História Além da Vida - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Tags Emison
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Palavras 1.942
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - I won't let go


Um ano após eu ter prometido à Alison que eu iria continuar o tratamento, nós ficamos bem mais próximas. Ela tinha sido meu maior apoio e, acima de tudo, minha melhor amiga. Nós tínhamos uma ligação muito forte. Pequenos momentos viravam grandes emoções. Eu aprendi a deixar o meu mundinho de lado e passar a conhecer o mundo real, por mais que eu odiasse o mesmo. É claro, durante esse tempo não foi um mar de rosas só porque eu havia conhecido a Alison. Eu tive meus ataques, frustações, cheguei até desistir, mais uma vez, do tratamento contra a leucemia, mas entorno desses grandes fatos, ela sempre esteve lá. Sim, ela somia as vezes, mas mesmo na ausência dela, eu levava seus ensinamentos junto comigo. Porém, na época, tinha um problema; Eu não sabia nada sobre Ali. Toda vez que eu a perguntava sobre sua vida pessoal, ela desconverssava. Isso me consumia algumas vezes. Para falar a verdade, eu me achava egoísta por ela saber tudo sobre mim e eu nada sobre ela. Mas, com um tempo, eu soube. E, se tem uma coisa que eu me arrependo de ter dito é que, Alison DiLaurentis, não sabia o que era sofrimento. Talvez ela soubesse até mais que eu.

                  Flashback on:

Mais um dia eu levanto da minha cama com alguns raios de sol em meu rosto. Vou até a janela para ver aquele céu azul com algumas nuvens espalhadas. Admirando aquela imensidão azulada, vai passando alguns filmes em minha cabeça. Desde o dia em que descobri sobre a leucemia, até o dia em que conheci Alison. E, agora, me veio a cabeça aquela palavra que a Ali sempre fala; Fé. Será que eu tinha que ter mais fé em mim, ou, em alguma força superior?
Saio dos meus devaneios quando Pam, minha mãe adotiva, me avisa que o café está na mesa. Fecho um pouco a cortina, cobrindo a janela, e saio do meu quarto, descendo uma pequana escada que dá acesso ao primeiro andar da casa. Avisto Pam e Wayne juntos, cada um beliscando algumas torradas que, também, estavam sobre a mesa

-Olha quem acordou! - Diz Wayne com uma voz animada, mas seu feição, nem tanto.

-Bom dia. - Proferi essas pequenas palavras em um tom não tão satisfeito, pois eu sabia o que iria ter hoje.

-Em, vc sabe que você tem uma consulta marcada para hoje a tarde, certo? - Disse Pam um pouco preocupada com a minha reação.

-Sei sim. Você pode me passar a geléia por favor? - Mudei de assunto na hora. Não queria ter que ficar falando sobre hospital, médico ou remédio. Isso me sufocava.

-Aqui está. - Wayne deu um pequeno suspiro e me entregou a geleia de morango que estava sobre a mesa.

Algumas horas depois, eu estava me arrumando para ir ao hospital. Isso me cansava tanto. Toda vez era a mesma coisa. As mesmas pessoas. Os mesmos resultados. Entrei no carro dos Fields, que seguiram em direção ao nosso destino. Com alguns minutos de espera, ouço a enfermeira chamar meu nome e, assim, sigo para a sala do meu médico de anos, John.

-Fico muito feliz em vê-la aqui, Emily. Isso significa que você tem pulso firme para não desistir, o que aumenta a chance da sua melhora- Disse tudo com um pequeno sorriso, me fazendo balançar a cabeça em sinal de positividade.

