História All is going Mad (Interativa) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Amor, Ayato, Ayato Sakamaki, Azusa, Azusa Mukami, Diabolik Lovers, Ghoul, Interagir, Interativa, Interativo, Kanato, Kanato Sakamaki, Komori Yui, Kou, Kou Mukami, Laito, Laito Sakamaki, Masoquismo, Mukami, Mukami Azusa, Mukami Kou, Mukami Ruki, Mukami Yuma, Mukamis, Noivas De Sacrifício, Ocs, Paixão, Personagens Originais, Raito, Raito Sakamaki, Reiji, Reiji Sakamaki, Ruki, Ruki Mukami, Sadismo, Sakamaki, Sakamaki Ayato, Sakamaki Kanato, Sakamaki Laito, Sakamaki Raito, Sakamaki Reiji, Sakamaki Shu, Sakamaki Shuu, Sakamaki Subaru, Sakamakis, Shu, Shu Sakamaki, Shuu, Shuu Sakamaki, Sobrenatural, Subaru, Subaru Sakamaki, Vampiro, Vampiros, Yui, Yui Komori, Yuma, Yuma Mukami
Exibições 42
Palavras 3.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá estrelinhas, a Terra diz olá!

*le alguém joga uma bolinha de papel*

Nossa, quem foi que... 

*le alguém joga uma pedra*

AI! Isso dói!

*le alguém joga um vaso sanitário* 

HEY!


Okay, okay, eu mereço tudo isso, prometi o capítulo para terça, e estou postando somente agora.


DESCULPA, TÁ?


É que as ideias de vocês foram muitas, e muito boas, então tive de explorar um monte.

Serão duas ou três partes, portanto não me esguelem que a personagem de vocês vai aparecer.


"E o capítulo de verdade?"


Gente, eu não sou uma máquina, então  ou eu faço uma coisa, ou faço outra. Então só quando eu finalizar o especial.


Chega de delongas, ao capítulo:


~Boa Leitura~

Capítulo 7 - Halloween ~ Parte 1


Pov's Hannah Rainbow:


É Halloween. É Halloween! É HALLOWEEN!

Okay, preciso me controlar. Mas é praticamente impossível, pois esta é a data que eu mais amo no ano (exceto o meu aniversário). Acho que no Japão não se comemora Halloween, mas eu não ligo nem um pouco. Chamarei as meninas para assistir alguma coisa, ou, sei lá, fazer uma maquiagem assustadora. Saí do "meu" quarto saltitando, e fui até o quarto onde todas aquelas criaturas estavam acomodadas. Antes de entrar, bati à porta, e escutei um som de movimentação. 

  - Quem é? - a voz daquela loira, cujo nome não me lembro, falou, com uma apreensão. 

  - A única pessoa da casa a qual se importaria de bater à porta.

  - Hannah-chan! - falou Raposinha, mais conhecida por Misaki Sakura. Ouvi um barulho de fechadura e então fui recebida no quarto. 

As meninas estavam deitadas em camas diferentes, algumas acordadas, outras ainda dormindo. Misa-chan era a única em pé, atrás da porta. Sorri largamente para ela, antes de sentar no meio do quarto, em cima de um pufe branco e peludo. As que estavam acordadas olharam para mim com estranheza - eu não era muito sociável - e uma delas resolveu falar comigo.

  - Então... O que você faz aqui?

  - Vocês sabem que dia é hoje? - ignorei a pergunta. Elas pareceram considerar um pouco - Halloween!

  - Uh, eu já sabia - uma garota de cabelo rosa falou. Estreitei os olhos para ela, mas logo sorri de novo. Sabia que era uma latina qualquer, mas precisava ser agradável, afinal, queria fazer amigas, certo?

  - Bem, eu pensei que... Talvez... Vocês quisessem comemorar de alguma forma...

  - Hum, tipo assistir filme de terror? - foi uma garota de cabelo azulado que falou. Assenti, e ela pareceu mais animada. - Eu topo!

