqui.- falou e a mulher a olhou sem entender.- A gente ficou só conversando e eu fiquei mexida, ele mexeu comigo.- explicou e a amiga a olhava surpresa.- Ele voltou ontem, disse que não deixou de pensar em mim um segundo sequer, a gente se beijou.- contou e a morena mais baixa arregalou os olhos.

- Paola, meu Deus, não há chances disso dar certo, você mesmo sempre diz isso. São mundos diferentes amiga.- explicou e ela assentia a cada palavra pronunciada pela a amiga.

- Eu sei, eu sei, sei disso tudo, e é por isso que estou chorando, ele queria pagar minha dívida e me tirar daqui, eu acho que estava gostando dele, eu só o vi duas vezes, mas depois de ontem meu coração acelerou com ele, eu senti arrepios com o toque dele, e eu o mandei embora.- desenvolveu e a amiga a abraçou derramando mais algumas lágrimas.

Henrique estava em casa quando ouviu a campainha tocar, se levantou do sofá e abriu a porta vendo seu amigo já entrar em disparada.

- Não vai para a pelada da galera hoje ? - Patrício indagou.

- Não estou afim.- respondeu voltando a se sentar no sofá.

- O que houve Fogaça ? Você não me parece bem.- o moreno questionou.

- Eu fui ontem até a boate, fui atrás dela.- ele disse e Patrício ficou surpreso.- Eu não transei com ela naquele dia que você me levou.- o amigo arregalou os olhos e fez um sinal de negação com a cabeça.- Você sabe que aquilo é contra meus princípios, nós ficamos apenas conversando, e ela me atraiu.

- Você está encrencado.- o amigo interrompeu.

- Não estou, ela pediu para que eu não aparecesse mais.- Henrique respondeu claramente chateado.- Eu queria tirá-la de lá, mas ela não aceitou, pelos motivos que ela têm e que talvez eu nunca seja capaz de entender, pois somente ela sabe o que ela passa naquele lugar.- falou e o amigo não entendeu.

- Ela está lá porque quer Henrique.- o amigo afirmou.

- Não está, ela não está por que quer.- respondeu rapidamente.

- Como assim ? - Patrício indagou tentando entender.

- Por hora é o que você precisa saber, e eu não vou desistir dela, vou dar apenas mais um tempo pra ela.- alegou e o amigo assentiu.


[...]


3 semanas se passaram e Paola executava seu trabalho com dificuldades, havia perdido alguns de seus clientes e recebeu algumas reclamações de  outros que alegavam não estarem satisfeitos com o desempenho da garota. Mas uma noite havia chegado e Luxury já não era a mais procurada da boate.

- Amiga, tenta dar o seu melhor hoje, o Henrico vai acabar com você se continuar assim.- inventivou a amiga que sorriu fraco.

-Vou tentar, obrigada.- beijou a amiga que voltou para seu quarto.

Toda noite a morena esperava que Henrique aparecesse, mas nunca acontecia, apesar de não gostar de seu trabalho sempre fora profissional e executava muito bem o que era lhe proposto, mas isso mudou no decorrer dos dias, a mulher mal olhava para os clientes e não os satisfaziam como deveria, o que lhe fez perder alguns clientes.

Naquela noite Patrício visitou a boate para encontrar Ana Paula, os dois já estavam juntos e transavam loucamente, Ana satisfazia Patrício como nenhuma outra satisfez e a mulher gostava de estar com ele e o mesmo podia se dizer da parte dele. Os dois continuavam em seus atos sexuais quando uma gritaria foi ouvida no corredor, Ana Paula logo reconheceu os gritos de sua amiga.

- Que isso ? - Patrício questionou.

- É a Paola.- ela disse assustada saindo de cima dele e se vestindo deixando o homem sem entender.

Ela saiu do quarto as pressas e Pato se levantou se vestindo e indo atrás da morena na tentativa de ajudar se precisasse.

Ana Paula chegou na porta do quarto da amiga e a viu acoada em um canto e os seguranças tentando conter um homem e logo o retirando do quarto.

- Paola o que aconteceu ? - a mulher se abaixou na direção da amiga que soluçava com o olhar perdido.

Paola a olhou e se levantou devagar fazendo a amiga se levantar também, quando se pôs de pé inteiramente, Ana Paula pôde ver o corpo da morena e  levou suas mãos a boca em choque.

- Meu Deus do céu.- ela disse chocada vendo a amiga chorar e seu corpo repleto de hematomas roxos e vermelhos com um pequeno inchaço no canto do lábio.

Patrício chegou na porta do quarto e mirou o corpo de Paola completamente marcado pelas agressões que sofreu.

- Ana ? - ele a chamou e a morena o fitou.- Preciasa de ajuda ? - ele indagou prestativo e preocupado.

- Me ajuda a colocá-la na cama, ela está fraca.- ela pediu enquanto cobria o corpo dela com o hobbe e Patrício fechou a porta se aproximando e pegando a morena no colo e a colocando na cama.

