História Alice e os Deuses Gregos - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Calipso, Cimopoleia, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Eros (Cupid), Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Hylla Ramírez-Arellano, Íris, Jason Grace, Leo Valdez, Nêmesis, Nico di Angelo, Niké (Nice), Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Piper Mclean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Thalia Grace, Tique, Will Solace, Zeus
Tags Acampamento Meio Sangue, Deuses, Frazel, Jasiper, Mitologia Grega, Olimpo, Percabeth, Perlite, Poseitena, Semideuses, Solangelo
Exibições 174
Palavras 4.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Eai genteeeeeeee! Mais um capítulo fresquinho!!!!! E como eu disse: BOMBAAAAAAA
Só uma coisa! Quais os shipps de vocês?? Tipo: Percabeth, Jasiper, Solangelo...etc
Tem algum shipp entre os deuses? Tipo Poseitena <3 <3 <3
E alguém aí já tá shippando algum possível casal na fic??
Enfim, aproveitem!

Capítulo 4 - Observadas


Fanfic / Fanfiction Alice e os Deuses Gregos - Capítulo 4 - Observadas

Alice: 

Como eu havia esquecido de dizer os nomes das meninas, Percy perguntou e elas se apresentaram. Andamos por todo o acampamento, enquanto Percy nos explicava o que cada construção era. 

-Bom, vocês já conhecem o refeitório, onde temos café da manhã, almoço e jantar. A área dos chalés é onde vão dormir, junto de seus outros irmãos. -Ele apontou para mim e pra Ary. -Aquele chalé lá na ponta. -Ele indicou o terceiro. -Vai ser o nosso. 

Concordei com a cabeça, observando a cabana. Era comprido, baixo e sólido. As paredes externas eram de pedras cinzentas rústicas salpicadas de pedaços de conchas e coral, como se as pedras tivessem sido cortadas diretamente do fundo do oceano.  

Já havíamos passado pelos estábulos dos pégasos (Ary parecia conversar mentalmente com eles, assim como Percy. Conversei com alguns também.), pela forja, pelo arsenal e pela arena quando começamos a nos dirigir até a Casa Grande. Chegando perto, escutamos vozes. 

-São os Deuses! -Sussurrou Mari. 

-Acho melhor irmos embora. -Disse Isa. 

Eu olhei para Percy, ele parecia querer ouvi-los, assim como eu. 

-Não. Se escondam nas árvores, vamos ouvir! -Sussurrei. 

Nos separamos, procurando algum esconderijo, enquanto Isa ficava resmungando. Como todos já estavam escondidas e não havia mais nenhum lugar no solo, subi em cima de uma árvore muito folhada, com galhos espalhados. Fiquei em cima de um que ficava em cima dos Deuses. Eles estavam em um círculo, com Zeus mais para a ponta. Olhando bem, parecia um ovo gigante.  

-Porque você não pode simplesmente deixá-la em paz? -Perguntou Poseidon, dirigindo-se a Zeus. 

-Ela é um risco, e você sabe disso! Não era para ela estar viva! -Respondeu Zeus, irritado. 

-Isso é ridículo! Ela não fez nada! Nunca fez! -Falou Atena. 

-QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE RIDÍCULO? -Gritou Zeus, fazendo trovões soarem. 

Atena respirou fundo, parecia procurar as palavras certas para usar. 

-Ela era só uma criança. Nunca foi um risco. -Atena fechou os punhos com força. -Ela chegou agora, e claramente não lembra de nada.  

Um silêncio seguiu por alguns segundos, que pareciam horas. Meus braços doíam, estava em uma posição horrível. Só podia torcer para que eles saíssem o mais rápido possível. 

-Não irei me arriscar. -Disse Zeus. -Viemos aqui para vigiá-la. A cada noite, um Deus diferente ficará de guarda. Quero saber cada passo dela. 

-Isso não é nece...-Começou Poseidon. 

-É uma ordem. -Interrompeu Zeus.  

Ninguém disse mais nada. Eles estavam prestes a sair, quando senti alguma coisa na minha mão. Eu não queria olhar, sabia o que era, mas foi inevitável. Olhei para cima e vi a aranha. Minhas mãos se soltaram automaticamente, e meus pés se desequilibraram. Eu caí bem no meio do círculo. 

