História ALIEN: Involução - Capítulo 4


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Palavras 2.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Título do log: “ESTAMOS ANOS À FRENTE”

Número do log: 56

Smythe, 11 de setembro de 2137.

Relatório, Smythe, chefe do desenvolvimento de sintéticos. Acabo de receber os diagramas do 120-A/8. Não sei quanto pagamos para o nosso informante, mas a diretoria da Seegson vai ter que abrir a mão.
Sei que isto parece tecnologia antiga para a WY, mas está muito além do que somos capazes. Nossos principais executivos e acionistas não vão escutar, mas precisamos de investimentos.
A Companhia e todas as suas subsidiárias estão anos-luz à nossa frente.

Capítulo 4 - Solução Sintética


Fanfic / Fanfiction ALIEN: Involução - Capítulo 4 - Solução Sintética

Smythe já havia se acostumado com o ritmo retrô das musicas de ambiente da Seegson, já havia nomeado uma favorita. Todos dias Smythe entrava na sua rotina com a música Knee Socks de uma banda chamada Arctic Monkeys. Ninguém entendia como Smythe conseguia gostar de uma música do século XXI, mas ele gostava.

A rotina de Smythe era basicamente a mesma o dia todo. Ele acordava, pegava o transporte e passava o dia sozinho em uma sala com grandes prateleiras retráteis, cheias de androides da série Joe Trabalhador ainda encaixotados e empacotados em um saco que mais parecia saco de perícia criminal. Em cada caixa havia um painel em que Smythe deveria verificar as condições de cada androide, desde integridade física até a do sistema operacional, depois disso Smythe verificava os dois androides auxiliares, que faziam o seu papel quando houvesse uma emergência fora do turno, esperava até o fim do dia e ia embora para o apartamento deixando o Apollo cuidar de tudo.  

A série de androide da Seegson depois que é produzida passa por uma máquina grande chamada câmara de reprogramação. O androide entra sem dados, apenas uma maquina vazia, e sai com todos os comandos e conectado com Apollo (o sistema de inteligência artificial que comanda Sevastopol). De todos aqueles androides na sala havia um, apenas um que apresentava dados corrompidos, o androide 1260. Smythe já havia passado as androides três vezes pela reformatação e o sistema sempre entrava corrompido.  Então naquela outra semana o papel de Smythe havia se complica um pouco mais. Além de monitorar cada androide ele deveria encontrar o defeito físico do Joe Trabalhador 1260 e repará-lo.

 No primeiro dia nada foi encontrado, nem no segundo, nem no terceiro...

_O que há de errado com esse androide, droga! _Dizia Smythe irritado ao falhar em suas buscas.

Naquela semana como Smythe apontava nenhuma evolução em seu relatório, Apollo designou Russell para ajuda-lo nas buscas do defeito. Mas dois dias se passaram e nada foi encontrado.

No fim do dia Smythe subiu até a sala de monitoramento, uma sala com vista panorâmica do salão de armazenamento sintético. Lá de cima, sentados em sua mesa, eles conseguiam ver as grandes prateleiras calmas e sem nenhum movimento.

_Isso é perda de dinheiro Russell, eu entendo do ramo de Androides Sintéticos, nós temos androides baratos e funcionais, nunca pensei que a Seegson chegasse tão longe, só que ninguém quer comprar eles. _disse Smythe.

_Do que você está falando, eles são baratos, eu sei que a Seegson está cortando gastos e pessoal, mas não tem nada haver com a baixa venda de androides. _disse Russell.

_Não é verdade... A Seegson já não vende mais como antes, mesmo com esse corte não será o suficiente para pagar as dívidas. Olha só, nós temos centenas de androides ainda encaixotados, isso é perda de dinheiro. A Seegson produziu uma androide bom, mas ele nem parece humano, parece mais com um manequim de loja... Como? _Disse Smythe.

_Mas essa era a ideia, fazê-los diferentes de... _disse Russell quando foi interrompido.

_Humanos? Por quê? A Weyland-Yutani está fabricando humanoides em massa, caríssimos, estão vendendo todos. Esse slogan da Seegson de “fazê-los diferente de humanos” para não gerar confusão é uma balela, e você caiu nela. _disse Smythe.

(Dingle da Sevastopol) VOZ ELETRÔNICA MASCULINA: “Fim de Turno. Apollo está monitorando a sessão agora.”

_Vamos embora? _disse Russell.