***
Desespero era tudo que estava em mim agora. Medo, era tudo que estava me consumindo. Raiva, era tudo que predominava em meu cérebro. Um dia, tudo está tão bem. Vejo flores nas calçadas e crianças brincando alegremente. No outro dia, tudo muda. Vejo um buraco negro me puxando para baixo, sem se quer me dá uma oportunidade de me livrar. Acontece que, meu câncer, se espalhou. Agora, meu risco de vida, dobrou. Para falar a verdade, eu nunca tive medo da morte. Eu espero por isso desde os meus 11 anos, porém, agora, algo me prendia, só não sabia o que era. Contudo, toda a pouca fé que eu estava começando a ter, foi arrancada de mim com toda força. Eu estou com ódio da vida. Por que as coisas precisam ser assim? Eu, de fato, estou no meio de redemoinho, no qual, eu só caio.

***

Eu desisti de vez do tratamento. Sim, eu sei que agora que eu tinha que continuar com ele, porém, se tem uma coisa que eu aprendi foi; tudo que me leva para cima, me joga para baixo. O que me mantém viva, só acabava comigo. Então, mais uma vez, eu desisti, só que agora, foi pior, pois eu desisti de uma promessa na qual, não poderei cumprir.

***
Hoje, depois de uma semana após minha ida ao hospital, irei na praia para jogar aquelas pedrinhas no mar. Hoje, está igual ao começo. Uma menina sem rumo vai para o meio do mato, se escondendo das pessoas e de tudo, para chegar em seu lugar preferido para lamentar sobre a vida. Hoje, eu não quero encontar a Alison lá. Eu aprendi a gostar dela, o que é raro, então vai ser muito difícil contar tudo que está acontecendo. Eu queria está sozinha. Porém, logo nesse dia, ela estava lá.

-Emily, se vc continuar a fugir de mim, eu vou lhe encher de terra.

-Alison, me deixa, eu quero ficar sozinha- Disse, o mais ofegante possível, pois eu estava correndo já faz uns 2 minutos.

-Por favor, eu quero me explicar. Desculpa por sumir assim, do nada.- Na hora que ela falou essas palavras, eu parei de imediato.

-Desculpa? Alison, você some sem falar nada e depois quer voltar como se nada tivesse acontecido? Por favor né.

Ela abaixou a cabeça e, com aqueles lindos olhos azuis, nois quais eu era apaixonada, ela me olhou, um tanto quanto desorientada, e pronunciou calmamente:

-Mas eu voltei. Eu voltei porque eu quero saber como está indo nossa promessa.

-Quer saber, Alison, já chega. Eu desisti tá bom? Eu não vou continuar mentindo para mim mesma, quando minha situação não tem mais jeito. Eu não ligo para essa promessa. Eu não ligo para nada, muito menos o motivo do seu sumiço.

-Em, calma. Você não pode desisti. Você é forte. Você é capaz e...

A interrompi, cortando seu pensamento:

-Você fala isso como se fosse fácil. Não é, Alison. Não é como se eu fosse entrar por aquela porta do hospital e sai curada. Você não sabe o que eu passo, e, você nunca saberá. Eu não vou lutar, Alison. Eu estou desistindo de tudo, principalmente de você.

***

A minha vida era um círculo. Começa em um ponto. Eu caia. Eu me machucava. Eu levantava. E, quando eu pensava que algo estava, finalmente, dando certo e que eu iria ser feliz, tudo começava de novo.

                  Flashback off

Pois é, eu agi igual uma idiota. Eu me arrependia de cada palavra dita todo os dias. Eu havia deixado minha única esperança ir em bora. A verdade, é que Alison sabia o que era sofrimento. Ela não tinha um lar. Ela monstros que a chamavam de filha. Ela não tinha alimento. Ela tinha marcas espalhadas pelo seu corpo. Sim, ela era menina de rua, e, toda vez que ela somia era porque ela estava trabalhando para ter algum dinheiro para alimentar-se ou dá aos seus pais. A mãe de Alison, Jessica, era viciada em drogas, e com um tempo, passou a obrigar a filha a conseguir dinheiro para o tráfico. O pai de Alison, Petter, era igual a mãe, porém, ele batia na pequena garota e, uma vez, ja tinha a estuprado, deixando-na várias cicatrizes. Jessica sabia de tudo, até porque ela também sofria com esses abusos, mas não falava nada. Contudo, Alison era uma luz. Lembro-me de uma vez a perguntar o porque dela continuar com um sorriso no rosto depois de tudo que ela passou, e a mesma me respondeu com aquela palavra de sempre; Fé. Ela tinha fé em um futuro diferente. Ela tinha fé nas mudanças que iriam ter. Ela tinha fé na vida. Era o que eu mais amava nela. Alison DiLaurentis, todo mundo deveria ter uma. Ela é simplesmente um anjo com marcas de dor e um sorriso com ar de esperança. Uma heroína.