 

Laurin: 

Estávamos ali, ouvindo tudo. Quem eles queriam vigiar? Os romanos? Não. Eles disseram "ela". Era claramente uma garota, mas quem? Uma de nós? Éramos 8 no total, mas só uma precisava ser vigiada. Tinha tantas perguntas em mente, que levei um susto quando escutei um barulho de algo batendo no chão. Alice. Só faltava ela ter caído. Espiei entre as folhas, e a vi caída no chão, no meio dos Deuses. Droga

-O que... -Zeus não teve tempo de terminar, Percy foi mais rápido. 

-Ei! Alice! Conseguiu? -Ele correu até eles, parando bem perto. 

Alice se levantou rapidamente, sem entender muita coisa. Lerda

-A bola?! -Disse Percy. -Conseguiu pegar? 

-Ah! Isso! Hã...não achei. -Falou Alice, entrando na onda. Ela deu uma volta completa, sem sair do lugar. -Hum...então...Desculpe. Eu caí. Atrapalhei alguma coisa? 

Atena ergueu uma sobrancelha, como se duvidasse daquilo. Droga! Antena parabólica maldita! Se ela abrir a boca já era. 

-Não. Já acabamos. -Respondeu Poseidon, com um sorriso. 

-Ótimo! Venha Alice. -Disse Percy. 

Ele se virou e deu um passo, com Alice logo atrás. 

-Espere. -Disse Zeus. 

Percy parou bruscamente, e Alice bateu com o rosto na cabeça dele, reclamando. Eles se viraram. 

-Onde estão as outras? -Perguntou o Deus. 

-Hã...as outras...? Ah! As garotas?! Estão aqui perto. -Disse Alice. 

Ninguém disse mais nada. Zeus fez sinal para eles irem, e eles se puseram a andar/correr o mais discretamente possível. Quando saíram de lá, nos juntamos a eles. 

-Quê merda foi aquela?! -Perguntei. 

-Eu caí, droga! Não vamos falar disso aqui, melhor corrermos. -Respondeu Alice. 

Saímos correndo em direção aos chalés. 

 

-----------------(...)------------------ 

Meu Deus. Como eu sou sedentária! Corremos por menos de 5 minutos e já estava morrendo. Paramos perto dos chalés, coloquei as mãos nos joelhos, arfando. 

-Deuses! Eu vou ter que correr muito por aqui? -Perguntou Mari. 

Percy riu. 

-Isso não é nada! Quero ver quando você começar os treinos. -Disse ele. 

Mari se sentou no chão, cansada. Fiz o mesmo. Um garoto com pernas de bode veio correndo em direção à nós, chamando por Percy. 

-Ah, cara! Adivinha?! As caçadoras de Ártemis chegaram! -Disse o garoto. 

-O quê? Mas...bem, acho que faz sentido, com Ártemis ficando aqui. Acho que elas passarão o verão com a gente. -Percy fez uma careta. -O que significa mais competitividade na captura da bandeira. 

O garoto olhou para nós, fazendo um sinal para Percy. 

-Ah! Grover! Essas são as novas campistas. Garotas, esse é Grover, meu melhor amigo. Ele é um sátiro. -Disse ele. 

-Seu melhor amigo é um sátiro? -Perguntou Juh, sorrindo. -Dá uma ótima camiseta. 

Todos riram, mas paramos assim que vimos os Deuses se aproximando. Vi uma troca de olhares entre Alice e Zeus, nada legal. Eles se espalharam, caminhando para seus respectivos chalés. Grover nos deu tchau e saiu correndo atrás de Ártemis. 

-Então...alguém entendeu aquilo? -Perguntou Alice. 

-Definitivamente, não. -Respondeu Percy, e concordamos. -Olha, eu tenho que falar com a Annie. Acho que agora vocês deveriam conversar com seus conselheiros.  

-Tudo bem. Mas quem são eles? -Perguntei. 