  - Eu não tenho nada para fazer mesmo... - a loira de antes falou, quase sussurrando. Levantei-me do pufe e chamei-as com a mão. As quatro levantaram e seguiram-me. Misa pareceu lembrar-se de algo e tocou em meu ombro.

  - Não deveríamos esperar as outras?

  - Não se preocupe, depois falamos com elas.

Ela não pareceu muito confiante, mas, ainda assim, continuou conosco.


***


Narradora:


- TROCA ISSO! 

Uma menina gritou, escondendo o rosto numa almofada. As garotas estavam num cômodo escondido, assistindo filmes de terror. Uma delas - a Hannah - havia achado aquela sala fazia pouco tempo, e aquele era seu refúgio. 

  - Calma May, já acabou - Sakura disse, tentando disfarçar o riso. A rosada olhou para ela com um olhar mortal. 

  - Não sei nem porque aceitei ver essas... Essas... Coisas com vocês! 

  - Ah, tadinha da baby, vai chorar? - Hannah falou ácida. Mari cerrou o maxilar - Ah, come on, nem foi tão assustador!

  - Vocês parecem crianças, discutindo por um filme de terror - a Usagi disse séria. Hannah revirou os olhos, e a loira fingiu que não viu - Agora, nós vamos assistir "Drácula"! 

  - Nee, é a minha vez de escolher! - a azulada rebateu. A loira cruzou os braços e fez bico. Hannah soltou uma risadinha - Iie, nem adianta, é a minha vez, e nós vamos assistir "O Massacre da Serra Elétrica".

  - Tsc, então assistirei no meu laptop - a loira retirou-se do aposento. Hannah soltou mais uma risada.

  - Quem é a infantil agora? - desdenhou, desagradavelmente. Sakura Chieko revirou os olhos e pegou o DVD, que estava numa estante próxima à televisão. 

  - Eu acho melhor eu sair também, já me basta um ataque cardíaco por dia. - Mari falou, e também saiu do recinto. 

As restantes sentaram no sofá e começaram o filme.


***


Pov's Mari Morgan:


O que eu tinha na cabeça quando aceitei assistir aquele filme? Eu detesto filme de terror, ainda mais quando é de espíritos, aparições, ou esse tipo de coisa. Caminhei até o quarto onde estavam as outras garotas, e quando entrei, nenhuma se encontrava. Achei estranho, mas ignorei. Talvez elas tivessem resolvido sair, ou estivessem no jantar... Oh, droga, o jantar! Esqueci completamente! Reiji vai matar-me. Peguei meus fones de gato, e saí correndo pelos corredores.

Corri até a sala de jantar, mas ninguém estava lá. Estranho. Olhei em volta, e notei que aquela não era a sala de jantar da mansão. Na verdade, aquilo não era nem uma sala de jantar - era um local aberto e verde. Parecia um jardim, muito belo e florido. A mesa era branca, e estava decorada com doces e bules de chá. Olhei para baixo, e... Que roupas são essas? Um vestido azul? O que é isto?

  - A bela josei gostaria de tomar um chá? - uma voz conhecida me fez olhar para trás. Trajando roupas ainda mais estranhas que as minhas, estava o mais velho dos Sakamaki's, Shuu. Sorria, carregando um bule numa das mãos, enquanto a outra tinha uma xícara, lascada num dos cantos. Fiquei calada, e depois de alguns minutos, ele franziu a testa. - Ofendeu-se misu?

  - Oh não, apenas é incomum ver-te assim, alegre. - falei, com um pequeno sorriso nos lábios.

  - Incomum? - franziu mais ainda a testa, colando as duas sobrancelhas. - Mas estou sempre a sorrir! Falando nisto, aceita uma xícara de chá?

Decidi não rebater, afinal, sabe-se-lá o que ele estava pensando. Aceitei a bebida, que estava deliciosa. Elogiei, e o loiro sorriu satisfeito. Convidou-me para sentar à mesa, e pediu para que eu o acompanhasse na festa do chá. Isto me lembrava um conto infantil... Não recordo exatamente qual.


