História All Of Me - Capítulo 38


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Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Rock, Rock And Roll, Romance, Shows, Tour
Exibições 903
Palavras 1.854
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tive dificuldade para fazer esse capítulo e acho que não ficou tão bom.

Não sei se o título (um encontro gelado) ficou certo, se tiver errado me avisem nos comentários kkkkkk

Boa leitura!

Capítulo 38 - A frosty meeting


Fanfic / Fanfiction All Of Me - Capítulo 38 - A frosty meeting

Sophie Davis

Dei banho na Melanie e coloquei um vestidinho roxo godê e sapatinhos combinando. Entreguei seu ursinho de pelúcia preferido e peguei minha bolsa antes de sairmos. Em poucos minutos eu iria ficar frente a frente com o pai da minha filha e por incrível que pareça, não iríamos brigar. Mas isso seria apenas pelo fato de Melanie estar presente conosco. Quando parei no último sinaleiro desejei voltar para casa e abraçar minha filha com todas as minhas forças. Fechei meus olhos bem forte, respirei fundo e segui até o estacionamento da sorveteria.

— Mango.

— Daqui a pouco peço seu sorvete de morango minha princesa.

— Mango, mango mama.

— Eu sei meu amor, daqui a pouco.

Melanie estava inquieta, assim como eu. Coloquei-a sentada na cadeirinha própria para crianças e fiquei tentando distraí-la usando seus brinquedos que eu sempre carregava comigo.

— Boa tarde senhora, gostaria de pedir os sorvetes ou prefere montá-los?

— Daqui a pouco nós chamamos você. — informou Justin assim que se aproximou da mesa.

— Oh meu Deus! — a moça estava boquiaberta.

— Gostaria de pedir o máximo de privacidade, pois quero curtir a minha filha. Por favor, não deixe ninguém se aproximar da nossa mesa.

— Oh! — seus olhos estavam brilhando — Tudo bem senhor. Sintam-se a vontade. — a moça se afastou e Justin ficou encarando Melanie com os olhos repletos de lágrimas. Levantei-me e desprendi minha filha da cadeirinha.

— Você papa.

— Filha.

Ele sussurrou se ajoelhando de frente a cadeirinha e pegou ela no colo abraçando-a apertado e permitindo que suas lágrimas caíssem. Não consegui me controlar e chorei junto com ele. Durante todo este tempo que a mantive escondida dele, fiquei imaginando como seria o encontro dos dois e por diversas vezes eu chorei. Justin sempre gostou de crianças e já me revelou a vontade de ser pai e eu estraguei tudo. Escondi Melanie dele e agora eu estava prestes a pagar pela mesma moeda. Hoje poderia ser meu último passeio com a minha filha e meu coração estava menor que um grão de arroz.

Justin não me olhou em momento algum. Quando ele chegou fingiu que eu não estava presente e continuou agindo desta maneira. Preferi não falar nada para evitar discussões, mas achei infantil de sua parte fazer isso. Tudo bem que ele estava chateado comigo por eu ter cometido um erro tão grave, mas para um homem da sua idade ele estava agindo pior que nossa filha, que iria completar dois anos no próximo mês. Junho, o mês do segundo aniversário de Melanie e ao que tudo indicava, ela iria comemorá-lo com Justin em Atlanta. Só de pensar nesta hipótese eu sentia vontade de vomitar.

 

Justin Bieber

Quando Sophie me ligou para marcar um encontro com nossa filha eu gelei. No começo não queria aceitar, porque não me sentia preparado para vê-la novamente após a briga que tivemos no dia em que estive em sua casa. Então me lembrei do rostinho da Melanie e meu coração bateu mais rápido. Eu precisava conhecer minha menina e fazê-la sorrir. Sempre me dei bem com as crianças e o fato dela ser sangue do meu sangue me deixava emocionado. Enquanto dirigia para a sorveteria, pensei em mil coisas para dizer e no fim das contas não consegui falar nada além de chamá-la de filha. Ela era tão pequena, com os olhinhos inocentes e sorriu assim que me viu.

