História Alice e os Deuses Gregos - Capítulo 55


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Calipso, Cimopoleia, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Eros (Cupid), Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Hylla Ramírez-Arellano, Íris, Jason Grace, Leo Valdez, Nêmesis, Nico di Angelo, Niké (Nice), Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Piper Mclean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Thalia Grace, Tique, Will Solace, Zeus
Tags Acampamento Meio Sangue, Deuses, Frazel, Jasiper, Mitologia Grega, Olimpo, Percabeth, Percy Jackson, Perlite, Poseitena, Semideuses, Solangelo
Visualizações 96
Palavras 3.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Agosto vai ser o melhor mês ever: 5H3 IS COMING!!!!! Parey... enfim, eu sei que era pra eu ter postado ontem, mas não consegui terminar o cap a tempo, sorry. MAS, estou compensando com esse aqui msm, pq ele tá super totoso, e eu realmente gostei de escrever ele. E acho que vocês vão gostar de ler também! :3

Aos agradecimentos especiais: ~RedCrone, voltei com o próximo tiro! Se prepara! :3 >>>> ~MclBessaS2, é yaoi, é yuri, é o caralho a quatro, é tudo! :P >>>> ~IzaVanzzo13, se você tá passada com o último cap, imagina com esse :3

Enjoy <3

Capítulo 55 - Calling


Fanfic / Fanfiction Alice e os Deuses Gregos - Capítulo 55 - Calling

 

Alice: 

Segunda (05/12) - 18:07pm 

 

Eu estava tão mentalmente e fisicamente cansada que não consegui me manter acordada quando cheguei no apartamento. Atire-me na cama e dormi, sem nem mesmo almoçar. Era, provavelmente, o segundo dia que eu passava sem comer nada, pois o primeiro, quando apaguei depois de chegar ao apartamento de Rodes, também passei dormindo. Quando finalmente acordei, meu membro continuava lá. Fui obrigada a colocar a cueca de compressão após o banho, junto da calça jeans preta que Hécate tinha me dado, e uma nova camiseta de manga curta vermelha.  

Abri a porta do quarto com cuidado, não sabia ao certo que horas eram, e estava com preguiça de pegar meu celular em cima da cômoda. A porta do quarto de Rodes estava fechada, e a do banheiro aberta, sem ninguém dentro. Resolvi tentar primeiro a sala, e acabei encontrando Circe encolhida no sofá, dormindo profundamente. Olhei para o relógio da cozinha, já eram quase seis e meia da noite. Às vezes eu esquecia que Circe trocava o dia pela noite, pois ela era mais forte a luz do luar. Suas horas de sono era seu momento mais vulnerável, pois seu sono era profundo e difícil de ser interrompido. Ela costuma acordar perto das sete no inverno e perto das oito no verão, dependendo da posição do sol.  

-Circe? -Chamei, cutucando-a de leve no braço, a única coisa que ela fez foi esconder o rosto na almofada. -Certo. Completamente apagada. Vou tirar você daqui.  

Peguei-a no colo com cuidado, temendo acordá-la e deixá-la furiosa, mas ela nem pareceu notar. Levei-a até o quarto de hóspedes e a deixei deitada na cama, depois saí a procura de algo para comer. Minha barriga roncava tanto que mais parecia um leão rugindo, principalmente depois de tanto tempo sem comer. Explorei a cozinha, encontrando o que elas deveriam ter comido no almoço, uma panela de macarrão com molho de tomate. Enchi um prato e esquentei no micro-ondas, comendo tudo em menos de dez minutos. Em nenhum momento Rodes apareceu, então fiquei me perguntando se ela não poderia ter saído do apartamento para fazer qualquer coisa que seja.  

-Rodes? -Chamei, caminhando até a porta de seu quarto, batendo de leve na madeira. -Estou entrando.  

