História Alice e os Deuses Gregos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Calipso, Cimopoleia, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Eros (Cupid), Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Hylla Ramírez-Arellano, Íris, Jason Grace, Leo Valdez, Nêmesis, Nico di Angelo, Niké (Nice), Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Piper Mclean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Thalia Grace, Tique, Will Solace, Zeus
Tags Acampamento Meio Sangue, Deuses, Frazel, Jasiper, Mitologia Grega, Olimpo, Percabeth, Perlite, Poseitena, Semideuses, Solangelo
Exibições 216
Palavras 3.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Oe de novo!!! Tudo bom?? Já avisando que os capítulos seguintes serão MAIORES, indiferente do último. Afinal, eu escrevi ele à 1:00 da manhã, com a minha mãe brigando comigo para ir dormir heueuheuheuh
Fiz meio corrido e acabei por não explicar algumas coisas. Maaaas, trarei isso de volta no nosso tão amado FLASHBACK!!
Enfim, aproveitem.

Capítulo 2 - Acampamento Meio-Sangue


Fanfic / Fanfiction Alice e os Deuses Gregos - Capítulo 2 - Acampamento Meio-Sangue

Alice: 

Ao ouvir seu nome, sorriu. Pareceu gostar de ser reconhecida. Ela ainda me encarava de cima, o que estranhei, afinal, eu tinha a altura dela. Tinha. Na minha mudança esquisita, havia ficado mais baixa. Sacanagem. Sempre fui alta, e agora eu tinha que levantar a cabeça para olhá-la. 

-Espera. Circe não era aquela mulher que transforma todo mundo em porcos? -Ary disse, o que não foi uma boa ideia. 

Circe fez uma careta de desgosto. Ninguém mandou ela ser estranha, agora aguenta. 

-Eu fiz isso, sim, Aryane. Mas apenas com os homens, e há muito tempo atrás. -Respondeu Circe. 

Dei um cutucão em Ary. A última coisa que precisávamos era de uma Deusa com raiva de nós. Sorri inocentemente para Circe, enquanto Ary resmungava da dor. 

-Desculpe por isso, ela tem um problema mental, às vezes fala o que não devia. -Falei. -Mas então, a que devemos a honra? 

Senti alguém me cutucando. Cutuque virou moda agora? Era Laurin. 

-Andre...Digo, Alice. Ela não era do mal? -Sussurrou ela.  

Tive que revirar os olhos. Não sei por que ela sussurrou, todo mundo ouviu. Olhei novamente para Circe, agora com um sorriso de desculpas. 

-Apenas por que transformei alguns homens em porcos, sou considerada má? Interessante. -Ela disse, enquanto caminhava em nossa volta, lentamente. 

Isso e mais outras coisas como, matar Sila, amante de Glauco, por puro ciúmes. Além de ter transformado Percy em um porquinho da índia, para poder ficar com Annabeth em seu Spa. -Pensei, mas não disse nada. 

-Olha, senhora, vamos direto ao ponto. O que você quer? -Falei. 

Ela sorriu e parou novamente na minha frente, mais perto. 

-Gosto disso. Sejamos diretas. Soube que precisam de ajuda para chegar ao acampamento. Bem, aqui estou. -Disse ela. 

O silêncio reinou. Eu não sabia se ria ou chorava, não sabia se podia acreditar nela. Finalmente, quem quebrou o silêncio foi Mari. 

-É o quê? 

Não aguentei e comecei a rir, ela sempre foi lerda. Mas eu não ficava muito atrás. Nossas conversas, normalmente, eram baseadas em "Quê?", "Hã?".  

-Ela quer nos ajudar. Só não entendi o que ela ganha com isso. -Falei. 

Circe riu, andou até o banco próximo à nós, sentando com as pernas cruzadas, elegante. 

-É simples. Eu vou ajudar vocês a chegarem até lá, apenas isso. -Disse ela, piscando para mim. 