Melanie usava um vestidinho e sapatos roxos e eu derreti ao ser chamado de “papa” por ela, com aquela vozinha angelical. Apesar dela se parecer muito comigo, seu cabelo e nariz eram iguais de Sophie. Tentei evitá-la assim que cheguei, mas quando a peguei distraída olhei rapidamente e vi que ela estava ainda mais linda que antes. Sem dúvida, a maternidade fez isso. A minha garota estava radiante e seus olhos entregavam a emoção que sentira a me ver abraçado com nossa filha. Quando os bracinhos curtinhos dela alcançaram o meu pescoço liberei as lágrimas que havia segurado desde a ligação.

Nunca havia parado para pensar na possibilidade de ser pai, apesar de sempre ter sonhado com isso. Uma vez conversei com Sophie sobre crianças e revelei o desejo de ser pai e o nome que daria caso fosse uma menina. Quando vi Melanie parada na porta me olhando com um lindo sorriso no rosto fiquei assustado. Cheguei a pensar na possibilidade de Sophie ter fugido por estar grávida, mas logo a descartei, pois pensei que ela não fosse capaz. Enganei-me e por isso fiquei tão chateado com ela. Por ela ter feito isso comigo, irei lutar pela guarda da minha filha e eu sei que ela está ciente que nada mudará a minha decisão.

— Você é linda, filha.

— Linda.

— Sim, muito linda. Você quer sorvete?

— Mango. — olhei para ela confuso e com raiva por não ter entendido.

— Ela gosta de sorvete de morango, como você. — disse Sophie e eu fingi que ela não estava ali.

Montei o sorvete de Melanie e ela ficou animada quando me aproximei. A atendente preparou o de Sophie e o meu conforme pedimos. Mel pediu mais, mas antes que eu pudesse me impor, Sophie informou a ela que outro dia elas sairiam novamente para tomar sorvete de morango. Preferi não me intrometer, ela tinha apenas dois anos e excesso poderia lhe fazer mal. Informei para Melanie que a levaria para brincar em um parque que vi no caminho e ela ficou se remexendo na cadeirinha querendo sair para poder brincar. Tirei-a da cadeirinha pegando-a no colo e fui em direção à saída. Sophie não falou nada, ela entendeu que eu iria levar nossa filha no meu carro e que se ela quisesse poderia seguir a gente durante o caminho até o parque que ficava próximo onde estávamos.

Sophie estava com o olhar triste, notei assim que a vi sentada no balanço próximo a Melanie. Minha intenção quando Alfredo revelou onde ela estava vivendo era apenas encontrá-la e me desculpar por ter sido grosseiro com ela meses antes do casamento. Estava disposto a dizer tudo que sentia por ela, mas quando Melanie abriu a porta e Sophie apareceu chamando-a de filha o meu mundo ficou totalmente destruído. Ela ser mãe iria me machucar muito, mas a criança era minha filha e ela escondeu durante anos. Um filho é algo muito importante para manter sigilo. Eu fui traído da pior maneira possível. No meu ponto de vista não tinha nada a ser feito para reverter às coisas. Sophie podia implorar de joelhos, chorar ou fugir novamente que eu não abriria mão do processo. Meu coração está completamente destruído, não consigo olhar para ela porque o que ela fez foi errado. Posso estar cometendo o mesmo erro lutando pela guarda da nossa filha, mas agora eu não sou capaz de sentar com ela para entender o seu lado. Neste momento eu estou agindo conforme mandam meus pensamentos. Parei de agir com o coração há três dias, pois sinto que Sophie o arrancou de mim.

— Justin? — estava em dúvida se respondia ela ou não, já que durante todo o dia estive ignorando-a. — Justin para de agir assim, pelo amor de Deus. — continuei observando Melanie na areia. — Você sabe onde moramos, quando anoitecer leve-a de volta para casa. Você está agindo como se eu não estivesse aqui, então vou ajudá-lo indo embora. Avise para Mel que eu precisei ir e que estarei esperando por ela.

