História Aliance - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vocaloid
Tags Gakupo, Kaito, Len, Luka, Miku, Rin, Vocaloid, Yuma
Exibições 26
Palavras 2.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amigos!! *Ergue escudo* Sem tiros, por favor!!
Eu trouxe comigo duas notícias boas::
* Capitulo novo!! (Deer...)
* Não, queridos, não abandonarei a fic.

E duas notícias ruins (??)::
* Percebi que estamos praticamente na reta final. o.o
* Provavelmente eu voltarei a escrever após o SSA.

A fic tá pra completar dois anos (Por favor, me perdoem), e eu culpo muitas coisas por isso:: Primeiro, minha irresponsabilidade, Segundo, a escola, Terceiro, Block criativo (Esse cap está incompleto em meus arquivos há... Desde que postei o ultimo)

Sem mais enrolações!! Enjoy!!

Capítulo 35 - Há poucos passos - Encontramos um aliado (?)


Fanfic / Fanfiction Aliance - Capítulo 35 - Há poucos passos - Encontramos um aliado (?)

 

(POV/ Len)

Eu estava tão desesperado que não processei o fato de ter sido traído por minha própria irmã. 
Cerrei os olhos ao sentir aquelas coisas finas me puxarem para debaixo da terra, e afundar foi a experiência mais desagradável que já tive em toda a minha vida. E já tive muitas dessas para uma vida inteira. 
De olhos fechados, só conseguia sentir a terra gelada arranhando minha pele e as raízes chatas em minha boca. A boa notícia é que não durou muito tempo. Depois de uns cinco minutos, senti uma forte tontura e abri os olhos. 
A má notícia é que eu ainda estava amarrado. Senti um frio correr por minhas costas e decidi culpar Kage. Ele não contribuía muito para minha coragem. Ele era bem pessimista, na verdade.

Tudo bem..., pensei, Primeiro passo: Ver onde estou.

Olhei em volta. Ainda parecia estar dentro da caverna, as paredes e o piso ainda eram daquela terra nojenta, e o teto não se via. Mas era um lugar bem claustrofóbico, pois era menor que meu quarto antigo, que dividia com Rin, e tinha uma pesada porta de ferro bem em minha frente. Sem janelas. Sem ralo para esgoto. O que era aquilo? 
Senti as amarras apertarem, mas então elas me soltaram e rastejaram para a terra na parede. Estremeci, enojado, mas logo me recompus e comecei a pensar em um plano.

Eu percebi como Meiko, Kaito e Gakupo pareciam sempre estar pedindo conselhos, discutindo, ou agindo em conjunto com seu deus. Eu me perguntava por que Kage só demostrava que existia quando me deixava confuso ao pensar em Utatane, ou Hoshi. Então eu fui pego em uma armadilha e ele ficou silencioso como uma sombra. 
Olhei para a parede de terra aparentemente macia e molhada atrás de mim. Talvez tivesse outra sala atrás de mim, ou talvez eu voltasse para o labirinto e reencontrar meus amigos. A última opção me assustou bastante, mas era a única ideia que eu tinha.

A ideia deu errado assim que tentei. Pressionei os dedos contra a pedra e senti as unhas doerem. Parecia que eu estava tentando cavar uma parede de tijolos. Suspirei, desolado, e pensei em implorar ajuda para Kage. Nesse momento, a porta abriu.

- Ora, ora... - Ouvi uma risadinha atrás de mim - Hanashi capturou uma mosquinha divina...

Arregalei os olhos e olhei para trás, recuando. Em frente à porta aberta, estava um cara alto. Ele tinha longos cabelos vermelhos, que estavam presos em um rabo de cavalo em sua nuca, usava óculos e ostentava um sorriso muito prepotente. Ele não parecia muito forte e eu responderia à altura... Se ele não segurasse um chicote em uma das mãos.

- Mosquinha loira, pequena e franzina. - O cara torceu o nariz, como se sentisse um cheiro ruim - Eu esperava mais dessa geração.

- Você é Lord? - Estreitei os olhos, cerrando os punhos. Por motivos desconhecidos, o cara em minha frente me dava muita raiva.

Ele olhou para mim, então começou a rir. Notei que no pescoço ele tinha uma corrente com uma chave. Aquilo me deu calafrios.