-Ah, é. Esperem aqui. -Ele saiu em direção aos outros chalés, voltando logo em seguida acompanhado de mais 6 pessoas. -Certo. Ary, Alice, me sigam. 

Eles saíram, nos deixando com nossos conselheiros. Até que todas estavam se direcionando aos seus devidos chalés. Sobrando apenas eu e um garoto fofinho, de pele clara e cabelos encaracolados, na cor preta. 

-Olá. Eu sou Pólux. -Disse ele. 

-Laurin. -Falei, acenando. 

-Venha, vou te apresentar nosso chalé. -Falou ele, e eu o segui. 

 

Alice: 

Sério, eu merecia o prêmio da pessoa mais idiota do mundo. Cair na frente de todos eles foi ridículo. Mas ainda sim, valeu a pena. Agora eu tinha certeza que estávamos ferradas. Ferradas ao quadrado. Uma de nós seria vigiada? Certo. Mas isso faz com que o acampamento inteiro seja vigiado, por que qualquer saída feita à noite será impossível. 

-Ei, Alice? -Percy me tirou dos pensamentos. 

-Quê?  

-Quer conversar? Sei que o primeiro dia pode ser difícil. -Falou ele. 

-Hum...Ary? O que você vai fazer agora? -Perguntei. 

Ela me olhou, provavelmente estava viajando na maionese. 

-Hã? Ah. Queria dormir, tô morrendo de sono. -Falou ela. 

Entramos no chalé, que por dentro era ainda mais simples. A coisa mais legal que tinha no chalé era uma fonte, quebrada. Olhando para ela, estava Poseidon. 

-Pai. Você está diferente, mais jovem, não tive a oportunidade de lhe dizer isso mais cedo. -Falou Percy. 

Poseidon se virou, sorrindo. 

-Obrigado. Essa é, na verdade, minha verdadeira forma. Era assim que eu parecia, antigamente, antes de...coisas acontecerem. -Disse ele. 

Dei uma boa olhada nele. Não sei que aparência ele tinha antes, mas ele era definitivamente, a definição de Deus grego – em todos os sentidos. Era alto, mais de 1,80 cm, musculoso, mas de uma forma bonita. A pele era naturalmente bronzeada, como a minha. Tinha cabelos pretos rebeldes, como os de Percy, e olhos verde-mar. Tinha uma barba bem aparada, no estilo homem de ferro, mas que seguia toda a extensão do maxilar.  Vestia uma simples calça jeans e uma blusa azul. 

-Coisas? -Perguntei. -Que tipo de coisas? 

-Do tipo que te marcam pra vida toda. -Falou ele, melancólico. 

Nota mental: evitar pessoas estranhas. Mas espera...eu também sou estranha. Droga.  

-Mas enfim, precisam de algo? -Perguntou ele. 

-De uma cama. -Disse Ary. 

-De comida. -Falei. 

-Do gabarito do APIS. -Disse Percy. 

-Hã...certo. Vamos com calma. -Disse ele. -Ary, você pode descansar por agora em alguns desses beliches. Alice, o almoço não vai demorar. E Percy, infelizmente não posso lhe ajudar. 

Percy murmurou algo sobre provas idiotas. Ary se jogou no beliche mais ao canto, pegando no sono. Eu não sabia muito o que fazer com ele ali, parado, me encarando. Pensei em ir até o refeitório e esperar a hora do almoço, mas achei que seria estranho quando todos chegassem e eu já estivesse lá, esperando a comida. 

-Vocês não tem nenhuma atividade para fazer? -Perguntou Poseidon. 

-Bom...temos aula de Mitologia Grega agora, mas pensei em conversar com Alice. Tirar as dúvidas dela, sabe? -Respondeu Percy. 

-Boa ideia. Mostre a ela a praia, ela vai gostar. -Ordenou Poseidon. 

Percy concordou com a cabeça e fez sinal para que eu o seguisse. Enquanto caminhávamos, tentei enxergar alguma das garotas, mas só vi vários campistas nos observando. Qual o problema dessa gente? Nunca viram uma garota, não?! 

-Sabe aquela hora em que deixei vocês no refeitório? -Perguntou ele. 

-Sei. O que tem? 

