História Algumas estrelas e uns monstros reais - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens Personagens Originais, Yugyeom
Tags Angst, Deathfic, Drama, Estrelas, Jackgyeom, Tragedia, Yugyeom
Visualizações 31
Palavras 1.000
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo único


A noite chegou mais uma vez e com ela a solidão. Tudo naquele quarto lembrava os momentos felizes que tiveram juntos. O cheiro do outro estava impregnado em todos os lençóis e até mesmo em suas roupas. O perfume pairava a todo instante pelo ambiente, e se ficasse quieto o suficiente poderia escutar a risada contagiante próxima a si.

Não. Ele ainda não havia o esquecido. Mesmo depois de um ano, desde aquilo, as memórias se recusavam a deixa-lo e ele mesmo esquecera-se de que precisava continuar. Estacionara naquele instante, e desde então nunca mais apaixonara-se, e nem mesmo sorrira. Parecia que até as estrelas, aquelas mesmas estrelas que os juntou numa noite de verão, até elas, apagaram-se e não mais brilhavam como antes. Parecia que até mesmo o mundo havia desistido dele.

Olhou a sua volta. Várias roupas espalhadas, algumas pétalas de rosas murchas, e uns salgadinhos compunha agora o que antes era um quarto extremamente alegre e aconchegante. Passou os olhos por sua roupa, que era a mesma de ontem, anteontem, e ante anteontem, e seria a de amanhã e talvez depois de amanhã. Não ligava mais para sua aparência, que era algo bastante importante, e nem para sua saúde que já a muito estava bastante ruim.

O celular tocava sem interrupções, mas não queria levantasse. Preferiria morrer ali mesmo, sem saber que ligava para ele, ou quem tentava ajuda-lo. Não queria saber de ninguém, de nada, apenas se esse pesadelo sem seu amor não iria acabar. Virou-se para o outro lado e tampou seus ouvidos com o travesseiro, a fim de abafar o toque que era o mesmo desde aquele dia. Sua música com ele. O som não parecia que iria parar, e já irritado, levantou-se meio cambaleante e percebeu que sua barriga implorava por comida e sua cabeça parecia que ia explodir de tanta dor.

Sem conseguir ler o nome na tela, clicou para atender e não precisou falar nada, ao contrário, ele não conseguia falar nada.

— Yugyeom? — A voz do outro lado da linha falou, e pela tremida, parecia que chorava. — Você não pode simplesmente desistir de tudo. Já faz um ano que tudo ocorreu, e mesmo que não aja explicação para o acidente, você não pode simplesmente se trancar num quarto em uma cidade que nem mesmo você conhece. — Emendou o sermão, mas Yugyeom não mais escutava. Ele encarava a janela a sua frente e aproximando-se mais dela notou que se caísse daquela altura tudo acabaria e ele o encontraria do outro lado, nem que fosse por apenas alguns instantes. — Você está me escutando? — Chamou pelo garoto que agora passava suas pernas pela abertura. — Yugyeom! A polícia está te procurando e eu não quero mais mentir. E irei dizer a verdade, eu irei falar que a culpa foi sua. Por favor Yugyeom, responda! — As lágrimas lhe descia mais rápido, fazendo sua voz ficar rouca, enquanto o garoto encarava o chão, sem reconhecer se aquilo eram pessoas ou animais mais ao fundo. — Yugyeom! Eu também irei me entregar, e aí tudo ficará bem. Será simples. A gente só precisa dizer que aquilo era uma brincadeira que deu errado, e aí, falamos sobre sua doença e tudo ficará bem. Eles não podem te prender, porque foi em legítima defesa que você atirou no Jackson. Quer dizer, você ainda está aí? — Perguntou, não mais escutando a respiração do garoto do outro lado da linha. — Yugyeom, o que você está fazendo? Olha, eu não irei jogar a culpa toda para você. Sei que és bastante debilitado, e que por conta de tudo que ocorreu você atirou, mais saiba que ainda somos amigos. Eu te considero muito! — A noite estava mais cheia de estrelas agora e elas pareciam brilhar ainda mais a medida que ele encarava aquele céu. Por um breve instante uma delas brilhou mais, e ele sentiu um vento caloroso, mesmo que estivesse frio, e ele soube que ele estava ali, esperando para estarem juntos novamente. — Yugyeom, a gente irá falar para a polícia que você teve uma crise, porque ficou com medo e atirou sem pensar. Ninguém precisa saber que a brincadeira envolvia relações sexuais, essa parte a gente omite. — A pessoa disse, e agora sua respiração estava mais acelerada. — E depois que a gente contar, você não poderá ser preso por causa da sua crise do pânico, e ficará tudo certo. Yugyeom, estou indo para onde você está. Me espere. — Disse, já levantando e saindo de sua casa para um ponto de táxi. A medida que andava, ainda ouvia a respiração do garoto, que agora segurava um sorriso. Ele sabia que seu amado estava ali, torcendo para o momento chegar e eles poderem ficar juntos, e Yugyeom estava apenas reunindo a coragem que precisava para pular. Já tinha tentado fazer isso outras vezes, mas sempre recuava no último instante, mas dessa vez não seria assim. — Yugyeom, já estou no táxi, chego em quarenta minutos. — O coração dela e dele batia rápido. Ela por que queria chegar logo para acabar com tudo isso que eles causaram e ele porque chegou o momento. — Yugyeom? Não desligue. Ficarei com você. Yugyeom? YUGYEOM! — Agora a respiração dele não estava mais na linha nem mesmo nele próprio.

As estrelas brilhavam mais, e tudo a volta parecia que se tornava mais preto e branco. A cor foi se esvaindo, enquanto uma multidão se formava ao redor do corpo caído no jardim do prédio.

— Mamãe, ele está morto? — Uma pequena criança perguntou apavorada para sua mãe que tinha a mesma expressão no rosto. — Porque ele fez isso mamãe? O que houve? — Perguntava impaciente, puxando a roupa da mulher que abafava um grito. — Mamãe, ele estava com medo de que?

— Dos monstros da humanidade. — Falou sem pensar, pegando a criança no braço e afastando-se da cena.

— Que monstros mamãe? Eles são grandes e feiosos como nos filmes?

— Esses monstros somos nós mesmos. Humanos. Somos os piores tipos de monstros que existem e conseguimos ser mais ruins que aqueles inventados para filmes de terror.



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