_Não, eu vou ficar aqui hoje, tenho um relatório gigantesco para mandar pro Spedding, e se ele não receber isso eu posso ser demitido. _disse Smythe.

_Então tenha uma boa noite amigo. _disse Russell saindo da sala.

Smythe passou hora e horas em frente à um terminal da Sevastolink digitando seu relatório, trancado em seu escritório ao lado da sala de monitoramento. Assim que finalizou o relatório, enviou.

_Agora vou só descansar os olhos por um instante. _disse Smythe respirando fundo e fechando seus olhos.

Smythe ficou com seus olhos fechados por um minuto, nem havia cochilado ainda, mas estava na sensação de que em breve ia dormir. A sala estava silenciosa, a iluminação estava baixa, tudo era propício para uma soneca, entretanto um estrondo contra a vidraça do seu escritório assustou-o. Smythe abriu os olhos rapidamente e com a visão ainda embaçada teve a sensação de que viu um Androide Sintético deixando o corredor fora do seu escritório.

_Mas que droga Apollo. O que um androide auxiliar está fazendo aqui em cima? _Gritou Smythe para a câmera seu escritório.

Smythe se dirigiu até a porta e destravou-a. A porta abriu e Smythe foi até a sala de monitoramento. Lá de cima ele observou e percebeu que os dois androides auxiliares estavam acoplados ainda ao núcleo de ativação. Nenhum deles havia sido ativados.

_Como isso é possível? E devo estar com muito sono... Acho que um banho cura isso. _disse Smythe Indo até às duchas.

Smythe não perdeu tempo e ficou nu em menos de trinta segundos. Nesse meio tempo ele já estava debaixo da ducha. Agora sim tudo estava calmo, no silêncio do espaço sideral apenas a agua da ducha ecoava por aquela sala, água em temperatura ideal, tudo estava perfeito, Smythe se sentiria revitalizado ao fim daquele banho.

O banho foi interrompido pelo barulho causado por cilindros de oxigênio comprimido caindo no chão. Smythe desativou a ducha na hora. Havia sim mais alguém com ele naquele andar. Com calma Smythe pegou a toalha e se enxugou. Foi até um dos armários e silenciosamente retirou uma peça de roupas brancas (eram essas que eram deixadas para o banho), vestiu-se, e então foi até a porta.

De lá ele viu o androide descendo as escadas. Havia sim um androide fora da caixa, ele não estava mais com a visão embaçada pelo sono, pode ver com clareza. Smythe correu até a sala de monitoramento e através das grandes janelas de vidro pode observar no salão de armazenamento sintético que os dois androides auxiliares ainda continuavam desativados.

_O que? De onde veio esse androide? _Se perguntou Smythe.

Smythe desceu as escadas e foi até o salão. Foi até os androides auxiliares e no painel procurou por “Eventos registrados”, na tela apareceu:

“Eventos registrados: Ultima ativação 2 dias atrás. Ultimo evento de recarga, 3 horas atrás.”

Ainda assim havia uma coisa errada. O chefe de desenvolvimento sintético então decidiu ativar um androide auxiliar, pressionou o botão e esperou a ativação ser concluída. A caixa abriu e o androide caminhou até fora dela.

ANDROIDE AUXILIAR: “Em que posso ajudar?”

_ Tem um androide nessa zona que não deveria estar ativado aqui. De onde ele veio?

ANDROIDE AUXILIAR: “Aguarde, consultarei os registros de Apollo sobre possíveis deslocamentos de um sintético.”

_Faça isso. _disse Smythe.

ANDROIDE AUXILIAR: “Nenhum androide registrado com Apollo foi identificado fora de sua zona de serviço.”.

_Está bem, obrigado. Pode voltar para o sistema de recarga, não vou precisar mais de você. _disse Smythe.

VOZ ELETRÔNICA MASCULINA: “Varredura concluída. Repassando serviço à androide sintético. Nova varredura iniciada. Tempo de conclusão: Uma Hora.”

ANDROIDE AUXILIAR: “Pedido recebido: Verificação de androide.”

O androide auxiliar começou a caminhar pelas prateleiras e parou de frente à um androide.

ANDROIDE AUXILIAR: “Verificação concluída. Repassando relatório à Apollo”

Ao se aproximar Smythe percebeu que aquela caixa a qual o androide auxiliar estava em frente era a caixa do 1260, o androide defeituoso. Nesse instante Smythe percebeu a gravidade da situação, saiu do seu setor e correu até a sala de segurança.

