História Alex e a irmandade (Hiatus) - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Hentai, Heterossexualidade, Homossexualidade, Lemon, Novela, Romance, Violencia, Yaoi, Yuri
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Palavras 1.960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite ^^
Um capítulo prontinho, acabou de ser escrito.
Eu realmente espero que gostem, já que tive que dar tudo de mim para fazê-lo, mas se não gostarem sem problemas, sempre estarei tentando melhorar. ^^
"A música citada no texto é: Come Undone da banda Duran Duran. Recomendo que ouça, já que fiz o capítulo inteiro ouvindo ela e também é uma das minhas músicas favoritas".
Boa leitura. ^^

Capítulo 2 - Adaptação


O sol já se fazia presente no horizonte daquele início de manhã. Todos moradores daquele bairro já saiam de suas camas, prontos para ter mais um dia repetitivo e desgastante em suas vidas, exceto em uma casa, onde jovens dormiam sem responsabilidades ou deveres.

No quarto de Bruno que era descrito como uma bagunça sem fim, alguns dormiam na cama, outros em um colchão que estava no chão, mas um deles preferiu a poltrona.

Um tempo se passou e apenas um deles mostrou sinais de um despertar.

Manu sentiu os raios de sol que passavam pela brecha da cortina mal fechada, ela foi se levantando aos poucos, podendo assim ter uma visão dos amigos que dormiam juntos, tirando Alex que parecia desconfortável naquela poltrona, mesmo os jovens terem insistido bastante para que ele dormisse na cama junto com eles. A menina pensou que iria demorar para o garoto se acostumar a ter intimidade com o grupo.

Manu finalmente tomou coragem para sair daquele colchão, e como foi a primeira a acordar teria que fazer o café, era uma das regras impostas pelo grupo.

A menina então foi saindo do quarto, indo em direção a cozinha, para preparar algo para que todos pudessem comer, ela pensou em uma torta, mas achava que não teria os ingredientes necessários. Alguém então teria que ir comprá-los, mas ela não queria sair lá fora e ter que andar até o mercado.

A menina então resolveu chamar um dos amigos para ir até o mercado enquanto ela fazia outra coisa.

Ela voltou para o andar de cima, entrou no quarto, todos ainda estavam perdidos no mundo dos sonhos, mas não haveria jeito, um deles teria que acordar.

Manu foi até Alex e tocou em seu ombro e o balançou.

Ele acordou de maneira meio brusca, era visível sua falta de confiança com todos ali presente.

- Alexandre calma! - a menina ficou receosa de tocar no rapaz novamente.

- Sinto muito - ele pede - acho que é força do hábito.

- Não gosta que as pessoas o toquem? - a garota pergunta.

- Olha não quero entrar nesse assunto agora, mas de onde eu venho não é boa coisa quando pessoas me tocam quando estou dormindo.

Manu decidiu não fazer perguntas sobre aquela história, não queria incomodar o rapaz.

- Alex será que poderia ir no mercado? É que eu iria precisar de uns ingredientes, poderia ir comprá-los para mim?

- Claro, do que precisa?

- Aqui está a lista e o dinheiro - ela entrega tudo na mão do garoto e sai do quarto.

*Algum tempo depois*

- Desculpa a demora, acabei me perdendo no meio do caminho. Aqui está! - ele coloca as sacolas em cima da mesa.

- Sem problemas. Consegui fazer algumas outras coisas nesse tempo - ela sorria enquanto colocava as coisas na mesa.

- Sem querer ser chato e nem nada do tipo, mas acho melhor você colocar uma calça, ou um short - o moreno desvia o olhar da menina que vestia apenas uma camisa e uma calcinha.

- O desculpa, é que estamos todos acostumados a andar praticamente sem nada por aqui - a jovem fica constrangida e sobe pro quarto para colocar algo mais apropriado.

Depois de um tempo ela volta e começa a conversar com o garoto que estava sentado na mesa.

Ela fazia várias perguntas para conhecer o menino melhor.

- Então Alex onde estão os seus pais? -  pergunta curiosa. 

- Não sei, provavelmente mortos. Nunca me preocupei em saber - havia remorso em seus olhos e a menina pode ver.

