História Alexithymia - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Changki, Changkyun, Hyungwon, Jooheon, Jookyun, Monsta X, Romance, Wonho, Yaoi
Exibições 353
Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


aqui damos início a sofrencia de yoo kihyun

Capítulo 3 - Como (não) jogar Silent Hill - Dia 10


 

Changkyun não podia acreditar na sorte que tivera. Após dias se remoendo, pensando nas mil e uma possibilidades de uma conversa com Jooheon, finalmente criou coragem para conversar com o garoto. Fazia meia hora que estavam numa conversa animada no refeitório, com Kihyun por perto, só para garantir. Combinaram de que, se algo desse errado, Kihyun entrava na conversa e iria salvar o amigo.

— Mas, sabe, ainda prefiro The All – American Rejects. Apesar de gostar de Green Day também — disse Jooheon, pegando uma batata frita e mergulhando no ketchup. — Até que temos muitas coisas em comum.

— Temos sim! — respondeu Changkyun, parecendo desesperado. Jooheon o olhou com uma careta, então o garoto refez sua frase. — Quer dizer, temos sim. Nunca encontrei ninguém tão parecido comigo, a não ser Kihyun.

— O garoto do Overwatch? Já joguei com ele algumas vezes. Ele é muito legal. Parece se importar com você.

— Ele só é meu amigo. Nos conhecemos desde os cinco anos.

Jooheon sorriu, e Changkyun quase desmaiou. Aquele era o sorriso mais lindo do mundo, e agora aquele sorriso estava sendo direcionado para ele. Com certeza lembraria da cena por todo o dia, e por toda a noite, e por toda a vida.

— Admiro amizades assim — concluiu Jooheon. — Não conheço as pessoas por tanto tempo, meu pai costuma mudar muito de emprego, então nos mudamos bastante.

Changkyun ouvia atentamente a cada palavra que era pronunciada pela linda boca de Jooheon. Perto dali, Kihyun quase morria de tédio, olhando o amigo babar no terceiranista. Ele era tão óbvio, estava praticamente escrito em sua testa o quando estava apaixonado por Jooheon. Era tão bobinho, tão inocente, tão influenciável que Kihyun não acreditaria se lhe contassem. Mas ao mesmo tempo, Changkyun se mostrava ser alguém bastante determinado, chegando até a ser teimoso na maioria das vezes. Nunca desistia de nada, mesmo se fosse a coisa mais impossível, ele ia e conseguia. Isso Kihyun tinha que admirar, pois era raro encontrar pessoas com tanta disposição para as coisas como Changkyun.

— Está com sono, Kihyun? Acho que aqui não é o melhor lugar para dormir, vão esfregar comida na sua cara.

Hoseok se sentou ao lado do amigo, acompanhado de Hyungwon. Kihyun estava impressionado com o amigo, pois era o seu primeiro relacionamento duradouro. Antes, Hoseok não ligava para quem beijava, apenas encostava sua boca com a da outra pessoa e não passava mais disso. Mas algo mudou quando ele conheceu Hyungwon, o novato do segundo ano. Ele parecia outra pessoa, e pelo jeito o relacionamento iria durar por muito tempo se depender dele.

— Estou ajudando o Kyun a pegar o Jooheon, vê se pode? — disse, fingindo indignação. Parte da sua promessa dizia para que Kihyun não comentasse com ninguém sobre a alexitimia. Changkyun não queria que o chamassem de complexado ou algo do tipo.

— Lee Jooheon? Não é aquele cara do terceiro ano? — perguntou Hyungwon. — Ouvi dizer que ele é bem bonito.

— Bonito, mas uma cobra. Acredite, já provei daquele veneno. E quero você bem longe dele, está me ouvindo? — disse Hoseok, abraçando o namorado.

— Como assim? Explica isso direito!