Smythe ligou os monitores e começou a procurar através das câmeras o androide.

_Vamos! Vamos! Cadê você! _Dizia Smythe.

Foi sorte (Ou não). Smythe havia encontrado o androide no saguão principal da área. Então o homem correu até lá, mas era tarde demais. O androide já havia pegado o elevador e se perdido pela estação. Ele poderia estar em uma área pública, uma zona da engenharia, qualquer lugar.

Smythe correu até o console e chamou para Seegson Comunicações. Ao cair em um atendente, ele pediu para redirecionar a chamada para Spedding, o seu chefe.

_Que droga! Quem fala a essas horas? _disse Spedding.

_Sou eu Smythe. Eu não te ligaria se não fosse importante. O androide 1260 ligou. _disse Smythe.

_Isso é bom, parabéns pelo 1260. Mas, você poderia ter me dado essa boa notícia quando todos acordassem. _disse Spedding

_Você não está entendendo Spedding, ele se ativou sozinho. Ele ainda está com o sistema corrompido. O Apollo não conseguiu identificar onde ele estava, ele está desconectado com o Apollo. E pior parte, ele pegou o Elevador, não sabemos onde ele está e também nem sabemos se ele está com a programação primária intacta ou corrompida. _disse Smythe.

_O que? Temos um androide andando por ai sem ser controlado? Ele pode machucar alguém? _Perguntou Spedding.

_Não sabemos quais dados foram comprometidos, ele tem uma grande possibilidade de estragar tudo. _disse Smythe. _O que eu faço, ligo para os Agentes Federais Coloniais?

_Não faça isso, precisamos capturar esse androide sem alvoroço. Tem uma repórter a bordo da estação, e se ela publicar essa falha do androide nunca conseguiremos vender Sevastopol. _disse Spedding. _Vou entrar em contato com o Chefe Porter, ele vai saber o que fazer.

Passaram-se 4 horas e o toque de recolher foi suspenso, era hora de todos irem trabalhar. A ordem que chegou ao console de Smythe era “Pegue o transporte para o Shopping Galeria, o androide foi visto por lá.”

Smythe obedeceu, ao chegar ele se encontrou com Spedding.

_Que noite não é? Espero que você não tenha estragado tudo. _disse Spedding.

_O que você está fazendo com os Seguranças da Seegson? _Perguntou Smythe.

_Estou pagando eles com dinheiro do meu bolso para fazer um plantão no Shopping, caso nosso androide venha atacar alguém eles abafariam o caso. _disse Spedding.

Não demorou muito tempo até que um dos Seguranças chegou acompanhado de uma senhora aos prantos.

_O que aconteceu? _Perguntou Spedding.

_Duas crianças foram pedir ajuda a um Joe Trabalhador e desapareceram, essa aqui é a mãe deles. _disse Sanclair.

_Fique calma, encontraremos o seu filho. _disse Spedding.

Nesse instante o dingle de Sevastopol tocou.

VOZ ELETRÔNICA FEMININA: Requisição de Serviço de todos os androides trabalhadores do Shopping Galeria aceita e em andamento.

Androides padrão do Shopping começaram a vasculhar o local, até mesmo androides particulares começaram a sair das lojas locais e procurar o androide defeituso. Podia ver sintéticos em todos os cantos.

O comunicador de Spedding começa a tocar. É o Chefe Porter, falando diretamente do Apollo.

_O que foi Chefe. Encontrou ele? _disse Spedding

_O Apollo conseguiu encontrar ele pelo numero na roupa. Ele está na fornalha, mas, o que diabos ele está fazendo com duas crianças lá? _disse Chefe.

_Como chegamos até a fornalha? _Perguntou Smythe.

_Todas as rotas principais foram bloqueadas, vocês precisarão chegar até lá usando a ventilação.

_Temos muito equipamento, não vai dar para ir pela ventilação. _Disse Sanclair.

_Eu vou, eu abro a porta do outro lado e vocês acabam com aquele androide. _disse Smythe.

Smythe pegou o comunicador de Spedding foi guiado por Chefe até a ventilação. Lá dentro foi fácil se deslocar até o outro lado. Ao sair da ventilação em um corredor largo que dava na porta principal que estava bloqueada, Smythe correu até a mesma e pressionou o botão. Uma contagem regressiva se iniciou no painel. 5 minutos para desbloquear.