- Não, não... - Ele tocou o chicote no rosto, sorrindo - Me chame de Kasane. Estou aqui para te entreter enquanto Lord não decide te matar.

Engoli em seco. Não fiquei aliviado por saber que o ruivo não era Lord. Na verdade, tendo capangas assim, fiquei com mais medo da figura desconhecida.

- Não tenho medo de você. - Me ouvi dizer. Soube que foi um impulso criado por Kage. Eu NUNCA desafiaria um cara armado. Principalmente se o cara parecesse um sádico alucinado.

- Mesmo? - Kasane riu contido - Mas você não precisa ter medo de mim, criança. Você precisa ter ódio.

Recuei outro passo, sem entender. Quando dei por mim, Kasane puxou Utatane de trás de si e o jogou ao seus pés.

- Hoshi... - Novamente as palavras saíram de minha boca. Grande, Kage. Muito útil.

- Você se importa. - Kasane bateu o cabo do chicote conta a mão livre, me observando - Olha, eu juro que fiz de tudo para que ele me contasse onde vocês estão. Nada é mais emocionante que uma boa traição. Uma traição acompanhada de um coração partido, então...

Não prestei atenção no que Kasane dizia. Vi Utatane tentar se levantar, mas o curto movimento dos braços o fez ofegar e voltar a deitar na terra fria.

- Agora é sua vez. - Kasane sorriu, então me obriguei a olhar para ele - Você vai falar tudo sobre seus amiguinhos, e talvez eu não mate seu filhote de estimação. 

~'~'~

(POV/ Kaito)

Gakupo não brigou com Rin por tê-lo escolhido, ao invés do irmão. 
Ninguém falou nada. Meiko continuou andando e fomos atrás dela. 
Por um minuto eu tive pena de Rin, pois ela estava vermelha e com os olhos marejados. Eu não me permiti julgá-la. Não sabia o que faria se tivesse que escolher entre Yuma e alguma outra pessoa que considerasse igualmente importante.

- Lord sabe onde estamos... - O murmúrio de Miku interrompeu o silêncio.

- Sempre soube. - Luka assentiu - Por isso tivemos tantos problemas.

- Estou com medo... - Rin sussurrou, e ninguém a recriminou por anunciar o que todos estavam sentindo.

Nos deparamos com outra entrada, escura e estreita. Meiko olhou para nós, parecendo desolada.

- Não aguento mais isso... - Ela pressionou os lábios.

- Ei, ei! Não vai desistir agora! - Luka deu um passo à frente - Qual é, Meiko? Graças a você estamos quase lá!

- Estamos quase morrendo...

- Não, não! - Luka segurou os braços de Meiko, que arregalou o olho visível - Por favor, Meiko, não desiste agora...

Nós olhamos para as meninas, um pouco atônitos. Luka hesitou, então abaixou os olhos. Me ocorreu que Nazo podia estar influenciando nos pensamentos dela. Chega fiquei mal ao pensar naquilo.

- Não desistam. Temos outro motivo para continuar. - Gakupo olhou para as meninas, com o orgulho recobrado - Temos que achar Len e deter Lord. Não temos muito tempo.

As meninas assentiram, não muito animadas. Meiko suspirou e voltou a andar para o escuro.

~'~'~

(POV/ Len)

Eu não queria. 

Kage contou tudo para ele. Eu juro que não queria. A culpa não é minha, é desse maldito deus. Eu não queria...

- Humanos... Com deuses ou sem deuses, são todos idiotas. - Kasane riu das lágrimas em meus olhos, então se virou e bateu a pesada porta. Quando consegui conter as lágrimas, percebi que Utatane ainda estava na cela comigo. Ele não olhava para mim. Seu corpo tremia e sua pele brilhava com uma fina camada de suor. Tive que conter o impulso de ajudá-lo a se levantar.

- Por que nos deixou? - Perguntei, mesmo sem acreditar que ele tivesse nos deixado. Tentei parecer ameaçador para disfarçar o quanto estava assustado.

- Não deixei... - Utatane olhou para mim, e seus olhos bicolores pareciam muito tristes. Eu não conseguia acreditar que ele estivesse mentindo.

- O que ele vai fazer com meus amigos? - Me aproximei um pouco e me ajoelhei perto dele, contendo outro impulso de tocar seu rosto.

