História Além da Insanidade - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Esquadrão Suicida
Exibições 12
Palavras 866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Drogas, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá monstrinhos! Tudo bem?
Bem, eu sei que demorei, mas acabei esquecendo de postar quando terminei, ando muito atarefada ultimamente.
Ok, vamos ao capítulo. Desculpe qualquer erro, e se houver, me avisem nos comentários, gostaria de saber para corrigi-los.
Boa leitura monstrinhos!

Capítulo 2 - Capítulo dois


Parei no portão já com o crachá na mão, mas quando levantei o olhar para a guarita, não havia ninguém. Penso em ir abrir eu mesma, mas noto que o portão está meio aberto. Acelero lentamente fazendo o portão abrir completamente, olho o prédio enquanto o contorno para o estacionamento de funcionários na lateral. O prédio estava mais sombrio que o normal. Estaciono e desço sem olhar em volta, mas quando me encaminho para a porta dupla vejo uma pintura: Um morcego enorme, em preto, roxo e verde e em volta vários ‘HAHAH’ em vermelho e branco.

Um calafrio percorreu todo o meu corpo. Coringa. Será que ele ainda está ai dentro? Não, ele não está. Acho melhor entrar e ver tudo o que ele fez, vai ser mais fácil trata-lo quando o Batman o trouxer mais uma ver se eu souber do que ele é capaz.

Entro e vejo que o chão, naturalmente de cor cinza, estava vermelho por toda extensão, e pelo cheiro que exala aquilo não era tinta. Andei devagar, cuidando caso alguém aparecesse. Cheguei perto da escada para o subsolo e resolvi descer. A luz estava desligada e a sala era dominada pelo breu, apesar disso, parecia que ali nada ocorrerá. Cheguei a base da escada e senti um pequeno choque entorpecedor, recuei e tateei a parede até achar o interruptor. Quando acendi a luz entendi porque ele era chamado de louco.

Perdurados por cordas, enforcados, vários guardas continham caras pintadas de palhaços, sorrindo. Alguns exibiam pés de panda, costurados preguiçosamente, outros mãos de tigre. Lá no fundo os mais bizarros: Cabeça de porco, asas e na altura do quadril o rabo de porco. Um outro usava uma fantasia de Harry Potter, com a marca na testa feita por tiros de calibre 36. Havia agua misturada ao sangue que pingava dos corpos por todo o chão, e ligado á uma tomada um fio de cobre arrebentado. O motivo do choque.

– Ele é um artista. Louco com certeza. Mas um artista. – Falou uma voz feminina atrás de mim.

Me virei rapidamente e quase me desequilibrei. Sophie estava encostada no batente da porta, de braços cruzados. Um leve tremor percorreu meu corpo e ela pareceu notar.

– Fique tranquila, não vou lhe atacar.

– Mas também não irá me proteger dos que ficaram.

– Não tem ninguém aqui para que isso seja necessário – Ela diz antes de se virar – Vou pegar um pudim e uma coca, aceita? – Pergunta antes de sair.

Pode não ser seguro andar por ai ao lado de uma criminosa do nível dela, mas ela disse que não me atacaria, não é?! Além disso eu amo pudim. Subi as escadas e andando rápido a alcancei.

– O que aconteceu nesse lugar? – Pergunto ainda um pouco atrás dela.

– Os homens do Coringa. Os presos fugiram antes de que o soltassem. – Ela riu – Acho que tiveram medo de ficar e o palhaço lhes fazer algo.

– Porque não fugiu também?

– Não tenho medo do Coringa, além disso, qual é a graça de fugir se não fui eu que destruí o lugar?!

– Tome cuidado, seus saltos não foram feitos para andar sobre colchões – Avisou antes de virarmos em uma bifurcação.

– Tomarei – Garanti, apesar de não ter entendi o porquê de me precaver.

O corredor, antes largo, estava menor em todos os sentidos, pois estava coberto de colchões rasgados e imundos. As portas das celas que ficavam naquele corredor estavam tampadas. Enquanto andávamos em silencio rumo ao refeitório, do outro lado do prédio, encontramos vários guardas em celas, pendurados em paredes, jogados nos corredores, grudados em tetos, em sua maioria pichados, com sangue, embrulhados em jornais, com mel, penas, creme dental, mascaras, fantasias, entre outros. Chegamos ao refeitório e as mesas estavam todas quebradas e a mesa de bufe também, apesar disso uma mesa pequena com uma cadeira ao lado da intacta bancada de doces estava inteira.

– Pedi para eles não destruírem ele – Falou indo até a bancada e pegando um pote pequeno com pudim e colocando ao lado da coca na bandeja. – Peguei antes de você chegar, mas escutei o barulho e fui conferir. Hoje seria pudim e brigadeiro.

Meus olhos com certeza brilharam, já que ela deu um sorriso e inclinou a cabeça, indicando que era para eu pegar.  Pulei animada mas logo retomei a postura, fui até a bancada e peguei uma colher e a travessa de pudim ainda intocada. Me sentei e me pus a comer. Percebi que ela estava comendo em pé e avaliei-a. Parecia ainda pior do que na consulta.

– Deveria tratar esses machucados – Falei a encarando.

– Eu sei. – Ela abriu a coca e bebeu um gole generoso antes de jogar tudo no chão – Vou fazer isso agora.

– Quer ajuda? – Ofereci.

– Lie. Quer dizer, não.

Ele ficou parada me encarando comer, então me toquei.

– Como assim você pediu para o circo não destruí-lo. Pelo que sei eles só fazem o que Mrs. J fala.

– Vou pegar um kit de primeiros socorros e voltar para a minha cela, pode se meter em encrenca quando chegarem e me virem contigo. Meus guardas geralmente chegam primeiro que o diretor. – Falou ela ignorando minha pergunta.

Vi ela sair em silencio enquanto eu ainda comia. Preciso entender essa mulher.

 



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