- Me desculpe - ela se sente triste pelo garoto.

- Não me peça desculpas, você não fez nada de errado - o garoto se levanta para pegar um copo de água.

Nesse momento os outros membros do grupo chegavam, tornado a cozinha mais barulhenta.

Eles se beijavam, um por um,  Alex ficou de longe olhando aquilo, que ainda era considerado muita maluquice para si. 

Um relacionamento de cinco pessoas, se é que pode chamar isso de relação.

Enquanto ele estava distraído pensando como aquilo era muita doideira, acabou por ser desperto de seus pensamentos, quando sentiu lábios indesejáveis encostando nos seus.

Ele se assustou com o contato repentino, dando assim alguns passos para trás.

- Ai calma é só um selinho - Joanna não esperava aquilo.

- Olha foi muito gentil da parte de vocês me deixarem dormir aqui, mas eu tenho que ir nessa tenho que procurar algo para fazer por aqui! - ele nem esperou um resposta e foi saindo dali com pressa.

- Joanna tá vendo você assustou o rapaz - Reclama Bruno - e eu nem tive tempo de beijá-lo.

- Ainda vai ter a sua chance Bruninho, já que ele deixou a bolsa aqui - Leonardo fala.

- Vai demorar, mas tenho certeza de que ele é a pessoa certa - Manu sorri, se lembrando da troca de olhares que aconteceu no parque na noite anterior.

Todos ali presentes concordam com as palavras da garota.

Depois de todos tomarem café e conversarem bastante, tiveram que se despedir e ir cada um para sua própria casa.

Quando Manu chegou em casa foi vítima do olhar intimidador do seu pai.

- Manuela sabia que existe telefone? E há uma função ótimo chamada ligação! Você deveria tentar usá-la as vezes.

- Desculpa pai - ela abaixa a cabeça.

- Vá para o seu quarto! E só irá sair de lá agora quando eu deixar! E pode me dar o seu telefone.

- Pai você está exagerando!

- Exagerando? Você esteve fora de casa por três dias, e ninguém soube dizer se você estava viva ou não. Então apenas vá lá pra cima e não saia!

A menina viu que a razão pertencia ao pai dessa vez, então iria simplesmente obedecer.

A menina chegou no seu quarto indo diretamente se olhar no espelho, ela se perdia no próprio reflexo e poderia ficar horas se olhando no espelho, mesmo sem uma razão palpável. Era uma coisa que sempre fazia. A menina viu que o cabelo estava um pouco grande e teria que cortar. Seu corte era até o pescoço com o lado direito um pouco maior. Era como sua marca registada.

"Enquanto isso na rua de trás da casa de Manu".

Leonardo tinha acabado de chegar em sua casa, seu pai assistia algum programa de televisão. Nem sequer notará que sua chegada ali.

Sua mãe estava sei lá onde, com as amigas, ou com o amante. Nenhum de seus pais estavam nem aí para aonde o garoto estava, ou com quem estava.

Ele não sabia que como as coisas ficaram assim. No início eram uma família tão amorosa e unida, mas o tempo passou, e agora ele via que não fazia mais diferença se ele estivesse ali ou não, isso lhe machucava muito e pensar que essa situação já durava uns quatro anos.

Ele já não aguentava ficar naquele lugar, onde as memórias de sua infância morreram.

*Mais tarde naquele mesmo dia*

Na casa de Bruno estavam apenas Leonardo e Alex que tinha chegado alguns minutos atrás, procurando sua bolsa, mas dando de cara com os meninos sentados na sacada da casa conversando sem muito ânimo.

- O que houve? Porque essas caras? - o garoto pergunta.

- Nada demais, só estamos aqui esperando para ver se alguém mais vai aparecer - Bruno da um sorriso um tanto forçado.

- Sei. Enfim não quero forçá-los a nada. Só vim aqui buscar minhas coisas.

- Onde você passar a noite? - Leonardo pergunta.

- Olha eu não faço a menor ideia, mas irei pensar em algo - ele entra na casa.

