História All of Us - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Tags Bastille, Bruno Mars, Hooligans, John Legend, Justin Timberlake, Melanie Lopez, Musica, Romance
Exibições 149
Palavras 4.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sim, continuamos vivas.

Capítulo 31 - Capítulo 31


Fanfic / Fanfiction All of Us - Capítulo 31 - Capítulo 31

 

“"Te Amo, não somente pelo que és, mas pelo que sou quando estou contigo! Te Amo, porque puseste a mão pela minha alma e passaste por debaixo de minhas fraquezas e com teu Amor fizeste sair à luz toda a beleza que ninguém antes de Ti conseguiu encontrar.”

 

 

 

O barulho do mar me acalmava, ou não, enquanto eu olhava para a janela do meu antigo quarto. Minha filha, me abraçava em seu sono, como se eu fosse eu porto seguro. E eu sei que sou. Tanto dela quanto do Thomas. Minha família. Não gosto de pensar nos momentos ruins que passei, não sou desse tipo de pessoa. Porém hoje, eu me permito olhar para trás, e me ver nessa mesma cama, sozinha, sem nenhuma perspectiva de vida. No dia em que enterrei a minha mãe, era como se ela tivesse me levado consigo. O amanha para mim, não fazia mais sentido, e eu pensei em suicido. Afinal, não havia mais motivo para eu continuar vida. No entanto, a noite fria, o choro doloroso, um dor que vinha da minha alma, eu vi que eu não poderia fazer aquilo. Minha mãe havia lutado tanto, me criou pra ser uma mulher forte, e eu não me mataria. No final, acredito que desmaiei naquela noite, ou entrei em transe. E hoje, eu digo que eu venci. Eu fui forte. Mesmo que nessa caminhada eu tenha perdido muito de uma Melanie, porém me transformei em uma Melanie única. Que no final das contas, no final recuperei muito de uma Mel que eu amava ser. Olhar para trás, me faz ter a certeza que possa dizer “Dever cumprido”. Imagino o glorioso sorriso da minha mãe ao me ver nesse momento, mãe e esposa. Coisas que há muitos anos atras, eu riria e bateria o pé dizendo que eu nunca seria. 

Hoje é o dia que eu sou aquela Melanie, sonhadora, e feliz, muito feliz.

Ouvi barulho na minha casa, e logo umas loucas estavam na frente da porta do meu quarto, cheias de sorriso. 

-É HOJEEEEEE. -Batiam palmas sem som

Sim, Melanie, é hoje.

Enquanto comíamos nosso café da manhã, flores e mais flores chegavam em meu apartamento, sim pessoal, acredito que a partir de hoje seja muito difícil de esquecer meu aniversário. Meu futuro marido me mandou flores vermelhas, e um caixa de chocolate em formato de coração. Se broxei? Claro que sim. Ainda mais quando li o cartão.

"Que bom estar ao seu lado em mais um aniversário. E a impressão que tenho é que a cada ano se torna mais especial, dividir a minha vida com você. Dizer o quanto eu te amo está ficando cada dia mais difícil, afinal já não consigo qual a imensidão ele tem tomado. Obrigado por tudo, por fazer um filho a minha cara, e uma filha a sua cara (e a sua personalidade). Sou um filho da puta sortudo do caralho. Minha princesinha, meu bombom, minha namorada, minha esposa, minha amante, a mãe dos meus filho, minha dona, minha futura esposa (pelo amor de Deus, não foge no altar) a moça que tem o sonho de quebrar a minha cara, feliz aniversário. Te amamos.” Peter

 

 

Passei alguns minutos relendo e me apaixonando por aquele cartão.

“Obrigada pelas flores e pelo chocolate. Porém não posso comê-los agora, ou não vou caber no vestido. Eu sempre vou querer quebrar a sua cara, afinal você sempre agirá como um babaca. Minha princesinha? Meu bombom? Eu broxei. O que aconteceu com o ‘Minha Puta’? Você sempre diz isso quando estamos fodendo (que segundo você é fazer amor, nunca vi essa palavra sendo romântica) Enfim, meu amor. Muito obrigada, eu te amo.” Mel

 

“Só entrar nua, terei a certeza que somente eu estarei lá. Por favor, você não precisa se atrasar para casar não tá? Troquei o atraso por sua despedida de solteira. Você pode vir agora, por exemplo, vou mandar o padre adiantar para a parte do ‘Sim' e pronto. E por favor, você pode dizer sim? É serio Mel, eu estou passando mal, só de pensar em você dar para trás. Se você fizer isso eu morro. Tipo, você não vai querer matar o pai dos seus filhos né? NÃO ME FODA, NESSE CARALHO. “ Peter

 

“Toma uma dose de tequila que vai te acalmar. Homem seja Homem. Tú fode para caralho,tem umas gozadas que faz crianças bonitas. Se bem que a ultima veio com um pequeno defeito. Não lembro dessa troca, mas seguiremos os padrões de casamento, atrasarei umas horas, mas se passar de 3 eu já peguei um jatinho e fui embora. Nada pessoal, juro. Deixarei as crianças para você cuidar, e as vejo no Natal. “ Mel

 

“Já liguei para o seu pai. “ Peter 

 

“VOCÊ VAI CASAR NEM QUE EU TE AMARRE.” Gregory

Gargalhei por horas dessa merda. Esse cara é o homem da minha vida. 

