História All My Blood Sweat and Tears - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Anjos, Apocalipse, Blood Sweat & Tears, Bts, Demonios, Monimini, Nammin, Taejin, Yaoi
Exibições 67
Palavras 3.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores, como estão? <3

Espero que gostem do capítulo, já que ele é o meu favorito por enquanto *--* aqui conheceremos o OTP da autora que vos fala hahah. E é claro que eu estava louca para colocar um pouquinho de MoniMini por aqui <3

Agradeço (como sempre) à ~Nanaryu pela capa e por toda a paciência na edição e também à Bruna, por me ajudar com ideias para o capítulo~

Então é isso \o/ Nos vemos lá embaixo?

Capítulo 4 - Lie


Fanfic / Fanfiction All My Blood Sweat and Tears - Capítulo 4 - Lie

A casa dos meus pais se tornou um reino

Este reino era familiar para mim em quase todos os sentidos

Mãe e pai, amor e severidade. Comportamento exemplar e... Escola

 

Meu passatempo favorito, contudo, não era o de permanecer longas horas na companhia dos seres abençoados, e tampouco consistia nas poucas horas da semana em que Suga de fato cedia alguma atenção a mim.

Não, senhores, meu passatempo favorito era observar aquele garotinho de aura conturbada, mesmo que fosse incapaz de impedir que os seres profanos tomassem conta de seus pensamentos e o doutrinassem essencialmente para o mal.

Mas Park Jimin é uma criatura essencialmente boa. Nunca cometera deslizes em seus poucos anos de vida, além de ser um aluno modelo nas aulas ministradas pelo colégio católico. Com os pais completamente atarefados em seus trabalhos exaustivos, Jimin passara a conviver no internato mais cedo do que a maioria dos jovens ali presentes.

Fora com apenas sete anos que ele entrara por aquelas portas de mármore, acompanhado por seu único amigo até então, o impuro Jeon JungKook. Isso me trouxe a felicidade e o tormento de conviver com aquele ser singular por mais tempo em meu cotidiano.

Enquanto os seres mortais e imortais recolhiam-se durante a noite para seu período de descanso, eu normalmente me recolhia aos aposentos de Park Jimin, seja para iniciar um monólogo que nunca seria ouvido pelo garoto sonolento, seja para simplesmente passar a noite ali, observando-o em seu sono tranquilo, enquanto sua aura conturbada se revezava a ele com sonhos doces e pesadelos.

Mas havia outras vezes também, em que eu entrava no quarto de Park Jimin e ele não estava sozinho.

Quem se apresentava à sua companhia em horários tão tardios era sempre seu amigo-demônio, que parecia cada vez mais afundar em si as raízes do mal que dariam origem ao império de caos planejado por Suga.

Para o desespero dos demônios presentes, porém, o garoto não parecia atraído pelo mundo profano, sempre negando-se a cometer os pequenos desvios de conduta que seriam normais até mesmo para os adolescentes mais pacatos.

O único fator que atormentava a mente sã de Park Jimin, no entanto, estava longe de referir-se a suas atitudes. Ou quase isso...

Era claro a qualquer ser humano – ou não – que Park Jimin era completamente apaixonado por Jeon JungKook. E afinal, não eram todos apaixonados pelo garoto de aura rude e atraente?

E para o deleite do pequeno garoto bochechudo, seus sentimentos eram correspondidos, ou pelo menos era isto o que aparentava. JungKook nunca esclarecera seus sentimentos para Jimin, apesar deste último não medir esforços para demonstrar o quão grande era sua adoração pelo garoto-demônio.

O que JungKook demonstrava, porém, eram os sentimentos puramente ligados à carne e à luxúria. Não foram poucas as vezes em que JungKook tentara corromper o garoto através de suas artimanhas sedutoras. Jimin, porém, mantinha-se firme em seu mundo de castidade, iludindo-se ao pensar que as investidas de JungKook representavam o amor quando, de fato, eram apenas uma forma de afastar o garoto do mundo luminoso e afogá-lo em escuridão.

JungKook não ama Jimin. Muito pelo contrário, o humano o representa apenas um instrumento para a plena satisfação de seu Mestre. E se Min Yoongi estivesse feliz e satisfeito, assim o estaria JungKook.

Naquela tarde em que os dois anjos escoltavam SeokJin para o colégio, porém, eu não me surpreendi ao seguir os passos do demônio para chegar exatamente à porta do quarto de Jimin.

