História All For You - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz
Tags Família, Futebol!, Gabrieli Emboaba, Londres, Oscar Emboaba, Realeza
Exibições 71
Palavras 2.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá goxxxxxxxxxxxtosas! Olha eu aqui com saudades de vocês de novo.
Boa leitura!

Capítulo 9 - David e Alyssa - Como eu posso decidir o que é certo?


Fanfic / Fanfiction All For You - Capítulo 9 - David e Alyssa - Como eu posso decidir o que é certo?

P.O.V DAVID

 

  Eu estava perdendo a lucides, o errado parecia mais atraente do que num e o certo parecia me chicotear cada vez que o errado me seduzia. Mas o certo parecia dizer que o certo é fazer o que faça bem, mas o que me faz bem pode gerar a discórdia do século e quem sabe o que mais. A noção de certo ou errado agora já se misturou e não fazia mais sentido.

 Como eu posso decidir o que é certo? Ninguém podia decidir nada quando se estava tão envolvido, se afogando nos próprios pensamentos, isso é insano, perceber os sinais, mas ao mesmo tempo não ver. A verdade escondida nos seus olhos, elas gritavam para mim, elas esmurravam minha mente, pirando minha cabeça. Aquilo era loucura de mais para ser uma verdade tão real.

 Nós vamos acabar nos fazendo de bobo, dois completos idiotas, ou talvez eu esteja nessa sozinho. Como chegamos até aqui? Por Deus. EU acho que sei.

  Ela só tem dezenove anos, céus.

 Jogo mais uma vez a água fria no meu rosto, despertando dos meus pensamentos enlouquecedores. Meu celular toca no bolço. Minha mãe.

  " - Mãe. - falo empolgado."

 " - David, filho. - sua voz é emotiva e eu sei que ela estava chorando. Aquilo me partia o coração."

  " - Estava chorando de novo dona Regina?"

  " - Deixa disso David e me escuta. Quando você virá para casa ver sua mãe?"

  " - Natal esta chegando, na última semana de dezembro estou ai mãe."

  "  - Ótimo, era só isso que eu precisava saber."

  " - Certeza? - eu conhecia minha velha."

  " - E como você esta também. A cabeça melhorou?"

  " - Melhor sim, já estou liberado para voltar a treinar. - eu estava empolgado com a ideia de poder sair de casa."

  " - Que bom, filho e tome cuidado, você quase me mata do coração. De não fosse por Alyssa eu estaria morta agora. - assoprei pelo nariz. O nome dela parecia muito bom para ser falado do nada."

  " - Alys realmente é uma ótima pessoa. Vocês conversaram? - eu nunca havia perguntado sobre Alys ter falado com a minha mãe."

  " - Um pouco, eu achei ela uma boa pessoa, apesar de ainda ter minhas dúvidas. Tenho que ver com meus próprios olhos."

  "  - Ta bom dona Regina. - ri do jeito difícil da minha mãe."

  " - Traga Alyssa para cá, quero conhecê-la o quanto antes David. Eu te conheço menino, sei oque esta se passando nessa cabecinha ai. - meu sorriso sumiu tão rápido quanto apareceu. Que merda era aquela?"

  " - Ta bom mãe, preciso desligar agora. Amo você."

  " - Pode desconversar agora, mas ainda vamos falar sobre isso David. Também te amo."

 

  P.O.V ALYSSA

   Eu estava indo em direção a minha primeira viagem oficial com os os meus pais. Era estranho todas aquelas pessoas ao redor, sem eu saber ao menos quem era. Se tornava mais fácil com o passar do tempo, mas mesmo assim era quase impossível se sentir 100% confortável com aquilo. Eram muitas regras de etiquetas a serem seguidas e eu odiava isso. Eu sempre fui eu mesma e parece que isso andava agradando as pessoas.

 Meu vestido beje claro estava perfeitamente alinhado ao meu corpo, com suas mangas compridas, seguido por um sobretudo branco de pelos, extremamente quente, me protegendo do frio e da neve que agora caía em várias partes do país. Minhas pernas não estava, tão protegidas, apenas com uma meia calça fina, branca. Eu quase implorei para ir de botas, mas não deixaram e me fizeram vir de salto alto.

  Uma viagem real era sempre uma coisa exagerada, pelo menos pelo que eu via. Eu não iria no mesmo carro que Will e Kate, então saímos enfileirados, os dois na minha frente, entrando em um carro preto, depois eu, que entrei no carro logo atrás. Os carros saíram  sincronizados, encontrando uma escolta policial a nossa espera, que cerco nosso carros com as motos e nos acompanhou até o aeroporto. Era uma viagem internacional até os Estados Unidos, onde passaremos três dias. O primeiro jantaremos com o presidente Obama e sua família, no dia seguinte seria negociações do Reino Unido com os Estados Unidos, alianças políticas deveram durar anos e nesse dia eu apenas acompanharei a reunião que pode durar horas, mas Will disse que é necessário, então não questionei.