Quando abri a porta, deparei-me com o quarto vazio, mas escutei o barulho de água caindo vindo do banheiro. Sentei-me na cama bagunçada e esperei, depois de uns dez minutos o barulho cessou. Rodes surgiu no quarto com um top preto que cobria seus seios medianos, deixando amostra sua barriga lisa, e uma cueca preta que mostrava seu... membro.  

-ALICE! -Ela gritou assustada assim que me viu, e me tocou a primeira coisa que viu na frente, ou seja, sua toalha molhada.  

-Você é intersexual? -Perguntei em transe, olhando fixamente para o grande volume em sua cueca. -Impossível.  

Rodes não sabia se colocava as mãos no cabelo desesperada, ou se tapava o volume em sua cueca. Ela correu para o seu guarda-roupa e tirou a primeira calça que encontrou, uma calça de moletom cinza-claro. Virou-se para mim e veio caminhando a passos firmes, pegando-me pela camiseta e puxando-me para cima.  

-Você. Não. Pode. Contar. Para ninguém! -Rosnou ela, pausadamente, agarrando minha camiseta com tanta força que pensei que fosse rasgar. -Jure pelo Rio Estige!  

Ela me sacudia enquanto falava cada palavra, o que tornou difícil a minha resposta, portanto me mantive calada até seu surto passar. Rodes respirava pesadamente, e pude ver algo parecido com medo em seus olhos.  

-Se eu dissesse que você não é a única Deusa intersexual que conheço, acreditaria? -Perguntei calmamente, agarrando suas mãos de leve e retirando-as de minha camiseta.  

-Impossível! Eu sou a única. Sempre foi assim, nunca encontrei ninguém igual a mim. -Respondeu ela, colocando as mãos na cintura e olhando para o teto, tentando não chorar.  

-Rodes, eu conheço mais duas pessoas assim. E a primeira delas também acreditava ser a única. -Murmurei, tentando demonstrar a minha compreensão, porque eu estava vivendo aquele momento de um ângulo diferente. -Você não está sozinha, acredite em mim.  

Ela respirou fundo e baixou a cabeça, voltando a me olhar nos olhos. Cruzou os braços abaixo dos seios e permaneceu me encarando, esperei pacientemente pela sua próxima ação.  

-Por algum motivo que não entendo, acredito em você. -Falou ela, não muito alto, mas o suficiente para que eu escutasse.  

-Você sabe como funciona? -Perguntei, chegando mais perto. -Digo, como ele atua no seu corpo?  

-Mais ou menos. -Respondeu ela, encolhendo os ombros. -Só sei que ele vai e volta. Fica incomodando até que... eu o alivie. É quase todo mês isso, é como se fosse a menstruação que eu nunca tive.  

-Deusas menstruam? -Perguntei, confusa.  

Ela soltou uma gargalhada nasal, olhando-me com divertimento.  

-Somos tão humanas quanto vocês, menstruamos até perto dos cinquenta, mas não se esqueça que já temos mais de mil anos. -Respondeu ela, sorrindo de lado. -Mas isso nunca aconteceu comigo. Acredito que seja por causa da intersexualidade.  

-Nunca tinha pensado nisso. -Resmunguei, cruzando os braços abaixo dos seios. -Mas deve ser por isso mesmo. Meus Deuses! Eu não menstruo há uns seis meses! Socorro! Não posso estar grávida!  

-Hã... acho que você saberia se estivesse grávida de seis meses. -Comentou Rodes, coçando a nuca, envergonhada. -A barriga estaria enorme e, pelo que posso ver, você está bem em forma.  

Estava prestes a lhe responder, quando percebi o que ela tinha dito. Ergui uma sobrancelha e abri um sorriso malicioso, o rosto dela ficou vermelho na hora. Soltei uma gargalhada alta, batendo de leve em seu ombro, e ela riu comigo.  

-Tudo bem, eu sei que sou gostosa. -Falei a última palavra em português, piscando de leve para ela. -Mas enfim, como ele está?  

-Hã? Ele quem? -Rodes olhou para todos os lados, procurando a quem eu estava me referindo. -Do que você está falando?  