 

(…)

 

-Eu não gosto. -Minha bebê reclamava porque ela queria ver o Thomas e o Peter. 

-Daqui a pouco você vê o Mimi e o papai. -A coloquei sentada em meu colo. 

-Liga, para eu falar. Oi papai. Oi Mimi. -Pediu. Peguei meu celular e liguei pro boy. 

-Oi, Mel. -atendeu no primeiro toque. Eita. Senti um frio na barriga agora que foi até a boceta. 

-A Luz está querendo falar com vocês. -Relaxo com o cabeleireiro mexendo no meu cabelo. Coloco no viva voz.

-Oi papai. -Diz deitando com a cabeça no meu colo.

-Oi meu bebe. Está com saudade do papai?

-Sim. Todo mundo aqui, uma loucura. Tudo feia. -A gargalhada foi geral.

-A mamãe é feia? -Pergunto.

-Não. Mamai com cabelo bonito, e Lunna com o cabelo bonito. -Me dá um beijo. -Papai você está de cuequinha?

-Papai está de cuequinha. -Olha a conversa desses dois.

-Cortou cabelo seu e de Mimi? Tá ficando bonito papaizinho? Mamai disse que vai fugir. -Eu ri alto.

-Sem essa Mel. -Tadinho.

-Cadê Mimi? 

-Oi Estela?

-Mimi, eu estou com saudade Mimi. Eu te amo. -Todos se derretem com ela.

-Eu também te amo, Estela.

-Mamai está bonita, o vestido lindo, e eu linda.

-Chega Lunna, daqui a pouco você fala o vestido pro seu pai. -Pego o celular.

-Mas ele precisa saber. -O cabeleireiro ri.

-Não precisa. Vamos vê-los daqui a pouco. -Ela reclama descendo do meu colo. -Não apronta, fique sentadinha ali. -Apontei para a cadeira. -E sem bico. -Ela aumenta a bico.

-Mai, estou olhando tudo. -Meu filho me diz. -Está bem lindo.

-Eu tenho certeza que sim, meu amor. -Ele riu entregando o celular para o pai. Vejo as meninas na minha frente.

-Mel, promete que não vai me largar no altar? -O boy pede e me deixa toda derretida. 

-Fugir para que? Com dois filhos? Se tivesse como devolvê-los para a suas bolas, eu fugiria. -As meninas gargalharam. -Te vejo no altar. Beijo.

-Beijo meu amor. -Diz e eu não deixo de sorrir.

 

Minha casa estava uma loucura, sério, era mulher se arrumando, fotografo tirando foto de todos os meus piscares de olhos. Minha filha,estava sentadinha no meu colo, só revirando os olhos para aquele bando de mulher. Minha princesinha estava maravilhosa, os cabelos presos e com um monte de pequenas flores, que ela não reclamou para prender, e com um vestidinho. Não tem menina mais linda que ela. Já tinha sido finalizada a maquiagem, e eu estava cada vez mais nervosa. Com um robe, eu esperava finalizarem o meu cabelo, e eu estaria pronta para me tornar a Senhora Hernandez. 

-Vai deixar o Bruno esperando no altar? -Tiara me perguntou.

-Não. Eu preciso vê-lo antes da cerimonia. -Lembro. Sério, estou nervosa para caralho, que nem na premiação do Grammy eu estava me sentindo dessa forma. Juro.

-Não pode, Mel. Vai dar má sorte. -Minha irmã me olha.

-Ele não vai me ver, só preciso que ele escute algumas coisas que tenho para dizer antes do casamento. -Dou de ombro.

-Vai se confessar? -Pres me pergunta arregalado os olhos. -Pelo amor de Deus, não fala de putarias passadas, e o Bruno não é padre. -Tive que rir.

-Ele sabe de tudo o que ele precisa saber, e ainda assim ele quer que eu case. -Lembro. -Só preciso falar umas coisinhas.

 

Quando todas as meninas estavam vestidas, coloquei o meu vestido. Ainda não tinha me olhando para ver minha maquiagem, nem como estava meu cabelo. Porém agora, caminho para me ver, vestida de noiva. 

-Pode abrir os olhos. -Rafa sussurrou emocionada. 

Não sei explicar qual o sentimento de me olhar vestida assim. Caralho. Olhei cada detalhe da minha maquiagem, meus cabelos longos e volumosos. Puta que pariu. Olhei rapidamente para a foto da minha mãe que estava ao lado do espelho. Se hoje eu pudesse desejar algo para o meu aniversário, eu desejaria a sua presença nesse dia. Eu queria poder estar ao lado dela nesse dia tão especial para nós. 