 O comandante nos deu as boas-vindas assim que chegamos ao aeroporto. O avião real era enorme, muito bonito e confortável por dentro. Tinha uma cabine quarto para cada pessoa da família. O voo pariu as dez da noite, o que nos dava boas horas de sono e de viagem plea frente. 

 Uma aeromoça muito gentil me mostrou onde eu ficaria e eu agradeci, depois fechei a porta e me joguei na cama confortável, Minha mala de mão estava no canto do  quarto, como se ela sempre estivesse ali. Abri a mesma e peguei uma roupa confortável, pondo a mesa e me jogando na cama. Antes de sair do avião eu colocaria outra roupa e em arrumaria novamente. Nessas horas eu sentia falta das meninas comigo, nem Lucy veio dessa vez.

 Apaguei a luz da cabine, ouvindo apenas os barulho das turbinas enquanto o avião voava. Olhei a tela do meu celular, encarando minha conversa com David. 

 Eu passei o resto do dia com David aquele dia, junta a ele, abraçada a ele. Vimos um filme, conversamos, mas nenhum dos dois tocou no assunto que deveria ser tocado, ou não, pois eu não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas sabia o que se passava na minha cabeça e sabia que poderia gerar um confusão enorme, maior do que eu poderia imaginar. David também tinha consciência disso, eu sabia que tinha.

 O moreno dos olhos verdes estava digitando e por uma fração de segundos o meu peito recebeu uma pontada dolorosa, sem motivos. Ele parou de digitar, mas não mandou nada, segundos depois meu celular apitou no FaceTime. Atendi na mesma hora.

   - Viajando princesa? - sua voz soo rouca no quarto escuro. Já era onze horas.

  - Minha primeira viajem oficial, olha só como estou importante. - me gabei de brincadeira, recebendo uma risada dele.

  - To vendo.

  - Como foi o treino hoje? - perguntei porque sabia que ele voltou a treinar hoje.

  - Foi ótimo. Eu estava com saudades de treinar já, me faz bem. - o sorriso dele denunciava o quão feliz ele estava.

  - Que bom que deu tudo verto, fico feliz por você. - ficamos em silencio por alguns segundos.

  - Minha mãe me ligou hoje. - ele falou um pouco receoso.

  - O que ela disse? Deve estar morrendo de saudades de você.

  - Ta sim, eu também to dela, mas ela falou outra coisa. 

  - O que? - ele coçou a cabeça e olhou para o lado, pensando.

  - Olha, foi ideá dela né, eu não quero forçar a barra e nem sei se isso é possível né. - ele parecia nervoso.

  - David fala logo. 

  - Ela que te conhecer, mas ela não pode vir pra Londres agora. Ela pediu que eu a levasse para o Brasil comigo. - ele me pegou de surpresa, muito de surpresa. 

  - Quando? Falta dez dias para o natal.

  - Eu vou para o natal e final de ano, a temporada começa em fevereiro, então estou de férias até lá.

  - Bom, eu adoraria, que dizer, se não for incomodar. Posso ir depois no ano novo.

  - Ta falando sério? - um sorriso empolgado surgiu no seu rosto, refletindo no meu.

  - Claro que estou, vou conversar com eles, mas eu vou sim. Isso vai ser muito legal.

  - Vai ser mesmo, passar as férias com você, vai ser fantástico Alys. - eu sorria tanto quanto ele. A ideia de passar as férias com David era empolgante, eu me sentia empolgada demais por isso, até de mais. 

  - Ok zagueiro, vamos passar nossas férias juntos. 

  Conversamos por muito tempo, me fazendo perder a noção do mesmo. Não percebi quando foi exatamente que eu adormeci com o celular na mão, mas sabia que David tinha desligado apenas depois disso.

   Me levantei quando uma das aeromoças veio me chamar. Me aprontei em meia hora, faltando uma hora para pousarmos. Saí da cabine onde eu estava e fui até a parte onde tinha as poltronas. Will e Kate conversavam animadamente sobre alguma coisa, mas pararam assim que cheguei.

  - Bom dia Aly. - Kate veio ao meu encontro, me dando uma braço.

  - Bom dia - Will me abraçou.