-Do seu amigo. -Respondi, apontando para o volume em sua calça. -A quanto tempo ele está aí?  

Se possível o rosto dela ficou ainda mais vermelho, mostrando o quão envergonhada e desconfortável aquele assunto a deixava.  

-Hã... essa Deusa que você conhece lhe contou muitas coisas sobre isso, não é? -Perguntou ela, coçando a nuca em sinal de nervosismo, e eu apenas assenti. -Faz uns dois... meses.  

-Dois meses? Dois meses?! -Minha voz subiu algumas oitavas, tanto pela surpresa quanto pela incredulidade. -Você só pode estar de brincadeira!  

Ela encolheu os ombros e olhou para o chão, a expressão de seu rosto era idêntica a de um cachorro abandonado.  

-Eu tento ao máximo segurar a vontade de me aliviar. -Murmurou ela, brincando com os cadarços da calça de moletom.  

-Por quê?! -Perguntei, tentando entender aquela loucura.  

-Não gosto de ficar me masturbando! -Exclamou ela, gesticulando freneticamente com as mãos.  

Abri a boca para rebater, mas acabei desistindo no último minuto. Rodes não me encarava, estava ocupada demais olhando para o chão. Sentei-me novamente e massageei as têmporas. Ela caminhou discretamente até o guarda-roupa, e voltou vestindo uma regata branca. Respirei fundo e tomei mais uma decisão que era, provavelmente, bem idiota. Caminhei até a porta, verifiquei se Circe continuava dormindo, e tranquei com a chave que estava pendurada ali.  

-Hã... Alice? -Chamou Rodes, e pude perceber um resquício de medo em sua voz. -O que está fazendo?  

Respirei fundo e me aproximei dela.  

-Que fique bem claro: só estou fazendo isso porque você é minha irmã. -Expliquei, puxando-a para mim pela barra da regata.  

Agarrei sua nuca com força e a beijei, enquanto minha mão esquerda descia até seu membro e o apertava ainda por cima da calça. Ela arfou durante o beijo, e aquilo foi minha deixa para invadir sua boca com a minha língua, explorando cada cantinho, chupando sua língua com vontade. Suas mãos agarraram meu pulso com força, mas em nenhum momento tentaram impedir meus movimentos.  

-Rodes. -Interrompi o beijo para falar, e ela ainda tentou avançar em mim para continuar, mas impedi colocando um dedo em seus lábios. -Senta na cama.  

Ela praticamente se jogou na cama, sentando bem na ponta, e ficou me encarando com expectativa.  

-Você é virgem ainda, né? -Perguntei enquanto me agachava, sentando sobre meus tornozelos, na frente dela.  

-S-Sim. -Gaguejou ela, gemendo baixinho quando voltei a apertar seu membro por cima da calça. -É tão... óbvio assim?  

-Um pouco. -Respondi, puxando sua calça para baixo junto com a cueca. -Mas não vou tirar sua virgindade. Pelo menos não a que você espera, e pelo menos não hoje.  

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, agarrei seu membro com força e comecei a masturbá-lo. Rodes revirou os olhos por prazer e jogou a cabeça para trás, agarrando o lençol da cama com força. Seu membro era praticamente do mesmo tamanho que o de Hermes, ou seja, menor que o e Hécate e o meu, talvez um pouco mais grosso que o dele e extremamente mais branco.  

-A-Alice. -Gemeu ela, mantendo os olhos fechados com força. -M-mais r-rápido.  

Ao invés de fazer o que ela queria, lambi toda a extensão de seu membro, deixando uma mordidinha na cabeça. Ela gemeu ainda mais alto, e temi que Circe acordasse. Abocanhei seu pênis e comecei a chupá-la com vontade, intercalando entre rápido, devagar, com direito a mordidas fracas em seu contorno. Perdi a conta de quantas vezes ela gozou na minha boca e, acidentalmente, fora dela também.  