Era claro que não era só isso. Não havia motivos para ela nos ajudar sem segundas intenções. Mas não consegui pensar muito nisso, pois meu estômago roncou, chamando atenção. 

-Cara, tô com fome. -Disse. 

-Aí, começou. -Falou Nathy. Tínhamos um histórico bem grande com essa frase, eu costumava dize-lá umas 500 vezes por dia. 

Circe bateu as mãos e, ao nosso lado apareceu uma mesa de madeira com hambúrgueres e refrigerantes. Ah, Deuses! Como eu amo comer! Mas...nós íamos comer no meio da madrugada? Vou acabar passando mal. 

-Fiquem à vontade. Comam. Eu e a Alice vamos estar conversando aqui perto. -Falou Circe. 

Lá vem. Cara, eu mal havia descoberto que todo esse mundo era real, e já me aparecia um imortal pra cortar meu barato. Supero. Peguei dois hambúrgueres de cima da mesa, com um terceiro na boca. Segui a Deusa até deixar de ver as garotas atrás de nós. Alerta Vermelho! Não pode ser nada bom! Ficar sozinha com uma Deusa que transforma pessoas em porquinhos? Vai que ela resolve fazer uma experiência e me transformar em um antílope?  

Ela parou perto de...adivinha? Mais árvores! Era só o que eu vi desde que acordei. Estou começando a me sentir verde. 

-Então? -Perguntou ela. 

-Então o quê? -Falei, mordendo o hambúrguer. 

-Quero a sua ajuda, Alice. -Falou ela, revirando os olhos. 

-Hunf. Sab...ia...e...na...- Engoli o hambúrguer. - Isso tava bom de mais pra ser verdade. 

Ela sorriu, tirando um guardanapo de eu sei lá onde. Essa mulher não é de Deus, não. Ela passou no meu queixo, depois jogou no ar, que sumiu em uma luz roxa. 

-Mas então...? Quer minha ajuda em quê? -Perguntei 

-Ah, nada de mais. - Ela disse. -Eu quero você ao meu lado. Você é especial Alice, só não sabe disso, ainda. Os Deuses estão com medo, e isso é incrível. Ninguém sabe o que está para acontecer, mas todos sabem que você está envolvida. 

-Hã? 

-Não posso lhe explicar tudo agora. Não devo. Quero que você tire suas conclusões sobre os outros Deuses e, quando sua decepção chegar, venha até mim. -Falou ela. 

-Certo. Explicações. Conclusões. Decepções. -Balbuciei. -Não posso simplesmente voltar a dormir? 

Ela riu e passou a mão pela minha bochecha.  

-Tenho algo para você. -Falou. 

Ela estendeu a mão e me mostrou cinco... 

-Bolas de gude? Sério? -Perguntei. 

-O quê? Não! Isso são receptáculos, idiota. Até você ganhar uma espada ou adquirir poderes, você precisará delas. São pérolas e dentro contém a minha magia, use com cuidado. 

Poderes. Não havia pensado nisso ainda. Será que as garotas tinham poderes? Afinal, já tinha escutado que muitos semideuses recebem poderes de seu pais divinos. 

-Obrigada. Eu acho. -Falei, pegando as bolinhas. 

-Não me agradeça. Você vai passar por muita coisa ainda. Aquele cão infernal foi o primeiro de muitos, sua jornada até o acampamento será árdua. 

-Nossa. Legal. Adoro jornadas árduas. -Falei. 

-Idiota. Tenho que ir agora. Os outros Deuses não conseguem observar você, mas sua amigas sim. Foi difícil manter minha presença nas sombras. Por isso a trouxe para cá. Mas agora você deve voltar, já nos demoramos demais. 

-Mas...você disse que ia nos ajudar a chegar até lá! -Falei. 

-Eu vou ajudar. Tentarei manter o maior número de monstros longe de seu rastro. Mas é o máximo que posso fazer. Agora vá.  

-Certo. Acho que isso vai ajudar.  -Disse. 

