História All I Ask - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags All, Ask, Drama, Gay, Pdrama, Queen
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Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Boa leitura! ❤

Capítulo 3 - "...Para sempre..."


— Eu não vou conseguir tolerar isso! Meu próprio amigo de infância ser doente e como se não bastasse seu filho também nasceu com a mesma doença!

— James, pare com isso! Ninguém aqui é doente! Você já foi adolescente um dia, sabe como são os hormônios, como funciona a curiosidade nessa idade!

— Eu nunca tive essa tal curiosidade que você está dizendo, Kate! E se os hormônios estão a flor da pele dessa maneira, porque eles não pegaram qualquer menina dessas? Sempre tem aquelas garotas atiradas que pegam qualquer garoto pela frente!— James colocou sua cabeça entre suas mãos - Aquele garoto era como um segundo filho pra mim, como isso foi acontecer?

— Você já parou para pensar que talvez tenha sido Raphael quem propôs o beijo? De repente…

— O que é agora, Kate? Vai aceitar essa praga daquele garoto? Acha que é normal?!

— Eu não disse nada, James! Aliás, você nem mesmo me deixa dizer algo, que inferno! Eu te amo, mas você as vezes é insuportável e agora está sendo pior ainda com essa sua ignorância! Eu estou tão assustada quanto você sobre nosso filho e tudo isso, mas nós precisamos parar um pouco para analisar toda essa situação, afinal ele ainda é nosso filho!

— Eu já sei o que vamos fazer para não precisar passar por nada disso. Nós vamos nos mudar. Amanhã mesmo.

— E quem te garante que isso vai mudar Raphael?!

— Não importa, eu ainda acho que a culpa disso tudo é daquele garoto! Em pensar que sempre o tratei como meu próprio filho, que decepção.

— James, e quanto a Susan e David? Eles são nossos melhores amigos…

— Eu só sinto muito pela Susan, porque David eu já não reconheço mais…

Kate reparou na voz embargada do marido ao falar sobre David. Ele poderia ser durão e até bruto as vezes, mas seu coração sempre foi mole. Ela entendia um pouco a angústia de seu marido, mas ele também estava sendo radical demais em cortar relações com seus amigos.

— Você está de cabeça quente, amor… Vamos dormir que amanhã será outro dia.

Enquanto James e Kate se arrumavam para dormir, Raphael estava aos prantos encolhido em sua cama trancado no quarto. 
Ele estava muito magoado depois de ver nos olhos de seu pai algo que ele jamais imaginou. James tinha um sentimento de repulsa estampado ali e para Raphael se lembrar daquilo toda vez que fechava seus olhos, era muito doloroso.

Raphael estava com seus olhos fechados tentando dormir, quando seu telefone tocou uma mensagem. Era de Dante.

"Estou te esperando no telhado."

Sempre que um deles estavam tristes com algo, eles iam para o teclado da casa do Dante escondidos no meio da madrugada e aquela madrugada, era uma dessas de tristeza para ambos.
Raphael jogou seu telefone de lado e saiu pela sua janela que já tinha uma escada improvisada e depois de alguns instantes, ele já estava com Dante em seu telhado admirando o céu estrelado.

— Eles brigaram com você?— Dante quebrou o silêncio.

— Não, eu fui direto para o meu quarto e acho que minha mãe segurou meu pai e pôs ele para dormir.

— Meus pais também foram dormir. Eu ouvi meu pai chorando pelo o que o tio James disse, ele está magoado, mas nada que não possa se resolver com uma conversa.

— Me sinto culpado…

— Porque?

— Nós destruímos a amizade deles de anos por causa de um simples beijo…

— Não fique assim, Raph… Eu também me sinto mal por ter praticamente provocado uma briga entre eles, mas eu tenho certeza de que tudo irá se resolver.

— Assim espero.

O silêncio tomou conta outra vez dos dois. O céu estava lindo enfeitado de estrelas e a lua estava bastante a mostra. Aquela paisagem sempre passou um sentimento de paz e tranquilidade para eles e parecia renovar qualquer esperança perdida.

— Aqui, seja lá o que aconteça com a gente, vamos usar este anel para simbolizar uma promessa.— Dante estendeu a mão e nela havia um anel preto.