-Acho que ela preciso de outro banho. -Murmurou ela enquanto eu me levantava, sentindo meus joelhos doerem.  

-É uma boa, e eu vou escovar os dentes. -Falei, caminhando em direção a porta.  

-Liz? -Ela me chamou bem na hora que destranquei a porta. -Você disse que conhecia mais duas mulheres intersexuais, quem são elas?  

Quando me virei para olhar em sua direção, ela já estava novamente de top e cueca, com seu membro tapado.  

-Não posso contar, Rodes. A Deusa confia em mim, e não pretendo trair essa confiança. -Respondi, abrindo a porta atrás de mim, e ela assentiu compreensiva. -Mas a outra... sou eu.  

Pisquei para ela, que estava estática, e sai porta fora. Quando cheguei na sala, dei de cara com Circe comendo uma maçã.  

-Espera aí! Você não pode largar uma bomba dessas e sair andando! -Reclamou Rodes, que vinha logo atrás de mim, e parou ao meu lado com as mãos na cintura. -Circe!  

Ela tapou sua cueca com a toalha que estava em sua mão, levando um susto quando viu a outra Deusa ali. Circe estava encostada na parede da cozinha, comendo sua maçã tranquilamente, nos observando com cara de tédio.  

-Finalmente você acordou. -Reclamou ela, mordendo a fruta e vindo se jogar no sofá. -Nada contra o seu corpo, Rodes, mas vá colocar uma roupa.  

Rodes assentiu timidamente, com o rosto todo vermelho, e saiu correndo para o seu quarto. Quando voltei a olhar para Circe, ela me encarava com interesse.  

-Devo perguntar? -Perguntou ela, erguendo uma sobrancelha.  

-Já perguntou. -Respondi, dando de ombros, enquanto me sentava ao seu lado.  

Ela concordou com a cabeça, encostando-se melhor no sofá. Ficamos em silêncio por longos minutos, até Rodes voltar de banho tomado.  

-Temos que começar logo as buscas, não podemos ficar muito tempo por aqui. -Falou Circe, cruzando os braços abaixo dos seios.  

-Não podemos sair de noite, seria muito mais perigoso. -Rebateu Rodes, encostada na parede.  

-Sou mais forte durante a noite. -Pontuou Circe, erguendo o queixo em desafio.  

-E eu sou mais forte no mar, mas nada disso faz diferença quando se trata do Mar Mediterrâneo. -Resmungou Rodes, colocando as mãos na cintura.  

Fiquei apenas observando, como em uma partida de tênis, intercalando meu olhar de uma para a outra. Mas quando percebi que elas não parariam, resolvi intervir.  

-Vamos amanhã de manhã e ficamos procurando até tarde da noite. -Decidi, e as duas concordaram contrariadas. -Tem um barco?  

Rodes fez que sim com a cabeça e andou até a cozinha.  

-Você não me contou o que descobriu. -Falei para Circe, que já tinha terminado a maçã.  

-Óbvio. Você estava muito ocupada dormindo. -Rebateu ela, ainda com a cara amarrada.  

-Desculpe se meus poderes me cansam. -Resmunguei, cruzando os braços abaixo dos seios e fazendo uma expressão de brava.  

-Seus poderes, aham. Finge que eu acredito. -Ironizou ela, jogando a maçã na cozinha, Rodes pegou por muito pouco.  

-Vai contar ou não, caralho? -Esbravejei, batendo na coxa dela.  

-Não me bate, pirralha! -Esbravejou ela, batendo no meu ombro.  

Ficamos nos olhando por alguns minutos, e eu esperava que ela me contasse o que tinha descoberto.  

-Então? -Perguntei, encarando-a cínica.  

Ela suspirou, olhando para o teto, e começou a me contar.  

-As ruínas estão tomadas por golfinhos humanos, uns vinte, no mínimo. -Falou ela, e nesse meio tempo Rodes voltou para a sala, jogando-se no outro sofá.  