-Quando eu voltei pra cá, vários garotos vieram falar comigo. -Disse ele. 

-Sobre? 

-Queriam que eu apresentasse você para eles. -Falou ele, me olhando, sorrindo. 

-Quê? Porquê? 

-Por que você é linda. Tipo, muito. -Disse ele. 

Caminhamos em silêncio depois disso. Foi bom, pude ficar refletindo sobre alguns de meus pensamentos conflitantes. Amo. Como por exemplo: eu havia mudado tanto assim? Ainda não tinha me visto completamente. Porque uma de nós oito era considerada um risco? Será que faltava muito para o almoço?  

Todos esses pensamentos estavam pesando na minha cabeça, até Percy dizer: 

-Chegamos. 

A praia era simples, mas eu amei. Sempre tive um conflito interno em relação ao oceano. Eu amava a água, mas ao mesmo tempo, morria de medo dela. Nos sentamos na areia mesmo, olhando o mar. 

-Tem algo melhor do que ouvir apenas o barulho do vento e do mar? -Perguntei. 

Percy sorriu, com o cabelo esvoaçando. 

-Definitivamente não. Isso é tão...reconfortante. -Disse ele. 

Resolvi soltar o cabelo também. Ele seguiu o curso do vento, batendo no rosto de Percy. 

-Nossa! O seu cabelo é bem...grande. -Falou ele, tentando tirá-lo da cara. 

Comecei a rir e me levantei. Descalcei os tênis e as meias, e segui em direção a praia. Percy seguiu meu exemplo, e ficamos caminhando na beira da água. 

-Percy? Posso perguntar uma coisa?  

-Já perguntou. -Disse ele, sorrindo. 

-Não isso, né. -Revirei os olhos. 

-Pode. 

-O que você acha sobre o que escutamos lá na Casa Grande? 

Ele pensou por um momento. 

-Não sei, Alice. Foi estranho. Na verdade, tudo isso é estranho. 

-Como assim? -Perguntei. 

-Eu estou nisso desde os meus 12 anos, e a única vez que ficamos próximos dos Deuses de verdade, foi quando lutamos lado a lado contra os gigantes. Mas agora isso? -Ele balançou a cabeça. -É quase um sinal indicando que as coisas vão piorar. 

-Pelo menos eu não sou a única que acha isso. Mas eu ainda quero descobrir quem ele está vigiando. -Falei. 

-Como? 

-Não sei, mas você vai me ajudar.  

Ele revirou os olhos, prestes a reclamar, quando ouvimos a corneta para o almoço. COMIDA! Eu olhei para ele, que estava mais para dentro na água, e tive uma ideia.  

-Antes de irmos, uma última coisa. -Empurrei-o em direção a água. 

Ele caiu bem na hora em que uma onda quebrava na areia, afundando-o na água. Quando ele levantou, estava seco. Olhou pra mim com um sorriso travesso, e me puxou pra água. Com uma diferença, quando eu voltei, estava molhada. 

-Mas...porque você está molhada? Não aprendeu a usar seus poderes ainda? -Perguntou ele. 

-Não sei...acho que não tenho. -Falei. 

-Ah, cara! Desculpe! Agora você tá toda molhada! Espera, deixa eu te secar. -Ele apontou o dedo pra mim, mas eu o interrompi. 

-Tá tudo bem! Tá calor mesmo. Só tô chateada por que perdi meus óculos.  

-Mas se você vai ficar molhada eu também vou, afinal, a culpa é minha. -Estava prestes a dizer que não precisava, quando ele mergulhou na água, voltando encharcado. 

-Acho que a idiotice é de família mesmo. -Falei, amarrando em um coque meu cabelo molhado. -Vem, vamos comer. 

 

-------------------(...)-------------------- 

É claro que chegamos depois de todo mundo, chamando a atenção. Enquanto andava, olhei para baixo um momento, e entendi o motivo dos olhares - além de estarmos parecendo dois pinguins -, minha blusa branca agora estava transparente, mostrando meu sutiã roxo. Roxo? Sério? Nem tive tempo para ver isso antes, mas agora me sentia arrependida de não ter feito.  

