História Além de uma vida - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias A Marca de uma Lágrima
Personagens Personagens Originais
Tags Além Do Tempo, Paixão, Romance, Separação, Tragedia
Exibições 4
Palavras 1.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Poesias, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Quem você pensa que é


-Você é aquelas princesas das histórias?- pergunta uma criança olhando para mim com os olhos brilhando

-Sou sim

-Então você é moça bondosa? que fala com os bicho?

-Bondosa eu até sou, mas falar com os animais eu nunca tentei

-Eu tenho um macaquinho, eu falo com ele quando eu tô triste, ele parece me entender

-E seus pais?

-Eles estão sempre ocupados, minha mãe quando não está trabalhando na horta, tá ajudando no preparo da comida, e meu pai esta sempre na caça, ninguém tem tempo para mim

-Isso é triste, bem eu desde pequena tive que ser obrigada a diversas coisas até hoje na verdade sou, mas talvez essa seja a forma que os nossos pais arrumaram para dizer que nos amam

-Se isso é o tal do amor, quero amar ninguém não dona moça- ao dizer isso a criança sai correndo, deu para perceber que ela não estava feliz, nem eu, mas quem queríamos enganar? ela estava infeliz por não ter atenção, e eu estou infeliz por nunca ser capaz de amar, até porque meu casamento será apenas de interesse de terras, espero que demore bem muito, atrapalhando completamente meus pensamentos o Yago aparece com uma massa esquisita e um copo com suco

-Pega, isso se chama jantar

-Sim, eu sei o que é jantar, só não sei o que é essa comida, se é que posso chamar de comida

-Isso é tapioca, a moça não conhece tapioca?

-Não, é uma espécie de borracha?

-Se eu tô te dando para comer não é borracha né tolinha

-E por que é branquinha? 

-Isso é da farinha do cocô, usamos para fazer a tapioca,  prove é bom

Coloco um pedaço em minha boca e me impressiono com o gosto, realmente pela aparência eu não comeria nem morta, mas tem um gosto muito bom, tome logo após o suco e o Yago senta na rede que está entreligada a minha e começamos a conversar.

-A moça tem quantas primaveras?

-16 e você? 

-18, você não parece ter apenas 16 primaveras, parece ter muito mais, até parece minha vó, usando tanta roupa

-Então sua vó tem muita classe, o que queria? que eu andasse quase nua como você?

-Ei! eu não ando nu, ando com tanga, sou super estiloso, as meninas suspiram por onde passo, mas não penso em casar

-oras, por que não? 

-Elas se jogam muito, e eu prefiro uma que esteja bem difícil ao meu ponto de vista, essa sim será digna de meu amor, e a moça pretende se casar?

-Pretendia...mas agora tanto faz

-Pretendia? não pretende mais?

-Sim, pois vou ser obrigada quando completar meus 21 anos, a me casar com um velho nojento de outro reino só para unirmos forças, tropas e ouro...

-Você rico são muito dramático, vocês vivem tanto na luxúria que esqueceram do que a vida tem de bom, vocês não sabem o que é tomar um banho no lago pelado sem malícia, não sabem o que é preparar a própria comida, não sabem nem o que é se divertir

-Sabemos sim! temos festas e bailes para isso.

-Tudo isso é ilusão, uma gaiola também, se divertir mesmo é você está rindo a luz do luar que é tão bela, e adormecer ali mesmo com a barriga doendo de tanto rir, isso moça que é felicidade

-Talvez você tenha razão...

-E tenho mesmo, vai passar quanto tempo aqui moça?

-2 meses 

-Só?

-só?! isso é muito!

-Muito só se for para você, 2 meses da quase para nada, não dá para aproveitar tanto

-Aproveitar o que? se aqui não tem nada

Ele se levanta pega um pano molha com água e passa diante meus olhos

-Ei o que você tá fazendo?

-Tô mostrando a moça que ela está errada, tô tentando limpar seus olhos para que você enxergue o quanto de coisa que você está rodeada 

-Só vejo mato

-Amanhã você irá comigo conhecer água salgada

-Como se eu já não conhecesse praia

-Você vai ver através de meus olhos, e vá com me nas roupas irá aproveitar ainda mais

-Meu pai não vai deixar

-Você não precisa sair daqui vestida como eu, coloque por baixo do vestido e lá você tira

-Tá bem, então até amanhã? 

-Até.

E então adormecemos, confesso que fiquei muito animada com o programa de amanhã, assim que o sol raiou eu sinto umas leves cutucadas, era o Yago dizendo para me aprontar que partiremos em 30 minutos.

No meio do caminho só conseguia ver mato, mato e mais mato, não entendi a referência da noite passada "você precisa ver com os meus olhos" todo mundo enxerga igual e eu só vejo mato!

-Chegamos- fala o Yago enquanto aponta para uma praia linda

-Nossa, foi nessa praia que a gente embarcou?

-Não, a que vocês embarcaram é mais longe que essa e a de la é feia, gosto dessa porque é bonita e o sol nasce e se põe primeiro aqui.

-É realmente linda

-Isso porque a moça ainda não tá vendo com meus olhos, Bora tira a roupa e cai na água 

-Mas já? vou não, tô com frio, e não sei nadar

-Deixa de drama moça, Bora a água não morde

-Tá,  tá, você venceu- faço e tiro meu vestido pedindo para que ele virasse as costas um pouco.

-Posso virar?

-Não 

-E agora?

-Pode

-Nossa moça,  como você é branca

-E você abusado

-Mas se a moça me permite dizer, a moça é linda e muito

-Ah..Obrigada

-De nada, agora vamos, o mar nos aguarda e a mãe D água tá feliz porque tem gente nova

-Bora- Pulamos no mar e meu deus que água morna, um verdadeiro paraíso, ficamos lá por um tempo muito grande, até que ele saio, porém resolvi ficar mais um pouco, depois de um tempo a maré começou a puxar, e a encher também, eu não conseguia pisar mas no chão, eu tentei nadar porém eu não sei nadar, acabei machucando meu ombro numa pedra quando perdi totalmente a consciência

-Moça, moça, acorda

-O que aconteceu?

-Você desmaiou, tava se afogando, machucou o ombro, mas não se preocupe já estanquei o sangue

-Era desse jeito que você queria que eu enxergasse as coisas?

-Não- fala e da um risinho, que me deixou bastante irritada

-Eu poderia ter morrido!

-Mas não morreu, porque eu te salvei então você tá me devendo uma

-Não te devo nada

-Deve sim, eu poderia ter te deixado virar comida de peixe, mas não deixei, então tá me devendo sim

-O que devo a você? 

-Na hora certa saberemos, agora vamos embora, esta ficando tarde

Recolhemos nossas coisas, visto minha roupa e voltamos para tribo, meus pais nem perceberam a faixa no meu ombro, e isso é melhor assim, deitei e apaguei logo, esperando ansiosamente pelo outro dia.







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