História All of me. - Capítulo 5


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Categorias Bruna Marquezine, Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
Personagens Bruna Marquezine, Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero, Personagens Originais
Tags Bruna Mrquezine, Diego Ribas, Flamengo
Visualizações 95
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo pra vocês, espero que gostem <3

Capítulo 5 - Cinco.


 

Lorena POV

 

Quando chegou as férias, Davi e Matteo ocupavam quase todo o tempo dos meus dias. Bruna sempre gostava de passar a manhã na academia, e como Diego treinava quase o dia todo, eu me ocupava bastante com os meninos. Eles eram crianças legais, e me distraíam bastante, então eu não tinha muito do que reclamar.

Diego e eu quase não nos víamos durante o dia todo, então para mim essa parte era tranquila. Com o tempo, nós já conseguíamos nos falar educadamente. Às vezes doía quando eu tinha a impressão que ele me observava e, ao me virar, via que ele não estava olhando na minha direção. Não sabia por que me torturava com isso. Ele era casado, e era óbvio que era muito apaixonado pela esposa. Mas como eu não mandava em nada, meu corpo, no entanto, queria que ele olhasse para mim, porque não sabia o quanto Diego estava fora do alcance.

Certo dia, finalmente eu consegui tirar uma folga. Marina, que havia se tornado minha amiga, descobriu, e então tínhamos planejado passar o dia na praia. Agora estava mais quente do que na época que eu havia chegado, algumas semanas atrás. Decidi que seria bom pra mim, pois por mais que eu estivesse morando no Rio de Janeiro, ainda não havia aproveitado muito.

Chequei a última mensagem de texto que havia recebido quando parei no posto em que Marina estava.

“Estou na praia, perto do quiosque 6. Guardei um lugar para você!”

Peguei a minha sacola de praia e caminhei até lá. Fiquei encantada com o mar à minha frente. Era enorme e totalmente azul. Mesmo morando no litoral, eu nunca havia ido até a praia. Essa seria uma experiência maravilhosa para mim.

Fui até o calçadão e vislumbrei a faixa de areia quente. Havia mais gente lá do que eu esperava. Pus os óculos de sol e procurei por Marina. Eu a vi e, sorrindo, segui na direção das duas toalhas de praia coloridas que ela tinha estendido na areia. Então vi Guerrero ao lado dela, quando ela voltou a se sentar. Olhei ao redor e vi outra toalha evidentemente usada, mas sem ninguém sentado.

– Que bom que você veio! – Marina sorriu. – Esta toalha é sua. O Trauco está na toalha atrás da gente.

Sorri e respirei aliviada. Pelo menos não era o Diego.

– Obrigada pelo convite – disse enquanto largava a bolsa e procurava pelo protetor solar. – Eu nunca tomei banho de mar – disse, passando o protetor solar enquanto observava as pessoas na água. – Pensei que a água ainda estaria fria demais, mas eles parecem estar curtindo.

Marina deu uma risadinha.

– Está gelada. Eu só entro depois da metade de maio. Mas muita gente gosta assim. Se você nunca tomou banho de mar, acho que vale a pena fazer um teste.

Era algo que eu queria fazer. Era parte da vida que eu queria experimentar. Eu também queria surfar, mas, mesmo inexperiente, estava quase certa de que surfar exigia ondas muito mais fortes. Aquelas ondas não eram muito altas.

– Vá lá. Não deixe de ir por minha causa – Marina me encorajou.

Sorri para ela e me levantei para percorrer a pequena distância até a água.

A primeira onda que cobriu o meu pé estava assustadoramente gelada. Consegui abafar um grito e me obriguei a continuar. Meus pés afundaram lentamente na areia molhada e, depois de tempinho, a água não parecia mais tão fria. Entrei um pouco mais e precisei parar de novo quando a água bateu nas canelas.

– É mais fácil se você simplesmente entrar de uma vez só e ter logo o choque inicial – disse uma voz familiar atrás de mim.

Quem diria? Diego ia à praia de vez em quando. Olhei para ele por cima do ombro. Agradeci aos céus pela segurança dos óculos escuros.

– É mesmo? – perguntei. Ele estava parado na beira do mar sem camisa e com uma bermuda de surfe branca. Sua pele morena parecia ainda mais bronzeada em contraste com o a bermuda branca. Isso era injusto. Ele precisava usar mais roupa.

– É o único jeito. Se continuar entrando devagarzinho, nunca vai conseguir entrar de verdade.

Por que ele falava assim comigo? Ele vinha agindo como se eu não existisse desde a noite em que nós dois fizemos aquela loucura. Por que agora? Olhei de novo para a água e tentei não pensar na forma como o abdômen dele reluzia ao sol graças ao óleo bronzeador. Ele era um homem comprometido. Eu não podia ter esse tipo de pensamento.