-Percy! Seu idiota! Porque não me disse que eu estava assim?! -Sussurrei. 

-Hã? Assim como? Ah. Cara, que droga. Não tinha visto. -Disse ele. 

Tentei fechar a jaqueta, mas o fecho emperrou, então tive que ficar de braços cruzados o caminho inteiro. Nos sentamos na mesa de Poseidon. Com Poseidon. 

-Onde está a irmã de vocês? -Perguntou ele, não parecendo muito preocupado com nossas roupas molhadas. 

-Hum...ela não estava com você? -Perguntei. 

-Ah, cara. Ela deve estar dormindo ainda! -Disse Percy. 

-Não dá nada, Ary fica horas sem comer e não sente fome. Ao contrário de mim, então senta e come. -Falei. 

Um prato com churrasco apareceu na minha frente. Estava prestes a dar uma boa garfada, quando Percy disse: 

-Espera! Temos que queimar um pouco aos Deuses. Quer dizer, se é que continuamos com isso, já que eles estão aqui. 

Olhamos para Poseidon, esperando uma resposta. Ele apenas deu de ombros, colocando um pedaço de carne enorme na boca. Agora eu sei de onde vem meus maus modos na mesa. Percy se levantou e andou até a fogueira, comigo atrás. 

-Para Poseidon. -Sussurrou ele, depois virou para mim. -Você não precisa dizer em voz alta, pode apenas pensar. 

Olhei para fogueira e fiquei ali pensando. Porque raios eu daria uma parte da minha comida para os Deuses? Afinal, o que eles fizeram por mim? Além de me sequestrar, é claro.  

Circe, preciso de informações. Eu sei que você tem respostas. -Pensei, jogando um bom pedaço de carne no fogo. 

Segui de volta para a mesa e comecei a devorar tudo. Enquanto comia, fiquei observando Poseidon e Percy comer. Parecíamos uma pequena família de sátiros famintos. 

 

----------------(...)---------------- 

Depois de comermos, Poseidon disse a Percy para levar a mim e a Ary ao arsenal. E lá fomos nós acordá-la. Acabamos descobrindo que acordá-la era pior que acordar um filho de Hipnos. 

-ARYANE! -Gritei, pela quinta vez. 

-Hum...?  

-Levanta, ou vou puxar teu pé. -falei. 

Ela começou a levantar lentamente, me deixando com vontade de raspar a cara dela no asfalto. Ela ficou de pé, olhando pra gente. 

-Quê? -Disse ela. 

-Vem. Arsenal. Agora. -Falei, já saindo do chalé. 

Percy tomou a dianteira, passando entre os chalés. Ary vinha se arrastando logo atrás. Quando finalmente chegamos, Percy começou a explicar o que tinha ali. 

-Aqui vocês vão encontrar vários tipos de armas antigas, que podem ou não se ajustar a vocês. Se não gostarem de nada, podem construir sua própria arma na forja. 

-Eu já tenho uma arma. Um tridente. Tá lá no chalé. -Falou Ary. -Não acredito que vocês me acordaram pra nada. Idiotas. 

Ela foi embora, nos deixando sozinhos. 

-Eu tinha esquecido disso. -Falei. 

-Ah. -Disse Percy. -Vem, vamos achar algo para você. 

Passamos por uma espada simples, mas estava torta. Peguei um machado na bancada, quando fui tentar um golpe com ele, acabei jogando-o na parede. Achei uma lança bem legal, mas eu não a conduzia bem. Tentei uma adaga, funcionou, mas era muito pequena para mim.  

-Acho que não tem nada que funcione comigo aqui. Estamos perdendo tempo. -Falei. 

-Você que sabe. -Disse ele. 

Eu estava na porta quando os vi, escondidos atrás de um elmo empoeirado. Eram dois anéis com a borda de bronze celestial, mas o meio eram de cores diferentes, um azul e o outro cinza. Peguei e fiquei olhando. Eles não eram nada de mais, não eram uma arma, mas eu sentia que deveria ficar com eles. Coloquei o azul no dedo do meio da mão direita, e o cinza no dedo do meio da mão esquerda. 

