História All of me. - Capítulo 4


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Categorias Bruna Marquezine, Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
Personagens Bruna Marquezine, Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero, Personagens Originais
Tags Bruna Mrquezine, Diego Ribas, Flamengo
Visualizações 94
Palavras 1.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ficou meio merda, porém me perdoem. kkkkkkkkk

Capítulo 4 - Quatro.


Lorena POV

 

Eu não queria voltar para a varanda com Marina. Vi Bruna chegando e só queria sair de lá. Desta vez, doeu. Para mim, ele era diferente. Ou pelo menos eu achava que era. A forma como ele me tocou havia me dado esperança. Fui uma boba ao pensar que sexo selvagem seria a resposta para os meus problemas e faria esse se separar da mulher. Foi um ato egoísta. Diego não estava me dando apenas carinho. Meu coração ainda estava doendo. Eu queria tanto aquilo. Senti minha visão começando a embaçar. Precisava ficar sozinha. Ninguém mais precisava ver aquilo. Não queria aquelas pessoas achando que eu era uma maluca também.

– Eu só quero ficar sozinha, se você não se importa – disse a Marina, forçando um sorriso tímido antes de sair para o ar frio da noite.

Não olhei para trás nem tentei encontrar o meu carro. Não estava em condições de dirigir. Precisava de algum lugar escuro e silencioso. Algum lugar seguro. Fiquei repetindo a palavra “seguro” na cabeça conforme a minha visão ficava mais e mais embaçada. Consegui encontrar uma casa que parecia vazia e me escondi nos fundos dela, de costas para a estrada. Levantei os joelhos e apoiei a cabeça entre eles. Eu ia passar por aquilo. Era apenas um sintoma do meu trauma. Ou pelo menos era o que os médicos ficavam me dizendo.

“Não conte nada, Lorena. É perigoso. Sua mamãe vai morrer se você abrir a boca. Fique aqui comigo que é seguro.”

 

Senti lágrimas enchendo os meus olhos ao pensar nas palavras do meu padrasto. Eu fazia um esforço muito grande para reprimir as lembranças. Mas quando ficava emocionalmente abalada, elas voltavam. Não ficavam simplesmente escondidas nos meus sonhos.

 

“Psiu, Lorena querida. Sei que você quer brincar com seus amigos, mas tem tanta coisa ruim que pode acontecer se você falar algo. Você só está segura aqui. Não se esqueça disso. Você não pode sair, ou coisas ruins vão acontecer. Você sabe que eu falo a verdade.”

– Não, não, não. Você não vai fazer isso comigo. Eu sou mais forte do que você. Eu posso vencer isso – Eu disse, tirando as lembranças do caminho. Eu não era mais criança. Eu queria viver a vida. Queria enfrentar os perigos e queria conhecer todas as emoções que vinham com eles.

Fiquei ali sentada por um longo tempo, olhando para a lua. Era algo que sempre gostei de fazer. Eu sabia que à noite podia sair da segurança da minha casa para ver a lua. Podia andar na bicicleta dela pelas ruas escuras e respirar o ar fresco. O céu da noite havia se tornado o meu amigo.

Finalmente, sequei o rosto com as costas das mãos e me levantei. Eu estava bem. Havia passado por aquilo sozinha. Dessa vez, vovó não estava ali para me dizer para respirar e me fazer dar risada enquanto mantinha o braço ao redor dos meus ombros. Desta vez, eu consegui sozinha. Estava orgulhosa de mim mesma.

 

゜・。。・゜゜・。。・゜

 

Naquela noite, fiquei acordada pensando em arrumar as minhas coisas e ir embora, mas, no fim, decidi que não queria mais fugir. Não podia fazer isso toda vez que sentisse alguma dor ou que algum problema aparecesse pelo caminho. Estava na hora de eu reagir como o resto do mundo e encarar tudo de cabeça erguida. No entanto, talvez eu precisasse procurar outro emprego. Eu ia simplesmente perguntar. Chegaria perto de Diego, de uma maneira muito profissional, e perguntaria se ainda tinha um emprego ou se precisava procurar em outro lugar. Isso não seria muito difícil.

Se eu pudesse evitar lembrar da expressão no rosto dele quando gozou… Caramba. Isso ia ser um problema. Eu precisava parar de pensar em Diego. Ele era o meu chefe. Nada além disso.