Lembro-me que, depois da briga com a Alison, eu fiquei muito mal e, mesmo que na época eu não soubesse como era a vida dela, ela não merecia aquelas facadas em forma de palavra. Eu sempre voltava na rocha em que nos conhemos. Todos os dias. Mas ela nunca mais apareceu. Diferente da primeira vez que ela sumiu, não foram somente duas semenas, e sim três meses. E em todo ele, eu me sentia culpada por tudo. Eu voltei ao meu mundinho e caí, mais uma vez. Porém, dessa vez, não foi em uma forma metafórica.

                Flashback on:

Eu sinto tudo girando. Minha visão estava escura e eu só sinto meu corpo após o impacto que o mesmo teve no chão. Ouço alguns gritos e segundos depois braços, me puxando para cima. Era igual a primeira vez, porém, não tive ninguém para falar que vai ficar tudo bem, até porque, nada estava, de fato, bem. Essa poderia ser a ultima vez que eu fechava meus olhos para nunca mais abrir novamente. Porém, não foi.

***

Me meixo um pouco na cama, revirando-me lentamente para um lado. Só conseguia ouvir os barulhos das máquinas em minha volta, como se eu dependesse delas mais que tudo. Uso um tubo em meu nariz, para ajudar em minha respiração. Tudo igual da primeira vez. Meu círculo acabou de reiniciar.
Sinto alguém segurando minha mão, eu sabia de quem era, mas me recusava a acreditar. Abro meus olhos lentamente e com toda dificuldade e a olho. Sim, ela estava lá.

-Sabe Emily, quando eu te conheci, eu só queria destrair-me da vida dura que eu tenho e, mal sabia eu que, você era mais dura que ela- Soltou um pequeno sorriso- Quando eu me juntei a você naquela rocha, eu não imaginava o que estava prestes a acontecer. E, quando você me deixou falando sozinha, eu meio que entendi o seu humor ou o seu tipo de gente. Mas, com um tempo de conversa, eu vi muito mais em você. Eu vi uma poça de perseverança encondida atrás de uma mancha de ignorância. Eu vejo mais que você vê. Eu acredito mais em você do que você mesma. Naquele dia em que você falou todas aquelas coisas ruins para mim, eu não vou mentir, fiquei muito chateada. Eu sumi por um grande tempo, porém, nesse período eu refleti sobre algumas coisas e lembrei que no dia em que te conheci, eu lhe disse que não iria desistir. Eu sinto algo diferente por você Emily, é uma conexão forte. Quando eu soube que você estava nesse estado, eu corri para cá, literalmente, porque eu realmente corri para vir aqui. Eu estou nessa quarto, escondida, pois não deixaram eu entrar para te ver. Emily, diferente de você, eu não vou desistir da minha promessa. Senhorita Fields, você, apesar de tudo, é o meu sol. Então, seja o seu também.

-Alison, eu te amo!

                  Flashback off

Talvez eu fosse muito jovem para pronunciar essas quatro palavras. Porém, o que eu sentia pela Alison, podia ser considerado amor. Não é qualquer pessoa que te faz lutar por alguma coisa e, quando você  desiste dela, você se sente mal. Não é por qualquer pessoa que você sente um aperto no coração toda vez que não a ver. Contudo, eu aprendi que, Alison DiLaurentis podia ir embora, mas ela sempre voltaria.

   


Notas Finais


Obrigada por estarem acompanhado a fic! Me digam o que acharam desse capítulo. Até a próxima!


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