Novamente permiti que Sophie fosse embora. Não consegui olhar em seus olhos azuis e nem impedi-la de sair. Por mais que eu tivesse sentimentos por ela, no momento a mágoa estava me consumindo e eu me sentia frágil.

 

Sophie Davis

Justin sequer me olhou. Quando me afastei deixei as lágrimas escorrerem sem controle e precisei parar para respirar fundo e limpar o meu rosto. Nada doeu mais como agora. Esperei tantos anos para reencontrá-lo e nunca imaginei que seria assim. Planejei durante todo tempo entrar em contato com ele para podermos conversar e revelar que eu fugi porque estava assustada e que ele já era pai. Conversei tanto com Rome sobre isso, porque como um homem ele saberia como Justin reagiria a isso. Entrei no meu carro e chorei mais que antes. Meu estômago estava doendo assim como a cabeça e eu não conseguia me controlar. Meia hora mais tarde cheguei em casa e encontrei Rome assistindo TV. Joguei as chaves na mesa e fui para o meu quarto. Precisava de um tempo sozinha antes de contar para ele como tinha sido o encontro com Justin. Tomei um banho gelado, vesti um vestido soltinho e voltei para a sala.

— Se não quiser falar eu não vou insistir.

— Está tudo bem, só precisava de um tempo para me acalmar.

— Mel está com ele?

— Sim, deixei-os no parque próximo a sorveteria.

— Como foi?

— Horrível. — respondi e meus olhos encheram de lágrimas. — Doeu tanto, Rome. — cobri o rosto com as mãos e ele me abraçou.

— Não precisa falar.

— Ele me ignorou o tempo todo, era como se eu não estivesse presente. Justin saiu com ela nos braços e eu entendi que ele queria levá-la no carro dele e que se eu quisesse o seguiria. Acompanhei os dois e sentei-me num balanço próximo a caixa de areia onde Sophie estava brincando, mas acabei não aguentando e falei para ele trazer ela quando anoitecer. Foi horrível, doloroso e ainda dói muito aqui. — falei colocando a mão no lado esquerdo do peito. — Eu sei que errei, mas ele não deveria ter feito isso comigo. Custava ele falar um oi ou olhar nos meus olhos? Rome, ele não conseguiu me olhar e isso me machucou profundamente.

— Ele é um babaca.

— Mama. — gritou Melanie assim que a porta foi aberta. — Mama, dadade.

Passei as mãos no rosto para disfarçar as lágrimas e peguei-a dos braços do pai. — Eu também senti saudade meu amor, como foi o passeio?

— Papa brincar.

— Vocês brincaram muito?

— Sim, brincar. — ela virou a cabeça e passou as mãozinhas no meu rosto. — Chorar.

— Estava no banho.

— Mama chorar.

— Não, mamãe não estava chorando. Vamos subir, você precisa de um banho para tirar essa areia do parque.

— Papa. — choramingou.

— Daqui a pouco você volta. — informei caminhando em direção ao banheiro.

Pensei que Justin iria embora assim que levei Melanie para o banho, mas quando voltamos para a sala ele estava sentado de frente ao Rome e os dois mudaram de assunto quando cheguei mais perto. O clima estava ainda pior, mas para ver Mel feliz eu faria de tudo, até sair da sala para ela ficar com seu papai.

— Rome, quando ele for embora a leve para meu quarto. Estou com dor de cabeça e prefiro deitar um pouco.

— Certeza?

Não respondi. Apenas me afastei.

Peguei algumas caixas e comecei a separar as coisas da Melanie para entregar ao Justin no dia da audiência. Caso ele conseguisse a guarda dela, eu iria entregar uma caixa na intenção dele mudar de ideia. Se eu permanecesse com a guarda, marcaria um encontro para mostrar-lhe tudo e a decisão final seria dele. Será que ele escolheria passar apenas algumas horas com nossa filha ou deixaria o orgulho e mágoa de lado pela primeira vez e abriria o seu coração?


Notas Finais


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Infelizmente a fic está acabando </3


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