-Metade golfinhos e metade humanos? -Perguntei, e ela fez o sinal de mais ou menos com a mão direita. -São os lacaios de Crisaor, o outro filha da Medusa. Percy me contou sobre eles, sem um comandante não são uma ameaça. Ah! E eles tem medo de Dionísio.  

Rodes bufou e, consequentemente, lançou alguns farelos do pacote de bolachas que ela estava comendo no sofá.  

-Dionísios estão em falta. -Debochou ela, enfiando outra bolacha na boca. -A não ser que ele faça parte do seu plano.  

Foi minha vez de bufar, revirando os olhos, enquanto apoiava minhas mãos atrás da cabeça.  

-Desse aí eu quero é distância. Acredita que ele votou a favor da minha morte?! -Falei horrorizada, levando a mão direita ao peito.  

-Admito que às vezes tenho essa vontade. -Murmurou Circe, olhando para o nada, mas com um sorriso sugestivo nos lábios.  

-Viada! -Exclamei, olhando-a incrédula.  

Ela ergueu os ombros como quem não quer nada, sorrindo amarelo. Rodes gargalhou alto, e eu a fuzilei com os olhos.  

-Tanto faz. -Resmunguei, dando de ombros. -O que mais você descobriu?  

As duas ainda riram mais um pouco antes de me responder, provavelmente porque eu tinha feito um bico enorme com os lábios.  

-Há uma presença divina nas redondezas, com toda a certeza. -Falou Circe, finalmente. -Mas há também diversos monstros na espreita, Liz, durante todo o percurso até as ruínas.  

Fiz uma careta e cocei a sobrancelha.  

-Você acha que estão a nossa espera? -Perguntou Rodes, agora mais séria.  

-Eu não diria que estão a nossa espera, Rodes, mas a espera de qualquer ser mágico que for corajoso ou idiota o suficiente para navegar por essas águas. -Respondeu Circe, e eu apoiei o rosto nas mãos cansada. -Entendam, o Mar Mediterrâneo é evitado por Deuses e semideuses a anos, e por motivos óbvios. Qualquer monstro que habite ali está sem se alimentar de... sangue como o nosso, a muito tempo.  

O silêncio tomou conta do apartamento, era óbvio que os ânimos quase inexistentes se afundaram de vez no fundo do poço. Levantei-me abruptamente, surpreendendo a ambas.  

-Vamos seguir com o plano. Como você mesma disse, eles não estão esperando por nós, ninguém sabe o que estamos fazendo, então vamos usar isso ao nosso favor. -Decidi, olhando para os rostos surpresos das duas. -Circe, preciso que faça um mapa com os possíveis caminhos até as ruínas, coloque nele as possíveis localizações dos monstros e indique a força ou intensidade de seus poderes. -Ela assentiu, ambas já de pé me encarando. -Rodes... descanse, mas esteja preparada para lutar. Eu não sou a melhor guerreira do mundo, e Circe é um pouco lenta durante o dia. Vamos precisar bastante de você.  

Ela também assentiu, e pude ver o quanto aquilo era importante para ela, ser reconhecida. Corri até o quarto de hóspedes, peguei meu celular, os fones e um elástico de cabelo, voltando para a sala em seguida.  

-O que você vai fazer? -Perguntou Circe, assim que me viu andando até a porta.  

-Vou correr. Preciso pensar um pouco. -Respondi enquanto amarrava o cabelo em um rabo de cavalo no topo da cabeça.  

-Vou com você. -Disseram as duas ao mesmo tempo, entreolhando-se em seguida.  

-Não vejo necessidade. -Respondi, colocando as mãos na cintura. -Como eu disse, preciso pensar, e faço isso melhor correndo ou de cabeça para baixo. Nem tentem entender.  

As duas me olhavam com o cenho franzido, mas no final acabaram concordando. Saí porta fora, descendo os dez andares de escada, conectando o fone de ouvido no celular e deixando as músicas no aleatório. Quando cheguei ao hall, corri para a praia ao som de Chandelier.  