Inquieto-me, ponderando se deveria afastar-me ou não. A curiosidade acaba por vencer, e permaneço ali, amargurando meu silêncio forçado enquanto o ser profano invade o quarto do humano ingênuo sem ao menos anunciar sua chegada.

O garoto que eu admirava surpreende-se ao ver JungKook chegando. Pelo que parece, ele estivera tirando um cochilo durante o período de intervalo, a julgar pelo estado de seus olhos semicerrados e face avermelhada.

-Kookie – o garoto o saúda, claramente despertando de um sono profundo. Mesmo assim, ele abre os braços em direção do amado, chamando-o para deitar consigo de forma extremamente adorável.

JungKook acata o pedido, vindo encontrar-se com o garoto no meio das cobertas esparramadas, assumindo uma posição dominante acima dele enquanto o provocava com mordidas em seu pescoço.

Nunca nenhuma carícia era dirigida a seus lábios, o que não parecia fazer muita diferença para Jimin, que via naqueles atos libidinosos mera demonstração do suposto afeto de JungKook. Para o garoto que eu passara a amar, as pessoas têm formas diferentes de demonstrar seus sentimentos. Para ele, aquela forma seriam as palavras. E para JungKook, seriam as atitudes até um tanto rudes.

Meus punhos se fecham em sinal de inconformidade. Em meu distante universo de padecimento, eu pouco poderia fazer para ajudar Park Jimin. Um sentimento de mais pura agonia toma conta de meu peito vazio e inerte, sentimento este que eu só passara a manifestar diante de situações como esta. Enraivecia-me de tal forma esta clara manipulação de Jeon que eu tentava inutilmente afastá-lo do pequeno, é claro, sendo sempre em vão.

-Os novatos chegaram – declara JungKook, após alguns instantes em que presenciei cenas de repulsivo conteúdo erótico.

Jimin acorda de seu mar de adoração ao ser desprezível e o fita nos olhos de escuridão. Eles já haviam tido esta conversa antes, percebi, e não era de se estranhar que JungKook o queria longe do contato com os anjos, já que era claro que Jimin possuía maior propensão para o mundo da Luz.

-Eu fiquei aqui, como você me pediu para ficar – subitamente, os olhos de Jimin se encheram de lágrimas esparsas, já que ele claramente notou a feição endurecida do demônio – Não me olhe desse jeito, por favor, você sabe que eu vou fazer tudo o que me disser para fazer...

Minhas mãos encontram meus cabelos, e em um gesto desesperado eu tento em vão arrancar meus próprios fios loiros para aliviar-me do tormento que era assistir a tortura a Park Jimin. Um grito mudo escapa por entre meus lábios, mas eu sabia que nada poderia fazer para salvar o pobre garoto das garras do demônio. O máximo que eu poderia fazer era assistir sua desgraça, rezando para que Park ficasse a salvo.

-Vai me obedecer mesmo? – JungKook parece essencialmente sarcástico enquanto segura as bochechas de Jimin em uma de suas mãos, aplicando mais força do que o conveniente – Você nem ao menos é capaz de me amar do jeito que eu quero, do jeito que eu preciso!

-Mas eu te amo, JungKook, juro por Deus que te amo – ele insistia em vão.

-Não jure pela porcaria de Deus! – JungKook contém sua voz para que esta não alertasse a quem pudesse passar pelo corredor dos dormitórios – Eu quero você, eu quero foder você, então ou você consente ou eu vou simplesmente embora!

As lágrimas derramam-se pelo rosto pálido do meu menino. O corpo trêmulo parecia completamente inerte mediante a força exercida por JungKook. Pelo que percebi, JungKook esperava corrompê-lo em trevas para que sua alma enfim fosse tomada pelo Mal. Ele não parecia compreender, porém, que torná-lo vítima de um estupro não seria nem um pouco útil à sua pretensão, já que era claro que JungKook não queria uma mera relação sexual, como alegava.

Minha mente insana trabalha à plena velocidade de pensamentos. Permaneço por mais alguns segundos ali, presenciando o momento de meu pleno pavor enquanto analiso minha opções.

-Por favor, eu faço qualquer coisa, mas não vá embora – a voz de Jimin mal se faz audível mediante seu choro, estando tão apavorado que mesmo sua aura permanecia afastada de si, completamente opaca, como se quisesse abandonar o corpo em pânico.

Recuso-me a perder mais um segundo sequer enquanto JungKook sorri malignamente, as mãos encaminhando-se para a fivela prateada de seu cinto. Corro o mais rápido que posso em meu estado de mera existência, seguindo a familiar trilha de intuição que me levaria a meu Mestre.

