História All I've Ever Needed - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
Personagens Andrew Prior, Beatrice "Tris" Prior, Christina, Ezekiel "Zeke" Pedrad, Lynn, Natalie Prior, Shauna, Tobias "Quatro" Eaton, Tori Wu, Uriah, Will
Tags Divergente, Fourtris, Romance
Exibições 71
Palavras 1.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi genteeee, como vão???
Alguém aí vai pra comic con???
Eu fiquei taaaaoo feliz com os comentários do capítulo anterior😍😍😍😍😍
Espero que gostem desse ^^
Boa leitura❤

Capítulo 2 - Capítulo dois.


Tobias

-Cara, o que está fazendo aqui ainda? Seu turno acabou a quase duas horas!

-Não vou sair, Will.- continuo olhando para alguns papéis que estou estudando.

-Qual é, Tobias? Há quanto tempo não saímos juntos pra curtir? Você está vegetando aqui! É de casa pra faculdade, da faculdade pro trabalho, do trabalho pra casa. Sua vida é um porre!

Will está exagerando e sabe disso, faz menos de duas semanas que sai com ele e o resto do pessoal. Estou com algums trabalhos da faculdade atrasados e não quero trabalhar amanhã de ressaca, mas sei que Will não vai desistir e me deixar em paz. Solto um longo suspiro.

-Vamos logo, antes que eu mude de idéia.- tiro meu jaleco, coloco nas costas da cadeira, pego minha jaqueta e a coloco.-Não vou demorar muito. Tenho aula amanhã cedo.

-Eu também! Pare de ser chato, homen! A noite é uma criança. Vamos lá!

[...]

Acordo com uma dor de cabeça horrível! Depois de um banho gelado e uma xícara de café extra forte, estou me sentindo menos como merda e mais como eu mesmo. Ontem acabei bebendo mais do que devia e ficando mais tempo do que pretendia. Depois de alguns analgésicos para dor de cabeça, pego minhas coisas, coloco os óculos de sol e vou para faculdade.

O dia passou rápido, e agora já não estou com dor de cabeça. Não houve tantas crianças para serem atendidas essa noite, por isso estou atendendo também estou atendendo clínico geral.Ouço uma batida na porta.

-Entre.- Nita entra na minha sala com uma prancheta na mão. Ela é técnica de enfermagem. Nós saímos juntos algumas vezes, só que não deu em nada. Nita queria um relacionamento sério e eu não estava interessado.

-Boa noite Tobias, você tem mais alguns pacientes aguardando para serem atendidos, mas como sua área é a pediatria achei melhor dá prioridade a ela. Uma criança de três anos de idade deu entrada aqui no hospital há uns dez minutos. Ela está aguardando para ser atendida.

-Pode pedir para entrar.- estendo a mão e pego a ficha com Nita. Ela me entrega e sai da sala. Alguns segundos depois ouço novamente batidas leves na porta, mas dessa vez quem está batendo não precisa de um convite para entrar. A porta se abre em seguida, no mesmo instante que vejo o nome da criança na ficha.

Theresa Rose Prior.

O tempo parece congelar quando vejo o sobrenome dela. Quais são as malditas possibilidades? Não quero olhar para cima e confirmar minhas suspeitas, no entanto isso não é necessário, vejo o nome dela também na ficha. Como mãe da paciente.

Essa porcaria de destino só pode está brincando com a merda da minha cara. Tento recuperar a razão. A filha dela está aqui, ela precisa de um médico. Me recomponho e olho para Tris. Vejo a surpresa brilhar em seu olhar quando ela vê que eu sou o médico que vai atender sua filha. A porra do meu coração parece que vai sair pela boca. Ela está linda. O cabelo está mais curto, mas fora isso ela parece a mesma para mim, até mesmo seus olhos vermelhos que indicam que ela esteve chorando é familiar. Tris está com uma menina pequena de cabelos castanhos em seu colo, ela está com a cabeça no ombro de Tris e resmunga baixinho. Recupero o foco, me levanto e peço para Tris deitá-la sobre a cama que fica ao lado esquerdo da minha sala. Quando ela deita sua filha eu vejo o motivo de ela ter vindo ao hospital.

-Boa noite Beatrice, o que aconteceu?- Começo a examinar Theresa, procuro algum sinal de concussão e não encontro nenhum. Fora o grande galo em sua cabeça ela ficará bem, nem será necessário pontos. Tris limpa a garganta.

