História All I Want - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler
Tags Eleven, Love, Mike, Stranger Things
Exibições 106
Palavras 1.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, desculpem de vdd pelo atraso, mas é o seguinte, inspiração e tempo não estão vindo em fartura, né? Espero que curtam!

Capítulo 7 - Kiss And Something More


- Você não está estudando demais? – Eleven perguntou, descendo as escadas do porão dos Wheeler.

A garota de 16 anos carregava uma bandeja com copos de suco, sanduíches e batatas fritas para ela e seu namorado, Mike, que ainda parecia completamente absorto em um livro de Física.

Mike retirou um pouco do cabelo escuro que insistia em lhe cair sobre os olhos e murmurou:

- Vou só terminar este capítulo.

- Vamos lanchar.- ela pediu.

Mike esfregou os olhos e se espreguiçou, cansado:

- Ok, você venceu. Eu tô muito cansado mesmo, as letras e os números já estão dançando diante dos meus olhos.

Rapidamente, El fez com que os livros e cadernos dele flutuassem até o velho sofá do porão, deixando a mesa livre para os dois.

- Mike... você não acha que está exagerando? Digo... você está estudando tanto!

- Eu sei- ele pegou a mão dela e a beijou gentilmente. – mas eu preciso ser o melhor da turma se quiser ir pro MIT.

Eleven e Mike já tinham conversado sobre aquilo, e ela sabia da importância de estudar naquele lugar, mas a cada vez que ela o via tão esgotado, com olheiras e quase sem tempo para o lazer, a garota se indagava se tanto sacrifício realmente valeria a pena.

- Tá tudo bem, eu juro. – Mike acariciou a testa da namorada, como tentando afastar uma ruga de preocupação. – A gente já falou sobre isso, não foi?

-Sim, mas... eu só quero ver você bem. – ela sussurrou.

- Eu tô bem! Juro! Você fica linda com essa carinha preocupada, sabia?

Eleven baixou os olhos, tímida. Quando acabaram de lanchar, Mike disse:

- Obrigado por ser a melhor namorada do mundo.- o garoto sorriu, puxando-a para o seu colo.

O beijo começou lento e doce, mas, de repente, eles viram-se na urgência de aumentar a intensidade, ambos sentindo que o mundo desaparecia ao redor e só suas bocas unidas importavam. El passou os braços em volta do pescoço do rapaz e Mike deslizava as suas pelas costas dela. Estavam numa sincronia tão perfeita que não perceberam quando Nancy desceu à procura de um suéter que deveria estar no cesto de roupas, perto da máquina de lavar.

-WOOW!- ela disse alto, com o propósito de fazer os dois jovens desgrudarem as bocas por um instante. – Vão com calma, love birds.

Os dois suspiraram e, enquanto Eleven tocava sonhadora os lábios com as pontas dos dedos, Mike sentia o rosto corar num tom de vermelho púrpura:

- Poderia ter demonstrado que estava descendo, Nancy.

- Acredite, não gosto de ficar vendo vocês dois nesta agarração. – a irmã mais velha retrucou, indo em direção ao cesto de roupas. – El, você pode ir lá em cima comigo?

- Claro!- Eleven disse, mentalmente organizando as coisas do lanche para levar para a cozinha. Ela adorava Nancy, e gostava de conversar com ela.

Nancy subiu com o suéter que procurava e Eleven foi atrás; entraram no quanto da primeira, que colocou a peça sobre um cabide e disse:

- Senta aqui, El, por favor.- Nancy apontou um lado da cama. – Bom, eu vou embora para a faculdade, você sabe... eu não posso levar várias destas coisas, você quer algumas? Como as minhas prateleiras e minha penteadeira?

- Sim, sim! – os olhos de Eleven brilharam.- Obrigada, Nancy!

- De nada... hum, El... você e o Mike parecem bem... próximos, pelo o que eu vi lá embaixo. Desculpa, eu não sei se isso vai te deixar desconfortável, mas, obviamente, vocês dois não são mais crianças, e o corpo e a mente passam a querer outras coisas...

- Tudo bem, Nancy. – El a tranquilizou. – Eu já tive uma conversa sobre “coisas de namorado”, segundo a Joyce.

- Ah, que bom. Se você precisar de mim, para falar sobre qualquer coisa, eu estarei a sua disposição, ok?

-Na verdade... – Eleven ficou com as bochechas rosadas.- tem algo que eu quero perguntar.

Nancy sorriu, encorajando-a:

- Pode me dizer, eu sou toda ouvidos.

