História Além do que os olhos podem vêr - Capítulo 29


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mylène Haprèle, Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain
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Palavras 1.501
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, peoples!!! Olha só quem está aqui!! Euzinha!!! Então, eu queria falar: Vocês viram os sneak peaks da segunda temporada? Na série, nosso suspeito número, Gabriel Agreste, virou o Collector, o akumatizado!!!
Eu imaginei pelo cabelo do Collector que ele seria o Gabriel caso o Gabriel não fosse o Hawk Moth.
Mas não estamos aqui por causa disso, não é?
Aqui está o capítulo, boa leitura!

Capítulo 29 - Yin Yang


Adrien estava andando no pátio da escola, meio distraído. Estava pensando no fato do seu pai praticamente tê-lo obrigado a ajuda-lo no concurso de moda. Então alguém esbarra nele e o caderno que essa pessoa carregava nas mãos cai no chão.

— Me desculpe, eu... – disse a outra pessoa. Ao ver o garoto, Marinette fechou o rosto e praticamente puxou com força o seu caderno das mãos dele. – Ah, oi, Agreste. – falou ela, com um tom de desprezo, e então foi embora. Adrien nem soube como reagir. Marinette estava agindo de um jeito que ele nunca tinha visto. Fen olhava a cena, chocada, mas por seus próprios motivos. Então ela sentiu a presença de uma sombra atrás de si e se virou.

— Por quê você fez isso?! – perguntou ela, furiosa. O garoto deu um sorrisinho de triunfo ao ver como deixou a garota. – Você estragou tudo que eu fiz durante tanto tempo para juntá-los.

— Eu vi a oportunidade e a agarrei. – falou ele, simplesmente. – Você não devia ter deixado essa brecha.

— Mas eu já estava aqui! – falou ela, gritando. Então baixou o tom de voz e virou-se para Adrien e Marinette. – Essa magia é mais forte do que você pensa e você sabe o porquê.

— Miraculous. – falou ele, olhando os dois adolescentes também.

— Eles representam o equilíbrio do universo. Você não vê que essa sua ambição por mais e mais magia pode arruinar tudo?! – ele olhou-a, ofendido.

— Eu só estou fazendo o que eu faço há mais de 100 anos, o meu trabalho! – falou ele. – Você que é a gananciosa e ambiciosa aqui. – ele falou, acusador.

— O quê?! – exclamou ela, ofendida e virando-se para encará-lo.

— Ora, vai me dizer que só quer “o bem deles”? – ela abre a boca para falar algo, mas não diz nada. – Foi o que eu pensei. Desista logo. – falou ele e ela virou-se, quase aceitando o que ele havia dito. – Você não ia conseguir juntá-los de qualquer jeito. – falou ele e ela virou-se novamente, furiosa.

— Como é?!

— Como as mulheres são escandalosas. – falou ele, revirando os olhos. - Você já perdeu tantas vezes, Fen. – falou ele, com desdém. – Não acha que já está na hora de repassar sua parte do medalhão para alguém que sabe usá-lo? – perguntou ele. – Alguém como... eu. – ela encarou-o, chocada com tanta cara de pau.

— Sabe, eu já ia desistir e deixar você causar o caos que quisesse e usasse a magia que quisesse para separá-los ainda mais, porque sei que você não ia ficar satisfeito enquanto não tivesse feito muitos estragos. Mas aí você falou que eu não ganharia de qualquer jeito! – ela estava realmente brava. – Agora eu estou encarando isso como um desafio. Então você verá como está errado quando eu pegar uma foto dos dois juntos e esfregar a minha vitória na sua cara! – falou ela, deu-lhe as costas e saiu dali, resignada a cumprir o seu desafio. Ele viu-a sair dali, surpreso. Fen nunca havia reagido daquele jeito antes em um século!

Talvez a vida de adolescente do século XXI estivesse afetando-a. Ele olhou-a ir para um canto, se transformar em uma joaninha e então entrar voando na sala. Então deu um sorriso, que logo escondeu. Não podia demonstrar seus sentimentos. Ele se transformou em um besouro escuro e foi voando para a sala de aula, já que Fen havia ido atrás de Marinette. Ele sabia que ela provavelmente iria retirar o feitiço que ele colocara sobre a azulada, então ele ia colocar mais um obstáculo. No caso, um obstáculo ruivo.

 

Marinette caminhava levemente enraivecida até onde marcara com Madeline para começarem a se preparar para o concurso. Ela estava muito chateada com Adrien, apesar de que qualquer um diria que aquilo era de certa forma um exagero. Ela mesma sabia que era exagero. Mas havia decidido com sua cabeça que ela estava com raiva de Adrien e que iria ajudar Madeline a acabar com Gabriel Agreste na competição. Tikki não estava muito satisfeita com as decisões de sua mestre, mas ela não podia fazer nada a respeito. Marinette agia sempre por impulso e essas decisões nunca terminavam bem.