— Parece que você está me pedindo em casamento.— Raphael riu acompanhado de Dante e pegou o anel.

— Pode até ser considerado um casamento mesmo, estou te dando esse anel para prometer que não importa o que aconteça, eu nunca vou te abandonar e sempre vou me lembrar de você. E toda vez que você olhar esse anel, quero que se lembre de mim.

— Enquanto você estiver com esse anel, eu estarei com você também.

Os dois se abraçaram e ficaram aproveitando mais um pouco da noite. Em nenhum momento conversaram sobre seus sentimentos depois do beijo, decidiram que aquela não era a hora para essa discussão.

[…]

O dia amanheceu e Dante não conseguiu dormir em nenhum momento, pois estava com uma sensação estranha no peito. 
Tudo ainda estava silencioso no quarto quando alguém bateu em sua porta.

— Filho, venha tomar café... Você precisar ir para escola.

— Eu não quero ir a lugar nenhum, mãe…

— Eu posso entrar?

— Pode…

Já que a porta estava aberta, Susan entrou e encontrou o filho jogado na cama. Ela se aproximou e se deitou ao lado do filho encarando o teto como ele fazia.

— Passou a noite acordado?— ele apenas assentiu - Quer falar sobre isso?

— Eu estou sentindo uma coisa estranha e não sei o que é exatamente…

— Há algo que eu possa fazer para te ajudar?

— Infelizmente não.

Os dois ficaram quietos e depois de um bom tempo de silêncio, Dante tornou a falar.

— Eu não quero perdê-lo, mãe. Nós praticamente nascemos juntos, ele é meu melhor amigo, não é justo…

— Fica calmo, meu amor… Vai ficar tudo bem.

— Eu estraguei a amizade do papai, como ele está?

— Um pouco triste, mas ainda com esperança de que tudo vai se resolver.

— Espero que sim…

— Enquanto a gente espera isso acontecer, que tal tomar café? E se você for para a escola, você vai poder encontrar o Raphael e vocês vão poder conversar, o que acha?

A mãe lançou uma piscadela e sorriu para o filho que retribuiu o ato com um abraço e um "eu te amo".

Dante fez seu desjejum e por mais que David estivesse cabisbaixo, os três manteram uma conversa normal como se nada tivesse acontecido.
Em seguida, voltou ao seu quarto para se arrumar e pegar sua mochila, pois já era hora dele esperar o ônibus escolar na rua.

O garoto se sentou na calçada e ficou encarando a casa dos D'angelo perdido em seus pensamentos. De repente, a porta principal da casa se abriu e saiu dela James com uma mala grande em cada mão. Logo atrás, veio Kate também com malas e uma cara de choro.
Aquilo fez um desespero crescer cada vez mais em Dante assistindo tudo.
Quando Raphael saiu pela mesma porta, ele estava chorando e quase instantaneamente seus olhos encontraram os olhos apreensivos de Dante que agora estava de pé na calçada.

Kate disse algo para James e ela atravessou a rua indo em direção a casa de Dante, mas antes ela parou para falar com o menino.

— Oh meu menino, eu sinto muito por tudo isso…

— O que está acontecendo, tia Kate?

— Me perdoe por não poder dizer para onde exatamente, mas James decidiu que nós vamos nos mudar.

— Mas tia Kate, você não pode deixar isso acontecer! Chame o tio James, faça-o conversar com meu pai, eu juro que peço perdão de joelhos para eles por ter beijado Raph! Vocês não podem ir embora!

— Não há nada o que fazer, me perdoe… Eu vou chamar Raphael para se despedir enquanto eu me despeço dos seus pais, okay?

A mulher olhou para o filho e ele veio caminhando devagar em direção a Dante que já tinha os olhos cheios de lágrimas.
Quando eles se aproximaram e apenas se abraçaram.

— Eu vou te encontrar, seja pra onde você for e o tempo que levar, eu vou te encontrar.

— E eu vou esperar por você, Dante. Para sempre.


Notas Finais


Qualquer sugestão, ideia, qualquer coisa é só me pedir que eu faço, viu? *-*

Beijos e até o próximo! ;)


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