História All of me. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Nao Tem Morte Eu Juro, Taemin, Vmin, Yaoi
Visualizações 31
Palavras 1.922
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Slash, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi pessoal tudo bom com vcs? comigo tudo péssimo mas muito que bem; enfim, eu escrevi essa oneshot de presente de aniversário pra minha bolinho e decidi postar aqui também aaa eu sou a mais flop do site porém a gente é brasileira e não desiste nunca :p espero que gostem ♥✨

Capítulo 1 - 1. i love u like the universe


O despertador irritante de seu celular era o único barulho – além do ventilador – que quebrava o silêncio confortável que fazia parte do quarto pouco iluminado. Taehyung, a contragosto, abriu preguiçosamente seus olhos e os sentiu queimar levemente ao encarar a claridade da tela, deveria ter lembrado de diminuir o brilho antes de dormir. A sua cama sempre parecia o melhor lugar para se estar, por isso levantar-se pela manhã era uma das tarefas mais difíceis a se cumprir pelo garoto.

 Na verdade, ultimamente até mesmo o ato de respirar tem sido extremamente difícil para si, já que passava a maior parte do seu tempo pensando em quando poderia voltar a dormir e ficar longe das pessoas ao seu redor. Antes de se encontrar no fundo do poço, a escola era que salvava o Kim da solidão total e o deixava um pouco feliz por encontrar seus amigos, porém agora aquele lugar é o que mais tem o feito mal. Precisava fingir o tempo inteiro para os outros e si mesmo que tudo estava ok, às vezes ele até chegava a acreditar nisso realmente.

 – Taehyung, você sempre acorda atrasado, vá logo se vestir antes que perca a hora. – ouviu sua mãe dizer enquanto fazia o café, apressando-o como sempre. – Tem andado mais preguiçoso que nunca, aish.

 – Eu nunca me atraso, fica tranquila. – respondeu-lhe sem muito interesse, estava sem vontade de falar aquela manhã. Como em todas as outras.

 – E essa cara? – a mais velha perguntou, deixando algumas torradas e o induzindo a sentar-se para comer.

 – Estou sem fome. Vou me vestir e estou saindo, ok? Volto o mesmo horário de sempre. – avisou, saindo do local e indo em direção ao banheiro para prolongar a mesma rotina de sempre.

 Às seis da manhã era quando o seu dia começava, ou ao menos deveria começar. Ia andando para escola até encontrar seus amigos num grupo já formado, antes podia sentir a alegria alcançar facilmente seu corpo ao ver aqueles que o distraia de seus pensamentos ruins. Todavia, agora havia apenas um vasto nada. Pôde avistar Hoseok que contava uma piada idiota a Yoongi, fazendo o garoto rir minimamente e também viu Jeongguk enrolar seus dedos nos cabelos castanhos de Seokjin, fazendo o mais velho fechar os olhos e quase ronronar feito um felino. Por fim, seus olhos se pousavam em Park Jimin, seu melhor amigo barra paixonite secreta desde que se conheceram. 

Sempre abria um sorriso ligeiramente melancólico ao se aproximar dos demais, porém não era como se algum deles percebesse. Tentava ser suficientemente bom para todos eles, não queria sobrecarregar ninguém com seus dramas idiotas, por isso respondia um simples "sim" ao ser questionado se estava tudo bem. Bom, o que podia fazer se mentiras eram as suas especialidades? Havia adquirido a habilidade de fingir extremamente bem depois de algum tempo de prática. Era bem fácil, somente colocar um sorriso forçado, mas suficientemente convincente no rosto, fazer algumas piadas aqui e acolá, agir como se tivesse muitos motivos para ser feliz e todos acreditarão inteiramente na sua atuação fajuta. Eles sempre acreditavam, porque é bem mais fácil acreditar nessas mentiras do que tentar fazer algo para ajudar. 

– Ei, Taehyung – ouviu Namjoon o chamar, olhando para trás e dando de cara com o mais velho. – Chegou tarde hoje, hein.

– Passei a noite assistindo pornô. – disse sorrindo ladino, arrancando uma risada do outro.

–Deveria ter estudado, a prova de geografia hoje vai ser o próprio capeta. – advertiu, fazendo o moreno apenas suspirar para si.