***


Comemos, bebemos chá e conversamos. Sakamaki Shuu era realmente muito interessante - nada parecido com a máscara de seriedade que esboçava normalmente. Estávamos conversando sobre cores, e lembrei que não sabia onde estava.

  - ... E é por isso que...

  - Hum, Shuu-san? - interrompi-o. Ele olhou para mim com uma expressão de contentamento.

  - Pode falar misu.

  - Onde estamos? 

Ele riu.

  - Não é óbvio? Estamos na festa do chá, oras!

  - Eu sei - sorri  - mas onde é este lugar?

  - Hum... Não faço ideia. 

Por algum motivo, não senti necessidade de saber mais. Continuamos a conversa sobre cores, entre um gole e outro de chá.


***


Shuu quis mostrar-me uma fonte (que, segundo ele era muito bonita), próxima à mesa onde estávamos. Ele ofereceu a mão para que eu pudesse levantar da cadeira, mas acabei tropeçando e derrubando todo o conteúdo da minha xícara em seu terno. 

  - Gommenasai, gommenasai, não foi minha intenção, perdão... - comecei a me desculpar, e fui interrompida pelo loiro, que levantou delicadamente o meu rosto com a mão.

  - Não tem problema, misu. - sorriu. Mirava meus olhos com uma adoração quase que apaixonada. Senti minhas bochechas ficarem rubras, e desviei o olhar daqueles olhos azuis hipnotizantes. Meu coração batia tão forte que aposto que poderia ser ouvido de longe. Ele não fez menção de retirar a mão do meu rosto, e quando tentei me afastar, ele segurou mais forte, agora com as duas mãos, e forçou-me a olhar em seu rosto.

Antes que eu soubesse o que estava fazendo, tomou meus lábios com os seus, num beijo delicado e gentil. Contrariando minhas espectativas, seu beijo não era bruto, mas digno de um príncipe. Agarrei seus cabelos, buscando aprofundar o beijo, mas ele apenas segurou-me mais perto de si e continuou. Depois, afastou-se, e sorriu travesso. Depositou mais um selinho em minha boca e correu para longe. 

  - Siga-me misu, mostrarei o caminho.


***


Pov's Misaki Usagi:


Saí do cômodo onde estavam as garotas. Eu aguentei aquele filme de terror horrível - Colheita do Mal. Tinha que ser americano? - só para poder assistir o filme "Drácula", que era um de meus preferidos. Havia lido o livro pouco tempo antes de vir para cá, e estava animada para compará-lo com o filme. 

Peguei meu laptop no quarto em que dormíamos, e fui até a sala de estar. Sabia que era um risco ficar por ali - qualquer um dos irmãos poderia aparecer surgido do nada e morder meu pescoço - mas sabia defender-me sozinha, e além do mais, estava prometida à outra mansão. Eles não ousariam tocar em mim. 

A Internet da casa era inexistente, então tive que voltar para o cômodo das meninas e pegar o filme. Estava numa cena de tensão, acho que o Jason iria matar alguém.

  - Oh, é agora! - foi a... Aquela morena que irrita... cuja não lembro nome. As três estavam tão tensas que parecia que o filme realmente acontecia em suas frentes. Pensei que seria uma boa ideia dar um susto nelas, mas, antes que me preparasse, a de tapa-olho notou-me.

  - Olá Misaki! Veio pegar o filme? - assenti. Ela indicou uma estante à minha direita - Está aí em cima.

  - Arigatou. - falei, e fui para a sala. Pus o DVD no suporte do notebook e dei play.


***


Duas horas depois, o filme havia acabado. Suspirei, fechei os olhos e permiti imaginar-me naquela situação. Condes e Condessas, bailes, vampiros... Bem, ao menos a última parte já era real. Sorri triste e abri meus olhos. A sala em que eu estava de repente não parecia com a sala de minutos antes. Notei que meu laptop também havia sumido, e minhas roupas... Tudo bem, quem trocou minhas roupas? Onde estavam minha meia-calça preta, e minha camisa de manga longa? 