— Lee Jooheon não é o príncipe encantado que todos pensam ser. Estou praticamente me vendo no Changkyun, tadinho. Primeiro, ele se aproxima, conversinha aqui, conversinha ali, depois chama para ir na casa dele. É pra ser apenas uma tarde comum jogando Dark Souls ou algo do tipo, e quando você vê, já está em sua cama batendo uma pra ele. No outro dia a mesma coisa, e no outro, e no outro, até ele enjoar de você. É bom ele não se apegar, se não vai sofrer depois. 

Kihyun mal podia acreditar. Tinha praticamente arrastado o amigo para a boca do lobo, e agora tinha que reverter a situação. 

— Porquê você não me disse isso antes? — disse Kihyun, dando um tapa no amigo. 

— Porque eu não sabia que era Lee Jooheon! E olha, se você quer salvar o Kyun, vai logo, porque o segundo passo já está sendo dado.

Kihyun seguiu o olhar de Hoseok, e avistou Changkyun se levantando da mesa, acompanhado de Jooheon. Ele deu um pulo, pegando sua bolsa e saindo correndo da mesa em que estava. Kihyun desviou de mesas e pessoas o mais rápido que pode para chegar ao amigo.

— Ei, preciso falar com você — disse Kihyun, puxando o braço do amigo com certa urgência.

— Agora eu não posso, não dá pra ser outra hora?

Changkyun o olhava como se dissesse “não está vendo que estou prestes a dar um passo importante?”. Kihyun insistiu com o olhar, até Changkyun suspirar, cedendo.

— Pode me esperar por um minuto? Não vou demorar — disse Changkyun para Jooheon.

— Claro, não tem problema.

Kihyun levou o amigo para o canto do refeitório. Changkyun não estava com uma cara muito boa, mas ele resolveu insistir.

— Não vá na casa dele, por favor — pediu Kihyun.

— Ah, qual é! Eu pedi pra você me ajudar, e agora que finalmente eu encontrei que me entende e que gosta de mim, você tenta me tirar dessa! Qual é a sua? — exclamou Changkyun, irritado. — E como você sabia que eu vou na casa dele?

— Não interessa como, o que interessa é que você não deve ir na onda dele, pelo seu próprio bem!

— Pelo amor de Deus, Kihyun! Vai se foder!

Changkyun deixou o amigo para trás, completamente irritado. Kihyun observou o amigo partir, sorrindo docilmente para Jooheon, com a culpa pesando sobre as costas. Dessa vez, ele não poderia protegê-lo, mas não poderia dizer que não havia avisado.

Na casa dos Lee, Changkyun olhava a grande coleção de jogos de Jooheon, tentando não enlouquecer. Mal acreditava na sorte que tivera, estava no quarto dele, iria passar a tarde inteira com ele, e então provavelmente o primeiro beijo iria finalmente acontecer. Só Deus sabia o quanto ele sonhou com aquele momento, e ele então havia chegado.

Jooheon fechou a porta, segurando uma garrafa de vodca. Changkyun sorriu, apesar de todo o nervosismo.

— Eu não sei você, mas gosto de jogar bebendo. Ainda mais se for algum jogo de terror — Jooheon puxou um jogo da enorme pilha, o mostrando a Changkyun. — Gosta de Silent Hill?

O jogo deu início, e Changkyun deu um longo gole logo de cara, pois sabia o que viria, e só teria coragem de fazer o que queria se estivesse embriagado. Depois de uma hora, ambos já estavam completamente bêbados, jogados no chão e aos beijos. Apesar do álcool em suas veias, Changkyun tinha certeza de que aquilo era real, e de sua sorte não podia ser maior.

— Sabe, acho que você tinha razão — disse Changkyun, enquanto Jooheon beijava seu pescoço. — Silent Hill fica muito melhor com bebida.

— Sabe outra coisa que combina com bebida? — sussurrou Jooheon em seu ouvido, provocando arrepios no mesmo. — Uma boa foda.

O jogo ficou pausado. Changkyun deu graças a Deus pelos personagens não poderem ver o que estavam fazendo naquele quarto. 


Notas Finais


quem foi o ativo e o passivo a grande pergunta


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