-São legais, mas você ainda vai precisar de uma espada. -Disse Percy. -O que me lembra, temos "produção de armas" na forja agora. Vamos? 

Fiz que sim e seguimos para a forja. 

 

Julia: 

Meu conselheiro era o garoto que Laurin tinha achado bonitinho, Connor Stoll. E o nosso chalé? Além de parecer velho e feio, estava cheio.  

-Nós tivemos que colocar beliches extras esse verão, somos um dos chalés com mais campistas. -Falou ele, orgulhoso. 

Sinceramente, não via muita coisa nele. Vai ver era por ele ser meu irmão. Ele era alto e magrelo, tinha a pele clara, cabelo castanho e olhos da mesma cor. Estava usando uma camiseta do acampamento e uma bermuda jeans. 

-Mas não se preocupe, vamos achar uma cama para você. -Completou. 

Dentro do chalé? Era uma bagunça. Os beliches eram mal distribuídos, tinha lixo pelo chão e teias de aranha. E isso que eles haviam acabado de passar pela inspeção, de acordo com Connor. 

-Ah! Aqui. Você fica com esse. -Ele bateu na cama de cima de um beliche no meio do chalé. A cama de baixo estava desarrumada. -Deixe algo para mostrar que é seu, mas um conselho, cuidado com o que você pode perder. 

Alice havia dito que os filhos de Hermes eram conhecidos pelas pegadinhas e por roubarem coisas.  

-Tem uma faca aí? -Perguntei. 

Ele tirou do bolso um canivete e me deu. Como os beliches também eram de madeira, usei para escrever meu nome na lateral da parte de cima. Acho que isso não tinha como roubar. 

-Pronto. E agora?  

-Tenho uma coisa para você. -Ele me entregou uma toalha, um potinho com shampoo e outro com condicionador e uma escova de dentes. -Você vai precisar. Guarde a sua mochila em algum lugar e depois me encontre na arena. Percy mostrou onde é, né? 

Fiz que sim e ele saiu. Guardei as coisas que ele tinha me dado na mochila. Se eu deixasse a mochila ali, era capaz de roubarem, mas onde eu ia deixar? Talvez Alice possa manter no chalé dela. Sai a procura dela.  

-Oie! Pode me fazer um favor? -Perguntei depois de passar uns 10 minutos a procurando. 

-Depende. -Falou ela. 

-Ah qual é! -Ela revirou os olhos. -Preciso que guarde minha mochila no seu chalé, se ficar no meu, vou acabar sem ela. 

-Tá.  

Ela pegou a mochila da minha mão e foi em direção ao chalé 3, com Percy logo atrás e eu os seguindo. Quando ela foi abrir a porta para entrar, bateu de cara. Comecei a rir. 

-Ai! Mas que porra?! Percy, porque isso tá fechado?! -Falou ela. 

Percy tentou abrir e acabou batendo de cara também. Nessa hora eu já estava me dobrando de tanto rir. Não sabia dizer qual deles era o mais idiota. Ele começou a chutar e empurrar a porta. 

-Percy? O que a porta te fez? -Perguntou alguém atrás de mim. 

Eu me virei, e vi a garota de roxo junto com mais duas garotas. A loira Annabeth e uma morena que eu não tinha visto antes. A morena tinha a mesma altura que Annabeth, mas tinha a pele morena, o cabelo castanho estava preso em duas tranças. Ela vestia uma blusa, adivinha?! Laranja, e um shorts jeans. Mas eu estava muito ocupado olhando a outra. Não era minha intenção fazer meu coração dar pulinhos no meu peito cada vez que eu a via, mas eu parecia não ter escolha. Eu não conseguia parar de encará-la, e ela começou a me encarar de volta. 

-Annie. A porta não quer abrir! -Reclamou o garoto. 

-Já pensou que ela pode estar trancada? -Perguntou Annie, calma. 

Alice soltou uma risada irônica. 

-Ele é lerdo, não idiota. -Disse ela. -Não tem motivo para a porta estar trancada. 

Annabeth ergueu a sobrancelha, contrariada. 

-E você é a...? -Perguntou. 