– Quer que eu vá com você? – perguntou Diego.

– Acho que não é uma boa ideia. Vou fazer sozinha – consegui dizer, com a voz engasgada.

– Você já tomou banho de mar? – perguntou ele, roçando o braço no meu ombro. Estava muito perto agora.

– Não – respondi sussurrando, desejando que ele se afastasse. Para muito, muito longe.

Ouvi a inspiração ligeira dele. Embora estivesse de óculos escuros, pude sentir os olhos dele em cima de mim. Nada bom. Realmente, nada bom.

– Caramba, gata. Onde está o resto do seu biquíni?

O resto do meu biquíni? Olhei para o meu corpo para conferir se estava adequadamente coberto. O que ele queria dizer? Não estava faltando nada.

– Este é o meu biquíni – respondi.

Diego baixou a cabeça e a boca dele ficou perto demais do meu ouvido.

– Esta parte de cima mal está cobrindo você.

Irritada, olhei furiosa para ele.

– Se não está gostando, não olhe – respondi, avançando na água. Ficar longe dele era mais importante do que me acostumar à temperatura fria.

– Eu não disse que não gostei. Eu adorei. Este é o problema.

Parei. Ele não se importava com o que estava fazendo comigo?

– Você não pode dizer esse tipo de coisa para mim – respondi, furiosa.

Diego se aproximou mais um pouco. Ele estava querendo esse confronto. Eu ia dar a ele.

– Você tem razão. Eu não devia estar fazendo isso. Mas você prefere que eu minta? Eu poderia dizer que não me importo e que não quero você, mas seria uma mentira. Quer saber a verdade? Eu não consigo parar de pensar em ficar com você de novo. Eu quero beijar cada centímetro do seu corpo. – Ele estava com a respiração ofegante.

Por quê? Se ele me queria tanto assim, por que ainda estava casado com outra? Cruzei os braços defensivamente na frente do peito.

– Eu não consigo entender você.

Ele sorriu e balançou a cabeça.

– Ninguém me entende. Mas eu queria explicar para você. Por favor. Só saia para tomar um drinque comigo. Preciso que você entenda.

Ele havia mudado a tática, mas continuava o mesmo. Ele me queria para se divertir. Queria alguém para entretê-lo por um instante e depois ir atrás de outra. Eu não era esse tipo de garota. Respondi que não e comecei a sair da água. Queria a segurança da praia.

– Você não vai nem deixar eu me explicar? Olhei para ele de novo.

– A aliança no dedo dela é a única explicação de que eu preciso.


Diego POV.

 

Eu precisava fazer alguns pedidos que meu assessor havia deixado na minha mesa no dia anterior. Tinha treinos para fazer, exercícios para praticar, e algumas fotos que precisavam ser tiradas. Eu estava fazendo alguma dessas coisas? Não. Em vez de fazer tudo isso, eu estava me torturando.

Lorena precisava de um biquíni maior e eu estava prestes a quebrar as duas mãos de Paolo. Rangendo os dentes, desviei o olhar dele passando filtro solar nas costas e nos ombros dela. Ele conseguiu levá-la para dentro d’água. Fiquei ali sentado, agonizando. Os gritinhos e a risada de Lorena e a necessidade de Guerrero de ficar tocando nela fizeram o ciúme correr pelas minhas veias. Eu não tinha direito de sentir ciúmes. Nós havíamos feito um sexo incrível. Só isso. Eu não sabia mais nada a respeito dela. Mas queria saber.

Eu queria saber de onde ela era. Sabia que era do sul, mas de que parte? Queria saber se tinha irmãos. De quem herdou os olhos negros pelos quais fiquei viciado? Ela gostava de dançar? Gostava de fazer o quê? Eu não sabia nada sobre aquela mulher.

– Seus ombros estão ficando vermelhos. Seria de imaginar que alguém com a sua pele estaria acostumada com o sol... – comentou Paolo e eu não consegui evitar de olhar. Ele tinha razão. Estavam avermelhados.

Eu me levantei e fui até a banquinha de aluguel.

– Um guarda-sol, por favor – pedi ao garoto que estava trabalhando lá.

– Sim, senhor. Quer que eu coloque?

Não. Eu mesmo queria fazer aquilo.

– Pode deixar. Obrigado.

Peguei o guarda-sol. Meus olhos se fixaram nos de Lorena. Ela estava me observando com curiosidade. Guerrero dizia alguma coisa no seu ouvido, mas ela não estava prestando atenção. Tinha seu foco todo em mim.

