História Além do Mar - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Pequena Sereia
Personagens Ariel, Personagens Originais, Príncipe Eric
Tags Adaptação, Gender Bender
Exibições 6
Palavras 1.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


" Algumas fanarts me inspiraram a escrever essa fanfic.

Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo 1 - O Humano


No profundo e sombrio oceano, ele nadava rápido entre os obstáculos para tentar retardar seu oponente. Ágio e esperto conseguiu alcançar uma bandeira preta e degastada com uma caveira estampada no meio.

- Há! Eu peguei primeiro! E novamente... você perdeu, Linguado.

- Isso não é j-justo – retrucou o pequeno peixe amarelado que estava tremendo – esse lugar é muito assustador, Ariel, vamos sair daqui.

- Relaxa, esse lugar está completamente abandonado e aqui vamos poder encontrar coisas divertidas e até mesmo jamais vistas!- o ruivo olhou com entusiasmo para o amigo que estava com o semblante desacreditando da ideia do outro – Vamos ser os melhores exploradores de Atlantis! Meu pai vai ficar orgulhoso.

- Seu pai vai nos matar por estarmos aqui! Você sabe que lugares assim não são bons. Estamos perto demais da superfície.

O ruivo revirou os olhos com a covardia do peixinho e pegou-lhe na nadadeira o puxando pra dentro do barco aos pedaços. Logo foi fazendo o que fazia de melhor, explorar, Ariel olhava pequenos objetos que flutuavam entre as madeiras podres, ele achava tudo tão interessante, algo no meio das coisas chamou sua atenção, era uma caixinha, que estava repleta de musgo e enferrujada mas dava pra ver claramente duas miniaturas de um jovem casal dançando, Ariel pegou aquilo achando lindo e guardou em sua bolsa improvisada.

Os dois amigos estavam tão concentrados nos objetos que encontravam que se assustaram de imediato quando um grito ao longe foi ouvido e depois um barulho de algo sendo jogado dentro do mar.

Assustado Linguado se escondeu atrás de Ariel que estava se aproximando mais da fresta da madeira já se preparando para ir ai encontro do que fora jogado.

- A-Ariel... Nem pense nisso...

- Tarde demais, Linguado!- sorriu segurando a nadadeira do amarelado- Vamos!

Nadou rapidamente até o que parecia ser uma bolsa, Ariel nunca tinha visto uma bolsa tão grande. E não pode se conter assim que notou que algo se movia desesperadamente ali dentro. Rapidamente foi desatando o nó que ali existia, fazendo a bolsa se abrir.

Seus olhos se esbugalharam e seu queixo caiu, um garoto humano o olhava assustado e fazia de tudo para segurar o ar que tinha em seus pulmões. Ariel não sabendo o que fazer nadou para uma pedra mais próxima se escondendo, procurou por Linguado e viu que ele estava estupefato tanto quanto ele. Um humano, na sua frente, de verdade. O humano que Ariel tanto olhava sem reação começou a perder o ar e as forças de tentar chegar a superfície. O ruivo voltando a realidade, nadou perto do garoto e segurou o braço e o levando para cima.

O lugar que era extremamente proibido para ele.

Levou consigo o moreno que ofegava sem parar e batia a mão contra o próprio peito. Quando sentiu a areia sob o corpo, o garoto , que ainda estava se recuperando, se levantou de supetão, olhando a criatura que tinha o salvado da morte eminente.

- Um monstro...- o menino recuou um pouco de perto da água.

- hm? Onde? – Ariel se sentou em uma pedra que tinha perto da beira da praia e olhou para os lados, não havia nenhum monstro ali. – Você bateu a cabeça antes de se afogar?

- Eu não me afoguei, me joga... Espera! Você consegue me entender? – voltou a se aproximar.

- Bom... Sim!- respondeu desconfiado- Eu não deveria entender?

- Não, porque você é um monstro marinho, não é?! Já ouvi histórias sobre você mas não sabia que você realmente existia. Você tem quantos anos? Duzentos?

Ariel não conseguiu não rir com aquilo, os humanos eram loucos?!

- Não, tenho treze anos. Você tem duzentos anos? Nossa, eu não sabia que humanos podiam ficar tão velhos com uma aparência tão nova.

- E não podemos – disse o menino enquanto se levantava ainda tentando raciocinar o que estava acontecendo ali- Eu tenho quatorze anos, meu nome é Eric.- estendeu a mão para o ruivo a sua frente – e qual é o seu nome?

- Sou Ariel – também estendeu a mão para o outro que a apertou balançando gentilmente- O que está fazendo?

- O que? Isso? – riu o outro balançando mais forte as mãos – isso é um gesto de encontro. Quando conhecemos alguém devemos fazer isso e olhar bem nos olhos dela. É uma forma de dizer “ muito prazer em te conhecer”.

- Não fazemos isso em Atlantis. – sussurrou o ruivo.

- Atlantis? É onde você mora?- perguntou se interessando pela história do pequeno tritão

- A-Ariel...temos que ir, seu pai vai estranhar sua demora... – Linguado falou baixo perto de Ariel.

- Me desculpe, eu tenho que ir – o tritão balançou as mãos de uma forma desajeitada e se aproximou mais do garoto- Venha aqui amanhã, por favor, tenho tanto o que perguntar.

Sem entender direito o que tinha acontecido Eric viu uma cauda verde sumir entre as ondas. Sorriu achando que tinha ficado louco. Um tritão tinha o salvado?! Por um minuto até esqueceu do verdadeiro problema. Seu semblante mudou assim que se lembrou do ocorrido, correu o mais possível até o castelo.

Ariel nadou até a janela do seu quarto e foi para sua mesa, ele queria ver o que tinha conseguido na sua exploração do dia e estranhou quando pegou sua sacola quase vazia, mas aí lembrou do porquê que não pôde explorar muito hoje e sorriu. Era inacreditável! Tinha conhecido um humano! Um humano!

Surreal.

Segurou a pequena caixa com lodo nas mãos e a abriu, ficou encantado com o casal de bonequinhos, observando melhor, viu que a caixinha tinha um ferrinho, girou aquilo dando três voltas e uma música baixa, enferrujada e lenta começou a soar, queria tanto poder concertar aquilo.

Ouviu um barulho na sua porta e pegou o objeto o levando para a concha que lhe servia de cama, deitou de costas para a porta e fingiu estar dormindo. Sentiu uma mão grande e pesada acariciar seus cabelos, seu pai estava ali, sentiu um alívio e tanto por ter chegado a tempo em casa. Teria sérios problemas se seu pai descobrisse o que acontecera naquela tarde.

//

Eric já estava desconfiado de quem teria feito aquilo com ele, poderia estar morto se não fosse pela criatura.

Abriu a porta do palácio, encontrando o rei e outros servos, Carlota veio em sua direção rapidamente.

- Pequeno príncipe, o que aconteceu? Está encharcado.

- Eric, já disse para não ficar tanto tempo sozinho no mar, é perigoso.- bravejou seu pai.

O garoto nem ouvia o que lhe era falado, apenas procurava com os olhos aquela pessoa do qual desconfiava.

- Você! – apontou para a mulher que estava ao lado da pilastra o olhando severamente – Foi você que mandou aqueles vermes me jogarem no mar, não foi, Úrsula?


Notas Finais


" Lembrando que vai ser minha versão.

Vou bagunçar um pouco essa história linda. Kkkkkk

Críticas construtivas são bem vindas!
Comente.

Obrigada por ler!


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