Virei-me e comecei a andar pelo caminho de volta as garotas. Pensei ter escutado ela dizer "Nos veremos novamente, Alice.", mas quando olhei para trás, ela já não estava mais lá. 

 

----------------------(...)---------------------- 

-Então? Cadê ela? O quê ela queria? -Perguntou Julia, assim que me viu. 

-Foi embora. Ela não queria nada, só estávamos conversando. -Falei. 

As meninas se levantaram do chão, pegando suas mochilas, prontas para partir. 

-Mas pera aí! CADÊ A COMIDA??? VOCÊ COMERAM TUDO??? SUA PUTAS!!! -Gritei. 

Elas tiveram a ousadia de rir. Ótimo, agora eu passaria a viagem inteira com fome. 

-Ah, foda-se. Melhor irmos embora. -Falei. 

-Mas Circe não disse que nos ajudaria? -Perguntou Brenda. 

-Ela vai. Tentará manter a maior parte dos monstros fora de nosso rastro. É o máximo que ela pode fazer. Agora vamos, não vai demorar muito para o sol nascer. Temos que sair do parque antes disso. -Falei. 

Antes de começarmos a andar, um papel roxo apareceu no chão. Eu o li em voz alta: 

 

Espero que você e suas amigas gostem deste último presente. 

-Circe 

Quando terminei de ler, uma luz roxa me cegou e, quando pude enxergar de novo, estávamos todas com visuais novos. As garotas ficaram admirando as roupas. As minhas eram legais, uma calça jeans azul escuro simples, uma regata branca e uma jaqueta preta. Pendurado no meu decote, tinha um óculos de sol.  

-Ei! Sei que foi legal, mas temos que ir! -Falei.  

Na mesma hora começamos a andar novamente, guiada pela Ursa Maior, sob a luz da lua. Coloquei a mão no bolso, que agora continha as pérolas de Circe, senti que precisaria usá-las logo. 

 

Flashback On: 

-Como assim estamos em New York? -Perguntou Isa. -Não podemos estar em New York! Meus pais vão ter um treco! Até agora pouco eu estava no Brasil! 

Elas começaram a se desesperar, pensando nos parentes no Brasil. Pelo amor de Deus! Estávamos nos Estados Unidos e elas preocupadas com isso? Que se dane! Foi aí que eu notei, nós todas falávamos inglês naturalmente, mesmo as que nunca foram boas nisso. Os Deuses se deram ao trabalho de pensar até mesmo nisso? Sem falar da aparência das meninas, parecia algum tipo de bênção. Uma coisa era fato, algo muito ruim estava começando, talvez uma nova guerra? Não podia ter haver com os titãs, muito menos com os gigantes. 

-Andressa? Terra chamando! -Fui tirada dos meus pensamentos pela Mari. 

Para minha surpresa, me incomodei ao escutar aquele nome, não parecia certo. 

-Alice. Me chame de Alice. -Falei. 

Ela me olhou surpresa, levantando uma sobrancelha, com ar de dúvida. 

-Tem certeza? - Perguntou ela, e eu afirmei. -Ok. Mas acho que vou demorar para me acostumar. 

Sorri, mas apenas dei de ombros, com indiferença. 

-Então...o que você queria me perguntar? -Disse. 

-Ah! Verdade, tinha esquecido. Eu queria saber se...os nomes dos Deuses nos bilhetes, são nossos parentes divinos? -Disse ela. 

Pensei um pouco sobre aquilo. Logo depois delas pegarem as mochilas, os bilhetes sumiram, sem muita explicação. Cada mochila tinha uma cor diferente, porém era no mesmo estilo, quase que como uma identificação. 

-Sim. São seus parentes divinos. -Falei. 

Ela balançou a cabeça em uma afirmação, ficando pensativa. Bom, de acordo com aquilo,tínhamos: 

Nathy e Isa como filhas de Apolo, o que as fazia ser meio-irmãs. 

Laurin era filha de Dionísio. 

Julia era filha de Hermes. 

Brenda, filha de Atena. 

Ary era filha de Poseidon. 