-Eu fui buscá-la na casa dos meus pais… ela desceu a escada correndo, eu sempre falo pra ela não fazer isso…

Ela resmunga essa parte para si mesma.

-... Eu fiquei apavorada, morrendo de medo que ela acabasse caindo, mas ela não fez isso e eu respirei alivida. Só que… ela continuou correndo em minha direção e acabou escorregando no tapete da minha mãe. Ela caiu e bateu a cabeça na ponta da mesinha de centro. A testa dela começou a sangrar.-Tris respira fundo e vejo que seus olhos enchem de lágrimas novamente. -E eu trouxe ela pra cá. Isso nunca aconteceu antes e eu fiquei um pouco desesperada.

-Ela não sofreu nenhum dano, fora esse galo ela ficará bem. Apenas para ter certeza, podemos levar a pequena Theresa para obtermos um raio x. Lesões na cabeça podem ser graves então vamos apenas garantir que ela está bem. Como você está se sentindo pequena?- Ela olha para mim com seus grandes olhos azuis que de um jeito muito estranho me parecem familiar.

-Minha cabeça tá 'dueno’- ela se queixa. Me inclino em sua direção e afasto algumas mechas de seu cabelo do rosto.

-Vai ficar tudo bem. Vou passar um analgésico para sua dor de cabeça e uma pomada para passar em cima do seu machucado.

-O que é… mamãe o que é isso que ele falou?- ela faz uma careta engraçada e tento não ri.

-Ele quis dizer que vai passar um remédio para você melhorar.-Tris responde.

-Eca! Remédio é horrível.-Eu não seguro mais minha risada. Me levanto ainda sorrindo.

-Vamos combinar uma coisa Theresa?- ela me olha atentamente.

-Tess é mais ‘bunito’, foi a minha vovó que disse.-ela se senta e ergue os braços para Tris. Sinto um aperto estranho no peito ao ver aquela cena, mas ignoro. Posso pensar nisso depois.

-Tudo bem. Tess, vamos combinar uma coisa?- ela balança a cabeça e faz uma careta de dor. -Se você prometer tomar o medicamento, eu te dou um pirulito.

-Só isso? Não, remédio é muito ruim. Quero pirulito e sorvete.- ela crusa os braços e inclina o pescoço, toda autoritária.

-Tess!- Tris a repreende, eu acho apenas fofo o jeito mandão dela.

-Tudo bem. Se sua mãe concordar eu aceito nosso acordo, você é uma boa negociadora.- Olho para Tris e ela pondera, pensado na possibilidade, em seguida ela acena com a cabeça parecendo ainda em dúvida.

Estendo minha mão e Tess aperta, agarrando apenas dois dos meus dedos.

Vou a minha mesa e assino o papel autorizando o raio x, peço para Tris entraga-lo a Nita para que ela indique a sala para Tris, e quando ela os obtivesse voltasse a minha sala. Depois de Tris ter saído da minha sala me jogo na cadeira, coloco minha cabeça que agora está latejando entre as mãos. Ela está de volta a Inglaterra. Puta merda, depois de todo esse tempo ela voltou!

Não sei se devo implorar para ela  deixar eu explicar o que aconteceu naquela noite, se devo sacudi-la até ela me explicar por que raios não deixou que eu me explicassse antes ou se deixo ela no meu passado. Mais porra, é difícil seguir em frente quando a mulher da sua vida aparece de novo depois de vários anos. Assim como ela, eu fiquei magoado quando Tris não me deu uma chance, que ela não confiou em mim e simplesmente fugiu. E agora ela tem uma filha. Ai meu Deus, ela tem uma filha que não é minha. Porra, quando lembro que planejamos ter filhos juntos e agora ela tem uma, com outra pessoa… parece que estou sendo rasgado ao meio. Será que ela está com o pai de sua filha? Ela tem um namorado? Marido? Mais que merda! Ao que parece eu não superei Beatrice Prior, como eu achei que tinha feito.