–Sinceramente? Estou pouco me fodendo para isso. – sem perceber, deixou que uma feição entristecida escapasse pelo seu rosto, notando o maior franzir o cenho mas logo voltando a expressão normal de sempre.

 – Hm, ok, mas espero que consiga tirar um nota decente. – completou ao chegarem finalmente perto dos outros.

 Taehyung já tinha deixado de se preocupar com as coisas a sua volta, mas isso aconteceu lentamente. Pouco a pouco foi perdendo cada partícula de felicidade dentro de si. Primeiro começou com uma indisposição aqui e uma tristeza ali, por isso deixou para lá pois era normal se sentir triste de vez em quanto certo? Mas tudo se prolongou, e o de vez quando se tornou o seu sempre. Conforme os dias iam se passando, a sensação de insuficiência e vazio ia consumindo cada partezinha de seu corpo, até que não restasse quase nada. Acordar passou a ser um desafio diário, comer tornou-se chato e desnecessário, sair do conforto de sua casa se tornou um pesadelo e até conversar era um obstáculo para o garoto.

 Todos os dias, sentia-se se afastar mais das pessoas que o cercavam, achava ser necessário. O kim já se achava um peso morto para todos, a última coisa que queria era que alguém soubesse de tudo o que acontecia dentro de sua mente conturbada. E talvez não fosse tão importante assim, já que seus amigos pareciam ignorar sua repentina ausência nas conversas dos grupos e o modo que passou a ficar alheio a qualquer tipo de assunto, até aqueles que antes falava com muito fervor sobre. Perdeu as contas de quantas vezes observava-os conversando alegremente enquanto chorava baixo em seu canto, desejando que isso passasse de uma vez e voltasse a ser como antes. Era pedir demais? Não aguentava mais sentir-se um lixo o tempo inteiro e ter que lidar com os pensamentos sufocantes que lhe rondavam a mente.

 – Taehy, o que houve? – seus ouvidos captaram a voz adocicada que vinha do seu lado, o tirando de seus pensamentos ensurdecedores.

 – Hm? Nada. – respondeu sem se importar com a resposta que o dera, mas o ruivo pareceu perceber a leve hesitação que rondava o mais novo.

 – Nada? Taehyung, você tem estado tão distante. Estou preocupado. – notou quando um biquinho chateado adornou os lábios gordinhos alheios, fazendo com que uma chama quentinha se acendesse minimamente em si.

 Jimin era praticamente tudo que conseguia manter o garoto com o coração batendo. Literalmente. Certa vez estava com a lâmina bem posicionada em seu pulso, um corte preciso e não haveria riscos de qualquer erro; mas o toque de seu celular ecoou alto indicando uma chamada em espera, logo podendo admirar o rosto rechonchudo e sorridente tomando conta da tela, acabou por largar o objeto que segurava em cima da banheira para poder atendê-lo.

 "– Taetae? – o outro chamou do outro lado da linha. – Não sabe p que acabei de ver! Lembra das várias vezes que me disse querer um filhotinho de cabrito? Então, eu estava andando pela rua e vi um cartaz dizendo que estão doando um! Taehyung, nós vamos lá, né? – questionou afobado, recebendo um silêncio estranho como resposta. Na real era um silêncio e algumas fungadas. – Tae, você está chorando?

 – Não. – disse somente, encerrando a ligação em seguida."

 Absolutamente tudo naquele garoto fazia toda a base do mais novo tremer completamente. Desde aos sorrisos mais simples até aos beijos castos que eram depositados em suas bochechas pelo outro; o Park conseguia o fascinar mais que qualquer constelação que já poderia ter encontrado. E apesar de saber não significar o mesmo, o hyung para si era como a estrela cadente mais brilhante que passara em seu céu. Ele continuava incendiando cada partícula existente em si sem ao menos se importar com o estrago que deixaria pelo caminho.

 Cada palavra doce que Taehyung já teve dele foram como presentes, que não deixaram de ser admirados em sua mente milhares de vezes depois de terem acontecido. Todas as conversas noturnas dos dois estavam guardadinhas em seu celular, pois excluí-las seria como um crime pessoal. Qualquer detalhe dos momentos que recordava ao seu lado – que eram muitos – eram de extrema importância para o mantimento do que restava da sua sanidade, que estava a ponto de ser jogada aos ares.