- Quando o Mike e eu nos beijamos, eu sinto uma coisa... eu me sinto quente por dentro, e eu sinto cada vez mais vontade de... não sei como dizer. – às vezes ela ainda esbarrava na linguagem.

- Tem vontade de ser mais íntima com ele? – Nancy completou. – De estar cada vez mais perto?

A garota mais nova sorriu um pouco de lado, balançando a cabeça.

- El, estas coisas são reações naturais do seu corpo. Vocês dois estão crescendo e os hormônios estão em ebulição. Por acaso o Mike já tentou fazer algo que você não queria?

- Não, nunca! – Eleven respondeu veementemente.

- Hum, que bom. – a irmã de Mike suspirou.- Quando vocês dois estiverem prontos para avançarem as bases, devem conversar. E, se você não estiver pronta, você precisa ser sincera com ele.

- Pronta para...

- Para o sexo, El. – Nancy atalhou.- Você falou sobre isso com a Joyce também?

- Sim, ela me explicou de onde vêm os bebês.

- Pois é. Se você não quiser um bebê, e, por Deus, vocês dois realmente não podem querer um bebê tão cedo, precisam se proteger, usando camisinha e tomando pílulas.

Eleven franziu o cenho, lembrando daqueles nomes das aulas de ciências (porque ela finalmente estava frequentando a escola).

- Ahn... sexo... é bom? – ela perguntou a Nancy.

- Sim, muito. – Nancy riu. – Mas é preciso ter responsabilidade, e certeza de que é aquilo que você quer no momento. – sem querer, flashes da noite em que ela perdera a virgindade com Steve passaram pela mente de Nancy, sempre trazendo a culpa de ter negligenciado sua amiga Barb. – Bem, agora que eu estou mais aliviada de ter tido esta conversa com você, vou acabar de ajeitar meu armário.

- Obrigada, Nancy. Você é muito especial para mim.- El a abraçou.

[...]

Mike finalmente havia largado um pouco os livros e estava aproveitando a noite na varanda da casa dos Byers, junto com a namorada:

- Estou feliz que você esteja aqui.- ela aconchegou a cabeça no ombro dele. Estava um pouco frio, o que a fez ronronar de prazer estar abraçada a ele.

- O que você e a Nancy conversaram?

- Sobre coisas... coisas de namoro.

Mike arqueou a sobrancelha:

- Sério?

- Mike. – Eleven olhou dentro dos olhos dele. – Quando a gente estiver pronto... prontos para o sexo, nós vamos saber, não é?

Mike quase engasgou, nervoso:

- Foi esse o tipo de conversa que você teve com a minha irmã?!

- Por que esse espanto? – ela endireitou o corpo, apreensiva.

- Porque isso é constrangedor. Ela é minha irmã!

- E ela é minha amiga! – El cruzou os braços.- Nós precisamos conversar, não é? Ou isso é o tipo de coisa que acontece assim... de repente?

Mike tossiu, um pouco nervoso:

- Eu acho que as pessoas podem se planejar. Ou isso pode acontecer também quando as pessoas querem. Não tenho muita certeza. – ele baixou os olhos. – Estou tão perdido nessa quanto você.

Eleven sorriu, tocando o braço dele:

- Pela primeira vez, alguma coisa que você já não saiba antes de mim.- ela riu.

- E, dessa vez, eu quero descobrir todas as respostas com você.- ele segurou carinhosamente o rosto dela.

- Mike.

- O quê?

- Eu quero passar a minha vida toda descobrindo as coisas com você. – ela disse, inclinando-se para frente, encontrando os lábios do namorado num beijo cálido. Os dedos dele acariciavam o cabelo de El, e ela suspirou quando a boca do rapaz deslizou da sua boca para o pescoço dela. Eleven fechou os olhos, adorando a sensação dos lábios de Mike em sua pele, quando...

- Mike, para de bancar o conde Drácula e larga o pescoço da El.- Jonathan riu, passando pelos garotos.- Além do mais, Hooper tá quase chegando.

Mike bufou de frustração, mas Eleven o abraçou apertado, beijando rapidamente seu rosto:

- Eu adoro quando você fica vermelho assim. – ela riu.

- E eu adoro quando a gente consegue se beijar em paz. – ele retorquiu. Olhou para o relógio. – Hooper chega só às nove, não é?

- Sim.- ela passou sedutoramente a ponta do nariz na bochecha dele.

- Temos meia hora de paz. Paz e beijos.- ele segurou a cintura de El; ela abraçou-o pelos ombros e eles reiniciaram do ponto em que tinham parado.

 


Notas Finais


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