  - Bom dia. - falei, me sentando ao lado deles, pegando um biscoito da cesta que tinha ali.

  - Como foi a noite? - Will perguntou sorridente e eu lembrei de David, o que me fez sorrir.

  - Boa, alias, preciso pergunta coisa para vocês. - falei tomando coragem.

  - Pode falar.

  - Eu estava conversando com o David ontem e ele disse que  mãe dele quer me conhecer.

  - Que bom filha. - Kate disse empolgada. - Quando?

  - Bom - cocei a cabeça - ela na verdade me chamou para passar uma parte das férias no Brasil. - falei, observando a reação dos dois,  que permaneciam imóveis. Kate olhou para Will.

  - Ah... bom - ela começou a falar - você que ir?

  - Quero.

  - Bom, se você acha que pode se cuidar... - Will falou.

  - Mais? - eu sabia que tinha uma "mais".

  - Você tem certeza? Não quer levar seguranças? Lucy? - ele falou enrugando a testa, o que me fez rir.

  - Não precisa, sério. Além do mais David vai cuidar de mim e eu sei cuidar de mim mesma.

  - Tudo bem então, quando você pretende ir?

  - Depois do ano novo, eu pensei. Vai ser complicado, vou passar o natal com vocês, porque eu nunca passei um natal com vocês, mas ao mesmo tempo minha mãe vai estar sozinha.

  - Alyssa, Denise pode vir também. - Kate falou sorrindo, mostrando todos os dentes.

  - Sério? - a ideia me deixou muito empolgada.

  - Claro Alyssa - Will falou. Denise é muito queria por mim, é como minha mãe. Ela sempre terá um lugar vip na nossa casa.

  - E ela cuidou tão bem de você, não tem como eu agradecer a ela por isso.

  - Ai meu Deus, isso é ótimo. Muito obrigada gente. - me levantei e abracei os dois ao mesmo tempo - O que vocês estão fazendo por mim é inacreditável.

  - Alyssa, você é nossa filha, acostume-se, ainda vamos te mimar muito. - Kate falou.

  - Eu vou mesmo. - Will disse, fazendo nós duas rirmos.

 

  ...

  Eu estava incrivelmente impecável para o jantar com o presidente e nervosa. Nunca na minha vida que eu achei que conhecia o presidente dos Estados Unidos. Will estava extremamente elegante em seu terno e Kate estava maravilhosa no seu vestido azul marinho longo, dando contraste com o meu vinho.

 Obama era mais alto pessoalmente, muito elegante e descontraído, dava para perceber de longe o como ele se sentia a vontade com tudo.

  - Boa noite senhor Presidente. - Will o cumprimentou primeiro.

 - Majestade Willian, boa noite. 

  - Boa noite. - Kate lhe ofereceu a mão, que ele pegou e depositou um beijo na mesma.

  -  Deixe-me lhe apresentar minha filha, Alyssa. - Will apontou para mim. Me aproximei dele, lhe estendendo a mão, como Kate fez.

  - É um prazer em conhecê-la alteza. - ele disse formalmente, com um belo sorriso no rosto.

  - O prazer é meu. por favor, pode me chamar e Alyssa. - falei educadamente, recendo um sorriso e Kate.

  - Essa é minha família. - ele apontou para trás - Minha esposa Michelle e essas são minhas filhas Malia e Natasha. - todos nós trocamos cumprimentos com elas. 

 Me sentei ao lado de Natasha e Malia, enquanto nosso pais conversavam sobre algumas coisas. 

  - Como é ser princesa. - Natasha quis saber.

  - Estranho. - falei, rindo depois, acompanhada delas.

  - Tudo nesse mundo é estranho não é? - Malia falou.

  - Sim, eu não consigo me acostumar com as pessoa ao meu redor por vinte e quatro horas.

  - Ninguém consegue, além das bajulações.

  - Essas são as piores. - Natasha concordou com a irmã.

 A noite passou agradável demais, a conversa fluiu com a mesa inteira depois de um tempo, mostrando o lado divertido de Will e Obama. Os dois entraram em uma conversa aleatória e riam sem se preocupar com o resto do mundo, tirando toda a pose de pessoal cultas que apresentavam no início da noite.

 O fuso horário estava me matando. As seis horas a mais que sofremos no nosso relógio biológico estava mexendo de mais comigo e eu só soube dormir quando eu cheguei no quarto, arrancando a roupa e me jogando na cama do jeito que eu estava mesmo.

 Meu celular apitou algumas vezes, mas eu me sentia cansada de mais para ver quem era. Eu apenas dormi, planejando as próximas semanas da minha vida.

  


Notas Finais


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