– Cai fora – ordenei a Paolo, dando a ele pouco tempo para cumprir a minha ordem antes de enfiar o cabo do guarda-sol na areia e começar a fazer o movimento circular necessário para que ele afundasse o bastante para não voar.

– O guarda-sol não vai alcançar você daí – disse Marina, dando um sorriso.

– Não é para mim. – Ah, você pegou para mim? Que fofo, mas estou querendo me bronzear – respondeu Marina, claramente se divertindo à minha custa.

– Então vai para lá. A Lorena está com os ombros queimados.

Pronto. Eu disse. Marina queria que eu admitisse, então, admiti. Deixei Lorena pensar naquilo por um instante.

– Você pegou o guarda-sol para mim? – perguntou ela. Pude ouvir a surpresa na sua voz e só olhei para ela dde novo depois de o guarda-sol estar bem preso.

– Sim.

Foi tudo o que disse antes de me afastar e pegar a minha toalha. Estava na hora de ir embora. Ela não me queria ali e eu não devia estar ali.

– Obrigada! – gritou Lorena quando comecei a me afastar. Assenti com a cabeça sem olhar na sua direção.

– Você está indo embora? – perguntou Guerrero.

– Preciso trabalhar, não estou de folga hoje como você e Trauco.

– Não se esqueça da sexta à noite no bar em que gostamos! – disse Marina, sorrindo para Trauco, que deu risada.

Era aniversário de Trauco, e Marina estava determinada a comemorar com uma noite de festa no único clube noturno que gostávamos da cidade. Ela havia alugado o local com uma ajuda de Guerrero e Rafael, que era amigo do proprietário. Seria uma festa apenas para convidados.

– Não perderia por nada – respondi.

(...)

Uma noite bebendo, dançando e cantando no karaokê não era algo que interessasse a Bruna. Mas eu fiz o que devia e a convidei. Ela recusou prontamente, dando a desculpa de que precisava ir até Santos, visitar os pais. Como isso levaria alguns dias, dei todo apoio. Os meninos iriam com ela.

Marina se dedicou bastante à decoração. Copos de shots de bebida foram colados a um pedaço grande de madeira formando o número 24. Havia uma luzinha em cada copo, dando um efeito superbacana. Falei com algumas pessoas ao passar, mas estava procurando Lorena.

Ia tentar conversar com ela de novo naquela noite. Vê-la rindo e conversando com Guerrero como se fossem velhos amigos ia acabar me matando. Eu queria aquilo também. Eu sabia que ela não tinha ficado ele, mas ele a estava conhecendo. Guerrero dissera algo sobre ela querer aprender a jogar futebol e eu fiquei imediatamente com ciúme por ele saber algo que eu não sabia sobre Lorena.

– Sabe, Diego, depois que o cara se casa, espera-se que ele apareça acompanhado da esposa nos eventos... – comentou Marina ao parar na minha frente com uma dose de alguma coisa que parecia uísque.

– Ela precisou ir a Santos – respondi, pegando o copo da mão dela.

– Hummm, que interessante – disse Marina arrastando a voz e então se afastou.

Virei a bebida e larguei o copo em cima do bar. Lorena estava saindo do banheiro feminino e eu fiquei um instante apreciando o minúsculo short jeans e aquelas botas que eu a vira usando uma vez. Sabia exatamente como ela ficava usando nada além das botas. Vestia uma um tomara que caia de renda preta, e quando levantava os braços, mesmo que um pouquinho, um pedacinho da barriga ficava à mostra.

Aquela menina certamente sabia se vestir para enlouquecer um homem.

– Para de babar, cara. Você já selou o seu destino – brincou Guerrero, dando uma risada ao passar por mim.

– Eu sei. – disse em um resmungo, lançando um olhar irritado para ele antes de me focar de novo nela.

– Então pare de complicar. Se a quisesse, você já a teria.

– É mais complicado do que isso.

Guerrero cruzou os braços na frente do peito e me encarou.

– É mesmo? Por quê?

Eu não queria explicar a ele como me sentia em relação a Lorena. Aquilo não era da conta dele. Guerrero, de todas as pessoas, deveria saber como era querer ficar com alguém com quem não devíamos. Eu amava a minha esposa, mas estava encantado e apaixonado por Lorena.

– Você sabe como as coisas podem ficar complicadas, Paolo. Eu sei que sabe – disse em um tom baixo para que apenas ele ouvisse.

Ficamos em silêncio observando Lorena. Quando os seus olhos finalmente encontraram os meus, decidi entrar em ação. Nós dois íamos conversar naquela noite. Eu não a deixaria me dispensar de novo.

 

 


Notas Finais


Diego: O tipo de cara que não fode e nem sai de cima.


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