Mas ela já havia avisado, então só restava à Marinette a decisão de aceitar ou não o conselho de uma kwami. Mal sabia a kwami que Marinette não estava totalmente no controle de suas ações. Um feitiço tomava seu coração e Fen teria que agir rápido para retirá-lo antes que ele se completasse e causasse terríveis efeitos. Caso contrário, até o sábado, que seria em dois dias, Paris veria uma Ladybug completamente diferente da que estavam acostumados.

Adrien estava em seu carro, refletindo sobre as próximas horas entediantes que se passariam. Ele realmente não gostava de moda. Ao descer, foi pego de surpresa por vários flashes de câmeras aqui e ali. Ele entrou em casa, sem estranhar. Não era como se isso não fosse algo frequente. Ao chegar no escritório do pai, viu a porta aberta e vozes.

— Pai? – falou, entrando lá.

— Ah, olá, filho. – disse Gabriel, no seu jeito de sempre. – Tenho boas notícias. Eu encontrei nossa modelo feminina. – falou ele, saindo da frente e mostrando-a.

— Chloé?! – exclamou Adrien.

— Oi, Adrien, meu lindo! – falou ela, correndo para abraça-lo. Adrien olhou para seu pai esperando uma explicação.

— Descobri que o concurso irá ter uma fase especial em que é preciso ter uma modelo feminina. Então pensei em Chloé. – falou ele, quase indiferente.

— E agora vamos poder passar mais tempo juntos. – falou Chloé, soltando-se do abraço. – Isso não é incrível? – perguntou ela, animada.

— Er... É, que incrível... – falou ele, com animação fingida.

 

À noite ele decidiu sair como Chat Noir. Havia passado a tarde toda trocando de roupas e andando com elas. Ele odiava isso. Principalmente com Chloé por perto e dando gritinhos sempre que ele desfilava com alguma roupa. Ele precisava esfriar a cabeça. E nada melhor do que sair como Chat Noir.

A noite estava fria e o vento batia contra seu rosto mascarado dando a incrível sensação de liberdade. Ele deu vários saltos, aproveitando o fato de ter a capacidade de fazer isso sem se machucar. Então seus olhos viraram-se para um lado. Uma janela mostrando que alguém ainda estava acordado.

— Quem estaria acordado a essa hora, além de mim? – perguntou ele, indo até lá como uma mariposa vai até uma lâmpada.

Ao chegar mais, viu que era onde Marinette morava. Aproximou-se da janela e viu-a ali, com seu caderno desenhando e conversando com alguém.

— Ai, Tikki, o que você achou desse? Ficou muito florido? – perguntou ela.

— Mas quem é Tikki? – perguntou-se ele. Mas ele falou alto demais e Tikki acabou ouvindo.

— Tikki? O que foi? – perguntou ela.

Então Chat Noir criou coragem e bateu na porta que dava para a sacada, que não era uma janela como ele estava pensando. Marinette, movida por sua curiosidade e com algo bem pesado nas mãos caso fosse alguma emboscada. Ela abriu a porta lentamente.

— Quem está aí? – perguntou e só então percebeu o contorno mais escuro na escuridão da noite. O herói aproximou-se mais, já que começava a ficar com frio.

— Nossa, está frio aqui fora. – falou ele e Marinette abaixou a coisa grande e pesada que tinha em mãos.

— Ah, Chat Noir, é só você. – falou ela, aliviada. – Você quer entrar? – perguntou ao ver com preocupação o quanto ele tremia (ele estava fingindo, isso sim).

 

Do lado de fora, uma joaninha pousava no teto de um prédio próximo e voltava à forma de uma garota de cabelos pretos com uma mecha rosa.

— Eu acho que estou ganhando. – falou ela, com um tom meio convencido. Um besouro pousou ao seu lado e voltou à forma de um garoto.

— Você está com a vantagem agora. – admitiu ele. – Mas não cante vitória antes da hora. – disse como um aviso, sua voz soava como se ele estivesse distante. Os dois adolescentes que estavam do lado de dentro conversavam.

— Eles parecem tão felizes. – falou ela. – Ás vezes me pergunto o que aconteceria se eu fosse uma garota normal, se eu seria... feliz.

— Eu também. – admitiu ele e ela olhou-o, impressionada. Então ele se levantou, transformou-se em um besouro novamente e saiu voando.

Ela viu-o partir. Era incrível como agiam como se nada tivesse acontecido. Anos de convívio. Ela sentiu o colar em seu pescoço esquentar e olhou para ele. O pendente já deixava de ser rosa para ficar um vermelho vivo. Era amor. Sua magia estava ficando mais forte e logo ela poderia retirar o feitiço de Marinette. Ela olhou Marinette e Chat Noir mais uma vez. Na rua passava uma mulher loira, protegida sob o manto da escuridão. Era Letícia.

— Pelo menos vocês ficarão com seu verdadeiro amor. – falou Fen, tristemente. Ela queria muito ter ajudado Letícia e Gabriel a ficarem juntos, mas naquele momento não podia mudar o passado. O que estava feito estava feito. No entanto isso não a impedia de que mais adiante ela ajudasse a mãe de Adrien. Então Fen virou novamente uma joaninha e saiu voando, passando pela loira como um sinal de que sua sorte iria mudar.


Notas Finais


E é isso, espero que gostem!
Fui!


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