-Ah! Alice e Julia. -Ele apontou para ela e em seguida para mim. -Annabeth é a minha namorada, lembra? Essa é Piper e essa Reyna, pretora dos romanos. 

-Pre o quê? -Perguntei, olhando para Alice. 

-Pretora. - Falou ela, e eu ergui uma sobrancelha, sem saber o que aquilo era. Alice revirou os olhos. -Ela comanda a legião, idiota.  

-Idiota é você. -Falei, envergonhada. 

Alice ergueu as sobrancelhas. Ela olhou para Reyna e depois para mim, três vezes. 

-Ah. Ah! Saquei. -Falou ela. 

-Você é estranha. -Disse. 

Ela riu e piscou para mim, como se eu realmente soubesse do que ela estava falando. Virei para Reyna, que me examinava com a sobrancelha erguida. Deuses! É sobrancelha pra tudo quanto é lado. Dei um sorriso de desculpas. 

-Alice? A Ary não tinha voltado para cá? Será que ela trancou a porta por dentro? -Perguntou Percy. 

-Como eu vou saber? Não estava com ela. Quer saber? Vou arrombar essa porra de uma vez. Segura! -Disse ela, jogando a mochila na minha cara. 

Ela se posicionou uns 5 metros de distância, correu e bateu o ombro contra a porta, apenas para cair de bunda no chão. Piper e Annabeth seguraram o riso, Reyna deu um sorriso de canto, que se desfez quando viu que eu estava olhando-a. De novo.  

-Bem feito. -Falei, embora tenha sido só para disfarçar. 

Alice se levantou que nem ninja, usando as mãos para se impulsionar para cima e cair de pé. 

-Minha mão vai decolar na sua cara daqui a pouco. -Falou ela. 

Levantei os braços a desafiando. 

-Cai dentro, Ariel. -Falei.  

Peguei o taco de beisebol da mochila - não me pergunte como coube ali dentro, acho que era mágica -, e apontei para ela. Era estupidez, não queria brigar com ela, mas eu queria me mostrar para Reyna. Só não entendia o por que.

-VOCÊ ME CHAMOU DE QUÊ? -Gritou Alice. 

Se apenas um olhar pudesse fazer alguém pegar fogo, acredite, eu estaria queimada. Ela dava passos pesados na minha direção, com raiva. Sinceramente, não fazia a mínima ideia do por que de eu ter usado aquele nome com ela, e também não imaginava que ela ficaria tão zangada. 

-Hey! Vamos com calma agora, ok? -Disse Percy, ficando entre nós. 

Alice estava prestes a empurrar Percy, quando alguém disse: 

-Alice. Não acho que você queira matar minha filha.  

Era Hermes. Meu pai. Ele se posicionou ao meu lado, colocando a mão no meu ombro. Eu abaixei o taco e Alice cruzou os braços. 

-Procure Poseidon, ele pode explicar o porque do chalé estar trancado. Creio que ele esteja na forja. -Completou ele. 

-Vamos Jackson, antes que eu arranque a cabeça de alguém. -Disse Alice, passando por mim. 

Percy estava seguindo-a quando Annabeth o chamou: 

-Percy? Onde você vai?! 

-Ah. Então...preciso falar com meu pai, já volto! -Disse ele, correndo para acompanhar a irmã. 

O pior de tudo? Reyna nem parecia ter dado importância para a briga. Como eu fui idiota! Bati com a mão na minha testa. Decidi que esperaria ela voltar para me desculpar, então sentei na varanda do chalé 3 e esperei ali mesmo. As garotas saíram com Annabeth reclamando sobre Percy. Hermes sentou ao meu lado. 

-Você se acostuma. -Disse ele. 

-O quê? 

-Seus sentimentos amorosos. Eles não mudam com o tempo, você que passa a aceitá-los. -Falou. 

-Não sei do que você está falando. 

Ele sorriu e piscou, desaparecendo. 

 

Alice: 

Entre todas as princesas da Disney, a que eu mais odiava era Ariel. Quando a Juh me chamou por esse nome, me senti ofendida, mesmo sabendo que ela só estava fazendo aquilo para se exibir. Foi até bom Hermes ter aparecido, não saberia dizer o que poderia  ter acontecido. 