E Mari, filha do rei dos Deuses, Zeus. 

Quanto a mim? Nunca tive muita certeza quanto ao meu parentesco divino. Sempre que brincava pensando de qual Deus eu seria filha, nunca dava certo. Sempre achei que tivesse um pouco de cada um, o que dificultava as coisas. Sem mochila ou bilhete, fui deixada as cegas. 

Flashback off 

 

Estávamos correndo em direção a saída do parque, com um ciclope em nosso encalço. As primeiras luzes do sol já se manifestavam, deixando o leste à nossa esquerda. Depois de passarmos duas horas caminhando, correr de um ciclope era depressivo. Sem contar no susto que levamos quando encontramos um palhaço no meio do parque, quase tivemos um ataque cardíaco coletivo. 

-Alice! Mais rápido! -Gritou Julia, acelerando e logo desaparecendo. 

-Pra ela é fácil! Correndo desse jeito! -Reclamou Laurin. 

Havíamos descoberto que Julia tinha o poder de correr muito rápido, tipo o Flash. Com o pai sendo o Deus mensageiro dos Deuses, não era de se estranhar que ela ganhasse isso dele. 

-Tive uma idéia! -Gritou Brenda. (Ela acha que só por quê é a filha de Atena tem que ficar bancando a gênio.) -Mari, tente convocar um raio!  

-Tá maluca?! Como diabos eu vou fazer isso? -Gritou Mari de volta. 

-Pelo amor de Deus! Você é filha de Zeus, vai conseguir!- Gritou Brenda. 

-Certo! Se posicionem! Vamos parar! -Gritei. 

Corremos mais um pouco, ficando apenas Brenda, Mari e eu para trás. O ciclope se aproximava rápido. 

-Ele...uh...é rápido...pra...alguém daquele...tamanho. -Falei, recuperando o fôlego. 

-Certo...Mari. Prepare-se! -Falou Brenda. 

Mari se ajeitou, pegou o martelo, segurando-o com as duas mãos, apontou para o ciclope. Ela fechou os olhos e respirou fundo. 

-Ah... Mari? Agora seria uma boa hora. -Falei, enquanto via o monstro arrancar uma árvore do chão, com raízes e tudo, chegando mais perto. 

Mari abriu os olhos e soltou um grito. Um clarão surgiu no céu, o relâmpago acertou o martelo e se direcionou para o ciclope. Na mesma hora que o atingiu, Mari foi jogada 5 metros para trás, derrubando a mim e a Brenda. 

-Ai. Por favor, me diga que ele morreu. -Falou Brenda, deitada no chão. 

Levantei a cabeça e vi a poeira dourada que o ciclope havia deixado. A árvore que ele havia pegado estava pegando fogo. 

-É...morreu. -Falei. -Pera. A Mari...ah cara, ela tá muuuuuito longe.  

Olhei na outra direção, vendo que as outras garotas já tinham ido ajudá-la. Laurin veio até nós. 

-Ô suas capivaras preguiçosas, levantem daí! -Disse ela, logo voltando para perto das outras. 

Nos levantamos com dificuldade, parecendo duas senhoras de idade, reclamando de dor nas costas. 

-Ela me chamou de capivara? -Perguntou Brenda. 

Afirmei com a cabeça, enquanto caminhava na direção delas. 

-Quero ver a capivara quando eu socar a cara dela. -Resmungou ela. 

Comecei a rir da cara dela. Péssima ideia. Rir fazia minhas costelas doerem. Mari já estava de pé, sorrindo. Super. Tentei ficar feliz por ela descobrir os poderes dela, mas foi difícil. Até agora, Julia havia demonstrado ser super rápida. Laurin tinha poder sobre alguns tipos de plantas, fazendo elas se agarrarem a uma dracaenae e a esticarem até a morte. Ary havia controlado a água de um lago pelo qual passamos. Mari podia controlar raios. As únicas que não haviam demonstrado nenhum tipo de poder foi a Brenda, Nathy, Isa e eu. Embora eu achasse que a Brenda não tivesse nada além da mente, e que os poderes da Isa e da Nathy só se manifestariam ao nascer do sol. 