-Suga! Suga! – antes que eu pudesse avistá-lo no grande salão, ainda falando com Taehyung, eu pronunciava seu nome em um chamamento desesperado. E assim que o encontro com os olhos, ele já espera por mim, a face entediada como sempre, as sobrancelhas finas se curvando em um arco de surpresa contida assim que ele percebe meu pavor nunca antes demonstrado.

Com breves palavras de despedida, Suga dispersa a companhia dos anjos, movendo-se comigo para uma área mais reservada do salão, onde poderíamos conversar sem que ouvissem Suga aparentemente falando sozinho.

-Espero que seja importante – ele coça a nuca enquanto varre o cômodo com o olhar em busca de atenção voltada para si. Eu, no entanto, não estava com paciência para formalidades, cada segundo me era precioso e todos os instantes perdidos significariam ainda mais tormento para Park Jimin.

Com as palavras praticamente tropeçando para fora de minha boca, o relato os acontecimentos dos últimos minutos da forma mais resumida possível sem, contudo, deixar de fora os detalhes importantes.

Suga, porém, ri em alto e bom som após meu relato afobado.

-O que me importa se o garotinho vai ser violado ou não? Você está pedindo o impedimento de um pecado a um demônio, já se deu conta disso?

Tento pensar em qualquer razão que pudesse motivar Suga a impedir a atrocidade que ocorria no quarto não muito distante dali. E foi assim, em meio à murmúrios de súplica, que arranjei meu melhor argumento disponível.

-Um estupro não o fará impuro, por favor, por favor, isso apenas fará com que ele perca confiança em JungKook. Eu imploro, eu faço o que for preciso...

-Você é patético, Kim NamJoon – ele interrompe meu falatório de dar pena – É apenas uma alma atormentada que arranja ainda mais motivos para padecer. Eu farei isto apenas por mim mesmo, e não por você ou pela paixão patética que nutre por esse humano, me entende?

Assenti no mais puro alívio. Coloco-me de joelhos, agradecendo como alguém que dá graças por um milagre alcançado. Suga apenas ri em puro desprezo, apressando-se até o quarto de Jimin.

Recuso-me a torturar-me assistindo a cena que se passava antes da invasão de Suga no quarto. Mas ainda assim, sou capaz de captar os pensamentos completamente aterrorizados de Jimin, mas é com certo alívio de que me dou conta que o ato ainda não fora consumado.

-Yah, o que pensam que estão fazendo, seus bastardos?! – Suga irrompe no quarto como um bom diretor faria – JungKook, vista-se e dê o fora daqui! Agora!

As palavras firmes e autoritárias de Suga não deixavam alternativa a JungKook, que vejo retirar-se do quarto nada satisfeito após o sermão que claramente não era uma atuação.

Apenas agora sou capaz de adentrar o quarto naquele momento. Assim, vejo Suga recostar-se à parede mais distante da cama em que Jimin encolhia-se, cobrindo sua evidente nudez com as cobertas disponíveis. Ele ainda chorava compulsivamente, incapaz sequer de dar-se conta da presença do diretor ali.

-Agradeça a seu anjo da guarda, Park Jimin – e dizendo isto, Suga dirige o olhar brevemente para mim, sorrindo em sarcasmo – O que temos aqui é crime de estupro ou um pecado de amor? – ele parecia divertir-se em meio às suas palavras deturpadas.

-E-eu.. P-padre – Jimin apenas murmurava, capaz de formular frases concretas.

Suga, inesperadamente, parece comover-se com o estado do garoto (embora, para mim, aquele fosse apenas mais uma de suas artimanhas de convencimento), sentando-se na cama ao lado do garoto e acariciando seu cabelo em gestos reconfortantes.

-Pode se confessar, meu querido, Jesus ouvirá seus pecados e o perdoará pelos seus arrependimentos.

-Passaram-se longos minutos em silêncio até que Jimin pudesse se recompor o suficiente para levar uma conversa inteligível com Suga.

-E-eu o amo muito... Eu o amo mais do que qualquer coisa, e a isto não guardo qualquer arrependimento.

-Ora, meu amor, isto é plenamente normal, ainda mais em uma situação semelhante à sua, confinado por tanto tempo com indivíduos do mesmo gênero. Não seria uma boa hora para entrar em férias, conhecer o mundo fora destas paredes?