 

゜・。。・゜゜・。。・゜

 

De manhã, quando acordei, arrumei Davi e Matteo para prepará-los para a escola e esperei até que Bruna os levasse. Quando ela saiu e eu ouvi os passos de Diego caminhando em direção ao escritório, decidi que era hora de ir até ele.

Quando cheguei no lugar, a porta estava fechada.

Bati à porta e esperei. Ninguém respondeu. Merda. Dei meia-volta e estava voltando pelo caminho da entrada da cozinha quando Diego apareceu. Os olhos dele travaram nos meus e eu parei. O simples fato de vê-lo de novo era difícil. Eu havia deixado nosso sexo se tornar algo mais. Eu me permiti acreditar que precisava daquilo. Balancei a cabeça mentalmente para afastar os pensamentos.

– Olá, Sr. Ribas. Eu estava procurando por você. Preciso saber se ainda tenho um emprego ou se você prefere que eu me demita e procure em outro lugar – falei de um jeito que pareceu tranquilo e direto. Fiquei impressionada.

Alguma coisa que eu não soube identificar atravessou o olhar dele. Ele deu um passo na minha direção e parou.

– Você tem um emprego aqui pelo tempo que quiser – respondeu.

– Obrigada. Muito obrigada.

Não esperei que ele dissesse qualquer outra coisa. Em vez disso, segui na direção da entrada da cozinha e não olhei mais para trás. Quando as portas se fecharam atrás de mim, soltei a respiração que estava prendendo. Pronto. Eu havia conseguido. Estava encerrado. Nada mais precisava ser dito. Eu iria ignorá-lo e ele poderia fazer o mesmo.

O restante do dia passou sem desavenças. Diego nem tomou seu café e foi para o CT logo cedo. Bruna chegou da academia e foi descansar, e eu fiquei apenas arrumando as bagunças de Davi e Matteo. Quando as crianças não estavam lá, eu podia ficar o dia todo no meu quarto.

À tarde porém, logo depois que Diego chegou com os garotos, notei que tinha alguma coisa estranha. Pela primeira vez no tempo em que eu estava trabalhando aqui, Diego não chegou sozinho. Dois dos seus companheiros de clube estavam com ele: Éverton e Paolo Guerrero.

– Você está com sorte. – Maria aproximou-se de mim, rindo. – Três fantásticos gatos estão sentados à mesa, esperando para tomar o café. Como Diego está lá, eles vão dar em cima de você. Então, aproveite. Preciso ir. Minha filha tem médico daqui a pouco.

Então ela saiu pela porta e eu fiquei ali parada olhando na direção da sala de estar.  Não queria encarar Guerrero, Diego, ou qualquer um deles ainda. Os acontecimentos da noite anterior ainda estavam em minha cabeça.

Senti vontade de fugir de novo. Eu precisava parar com isso. Peguei uma bandeja e a jarra de água gelada e segui na direção deles. Éverton, Guerrero e Diego estavam conversando, sem prestar qualquer atenção à minha aproximação. Ótimo.

O olhar de Guerrero se ergueu e encontrou o meu. Então ele deu o seu típico sorriso lento e sexy.

– Que bom ver você aqui ainda.

Ele sabia. Merda. Será que todos sabiam?

– É o meu trabalho – respondi. – O que vocês querem beber?

– Você definitivamente é muito linda. – respondeu Guerrero, inclinando-se para a frente, com o olhar fixo nos meus peitos e não no meu rosto.

– Cala a boca – disse Diego, lançando um olhar de desprezo para ele. – Eu quero café. Preto.

– Café para mim também. Mas com creme e açúcar – pediu Éverton.

Assenti e não esperei por mais comentários. Voltei para a cozinha para pegar as bebidas. Quando voltei à mesa, percebi que eles estavam sussurrando. Mantive o sorriso educado e servi o que haviam pedido.

Quando Bruna e os garotos entraram, eu suspirei e sorri aliviada. Por sorte ela me dispensou, e pegou para si a tarefa de servir eles.

Nem preciso dizer que passei o resto da tarde e a noite trancada no meu quarto. Esse trabalho de babá estava saindo mais difícil do que eu imaginava.

 



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