- No banheiro tem uma caixa de primeiros socorros, você pega pra mim ? - Ana pediu e ele atendeu prontamente.

Paola tinha o olhar perdido e não falava uma palavra sequer, não precisava, seu corpo e as marcas já explicavam tudo.Patrício voltou com a caixa e entregou para Ana Paula que limpou o ferimento na boca da mulher.

- Você está bem ? - ele indagou cavalheiro a Paola que apenas assentiu.- Não é melhor levá-la a um hospital ? Pra saber se teve algum ferimento interno ? Ele parece ter pego pesado com ela.- ele falou demonstrando um pouco de raiva e preocupação.

- Não podemos sair daqui, Henrico deve trazer um médico amanhã, vamos ter que aguardar.- ela explicou.

- Eu vou até a delegacia, vou denunciar esse cara.- ele afirmou se levantando.

- Você é louco ? - Ana indagou.- Isso pode piorar ainda mais, já sabemos o que ele é capaz de fazer.- ela disse apreensiva.

- Eu não tenho medo dele, e vocês também não precisam ter, se ele é ruim, eu sou pior.- falou.

- Patrício.

- Não adianta Ana.- interrompeu.- Ela é a garota do meu melhor amigo, isso não vai ficar assim.- ele falou e Paola o fitou sorrindo fraco ao ouvir o termo usado por ele.

- Ok. Tudo bem.- ela concordou.

- Fiquem bem.- ele falou e beijou a cabeça de Ana Paula em um gesto carinhoso e logo em seguida saiu do quarto.

- Acho que me enganei sobre ele.- Paola falou depois de um tempo e Ana sorriu.

- Viu, você é a garota do melhor amigo dele.- ela descontraiu e Paola sorriu fraco.

- Se eu fosse ele teria voltado.- disse e tentou se remexer na cama sentindo seu corpo doer.

- Xii, fica parada, pra não sentir dor.- Ana pediu e ela assentiu já com os olhos molhados.- Hey.- a chamou e ela a olhou.- Vai ficar tudo bem, estou aqui com você.-  Ana assegurou e abraçou a argentina que se derramou em lágrimas.


[...]

O dia seguinte era uma manhã de sábado e Henrique despertou cedo com sua campainha tocando descontroladamente, ele se levantou e foi direto até a porta.

- Porra ! São 07:00 da manhã de um sábado o que faz aqui ? - questionou quando viu Patrício na porta e se afastou voltando para a sala.

- Eu acabei de voltar da delegacia.- ele falou entrando na casa atrás do amigo.

- Que merda você aprontou ? - ele questionou.

- Nada, eu não fiz nada.- avisou.- Eu estive na boate ontem e houve uma confusão, um homem agrediu a Paola.- ele soltou e Henrique se virou para o homem.

- O que ? - ele indagou sem entender.

- Parece que ela não aceitou o que ele queria, e ele a espancou.- explicou resumidamente.

- Puta que pariu, desgraçado.- vociferou e foi até o quarto rapidamente.

- O que você vai fazer cara ? - Patrício indagou vendo o homem furioso, tinha visto Henrique furioso desse jeito apenas uma vez, quando ele descobriu a traição de sua noiva.

- Eu vou tirar ela de lá agora.- ele exclamou se vestindo e pegando uma mala.

- O que ? - ele indagou surpreso.

- Já era pra eu ter voltado, mas demorei demais, ela sai de lá hoje.- informou e saiu do quarto com a mala e pegou as chaves do carro.

- Vou com você.- Patrício avisou  e seguiu o amigo.

[...]

Henrique acelerou até a boate e em poucos minutos chegaram lá, o homem entrou feito um furacão e foi diretamente a sala do gerente da boate a invadindo sem ao menos pedir permissão.

- O que é isso ? - Henrico indagou assustado quando viu Henrique entrar e jogar a mala em cima dele.

- Isso paga 2 meses da Paola nesse lugar e acredito que boa parte da dívida que você diz que ela tem, estou levando ela embora, e não tente me impedir seu mercenário de merda, ou eu fecho essa boate.- vociferou com raiva enquanto o mais velho  abria a mala vendo a quantia extrema de dinheiro que havia ali.

- Você é milionário ou algo do tipo? - indagou ainda sem acreditar.

- Não interessa, apenas o que lhe interessa é que eu não estou nem um pouco afim de brincar com você, portanto não venha tirar com a minha cara, eu fecho esse lugar na hora que eu bem entender, está avisado.- informou e saiu da sala indo diretamente ao quarto de Paola, ele entrou sem nem bater e estagnou quando viu o estado da mulher.

Paola o fitou e não acreditou que ele estava ali, ele se aproximou e se sentou na cama ao lado dela pegando em sua mão.

- Vamos embora, vim te buscar.- avisou.- Vai ficar tudo bem.


Notas Finais


Fuuii 😚🌚


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