História Alívio - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Relacionamento Abusivo
Exibições 113
Palavras 741
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Alívio - Capítulo 1 - Capítulo Único

 

 

 

 PRIMEIRO TAPA

 - E aí, beleza?

 

 SEGUNDO TAPA

 - Isso... assim... continua... ah... Baekie...

 

 TERCEIRO TAPA

- Me desculpa, Baekie, eu não queria fazer isso.

 

 QUARTO TAPA

 - Droga!

 

 QUINTO TAPA

- A culpa é sua!

 

 SEXTO TAPA

- Olha o que você me obriga a fazer!

 

 SÉTIMO TAPA

- O que você pensa que está fazendo?

 

 OITAVO TAPA

- Você não ouse sair por essa porta!

 

 NONO TAPA

- Quem você pensa que é?

 

 

 Eu não o deixaria levantar a mão mais uma vez para mim, aquela seria a última vez.

 

 

 Chanyeol chegou bêbado mais uma vez em casa, simplesmente entrou no quarto batendo nas portas, me empurrando, me xingando de nomes que me recuso a reproduzir. Eu fitava o chão serrando os punhos, respirando fundo sabendo o que viria a seguir. Olhei fixamente para seus olhos vermelhos e caídos, ele mal conseguia se manter em pé, suas frases eram desconexas e quando algo compreensível saia de sua boca era para me atingir.

 

 

 Isso já durava há sete meses, eu não sabia mais o que fazer. Ele se mostrou outra pessoa quando passamos a morar juntos. Seu ciúmes possessivo me fez ver quem era o verdadeiro Park Chanyeol.

 Havia fugido de casa por ele, quando meus pais descobriram minha orientação sexual me mandaram para fora, o nojo e repulsa em seus olhos fazia eu me arrepender das palavras proferidas momentos antes. Meu pai veio para cima de mim querendo me bater e por sorte consegui correr para meu quarto me trancando lá. Não me lembro quantos segundos foram, só sei que soquei algumas roupas dentro de uma sacola e pulei pela janela. – Nunca mais voltei.

 Quando apareci em sua casa pensei que estaria a salvo, que ele me protegeria de tudo e de todos, mas foi o oposto disso – Eu literalmente dormia com o meu inimigo. – Chanyeol achava que era meu dono, pois ele que pagava tudo naquela casa. O que eu poderia fazer? Nunca havia trabalhado, ainda estava no colegial, ele era cinco anos mais velho que eu, já tinha emprego fixo e já havia terminado a faculdade. Me fez promessas e juras de amor, sorrisos e carinhos que eu acreditei de verdade, disse que cuidaria de mim, que eu poderia contar com ele para sempre, mas era tudo mentira. As coisas pioraram quando ele me viu conversar com meu prof. que infelizmente dava em cima de mim. Eu tentei ao máximo me explicar, mas ele não queria me escutar, nisso recebi meu primeiro tapa, que não era uma tapa de brincadeira, não era um tapa de amizade, não era um tapa de tesão, era simplesmente um tapa de ódio. Não tardou a virar uma rotina, uma droga de rotina. Rotina que eu não aguentava mais, estava cansado, eu não merecia isso.

 

 

 Cambaleante, ele veio em minha direção – Não me rebaixaria mais. – Então levantei minha cabeça, ato que fez Chanyeol hesitar por um momento franzindo o cenho, mas logo voltou a andar. A cada passo que ele se aproximava, meu coração batia ainda mais rápido, mas era agora ou nunca.

 Quando ele estava próximo o bastante para me estapear como sempre fazia, busquei a garrafa em sua mão e a estilhacei em sua cabeça, Chanyeol caiu no chão de imediato. Aproveitei para correr até a porta. – Eu era mantido como prisioneiro a base de ameaças diárias.

 Olhei de soslaio e vi que ele já se levantava atordoado com uma irá em seus olhos que até então eu jamais havia visto – não daquela forma – a garrafa recém quebrada estava em uma das mãos.

 - BAEKIE! – Ele esbravejou.

 Estremeci com seu grito, e fiz o máximo para conseguir chegar até a maçaneta da porta, ao sentir o “click” dei um passo afobado para fora acabando por tropeçar nos sapatos que ele havia deixado jogado na entrada, mas me recompus tentando correr o máximo que pude para o portão, eu temia que não conseguisse fugir – aquela era a minha única chance – , eu sabia que o pior viria caso isso acontecesse, foi quando um barulho de vidro ecoou pelo quintal.

 Ao olhar para trás vi que ele também havia tropeçado no mesmo lugar que eu, porém a garrafa que ele trazia em mãos caiu por baixo do seu corpo pesado, fazendo um corte profundo que fazia ele gemer de dor. Ele sussurrava meu apelido tentando erguer a mão na minha direção.

 

 

A única coisa que eu conseguia sentir naquele momento era
 

alívio.

 

 

 



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