-Estão todas bem? -Perguntei, recebendo a afirmação delas. -Ótimo, acho melhor continuarmos. Estamos na saída do parque, só precisamos saber como chegar a Long Island. 

-Que tal pegar um táxi? -Perguntou Isa. 

-Ah, claro! E a gente vai tirar dinheiro da onde? Do cu? -Perguntou Mari. 

Isa fez uma careta. Mas ela tinha me dado uma boa idéia. 

-E se...roubarmos um carro? -Perguntei, recebendo olhares de espanto. -Quê foi gente? Precisamos sair daqui! Se não fizermos isso, vamos acabar morrendo! 

-Ok. Tive uma ideia melhor. Nós vamos entrar em um táxi e dizer para onde queremos ir. O motorista não precisa saber que não temos dinheiro. -Falou Brenda. 

Fiz sinal de tempo. 

-Como vamos colocar 7 pessoas em um carro? -Perguntei. -Ah não ser...que roubemos dois carros! 

-Qual seu problema com roubar carros, cara? -Perguntou Nathy. 

Dei língua, andando em direção as ruas de New York. 

 

-----------------------(...)------------------------- 

Roubar um carro era mais difícil do que eu pensava. Nós tínhamos que roubar dois. Depois de andarmos durante uns 15 minutos, paramos no meio da calçada, de frente pra uma loja da Adidas. Laurin grudou a cara no vidro da vitrine, como se quisesse abraçar as roupas. Fiquei pensando o que os Deuses pensariam disso, principalmente Nice. Afinal, a marca oficial deles era a Nike. 

-Laurin, para de ser retardada! -Falou Julia, puxando ela de lá. 

-Eu só queria ser patrocinada pela Adidas! -Falou Laurin, e nós começamos a rir. 

Sinceramente, preferia um bom e velho moletom, com estampa de herói. Foi então que eu vi um carro preto estacionado em um beco, com um cara magrelo dentro.  

-Olhem! É agora! A gente vai até o beco, tira o cara de dentro do carro e depois vai embora! -Falei. 

-Ah, cara! Não sei se quero fazer isso. -Falou Isa. 

-Não temos opção! Vamos cambada! -Falou Brenda. 

Corremos até o beco e fomos em direção ao carro. Tudo aconteceu tão rápido que, se eu não tivesse meus reflexos de semideusa, teria perdido tudo. Mari abriu a porta com força e eu puxei o cara de dentro, mas usei muita força e o cara acabou batendo a cabeça no chão e desmaiando. Enquanto isso as garotas já estavam entrando no carro, sentando uma por cima das outras. Sentei no banco do motorista e a Mari no de passageiro.  

-VAI! PORQUÊ NÃO COMEÇOU A ANDAR AINDA? -Gritou Brenda. 

-PARA DE GRITAR VAGABUNDA! AQUI NINGUÉM É SURDA! -Gritou Mari. 

-CALEM A BOCA AS DUAS! -Gritei.  

Eu havia esquecido de um simples detalhe, nenhuma de nós sabia dirigir (e algumas nem alcançavam o pedal). Mas quando eu coloquei a mão no volante, comecei a agir automaticamente. Era só não pensar no que eu fazia. O carro começou a andar, segui direto para uma sinaleira, parando. 

-Alguém tem celular aí? Pra pesquisar no google maps como eu VOU SAIR DAQUI! -Gritei, com raiva. 

-Ata querida! Tá achando que meu 3G vai funcionar em outro país?! -Falou Laurin, que estava sentada no colo da Juh. 

Mari começou a procurar no carro alguma coisa. Até tirar de dentro do porta-luvas um gps. Sério isso? Acho que mais ninguém hoje em dia anda sem. 

-Rápido! Procura aí como chegar na estrada rural! -Falei. 

Enquanto ela procurava, o sinal abriu. 

