História Além Do Labirinto - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias David Bowie, Labyrinth, Lolita, Return to Labyrinth
Personagens Personagens Originais
Tags Experimental, Labirinto, Labyrinth
Exibições 42
Palavras 637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Se é para a alegria geral dos leitores, vou adicionar dois capítulos extras para dar um final melhor a essa história. Espero que me desculpem pela demora pra tal edição.
Espero que gostem :3
~Angie

"For the priceless man
Who suffers gloom
So slow
Eyes were stolen
For her
A sleeping sky
Takes the moon
So slow
I would slide away
Further out to sea
Further out to sea
So she

She saw me smile
Feeling like
I'd never been
She saw me smile
Feeling like I'd never been
In love
Feeling like I'd never been
The only one and all alone"

David Bowie - So She
Capítulo escrito e editado por ~AngieBowie

Capítulo 8 - So She


Capítulo 8 - So She

Sarah se viu totalmente sem chão quando retornou a sua casa. Viu a coruja branca bater as asas para fora da casa, o relógio badalava marcando meia noite. A fantasia havia partido, mas tudo que sentia e lembrava era mais real que tudo. A menina subiu as escadas para o andar de cima com pressa, quase saltando alguns degraus. 

No quarto de seu irmão mais novo, Toby dormia no berço, agarrado ao urso que lhe pertencia antes, o pivô de todo seu drama. 'Pode ficar com ele' ela murmurou mentalmente para si mesma. Por um momento, se questionou se aquele sofrimento todo teria valido a pena. Se realmente era suposto ela dizer aquelas palavras, ser arrebatada por Jareth e descobrir toda a verdade sobre o passado dos dois daquela forma tão violenta. 

A garota fechou a porta do quarto e foi para seu próprio recinto, suspirando triste e se olhando no enorme espelho de sua penteadeira. Se sentia estranhamente vazia e sozinha agora. Aquela parte amputada, aquele véu que cobria sua memória... Tudo tinha mudado, mas, ao mesmo tempo, quase bizarra e ironicamente, nada mudou. Aquela Sarah não deixava de ser ela, de ser parte de si, mas aquela menina que tinha passado por toda aquela vergonha e sofrimento... Tinha ficado no passado.

Sarah se sentou pesadamente na beira de sua cama, sentindo um aperto no peito começar a lhe tomar. Junto com certa culpa. Começava a questionar suas decisões, se aquele homem era realmente ruim para ela. Se suas promessas de amor eram reais... Ela afundou o rosto nas mãos pequenas e ofegou desesperadamente. Precisava ter uma forma de voltar, de concertar todos os erros, do presente e do passado. 

Ela se levantou num impulso e abriu as portas da varanda, se dependurando no balcão a procura dele. Chamando seu nome em sussurros fracos. Viu a coruja branca lhe velando no galho mais distante da árvore que crescia no jardim, criando ramificações até a janela de seu quarto. A menina tentou estender uma mão para a ave, o corpo se dependurando o quanto conseguia.

-Jareth... -Ela franziu a testa. Sentia que iria a loucura se não concertasse seu erro. Não era justo. Ele tinha dado tudo de si para concertar seu erro. Sarah também precisava fazer sua parte. A menina sentiu o corpo pender demais para baixo. Havia se pendurado demais no balcão, o suficiente para se desequilibrar e cair. 

Ela soltou um grito baixo e viu a coruja bater as asas para longe do galho. Sarah fechou os olhos ao sentir seu corpo cair, assustada. Porém, notou o peso do corpo sumir de repente, seu corpo se alinhando e pousando suavemente de pé na grama do jardim. Ela abriu os olhos quase assustada e se alinhou descalça na grama, olhando em volta.

-Jareth?! Jareth, é você. Eu sei que você! -Sarah olhou em volta com desespero, o procurando. -Volta pra mim, meu amor. Volta. Me perdoa. O caminho dessa dor me atravessa. A vida não mais me interessa se você for embora...

A garota apertou as mãos no próprio peito, ofegando. Apertou os olhos quando acreditou que ele havia desistido dela de vez. 

-Sarah? -Ela foi capaz de ouvir a voz dele acima de sua cabeça, na varanda de seu quarto -Você está bem?

A garota sorriu imediatamente, sentindo um enorme alivio no peito ao vê-lo. Seus pés se apressaram para entrar na casa para encontra-lo, correndo escada acima e se jogando em seus braços imediatamente, o abraçando com toda a força que tinha no corpo infantil. 

-M-Me perdoa, Jareth. Me Perdoa...

-Shhh... Calma, meu amor. Passou. Passou...

-Eu te amo, fica comigo. Me d-desculpe...

O homem a fitou surpresa com suas palavras.

-Fala sério, Sarah? Realmente sente isso por mim, criança?

-Fique comigo, Jareth. Fique. Me deixe concertar tudo...



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