Eu estava sentada num sofá que aparentava ser do século XIX, preto, com bordas douradas. As paredes eram parecidas, porém, diferente da mansão Sakamaki, estas carregavam quadros belíssimos, retratando imagens de cavaleiros, príncipes, princesas, e, em um canto mais afastado, um homem peculiar. Apesar de não saber onde estava, e que provavelmente seria enxotada dali pelo dono ou pela dona, caminhei até o quadro como se estivesse na minha própria casa. O homem era belo; tinha cabelos azul-petróleo, olhos roxos claros e uma pele tão alva que poderia ser confundida com a neve. Parecia ser da realeza, ou algo assim. Admirei mais um pouco o quadro, antes de resolver fazer alguma coisa para sair dali.

  - Konbanwa. - virei-me, assustada. Atrás de mim, estava o homem do quadro, fitando-me com desconfiança. Tentei sorrir, mas falhei miseravelmente.

  - Kon-Konbanwa shi. - ele ainda fitava-me com os olhos semicerrados, mas assim que falei, sua expressão normalizou-se. Deu um sorriso polido, e se aproximou mais um pouco. - Anata dare?

  - Mukami Azusa. - pegou a minha mão e depositou um beijo terno, e, se eu não estou louca, juraria que passou levemente a língua no dorso desta. Puxei de volta, e ele endireitou-se - A quem devo a ilustre visita?

  - U-Usagi Misaki. - eu gaguejei. Por que, por Deus, eu tinha que gaguejar? 

  - É um belo nome misu Usagi. - sorriu mais largamente. Assenti calada - Gostaria de acompanhar-me num jantar? - Engoli em seco, aquele homem não me passava confiança. Mas, movida por uma força que não sei explicar, deixei que me conduzisse até a sala de jantar.


***


Chegamos na sala, que tinha uma mesa disposta para dois. O tal shi Mukami (esse nome lembra-me alguém...) era um conde da Transilvânia de 1885, lugar onde descobri estar. As roupas que trajava não condiziam com sua época, mas ele garantiu-me que estávamos no século 19. Não faço ideia de como viajei no tempo e no espaço, mas resolvi deixar para lá e aproveitar o banquete que me era servido. O Azusa não ingeria nada, e apenas observava meus movimentos, sorrindo vez ou outra. Eu não estava realmente confortável naquela situação, então fiz o possível para acabar logo. 

Assim que levantei, ele apareceu em minha frente em menos de um segundo, e ofereceu-se para mostrar meus aposentos. Falei que não era necessário, e que estava de saída, mas ele insistiu, olhando em meus olhos com seus orbes violetas, e toda minha vontade pareceu sumir. Pisquei algumas vezes, levemente confusa, e assenti. Ele pegou minha mão nas suas - que estavam estranhamente gélidas - e guiou-me em direção às escadas. 

  - Apreciaste a refeição, misu Usagi? – falou com a voz mansa. Estávamos parados em frente a uma porta de mogno, entalhada com os mais belos desenhos. Pisquei mais uma vez, e então notei que estávamos de mãos dadas. Soltei-me rapidamente, e fitei dois olhos brilhantes com uma expressão de estranhamento.

  - Hum... Hai, hai - suavizou o rosto e sorriu largo, o semblante quase maluco. Empurrou a maçaneta, revelando-me o que havia no cômodo. Fiquei boquiaberta. O que era tudo aquilo? Recuei um ou dois passos, não querendo acreditar no que via. Ele parecia satisfeito - O-o que é isto? Por que guardas... Guardas...

  - Caixões? - ele riu, aproximando-se de mim, enquanto eu recuava mais - Você ainda não entendeu misu?

Bati a cabeça na parede, e fui prensada contra esta. Pega numa parede - que clichê.