 

-------------(...)------------- 

 

Ligação On:  

 

Chamando... 

Chamando... 

Chamando... 

 

Caixa postal de Héstia: 

-Oi. Sou eu, Alice. Já é a quinta vez que estou ligando, aconteceu alguma coisa? Eu só... queria conversar. Bom, esquece! Só... fique bem. Tchau.  

 

Ligação Off.  

 

--------(...)--------- 

 

Ligação On: 

 

Chamando... 

Chamando... 

Chamando... 

 

Caixa postal de Íris:  

-Ah, Íris, qual é?! Você nunca deixou de me atender. Onde você tá? Bom, não é como se eu fosse te visitar, até porque eu tô um pouco longe... hã, esqueça essa última parte. Enfim, me ligue quando puder, ou pelo menos mande um sinal de vida por whats. Tchau.  

 

Ligação Off.  

 

-----------(...)------------ 

 

Ligação On:  

 

Chamando... 

Chamando... 

Chamando... 

 

Caixa postal de Hécate: 

-Até você? Porra! É complô contra mim? Festa do "não vamos atender a Alice"? Cara, isso é muito frustrante, sabia? Sinto falta de te incomodar, é engraçado porque você fica toda vermelha e ameaça me transformar em algum animal, embora nunca faça nada. -Soltei algumas gargalhadas ao lembrar da cena. -Enfim, eu só queria conversar com alguém antes de fazer o que é provavelmente a coisa mais idiota que já fiz na minha vida. Amanhã embarco em uma missão suicida, mas não se preocupe, eu pretendo voltar com vida dela. Hécate... lembra quando disse que estava procurando ajuda? Bom, uma parte dela eu encontrei, agora estou indo em busca de outra. -Suspirei alto, coçando a sobrancelha. -Olha, me avise se estiver tudo bem, okay? Tchau.  

 

Ligação Off.  

 

----------(...)---------- 

 

Ligação On:  

 

Chaman... 

-Alice?! -Ela atendeu na metade do toque, e meu coração se apertou ao ouvir sua voz.  

-Oi. -Respondi séria, sentindo minha garganta se fechar aos poucos.  

Ela pareceu respirar aliviada, mas imaginei que fosse apenas coisa da minha cabeça, pois ela não tinha motivos para aquilo.  

-Por que tem meu número salvo? -Perguntei de repente, apenas naquele momento me dando conta disso.  

-Por que você tem o meu? -Rebateu ela, apenas para não precisar responder.  

Ri ironicamente, revirando os olhos. 

-Porque quando eu acordei do "coma" ele já estava no meu celular. -Respondi contrariada. -Mas isso não faz diferença. Não liguei pra você pra ficar batendo papo. Você sabe onde Héstia está?  

Toquei apenas no nome de Héstia porque duvidava de que ela soubesse o paradeiro de Íris e Hécate.  

-Hã... não. Eu... não vejo nenhum dela a algum tempo. Não tenho ido ao acampamento. -Respondeu ela, envergonhada.  

-Devo perguntar o por quê? -Perguntei, olhando para as estrelas.  

-Não tenho mais motivos para estar lá. -Respondeu ela, firme, mas com uma pontada de tristeza.  

-Ah, claro. Você é só mais uma que faz filho e depois os joga no mundo como se não fossem nada. -Debochei irritada, revirando os olhos mais uma vez. -Pensei que fosse por um motivo válido.  

-Não foi isso que eu quis dizer! -Exclamou ela, prestes a se explicar.  

-Não quero saber, Afrodite. Não me importo. -Falei friamente, interrompendo o seu possível discurso. -Mas obrigada, mesmo que você não tenha ajudado em porra nenhum. Adeus.  

-Esper... 

 

Ligação Off.  

 


Notas Finais


BOW!!!! Joguei e saí correndo... comentem!!!

Leiam a minha outra fanfic, cupcakes!
https://spiritfanfics.com/historia/opposite--norminah-gp-9911755


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...