-Não! – Jimin quase grita em desespero – Eu não quero ir embora, eu não quero me afastar de JungKook, pois eu amo apenas a ele... Mas ao mesmo tempo ele me aborrece tanto – ele tranca a mandíbula para conter o choro de ameaçava retornar – Ele é rude, ele quer me tocar... Daquele jeito. Mas ele sabe que eu não estou pronto!

-Shh... Tenha calma – Yoongi retorna as carícias no cabelo do garoto, para que afastasse aqueles pensamentos ruins de si – Há vezes em que você queria ser cego para este lado rude de JungKook, não é mesmo?

-Sim – Jimin ergue os olhos para o padre pela primeira vez desde que este entrara – Eu sei que ele me ama, mas ainda assim, ele não demonstra seus sentimentos da mesma forma que eu, eu gostaria simplesmente de ver o melhor lado de JungKook, porque eu sei que há um lado amoroso nele, mas é impossível afastar seu gênio indiferente.

-Mas você pode ter tudo isso, querido, tudo isso o que deseja.

E é assim que, com ainda mais pavor, me dou conta do plano traçado por Suga.

-Não – digo firmemente, observando enquanto Yoongi dirige o olhar a mim novamente, o mesmo sorriso de rebeldia aparecendo à mim.

-Como? – Jimin parece ainda mais interessado, colocando-se sentado de forma ereta, em busca da resposta do demônio.

-Ora, tudo nesta vida trata-se de uma troca, você não sabe? – Jimin assente, e esta é a deixa para que Suga prossiga – Pois bem, está disposto a fazer uma troca comigo? Saiba, eu sou um tanto poderoso, e garanto que terá o que desejar se aceitar uma penitência de igual tamanho.

-Apenas diga...

-Eu colocarei uma venda sobre seus olhos – Yoongi toca os olhos de Jimin com delicadeza, sinalizando o que queria dizer – Fazendo com que você veja apenas o bom lado de JungKook. Assim, você poderá se apaixonar pelo seu garoto verdadeiramente e sem mais aborrecimentos. Garanto que, para você, ele será muito além de um príncipe encantado.

-E em troca... – pelo rumo dos pensamentos de Jimin, eu me dava conta do pior: ele cederia, não importando o valor da troca.

-Você tem que me dar a garantia. Conhece a história de Eva, não? – Jimin assente e, novamente, Suga continua – Então, eu serei a serpente que o oferecerá o pecado, e você será Eva, aquele que será corrompido e marcado como meu discípulo. Desta forma, sua essência será minha em pecado.

-Então eu perderei o Paraíso?

Fico um tanto mais aliviado ao perceber que Suga fora claro em suas explicações, não se omitindo em parte alguma.

-Sim, o perderá.

Jimin considera o tratado por alguns instantes, seus pensamentos ainda turvos por conta da necessidade ardente de amar e ser amado. Ao final, ele era apenas um garotinho, ingênuo demais para perceber todas as implicações que aquela escolha o traria. Quis gritar-lhe, fazer-me ser ouvido de alguma forma para alertá-lo, para tirá-lo de seus devaneios doentios, para dizer que ele poderia encontrar amor fora além de JungKook.

O meu amor. Mas o que de fato valia meu amor? A forma com que eu me mantinha forçadamente afastado, incapaz de fazer-me presente ao mesmo plano terrestre que Park Jimin, a sina perpétua de minha alma a rondar as proximidades de Min Yoongi, tudo isso era maior do que meu amor por aquele garoto.

Portanto, me contentaria com pouco. Observá-lo com o zelo de um pai, protegê-lo como posso, como um bom amante faria. Isto deveria me ser suficiente, ou como Suga dissera, apenas mais uma ocupação para atormentar-me em minha tênue existência condenada.

-Eu aceito – o garotinho diz, plenamente certo de seus objetivos. É com muito pesar que acompanho Min Yoongi e Park Jimin para fora do quarto, até os aposentos do ser demoníaco. Naquele local falsamente sagrado, os dois ocupantes colocaram-se frente a frente, ajoelhados como em um célebre ritual.

-A maldade o atrai, Park – o demônio diz, divertido – Desde sempre se fez claro que você não é um ser totalmente imerso em Luz. E agora, fico feliz em ver despertar em si uma vocação para o equilíbrio.

-Eu... Nunca pensei que o senhor fosse de tamanha ponderação, padre – Jimin sorri graciosamente, parecendo tranquilo pelo que dizia o suposto  sacerdote – Admiro tudo o que tem feito por mim.

-Ora, não há o que se agradecer. Vamos ao acordo, meu querido?