  - E se eu não tiver entendido? - falei, num tom de desafio, apesar de estar lívida por dentro. Azusa alargou o sorriso, deixando à mostra suas presas afiadas. Durante o meio segundo de hesitação dele, pensei no quanto fui idiota. Transilvânia, 1885, um conde misterioso e estranho, que não come nada e tem uma pele gélida. Acho que estava bem óbvio.

  - Então eu posso esclarescer sua mente. Eu – foi para mais perto de meu rosto e prendeu meu pulso com uma só mão - sou – puxou-me para si, enquanto envolvia minha cintura. Tentei chutar suas pernas para que fosse liberta, porém isso apenas fez com que ele apertasse mais meu corpo contra o dele – um – seu rosto estava perigosamente próximo à minha clavícula, e isso não era bom – vampiro.

Usei meu último recurso: gritar. Ele soltou uma risada nasal e, antes que eu tentasse mais algo, mordeu-me o mais fundo possível.


***


 Pov’s Misaki Sakura:


Finalmente tínhamos acabado de assistir o filme da Sakura. Apesar de ser relativamente simples, era muito tenso. A primeira de nós a levantar do sofá foi a Hannah, que disse estar atrasada para alguma coisa. Creio que o noivo dela, aquele tal de Kanato, tem algo a ver com isso. Não entendo como uma relação tão destrutiva faz “bem” a ela (palavras de Hannah), mas prefiro ficar quieta. Ela saiu correndo da sala de TV e desapareceu pelos corredores. Não senti mais seu cheiro desde então.

Ficamos apenas eu e Sakura naquele lugar, e um clima constrangedor instaurou-se entre nós. Depois de um tempo, resolvi que era melhor sair e trocar de local, então murmurei uma despedida, fiz uma meia reverência e rumei ao jardim de trás da mansão. No meio do caminho, senti uma tontura muito forte, típica de quando acabava de teleportar, e tateei à procura da parede, que por alguma razão parecia muito distante. Reabri os olhos, e deparei-me coma fronte da mansão Sakamaki, decorada com luzes piscantes e abóboras recortadas no estilo Jack-o-lantern. Eu trajava roupas que não eram as minhas de poucos minutos atrás, e, de alguma forma, meu tapa-olho não estava em meu rosto, possibilitando-me de ver todo o ambiente em 180º. Sorri ao sentir-me livre de novo. Estava tão alegre e tão tranqüila que minhas asas brilhantes saíram e levantei vôo.

Pairei sobre a construção dos vampiros. Estava belíssima daquele ângulo. Virei-me para as estrelas e observei constelações formando-se acima de minha cabeça. Observei por um longo tempo, até que senti um odor peculiar à minha direita – odor este que reconhecia como de vampiro. Olhei naquela direção e voilà! Sakamaki Subaru, o mais novo dos irmãos. Estava flutuando ao meu lado, a expressão serena como nunca. Quando notou que estive olhando-o, sorriu de lado e virou seu corpo no sentido do meu.

  - Belas asas misu.

  - A-arigatou gozaimasu - disse eu, um pouco corada. Não sabia como reagir a elogios, ainda mais dada a proximidade entre nós. Desviei o olhar para as estrelas.

  - Nee, que achas de catarmos doces lá embaixo?

Mirei os olhos vermelhos escarlate que me fitavam, aguardando resposta.

  - Não há problema?

Ele suspirou audivelmente e riu.

  - Pare de ser chata e siga-me!


***


Estávamos correndo e brincando como duas crianças pequenas. Subaru-san era muito divertido, e havia feito-nos percorrer toda a mansão para procurarmos os doces. Quando a quantidade pareceu-lhe suficiente, arrastou-me até o jardim dos fundos, inventando jogos e troças que eu nunca tinha visto.

Deitamos, cansados, na relva que crescia. A lua estava branca e brilhante, resplandecendo nas rosas brancas dos canteiros. Fechei os olhos por um momento, e logo algo apoiou-se em minha cabeça. Abri um dos olhos e vi o dito cujo, que - surpresa - era o albino. Ele tirou o braço de minha testa, e fez-me olhar seus rubis luminosos.

  - Gostou? - perguntou, ainda fitando-me. Sorri.