Tris

Saio entorpecida da sala de Tobias, nem em um milhão de anos eu poderia imaginar que ele estaria nesse hospital. Christina não havia falado qual hospital Tobias trabalha, e eu não imaginava que seria justo nesse. Mesmo que soubesse que ele trabalhava aqui teria vindo do mesmo jeito, não pela possibilidade de encontrá-lo, mas porque é o hospital mais perto da casa da minha mãe. Eu fiquei desesperada quando vi o sangue começar a escorrer da testa da minha filha e ela começar a chorar. Isso nunca havia acontecido. Ela já teve sua cota de arranhões e escoriações quanto qualquer criança normal, mas quando vi que ela havia batido a cabeça… é, eu posso ter pirado um pouco. Fiquei tão aliviada quando ela finalmente foi chamada. Pode ter durado apenas dez minutos de espera, porém, parecia que havia passado horas. Quase caí dura no chão quando Tobias levantou a cabeça e me encarou. Ele parecia surpreso mas não tanto quanto eu. Ele estava tão lindo, posso ainda está com raiva mas não irei deixar de reconhecer o quanto ele estava lindo. Seus olhos azuis profundo que eu encarava todo dia no rosto de Tess estavam nela, olhando atentamente, seu cabelo estava bagunçado como se ele tivesse passado a mão várias vezes ao longo do dia, como fazia quando namorávamos. E aquela barba por fazer? Meu Deus.

Quando ele me garantiu que Tess estava realmente bem, foi como se todo o ar voltasse aos meus pulmões, só para alguns momentos depois sumissem de novo, quando observava os dois interagirem. Eu havia sido uma pessoa tão ruim por ter privado os dois de se conhecerem? Fiquei muito aliviada ao perceber que Tobias não fazia ideia que Tess é sua filha, não poderia lidar com isso agora.

Concordei em deixar Tess tomar sorvete com Tobias, relutante. Naquele momento, depois de levar um baita susto com sua queda e ver os dois juntos… não poderia negar nada a ela.

Voltamos a sala de Tobias e ele está passando a mão pelo cabelo, ele fazia muito isso quando estava nervoso. Fico feliz em saber que não fui a única ao ficar abalada com nosso reencontro inesperado. Quando ele nos vê, tira a carranca do rosto e lança um sorriso sincero a Tess. Entrego o resultado a ele, que examina minuciosamente. Depois de não encontrar nada ele sorri mais amplamente, escreve uma receita e me entrega.

-Passe a pomada de três em três horas. Irei dá uma dose do analgésico agora, só dê a ela apenas se ela sentir dor mais tarde.-ele se levanta -Muito bem pequena Tess, hora do remédio.

-Meu pirulito primeiro.- ela estende a mão.

-Theresa Prior!- a repreendo novamente.

-Ok. Nós fizemos um trato.- Tobias pesca um pote com alguns doces de uma das gavetas.-Vamos deixar o sorvete para outro dia. Segure isso para mim Beatrice.

Me sinto desconfortável quando ele me chama assim, de maneira tão pouco familiar. Acho que é melhor para nós dois se for assim. Seguro um pirulito de cereja enquanto ele pega Tess do meu colo, derrama um líquido vermelho em um copinho com medida e da para ela. Tess faz uma careta e engole o conteúdo. Ela sempre odiou tomar qualquer tipo de medicamento, por mais doce que ele for. Ela simplesmente odéia. Ela estende a mão novamente, Tobias pega o pirulito da minha mão e a entrega.

-Obrigado-Tess fica em pé sobre a cama e dá um beijo na bochecha de Tobias. Ele parece ficar surpreso e devolve o gesto. -Qual seu nome dotor?

Tobias desce Tess da cama e a senta em meu colo.

-Meu nome é Tobias, foi um prazer te conhecer, Tess.

Me levanto com ela no colo, pego a receita em cima da mesa e aceno para Tobias.

-Obrigado.- sai quase como um sussurro. Tobias apenas sorri, como se dissesse “esse é o meu trabalho”, caminho em direção a porta mas antes de abrir Tess tira o pirulito da boca e diz:

-Eu  quelo sorvete amanhã. gosto de sorvete de morango.- ela põe a mão melecada de doce na boca e sopra um beijo para Tobias. -Até amanhã dotor

Fecho a porta atrás de mim ouvindo Tobias murmurar tchau para Tess e dando risada. Conhecendo Tess eu sei que ela não vai esquecer esse sorvete. Onde fui me meter concordando com isso? Caminho pelo corredor tentando não pensar no que acabou de acontecer.




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