_Chefe! 5 minutos para desbloquear uma porta? _disse Smythe.

_ Essa porta está lacrada com segurança nível 4, é preciso tempo até o desbloqueio. _disse Chefe. _Tente achar as crianças, elas devem estar em algum lugar por ai. Eu estou vendo o androide 1260 na sala de controle, ele tem vista de toda a fornalha então tome cuidado, esse androide não é bonzinho.

_Smythe caminhou até um grande salão circular e ao centro havia a fornalha, não usavam lenha e sim energia concentrada para aquecer o lugar. No salão Smythe andava calmamente até que ouviu choro de crianças.

_Por favor, tira a gente daqui. Não pediremos mais ajuda para você. _choravam as crianças.

VOZ ELETRÔNICA FEMININA: “Fornalha em ativação... Um minuto para a liberação de energia.”

Smythe correu até a fornalha e percebeu que as crianças estavam presas dentro dela. O painel da portinhola estava danificado, deve ter sido o Androide 1260.

_Chefe! Chefe! Está ai? _disse Smythe.

_Que droga está acontecendo ai? _disse Chefe Porter.

_As crianças estão dentro da Fornalha, faltam menos de um minuto para ela ativar. A portinhola está inacessível, oque eu faço? _perguntou Smythe.

_Não sei... Espera... Espera... Droga, não consigo pensar em nada. _disse Chefe.

Passados 15 segundos os raios de eletricidade começaram a passar pelas barras de metal e começaram a ser concentrados. Smythe então disse:

_Quer saber, que se dane a Seegson.

Smythe correu até o console e pressionou a opção “Liberar Fluido de Resfriamento”. A descrição que aparecia na tela era “Cuidado: Não libere o fluido enquanto a fornalha estiver sendo ativada”

VOZ ELETRONICA FEMININA: “Aguardando liberação das travas manuais.”

Smythe então correu até as travas e ativou cada uma delas. O fluido de resfriamento jorrou sobre a energia concentrada então aquele grande cilindro de luz que gerava calor explodiu, antes da liberação de energia que queimaria as crianças.

Ainda assim os estilhaços da explosão começaram pequenos incêndios na sala. A fumaça começou a preencher o local. Smythe correu até o painel de emergência e pegou um machado. Com muito custo ele conseguiu quebrar a tranca da portinhola e retirar as crianças.

A porta para o Shopping se abriu e a Segurança da Seegson conseguiu entrar. Tossindo e com as criança em seus braços, Smythe saiu do meio da fumaça e disse:

_Ele está na sala de controle, destrua ele.

_Não, não destrua ele, eu mando aqui, ele teve preço de custo. _disse Spedding.

Smythe entregou as crianças para a mãe. O sistema antiincendio foi ligado automaticamente.

_Puxa vida, você conseguiu dar um baita prejuízo para a Seegson, você destruiu o núcleo de energia. _disse Chefe no comunicador.

_Ou era isso ou era crianças torradas em uma matéria maravilhosa sobre os androides defeituosos da Seegson. _Disse Smythe.

_Você fez a escolha certa. _disse Spedding. _Hoje você está dispensado, amanhã você volta ao trabalho.

Smythe passou o dia todo descansando. O androide 1260 foi colocado de novo em sua embalagem e desativado. Spedding voltou a sua rotina calma. Ninguem além a Segurança da Seegson e a mãe das crianças soube o que houve na fornalha, e de qualquer forma Spedding pagou pelo silêncio da mulher.

No outro dia de trabalho Russell chegou e viu que Smythe já estava trabalhando no androide 1260. Mas antes de se aproximar para cumprimentar percebeu que Smythe se afastava do androide. De repente pedaços voaram de dentro da caixa.

_O que? Mas o que houve? Como a cabeça androide explodiu? _disse Russell ao se aproximar e ver que o androide estava agora completamente sem funcionalidade.

_Eu tentei retirar os parafusos do núcleo de processamento na cabeça dele e sem querer a furadeira danificou o núcleo. _disse Smythe. _Parece que agora ele não vai nos causar mais problemas, preciso elaborar um relatório.

Smythe então enviou para Spedding que acidentalmente havia invalidado o androide que havia causado todo o alvoroço, mas claro, isso tudo havia sido uma desculpa, o que Smythe havia feito mesmo era acabado de vez com o desgraçado.



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