Utatane não respondeu. Seus olhos pareciam pesar muito, e tive a impressão que ele imploraria meu perdão, se pudesse. 
Mas talvez eu que estivesse desesperado demais.

Se Lord fosse mesmo mal, ele mataria meus amigos, isso eu tinha certeza. Preso naquela cela, me senti tão inútil que tive vontade de morrer. Com certeza aquele Kasane iria voltar e esfregar na minha cara o quanto eu era um pirralho metido a semideus. Eu teria a pior das mortes: Uma que ninguém se lembraria. Ninguém choraria por mim, pois todos estariam mortos. 

Se eu pudesse trocar de lugar com Kage, amaldiçoaria sua alma humana. Também amaldiçoaria todos os malditos deuses que nos colocaram nessa enrascada. Eu odeio pensar em Rin morrendo. E Kaima. E até mesmo Gakupo.

Só então percebi que estava chorando. Meus olhos ardiam e minhas mãos estavam tremendo. Me senti envergonhado, pois Utatane estava olhando para mim. Incrível como a vergonha dele me ver chorar conseguiu me fazer esquecer o fato de chorar por ser um inútil. 

"Não sou inútil..." Ouvi a voz de Kage em minha cabeça.

- Ah. Agora você aparece. - Ironizei, então percebi que tinha respondido em voz alta.

"Não quero lutar contra Hoshi." Ele disse, e eu ouvi sua voz cheia de tristeza. Eles estavam me deixando muito sentimental.

"Ninguém está pedindo para lutar contra ele." Retruquei. Bobo como sempre, Kage.

"Não??" Algo pareceu zumbir em minha cabeça, como um gerador sendo ligado "Então por que estamos aqui?"

Contive a vontade de responder "Porque você é inútil", e antes de qualquer coisa, minha vista foi ofuscada por um enorme clarão. Fiquei completamente cego por um segundo, e quando a luz cessou, a porta da cela estava escancarada e amassada como uma folha de papel.

- O que aconteceu...? - Olhei para trás, subitamente preocupado com Utatane. Ele estava olhando para mim, atônito. Estava ajoelhado, então no mínimo tinha melhorado.

- Kage... - Ele murmurou - Temos que sair daqui...

- Nós vamos sair daqui. - Minha voz saiu alta, e isso me surpreendeu bastante. Eu parecia outra pessoa... Alguém corajoso.

Me abaixei perto de Utatane e segurei seu corpo, o levantando. Ele me encarou, atônito, mas vi que seus olhos tinham um brilho antes inexistente. Ele... Hoshi... Devia mesmo gostar de Kage.

Saí da cela, olhando para os lados em alerta. Utatane não parecia em condições de correr, mas não era mesmo meu primeiro plano. O segundo, talvez, em algum momento de desespero. As paredes eram como as da cela, e vários corredores iam em várias direções. Era um verdadeiro labirinto.

- Você sabe para onde fica a saída? - Olhei para Utatane - Ou pelo menos como achar meus amigos?

- Kage pode... Sentir Jyiu. - Utatane murmurou, quase inaldível.

Tentei me concentrar.

"Kage, é agora ou nunca! Como achamos meus amigos??"

"Assustador..." Ele respondeu.

"Está brincando?? Você me tirou da cela, então me ajude!!"

Utatane olhou para mim. Eu provavelmente parecia zangado com Kage.

"Ela está aqui..." Kage murmurou.

"Quem? Ela quem??"

Tudo continuou no mais completo silêncio. Só percebi o perigo quando ele pulou em cima de mim e pressionou as garras em minha garganta.

- Eu achei...! - Ouvi alguém ronronar acima de mim, parecendo satisfeito - Neko achou o deus pequeno...

- Quem é...? - A pergunta morreu em minha garganta quando olhei para o garoto que empurrava minhas costas contra o chão. Eu não me enganei, realmente. Garras finas em suas unhas tocavam meu pescoço. Seus olhos vermelhos tinham pupilas em fenda, e acima de seus cabelos loiros... Eram miminekos?

- N-Não! - Utatane deu um passo à frente, parecendo aterrorizado - Não machuque Kage!