-Ei, você tá legal? Pensei que fosse pular em cima dela. -Disse Percy. 

-Perdi a cabeça por um instante, desculpe. -Falei. 

-Eu sei como é. Acontece bastante comigo. -Falou ele, sorrindo. 

Chegamos na arena e logo encontramos Poseidon conversando com Hefesto. Era uma cena interessante, afinal, o Deus dos ferreiros não era a coisa mais linda do mundo, principalmente comparado a Poseidon.  

-Porque o chalé está fechado? -Perguntei. 

-Ah. Isso. -Disse ele, nos conduzindo a uma área mais afastada. -É por que eu pretendo fazer uma pequena mudança.  

Percy e eu nos entre olhamos. 

-Que tipo de mudança? -Perguntou Percy. 

-Do tipo boa, pode ter certeza. -Disse ele, sorrindo. -Vocês verão ao anoitecer. Agora, creio que tenham algo para fazer, certo? 

Trabalho não era para mim. Definitivamente. Eu nasci para cavalgar por aí com meus cabelos ao vento, explorando cada canto da natureza. Mas não, lá estava eu metendo a mão na massa, tentando forjar uma espada.  

 

------------------------(...)------------------------ 

Passamos mais tempo lá do que pretendíamos, quando notamos, a corneta avisando do jantar soou. No meio do caminho encontramos a Juh, que se aproximou para falar comigo. 

-Percy, vá na frente. Eu e ela precisamos conversar. -Falei e ele me olhou desconfiado. -Vamos ficar bem. 

Depois que ele se afastou, Juh disse: 

-Ah, cara! Desculpa?! 

-Tudo bem, eu sei que você não quis dizer aquilo. Foi o amor que te subiu a cabeça. -Falei. 

-Ah cala a boca. -Disse ela, abraçando-me. 

-Tá, agora é sério. Tô com fome. -Puxei ela para o refeitório. 

Ela se sentou na mesa de Hermes, que era lotada. Segui para a minha mesa, pegando o prato com 4 pedaços de pizza e segui para a lareira. Quando joguei um para Circe, escutei a voz dela: 

Encontre-me na estrada rural hoje à noite. 

Droga! Ela não sabia sobre os planos dos Deuses? Como eu iria passar por quem quer que estivesse de vigia hoje? Mas eu precisava sair, precisava de respostas. 

-Alice? -Chamou Percy. 

Não tinha notado que estava parada encarando a fogueira, atraindo a atenção. Droga. Tenho que parar com essa mania de entrar em pensamentos conflitantes em qualquer lugar, afinal, é pra isso que serve o chuveiro. Sentei-me ao lado dele e, quando ia começar a comer, Quíron se levantou. Tem sempre um pra me atrapalhar quando tô comendo, impressionante. 

-Heróis! Quero comunicar que, a partir de amanhã, os horários das atividades irão mudar e algumas serão trocadas. Vocês receberam os horários amanhã na inspeção de chalés! Tenham um ótimo jantar! -Disse ele. 

Conversas ecoavam por todo o refeitório, a respeito das mudanças.  

-Cara, tinha esquecido como aqui fica barulhento com a chegada dos romanos. -Disse Percy. 

-Comam depressa! Quero mostrar o chalé antes da fogueira. -Disse Poseidon. 

Começamos a devorar nossas pizzas. Depois de uma meia hora, nos levantamos e seguimos Poseidon até a área dos chalés, parando de frente para o nosso. 

-Preparados? -Perguntou ele. 

Fizemos que sim. Poseidon parecia uma criança quando fez algo que ela considera bonito e quer mostrar para os pais, ou seja, estava muito animado. Depois da fogueira eu teria que dar um jeito de sair do acampamento, nem que fosse voando. 

Ele abriu a porta e meu queixo foi parar no chão.


Notas Finais


Eai??? Quem tem teorias de conspiração???? Comentem aí!! Quero saber tudo!! Digam seus shipps!
Espero que tenham gostado!!! Até o próximo!!!
Beijoooos <3


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