-Achei! Vira a direita! -Falou ela. 

Tive que me enfiar na frente dos outros carros, por que estava na pista da esquerda. Depois de receber várias buzinadas e quase bater o carro, começamos a seguir em direção a uma ponte. Foi então que se ouviu uma espécie de rugido, extremamente alto, vindo de trás de nós. 

-Não me diga qu... -Antes de terminar, o chão tremeu, como se algo muito grande estivesse correndo na nossa direção. 

Quando olhei pelo retrovisor, sabia que estávamos ferradas. Era gigante, tinha cerca de 3 metros, tinha cabeça de leão, o corpo e os cascos de um bode e uma serpente no lugar da cauda. 

-A Quimera. -Choraminguei. 

-ACELERA! -Gritaram todas. 

Pisei no acelerador com força total, quase batendo no carro da frente. Fui contornando os carros, enquanto a Quimera simplesmente pulava sobre eles.  

-COMO SE MATA ESSA COISA? -Gritou Nathy. 

-Eu...acho que... -Desviei de um carro por pouco, arrancando o retrovisor. -Acho que ela foi morta por Belerofonte! Mas com a ajuda de Atena! 

A Quimera agarrou um carro com os dentes e jogou na nossa direção. Alguns semideuses gostam de pensar o que os mortais estariam vendo, mas eu não estava nem aí. O carro chegou perto o suficiente para amassar o porta-malas, voando para longe logo depois. 

-ESSA COISA NÃO VAI MAIS RÁPIDO? -Gritou Juh. 

Tentei acelerar, mas o carro já estava no máximo. Porquê não podíamos ter pego um carro mais rápido?! Estávamos chegando no início da estrada rural, com a Quimera se distanciando. Mas Laurin teve a brilhante ideia de desafiar as parcas. 

-Vamos conseguir! Estamos perto! -Falou ela. 

Claro que nós não conseguimos. Enquanto eu observava a Quimera pelo espelho retrovisor, não vi o que estava à nossa frente.  

-ALICE! -Gritou Mari. 

Tarde demais. Só tive tempo de ver outro ciclope à nossa frente, e passei com o carro por cima dele. O impacto foi tanto que me deixou tonta, fazendo com que eu conduzisse o carro em zig zague. 

-FREIA! -Ouvi alguém gritar. 

-ONDE QUE FREIA? -Gritei de volta, me desesperando. 

Eu não deveria pensar em como dirigir, mas com minha cabeça latejando foi impossível. Eu levei o carro para o lado, e bati de encontro a uma árvore. 

 

---------------------------(...)---------------------------- 

Abri os olhos com dificuldade, senti meu rosto molhado, coloquei a mão no nariz e vi sangue. Ouvi alguns gemidos de dor vindos do banco traseiro, me virei pra olhar. 

-Tá...todo mundo bem? -Perguntei, vendo que estavam todas acordadas. 

-Ai meu Deus! Mari! -Falou Brenda. 

Olhei pro lado e vi ela desacordada. Droga. Bati no rosto dela de leve, ela não acordava. A testa dela tinha um corte sangrando. 

-Saiam do carro! Agora! -Falei. 

Sai do carro com dificuldade, minhas costelas doíam e meu nariz parecia ter sido quebrado. Fui até o lado da Mari, abrindo a porta. Eu sei que não era certo tirá-la de lá, mas não viria ninguém nos resgatar. Peguei ela no colo e a coloquei deitada no asfalto, onde as outras estavam sentadas. 

-Você acha que ela tá bem? -Perguntou Brenda. 

-Espera! Deixe-me olhar. -Disse Nathy. 

Ela chegou perto e colocou a mão na bochecha dela, fechando os olhos. Apolo era o Deus da medicina, Nathy devia ter algum poder sobre isso.  

-Ela bateu a cabeça com muita força, mas foi só isso. -Disse ela.  

-Ótimo. Alguém me de um pouco de néctar, precisamos fazê-la engolir. -Disse. 