O garoto-gato riu baixo. Notei que seus miminekos tinham cinco piercings cada um. Em seu pescoço, uma coleira de couro com uma placa prateada escrita "96". Seus miminekos se moveram de um modo engraçado.

- Machucar Kage? Não vou. - Ele sorriu, e seus caninos afiados me fizeram questionar suas palavras. Ele levantou a mão, afastando as garras de meu pescoço - Neko veio ajudar.

- Ajudar? - Ergui as sobrancelhas, a voz corajosa me abandonou.

- Saia de cima dele...! - Utatane se aproximou, mesmo parecendo assustado com o "Neko".

- Eu tinha que matar você. - O garoto piscou para mim, sorrindo - Mas Neko gosta de coisas fofinhas. Você é meu, agora, então vou te proteger.

- Não sou uma coisa fofinha. - Estreitei os olhos, sentindo meu orgulho fugir correndo - Mas aceito sua ajuda...

- Ótimo! Neko vai te ajudar a encontrar seus amigos! - Ele se levantou e puxou meus braços, me fazendo levantar.

- Não grite. Kasane pode ouvir. - Utatane murmurou. A orelha do Neko virou para a esquerda e ele fez cara de pensativo.

- Hm... Kasane está há quarenta e dois passos daqui. Quarenta e um. Quarenta. Vamos por alí! - Ele saiu correndo por um dos túneis.

- E-Espere! - Sem pensar, segurei o pulso de Utatane e corri atrás dele. Por que fiz aquilo, se estava tão desesperado? Culpo Kage.

- Eles estão perto de... Armadilhas mortais! - O Garoto Neko sorriu, como se a ideia o divertisse - Podemos impedir! Eu vou ajudar!

- O-Obrigado! - Quase tropecei para frente. Como ele conseguia gritar e correr, para mim é um mistério.

- Se ele gritar... Kasane... - Utatane ofegou atrás de mim. Eu esqueci momentaneamente de seu estado, há alguns minutos.

- Confie em mim! - Ele olhou para nós, sorrindo abertamente - Neko só perde por ajudar vocês!

- O quê...? - Franzi a testa. Eu não entendi se tinha ouvido direito.

- Achei!! - Ele virou em uma curva e ouvi uma pancada alta. Corri até lá, levando Utatane, e vi o Garoto Neko em cima de Rin. Ele piscou algumas vezes - Ooh. Neko achou uma garota bonitinha.

Ri piscou, então ficou extremamente vermelha. Puxei a camisa do garoto, o levantando.

- Saia de cima de minha irmã!

- Len!! - Rin empurrou o garoto e se agarrou ao meu pescoço - Você está...! Achei que você estava...! Você está vivo!!

- Ei, ele é meu. - O Neko ergueu as sobrancelhas.

- Que bom que te encontramos de novo, Len. - Yuma sorriu para mim. Notei que as meninas tinham lágrimas nos olhos e senti meu peito esquentar de um jeito bom.

- E você trouxe o pequeno traidor. - Gakupo levou a mao à espada, encarando Utatane.

- Ele não é traidor! - Olhei para Gakupo - Foi um mal entendido, mas não dá tempo de explicar.

- Hoshi não contou para Lord sobre vocês. - O Neko examinou as unhas - Pequeno deus contou. Kage contou.

Dessa vez foi meu rosto que esquentou, e não de um jeito bom. A sensação de inutilidade veio acompanhada com a certeza de que sou um completo estúpido. Para minha sorte, Gakupo apenas soltou a espada.

- Então temos menos tempo ainda. - Ele suspirou - Temos que encontrar Lord.

- Neko sabe onde Lord está. - O Neko riu baixo, as pupilas em fenda refletindo a pouca luz do ambiente - Neko leva vocês até lá. Podem confiar em mim?

Vi Kaima e Yuma se entreolharem, com dúvida em seus olhos. Gakupo encarou o garoto gato, que examinava suas unhas com um sorrisinho convencido.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, minhas pessoinhas. Por favor, perdoem os erros. S2
Me deixa triste ficar sem vocês, nee? Espero que ainda gostem da fic. :3
Nos vemos em breve, certo?? Certo!! (/*-*)/

Música com o novo personagem::: https://www.youtube.com/watch?v=2awuUdKznRw
Aviso: Alguns lencinhos podem ser utéis.


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