Jimin consente, repetindo breves palavras instruídas por Yoongi, apenas para que não restasse dúvidas de que a transação seria plenamente consentida pelo garoto. Ao final das frases curtas e simples, Yoongi se levanta com graciosidade, encaminha-se ao encontro de Jimin enquanto retira de sua batina, uma faixa negra que parecia não ter propósito a compor suas vestes.

Após ajoelhar-se atrás do garoto, Yoongi desliza o tecido de aparência macia pelos olhos da vítima, cobrindo-lhe a vista de forma total. Jimin apenas manteve-se imóvel, o único sinal de apreensão se fazendo em seus dedos, que se contraíam nervosamente acima de suas pernas.

-Agora, dê-me seu pecado – Suga sussurra próximo ao ouvido de Jimin, logo após atar um nó na fita atrás da cabeça do garoto.

-Tudo o que for preciso – Jimin consente, deixando um leve murmúrio de contentamento escapar por entre seus lábios enquanto Suga tomava sua cintura entre as mãos pálidas. O ato me era repulsivo demais, mas ainda assim, o olhar que Suga me lançou enquanto retirava as roupas de Park foi o necessário para me deixar completamente paralisado.

Com a mesma angústia anterior tomando conta de meu peito amortecido, assisto o momento em que  garoto mais precioso para mim é violado de bom grado por meu Mestre, que parecia excitar-se ao manter o olhar sádico sobre mim.

Jimin, incapaz de enxergar por conta da venda, apenas colocava-se apoiado nas mãos e nos joelhos, gemendo de bom grado em meio à gritos agudos de dor, parecendo alheio à aura acima de si, que agora tomava um aspecto unicamente negro.

Jimin era Eva, e afogava-se em sua própria mentira, embriagando-se dela enquanto eu presenciava o momento em que, gradualmente, a venda era fixada em seus olhos como a troca pela venda de sua alma.

Yoongi, investido de um raro bom senso, não se alonga no ato mais tempo do que o necessário. Checa com felicidade maldosa a aura tomada pelas sombras escuras e afasta-se, retirando do garoto ainda rendido e ofegante, o tecido que o cobria os olhos. No entanto, o gesto era pouco significativo. A real marca, a real venda... Elas ainda permaneciam ali.

-Foi uma honra fechar negócios com você. Pode ir agora – Suga despede-se, colocando-se em pé a fim de arrumar as roupas que havia retirado de seu corpo, recompondo-se em sua batina enquanto tentava domar os cabelos com a ajuda dos dedos.

Jimin levanta-se com indiferença, veste-se calmamente, controlando a respiração descompassada e os músculos trêmulos das pernas. Curva-se diante de Yoongi respeitosamente e retira-se do cômodo à passos largos, ignorando a dor ao caminhar com o objetivo de encontrar-se o mais breve possível com seu novo príncipe encantado.

-Você é... – tento dizê-lo assim que estamos a sós, mas nenhum adjetivo forte o suficiente para exprimir minha repulsa parece o suficiente naquela ocasião.

Meu mestre sorri para mim em deleite, e era óbvio que nada que eu dissesse poderia censurá-lo, mas muito pelo contrário.

-Aquiete-se, Namjoon – ele ri, sereno, antes de deixar-me para trás em seus aposentos – Não se culpe pela torpeza alheia. Deixe o garoto viver em felicidade, mesmo que esta seja uma mentira. Que mal faz? Todos nós vivemos em uma gigante mentira, de qualquer forma. O que muda apenas são os graus e modos aos quais nos rendemos.

 

Pego em uma mentira

Por favor, encontre o “eu” que era inocente

Eu não consigo fugir de dentro dessa mentira

Por favor, devolva o meu sorriso**


Notas Finais


** O trecho ao final do capítulo pertence à Lie, solo do Jimin.

Pessoal, dêem uma olhava no MV de BS&T com atenção aos momentos em que o Suga mantém os olhos do Jimin vendados/ aparece fazendo a troca da venda pela maçã. Assim entenderão de onde veio a inspiração para os acontecimentos daqui :3

Como sempre, qualquer comentário, sugestão e até xingamento é bem-vindo kkkk.

Até semana que vem :3

P.S.: Amores, dêem uma olhada na fanfic da ~Nanaryu <3 Tenho o prazer de betar essa maravilha fluffy NamJin e acho que o mundo precisa conhecer essa fic maravilhosa :3
Link: https://spiritfanfics.com/historia/relembre-me-namjin-7004755


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