História Além da vida - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Little Mix, One Direction
Personagens Harry Styles, Jade Thirlwall
Tags Amor, Ator, Câncer, Drama, Harry Styles, Imagine, Jade Thirlwall, Jarry, Little Mix, Novela, One Direction, Revelaçoes, Romance
Exibições 95
Palavras 1.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Obrigada pelos favoritos meus amores <3 os comentários de vocês me enchem de alegria. Cometem, digam o que querem e o que acham! Beijos e boa leitura ❤

Capítulo 19 - Lay awake only hoping they're okay


Fanfic / Fanfiction Além da vida - Capítulo 19 - Lay awake only hoping they're okay

O céu ainda estava em um tom azul marinho, e o ar parado. Era o fim de uma madrugada inquieta e confusa. Jade não conseguiu dormir bem, virou ficando de bruços olhando para o teto branco de seu quarto.

Respirando fundo tentava acordar de seus pensamentos mais profundos, a forte cólica já tinha passado, as dores seria inevitável nesse meio tempo. Ela sabia. Eram tantas dores para vencê-las ao mesmo que se perguntava se iria conseguir. Jade estava começando a duvidar sobre quase tudo, entretanto, uma voz suave e doce de uma mulher parecia sussurrar em seu ouvido:

É doloroso, mas você consegue, não é? Vamos querida, lute por aquilo que tem valor. E você sabe sobre o que estou falando…

A voz se repetiu em sua cabeça durante várias vezes, seria aquilo um começo de uma alucinação? Ela estava ficando louca? Mas a voz… a voz parecia tão tranquilizadora e de longe, familiar. Tentou fazer uma busca em sua cabeça lembrando dos rostos e das vozes que ouvirá a sua vida inteira. Mas aquela não aparecia.

Estava na hora de levantar, tomar um banho de água gelada para esquecer esse sussurro. Para esquecer essa noite.

Sentiu uma pontada leve em sua barriga, ofegou temendo que a dor voltasse a incomodá-la por mais um dia. Não era dor. Ela sorriu. Alguém que estava dentro de si também havia acordado mais cedo, e quis que ela soubesse disso. Não havia mais motivos para ficar pensativa e distante.  

A bebê se mexeu novamente, mais rápido desta vez. Jade colocou sua mão macia em sua barriga coberta por uma camisola de seda branca. E tudo ficou quieto novamente.

***

Os pãezinhos da padaria perto de sua casa tinham o mesmo gosto amanteigado, ainda usavam a mesma receita. Ela amava aqueles pães, queria comer muitos só para descontar o tempo que passou sem eles. Harry passou para ela uma xícara com leite quente e um copo com suco de maracujá.

— Katherine disse que você precisa se acalmar e ficar forte — disse ele antes mesmo que Jade perguntasse o porquê dos dois.

Ela riu ao lembrar de sempre quando saía de casa, não importava onde Katherine estivesse ela sempre gritava :

Comeu? Senão, pode ir beber uma xícara de leite ou não sai de casa.

Katherine tinha seu jeito idiota de agir, mas ela sempre cuidou muito bem de Jade.

— Harry disse que vocês adiaram a volta para casa — comentou Jordan, enquanto bebia o líquido quente preto que estava em sua xícara.

— Sim, ontem eu senti muitas dores papai e tenho medo que dentro do avião aconteça alguma coisa. Imagina se…

— Imagina se ela quer comer esses pães enquanto estiver no avião e não ter? — disse Harry, a interrompendo.

Jade sorriu para ele e beijou seu ombro.

O rosto de Jade e Harry estava nitidamente que não haviam tido uma boa noite; linhas de expressão, olheiras arroxeadas. Mas Jade se sentia bem naquela manhã, e pelo que via Harry também estava bem.

— Quando vocês voltarem para New York, papai e eu iremos com vocês! — disse Kath, animada. — Lá é o lugar certo para encontrar um marido rico.

— Você precisa tirar isso da sua cabeça — rebateu Jordan.

— Katherine, porque a insistência em ter um marido rico? — perguntou Harry.

— Eu não quero passar a vida inteira sendo sustentada por meu pai e minha irmã mais nova. Mesmo que o papai não trabalhe mais. Mas ele já trabalhou muito para nos dar, eu tenho que retribuir isso.

— E uma profissão? Um trabalho? Um sonho? — ele bebeu um pouco do suco de maracujá que Jade passou para ele de volta.

— Fiquei até com sono em ouvir isso. — ele fez careta. — Tudo que eu preciso é de um homem rico, apenas isso.

Katherine nunca teve planos de qual profissão seguiria, sempre quis estar acima de todos. Não gostava de trabalhar, estudar. Isso tudo era desgastante.