Brenda me alcançou um cantil e eu despejei um pouco do líquido no corte dela, que não demorou muito a cicatrizar. Depois me posicionei atrás dela, levantando sua cabeça, a fazendo engolir o néctar. Não demorou muito para ela acordar, tossindo. 

-Ai...o que...? -Falou ela. 

-Eu bati o carro, você desmaiou. -Falei. 

Nathy olhou pra mim, chegando mais perto. Pensei que ela fosse me bater, mas ela só colocou a mão na minha bochecha, sentindo o meu machucado. 

-Preciso colocar seu nariz de volta no lugar. -Disse ela. 

Ela colocou os dedos no meu nariz e, sem aviso, destorceu. 

-CARALHO! -Gritei. 

Ela riu, me entregando o cantil. Bebi um gole e logo senti meu nariz e minhas costelas pararem de doer. Limpei o sangue do meu rosto na minha camiseta branca. Olhei em volta, procurando por ameaças imediatas. Estava tudo muito quieto, e isso nunca era bom sinal. 

-Melhor continuarmos a pé. -Falei. 

-Até por que de carro não dá, né linda? -Disse Laurin, irônica. 

Seguimos andando por mais uma meia hora quando finalmente avistei o pinheiro de Thalia, ao longe.  

-Que ótimo! Estamos perto! Só mais um pouco e... -Fui interrompida por um rugido gutural. 

A Quimera estava de volta, mas dessa vez não estávamos de carro, e não tínhamos condição de correr. 

-Corram! Eu vou lutar! Vocês continuem até chegar no pinheiro! Não parem! -Falei. 

-Você tá maluca?! Vai morrer! -Disse Brenda. 

-Eu sou maluca! Agora vão! Sem discussão! -Disse. 

Elas me olharam com descrença, mas o rugido e a aproximação da Quimera as fizeram correr. Eu sabia que aquele era o único jeito, não estávamos preparadas para uma luta como essa. Apenas eu conseguiria. Era hora de usar a magia de Circe. 

-Agora é você e eu, cachorrinho bonitinho. Nada de me fazer de jantar, okay? -Falei. 

Ela corria direto para mim, com a juba manchada de sangue seco das suas vítimas passadas. Tirei um pérola do bolso, e olhei para trás. As garotas já estavam subindo a colina. Olhei para a Quimera novamente, cada vez mais perto. Peguei meu óculos de sol e o coloquei. Se fosse pra morrer, seria com estilo. Esperei até o último minuto, e joguei a pérola na direção da Quimera. 

Uma explosão me jogou ao ar, caindo logo depois com um baque forte. Senti dor no corpo inteiro, mas não parecia ter quebrado nada. Comecei a tossir, pois tinha muita fumaça. Levantei-me com dificuldade, e observei a cena. Uma chuva de purpurina dourada caía aos poucos, o chão estava marcado com uma sombra roxa, como se uma bomba estivesse explodido ali.  

-Eu matei a Quimera? CHUPA!!!! QUEM É A FODONA AQUI, HEIN??? -Gritei. 

Circe, você é demais. -Pensei. 

Estava tão feliz com a minha vitória que havia me esquecido das garotas. Nossa, que amiga ruim eu sou. Sai correndo em direção à colina. Depois de alguns minutos, cheguei lá e encontrei-as paradas perto do pinheiro, observando a Atena Partenos.  

-Ela é realmente incrível. -Falei, chamando a atenção. 

Elas se viraram assustada, Juh pulou me abraçando. 

-Cara! A gente tava se martirizando por ter deixado você lá! -Falou ela. 

-Mas o que aconteceu? E a Quimera? -Perguntou Mari. 

-Morta. -Falei. -Mas esqueçam isso por enquanto, olhem! -Apontei para baixo da colina, onde se podia ver o acampamento. Ele parecia lotado. 

-Finalmente! -Falou Isa. 

-Chegamos.  


Notas Finais


Eai?? Curtiram??? Qualquer dúvida só falar!!!
Espero que tenha ficado bom!!!
Beijos


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