  - Hai! - pensei um pouco e acrescentei um comentário brincalhão - Principalmente quando você perdeu.

  - Nee, aquilo não valeu! - uma máscara de irritação pairou sobre seu rosto, e arrependi-me de ter falado aquilo, mas ele logo sorriu. - Ainda queres brincar?

  - Não fale assim, faz-me sentir como uma criança - ele suspirou teatralmente, e eu ri - Mas quero sim...

O sorriso em seu rosto reapareceu. Sentou-se e imitei seu gesto.

  - Podemos jogar um jogo que inventei - disse, analisando minha expressão. Dei de ombros - Consiste em rolar pela grana apenas, porém não deves usar nenhum impulso. O que conseguir mais espaço vence.

  - Hai - falei, e deitei-me na relva. Ele olhou-me com estranheza - O que foi?

  - Claro que não será aqui, oroka - disse, e puxou minha mão para que me sentasse - Será lá.

Apontava para uma ladeira que até agora não havia notado a existência. Assenti e pus-me de pé. Quando iria ajudá-lo a levantar, e vi que já estava lá. Apressado.


***


  - Eu ganhei! - falou, animado. Neguei com a cabeça e cruzei os braços.

  - Não valeu, você teleportou-se! Quero uma revanche.

Subaru pareceu aturdido por um segundo, mas logo sorriu travesso e disse em tom de desafio:

  - Hai. Duvido que ganhe.

Levantei uma sobrancelha, e fui o mais rápido possível para o topo do barranco e deitei. Ele já estava ali, esperando.

  - Ichi - colei meus braços ao corpo - ni - olhei de esguelha para o albino ao meu lado, que contava de olhos fechados - san - parei de olhar para ele e fechei os olhos - narimashita!

Dei um impulso para a direita, e comecei a descer numa velocidade surpreendente. Quando parei, esperei para ver o corpo do albino, que não estava em lugar algum. Sentei, e senti algo duro como pedra atingir o lado direito de meu corpo. Caí novamente, e vi uma cabeleira branca acima de meu rosto. Um rosto lívido e preocupado mirou o meu.

  - Nee, você está bem? - falou, a voz preocupada. Sorri. 

  - Hai, hai - ele aliviou a expressão e sorriu também. Percebi que este estava com o corpo por cima do meu, e corei rapidamente, ficando mais vermelha que um pimentão. 

  - O que houve? - disse, confuso, mas logo entendeu. Deu um sorrisinho cínico - Ah, isto? Não é para tanto... Imagino o que aconteceria se... - mirou os meus olhos com intensidade, aumentando o rubro de minhas bochechas. Aproximou-se mais de meu rosto.

  - Ma-mas o-o qu...

Nossos narizes roçaram, e ele selou nossos lábios delicadamente.


Notas Finais


~GRAMÁTICA~
#Inglês:

Baby - bebê
#Japonês:

Nee - Ei
Iie - Não
Josei - Madame
Misu - Senhorita
Gommenasai - Lamento
Arigatou/Arigatou gozaimasu - Obrigado(a)/Muito obrigado(a)
Konbanwa - Boa noite
Shi - senhor
Hai - Sim/Certo
Ichi, ni, san narimashita - no caso, o conjunto significaria [1,2,3 e já!]

***

PARARARA

Olá criaturas!

E aí, gostaram do capítulo?
Correspondeu às suas expectativas?
Já estão odiando a Hannah?

(Ignorem a última pergunta - ou não)

Muito bem, até mais, e muito obrigada pela leitura!
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Pera.
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44 FAVORITOS?
44 PRODUÇÃO?

Produção - É o que tá escrito, ué.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!

Muito obrigada, muitíssimo obrigada mesmo!
São 44 ★ estrelinhas pessoal!

Quarenta e quatro criaturas que dedicam seu tempo à minha fic.

Sério, amo vocês do fundo do meu coração. Eu nunca pensei que chegaria a tanto, sério!

AMO VOCÊS! <3


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