— Harry e eu estávamos conversando sobre ficar aqui até nossa filha nascer, seria o melhor para todos — disse Jade.

— Eu acho que vocês tem que ficar! — Jordan falou empolgado. — Quero tê-los por perto

— Mas ainda vamos falar com os médicos, eles que saberão — respondeu Harry.

— Gente, a Jade não aguenta a pressão ao subir novamente. Parem de fogo no cú e fiquem na Inglaterra, minha sobrinha tem que ser inglesa. — disse Katherine, novamente.

Jade ainda não sabia se tinha perdoado Katherine pelo dia anterior, mas não queria mais uma manhã com desavenças. A irmã mais velha estava agindo como se nada tivesse acontecido, como se ela não tivesse magoado Jade trazendo Nathan aqui.

Ela não sabia o que Katherine ganharia com aquilo, o que ela ganharia vendo Jade relembrar seu passado? Nathan estaria de volta à sua vida para assombrá-la novamente?

Ela não teve medo com a hipótese que se formou em sua cabeça.

Desta vez, ela não sentiu medo.

Não sentiu medo.

Enquanto Harry estivesse ao seu lado ela sabia que nada poderia atingi-la, ela sabia que ele a protegeria com sua vida. Harry era tudo que ela tinha, iria amá-lo como a mais intensa onda que vem com toda sua fúria quebrando no mar.

Estava sentada ao lado do que a mantém viva, do homem que jamais pensou amar e hoje o ama com sua alma, com tamanha intensidade que a cada dia fica mais loucamente apaixonada por seu marido, com quem casou a anos atrás.

Nathan ou Katherine jamais poderiam entender o que significa o amor se não encontrasse um, jamais.

— É Katherine, você sofreu uma lavagem cerebral? — perguntou Jade, sendo irônica.

— Nathan. — bufou Katherine. — Eu sei que fiz mal a você o trazendo aqui, me perdoe, por mais que não acredite. Ele disse que queria vê-la, eu pensei que poderia ser legal…

— Cale a boca, Katherine! — exclamou Jade, com raiva. — Você mais do que ninguém poderia saber que eu não quero vê-lo mais, aliás, você que me afastou ainda mais dele, não lembra? — franziu o cenho.

— Eu sei Jade, eu sei. Mas você não tem que viver com isso a assombrando, chegará uma hora que terá que enfrentar seus medos de frente, sem camuflagens! — Katherine parecia séria, Jade duvidou.

— Jade, por favor.

Harry lhe lançou um olhar de compreensão, acalmando-a, um olhar que as palavras já vinham com ele: Não ligue para o que ela fala.

Jade suspirou. Respirou. Ofegou.

Ela prometeu para si mesma que não ia tocar mais no assunto.

Passado.

Nathan é um passado.

— Eu não gosto que briguem, ainda mais por alguém que não vale a pena. Vocês, principalmente você Katherine, está proibida de citar ou trazer aquele seu namoradinho aqui. — ordenou Jordan.

— Ele não é meu namorado! — rebateu Kath. — Não namoraria alguém do mesmo nível que eu. Meu namorado será rico.

Mais tarde, Jade encontrava-se sorrindo para sua velha amiga de infância, Christine. Ela era um ano mais velha que Jade, seus cabelos dourados parecia que nunca perdiam o brilho.

— Vi uma notícia sua em uma revista de fofoca, está famosa, amiga! — ela sorriu. — E eles também citaram uma doença…

Jade mordeu os lábios e passou a mão em seu cabelo, e tentou desviar o olhar de sua velha amiga.

— Eu… eu estou doente mesmo, é, eu sei. É terrível — Jade balançou a cabeça melancolicamente.

Os olhos cor de mel de Christine se encheram de ternura.

— Meu Deus Jade, eu lamento tanto — pousou sua mão morena no joelho da amiga, como conforto.

— Obrigada. Eu não quero falar sobre isso, me sinto muito mal Christine — sua voz soou fraca. — se quiser saber o que é, ou mais sei lá o que Harry te fala. Mas depois, ele saiu para resolver algo.

Os assuntos que vieram a tona com sua amiga foi dos anos em que estavam fazendo o colegial, ou de suas infâncias. Jade lembrou do biscoito amanteigado de chocolate que a mãe de Christine fazia, sentiu o cheiro quente saindo do forno.

Lembrou das risadas que davam. Despreocupadas e completamente livres.

Mas ela não estava arrependida do rumo que sua vida tomara, tudo foi ela que decidiu. Hoje teria um dia bom, amanhã também. Iria vencer o câncer.

   


Notas Finais




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