- Vamos mesmo deixá-lo dormir na rua? - Leonardo olha para Bruno com a face interrogativa .

- Não podemos prendê-lo aqui e obrigá-lo a dormir conosco Leo - Bruno responde.

- É você tem razão - o garoto encosta a cabeça no ombro do amigo.

- Bom já peguei tudo que é meu. Obrigado por terem me deixado passar a noite aqui - Alex aparece na porta.

- Se mudar de ideia saiba que é bem-vindo a qualquer hora.

- Obrigado - ele se despede e vai embora.

- Que tal vermos um filme e namoramos um pouco, em? - Bruno sugere.

- Pode ser - o outro responde.

Já era noite e fazia muito frio. Sorte para quem estava em casa embaixo de uma coberta, exceto Alex que preferiu passar a noite no parque do dia anterior. Tudo isso por orgulho, ele odiava depender dos outros.

Ele já estava deitado no banco, pronto para ir dormir, até que a visita ilustre de Henderson tomou sua atenção.

- O que está fazendo aqui? - ele se levanta e fica sentado encarando o menino de olhos verdes, que acabava de chegar naquele lugar.

- Imaginei que estivesse aqui, você parece gostar daqui - o menino ria.

- Veio até aqui para fazer piadas? Se sim quer que eu bata palmas também? Olha eu só quero dormir, é que é algo que não se pode fazer em paz por aqui ? - Alex estava incomodado com aquele papo.

- Você é bem hostil, mas Manu viu algo em você, algo bom. Nos só queremos ajudar, é tão difícil para você aceitar?

- Olha não é isso.

- O que é então? - Henderson interrompe bruscamente o rapaz.

- Que saber, eu não devo satisfação a nenhum de vocês. Então me faz um favor e me deixa em paz!

Alex nem esperou uma resposta e já foi saindo dali, bem estressado por sinal.

- Que carinha mais estressado – o de olhos verdes sorria mais ainda.

*No dia seguinte*

O tempo se fazia melhor do que o dia anterior. Era um sábado, um dia para se relaxar e ficar com a família.

Em uma das casas tocavam uma extensa playlist de vários tipos de músicas. Ao som de Duran-Duran, que era tocado no último volume, Bruno cozinhava, cantava e se remexia de lá pra cá, bem animado, enquanto Leonardo lhe observava sorrindo.

- Você fica uma gracinha dançando assim – o garoto encostado na porta sorria abertamente.

- Leo a quanto tempo está aí? - ele se assusta com a presença do outro.

- Desculpa se te assustei – o menino chega mais perto puxando o amigo para um beijo intenso.

- O que eu fiz para ser merecedor de tal recompensa? – ele brinca. .

- Para de graça, eu fiz isso porque te amo.

- Eu também te amo – Bruno acaricia o rosto de Leonardo.

- Que cena mais linda, que coisa meiga, estou atrapalhando o casalzinho ai? – Henderson chega todo alegre.

- Wendy que bom que chegou – Leonardo corre para abraçá-lo.

- Odeio esse apelido – ele sorri e puxa o amigo para um beijo.

- Tem pra você também Bruninho – o rapaz vai na direção do outro amigo e lhe dá um beijo castro.

- Sabe se o resto do pessoal vai aparecer por aqui hoje? – pergunta o dono da casa.

- Não sei te dizer, não nos falamos dês de ontem – afirma o garoto – aliás dei de cara com o Alex ontem no parque, ele realmente parece gostar de lá.

- Ele aparenta ser um cara legal, mas não acho que ele gosta de ser ajudado – fala Leonardo que até então estava quieto.

- Não sabemos muito sobre ele, embora Manuela tenha dito que ele era a pessoa ideal. Não estou muito confiante em relação a isso, mas devemos acreditar nela, mais ainda sim ficaremos atentos – Bruno se senta a mesa cansado.

- Eu concordo contigo Bruno não tenho tanta fé nesse cara, ele ainda pode acabar magoando a Manu – comenta Henderson.

- Vamos apenas ver onde isto vai dar – fala Bruno por fim.


Notas Finais


Estou aberto a todos os tipos de opiniões, sejam elas positivas, ou negativas. 😉😉


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