 – Meu Deus. – havia de distraído de novo, e só voltou ao mundo real quando sentiu as mãos gordinhas indo de encontro ao seu pulso, o tirando da sala de aula apressadamente.

 Tocou brevemente seu rosto com o dorso da mão, sentindo as teimosas lágrimas que rolavam por ali sem ao menos pedirem permissão. Chorar havia se tornado sua rotina, seus olhos pareciam cachoeiras o tempo inteiro e sempre se pegava chorando por nenhum motivo aparente, o que o fazia achar o simples ato de viver difícil para caralho, já que não se achava mais capaz de sair do buraco em que se metera.

 – Eu estou bem. – disse, tentando quebrar o silêncio chato que se instalou enquanto era puxado pelos corredores.

 – Entra aí. – Jimin mandou, depois de se depararem com as grandes portas do auditório da escola, lugar esse que estaria vazio por conta do horário.

 Andaram brevemente pelas fileiras de cadeiras, se aproximando cada vez mais do palco de tamanho mediano que se encontrava mais a frente dos dois. A cabeça de Taehyung estava uma verdadeira bagunça, não queria que os comprimidos fizessem efeito logo quando estivesse com Jimin, a pessoa que mais se importava em todo mundo. Em sua mente tramava um plano ardiloso de fuga, porém sabia que se livrar do aperto em sua mão não seria tarefa fácil, conhecia bem o mais velho para saber o quão insistente poderia ser quando queria.

 – Ok, você senta aí. – o mais baixo ditou o que fazer, se dirigindo até as escadas e subindo até o centro do palco.

 – Jiminnie, eu preciso ir. – tentou falar, sentindo seus músculos ficarem um tanto mais fracos e uma tontura enjoada se apossar de sua cabeça. Mas ainda podia ver os olhos do ruivo com o mesmo brilho especial de sempre, aqueles olhos que ele amava.

 – Kim Taehyung, você vai me escutar. – ordenou seriamente, limpando a garganta em seguida. – Eu não sei o que está acontecendo contigo, mas tenho te notado estranho. Talvez devesse ter conversado com você antes, porém achei que fosse uma coisa passageira, que voltaria a ser feliz como antes logo. Mas as coisas só foram piorando e eu fui deixando para mais tarde o tempo inteiro, então peço desculpas por isso. Eu me importo para caralho com você e espero que saiba que te amo, tu és meu melhor amigo para a vida inteirinha e o que menos quero é te ver triste. Portanto, por favor, me conte o que está acontecendo. – pediu suplicante, olhando diretamente nos olhos do mais novo, assistindo quando uma lágrima solitária rolou por ali. – Tae, você é maravilhoso. Tudo em mim ama tudo em você, desde as suas qualidades até os seus defeitos. Amo o jeito que só você sabe descontrair um momento tenso, quando você faz aquelas piadas idiotas que me fazem rir mesmo num dia de tristeza profunda, como você me ouve sem reclamar mesmo quando começo a falar demais de mim e o modo que teu cabelo cai pelo seu rosto. Tenho que admitir, teu sorriso é a minha coisa favorita no mundo e não o ver está me destruindo de pouquinho em pouquinho. Me deixa te ajudar, meu amor.

 – Eu te amo muito, Chim. – se pôs a chorar pela primeira vez sem culpa e em frente a outra pessoa, fazendo com que o ruivo descesse de onde estava as pressas para poder acolher o corpo maior que o seu nos braços.

 – Está tudo bem, anjo.

 – Hyung, me leve ao hospital. – disse, encarando o semblante confuso através das lágrimas que lhe embaçavam a visão. – Eu tomei muitos comprimidos antes de sair de casa, já estou sentindo o efeito. Me desculpe, Jimin, eu só não conseguia suportar mais – deixou-se chorar mais no ombro do garoto.

 – Eu vou te ajudar, amor. – o Park disse com convicção. – Pode confiar em mim?


Notas Finais


AAAAAAAAAAA CAN U TRUST ME?????? ai ai eu amo hold me tight.
realmente espero que tenham gostado, meus pãozinho de açúcar; comente o que acharam!1!1!!1!1 até a próxima ♥✨


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