-Ela está ao seu lado, e muito orgulhosa de você. Da filha maravilhosa, da mãe maravilhosa e esposa maravilhosa que você é. -Jaime disse ao meu lado. Sorri emocionada.

-Olha eu mai. -Minha mini mim, estava a menina mais linda do mundo. 

-Não choraaaa. -O maquiador gritou. 

-Não chora, meu amor. -Me abaixei e ela me encarou com aquele par de olhos verdes.

-Você está linda. -Sussurrei.

-Eu sou linda como você, mamãe. Eu te amo, minha Mel. -Sorriu e uma lagrima desceu pelo meu rosto. 

-Eu te amo, minha Luz. -Respirei fundo. -Estou pronta!

 

Eu fui numa limosine, com as meninas, e eu estava quase infartando. Descemos num comboio, já que o Peter não podia me ver, e fui para o meu quarto, onde eu falaria umas coisas para ele. O seu perfume estava pairando no ar, e qualquer nervosismo que eu estava, se transformou em amor.

-Mel? -Ouvi sua voz no corredor. Ele parecia nervoso, tadinho.

-Você não desistiu, não é? -Perguntou e eu o senti aflito. Abri um pouco a porta, o suficiente para que eu colocasse meu braço para fora. 

-Posso segurar sua mão? -Pedi e senti sua mão envolver a minha. Lembrando-me da sensação de quando ele a segurou pela primeira vez. E, porra eu gostei tanto.

-Eu estou ficando nervoso. -Sussurrando, alisava a minha mão com os dedos. 

-Não precisa. -Falei docemente. -Só preciso te contar umas coisas antes de casarmos.

-Amor, eu já sei que você fodeu metade de Los Angeles. Tudo bem, o importante é que você vai casar com o cara mais gostoso da cidade. -Tive que rir.

-Peter, eu lembro cada detalhe dos nossos momentos. Desde aquele noite na boate, que você sentou ao meu lado, e eu não podia te paquerar por causa da aposta, mas seu cheiro me deixou louca. Quando você me perguntou se eu queria outra bebida, e eu te olhei, eu pensei "puta que pariu que homem gostoso". - Ele riu. -Claro que eu queria mesmo era sair daquele lugar e ir pro motel contigo. -Ele apertou a minha mão.

-Eu também. -Afirmou.

-Acho que a partir daquela noite o destino traçava em letras cursiva a minha felicidade. -Respirei fundo. -A cada segundo ao seu lado, era como se eu tivesse duas vidas distintas, e a vida ao seu lado era a melhor e mais perfeita. Você foi o meu primeiro em muitas coisas, e o mais importante de tudo, eu fiz amor com você desde a primeira vez. E dormir abraçada contigo, me deixou muito balançada. E quando você me chamou de Anie pela primeira vez, me quebrou as pernas. Amor, você não fazia noção do que você fazia comigo. Era tudo tão natura ao seu lado, eu nunca tinha conversado com ninguém sobre a minha vida pessoal,  mas como você eu me sentia a vontade. Na nossa última noite juntos, eu te assistir dormir por horas, guardando cada pequeno detalhe de seu rosto, memorizando o seu cheiro. Eu sussurrei uma frase em seu ouvido, enquanto você dormia. -Sorri. -Eu disse "Levo comigo um pedacinho de você, num lugar muito especial." 

-Você levou nosso filho. -Acariciou-me.

-Eu o levei. E você estava no meu coração, um lugar nunca ocupado, e que nunca mais terá um novo dono. -Sussurrei.

-Sempre ouvi a frase de que quando o amor de duas pessoas não cabe no peito, nasce outra vida. E eu achava broxante até o Thomas nascer. Peter não importa o quão longe estávamos, o quão vadia você achava que eu era, eu te amava um pouco mais todos os dias, sentindo nosso filho crescer dentro de mim. Quando ele veio ao mundo, nascia ali uma Melanie. Melhor Peter, ressurgia uma Mel que há muito tempo eu tinha guardado num baú. E ela só sentiu confiança com você. Meu amor, eu só quero que você saiba que você me trouxe para a vida, você me mostrou novamente, a sensação de ser feliz. Me deu a oportunidade de voltar a viver, de enxergar tudo com clareza, sem nenhuma sombra, nem dor. Você é o homem que foi enviado para me amar, e dar um novo significado a palavra Felicidade. Nossa família é perfeita com todas suas imperfeições. Amor, você me deu uma família, algo que eu nunca pensei que teria. Você trouxe a Anie, aquela menina cheia de sonhos, amor e felicidade de volta. E eu só queria te agradecer por isso.

Hoje, neste dia, eu quero que saiba que eu te amo incondicionalmente. -Respirei fundo. -No dia em que eu nasci, eu me caso com o homem da minha vida, o meu primeiro e único amor. O pai dos meus filhos. Me entrego a você hoje, de corpo, alma e coração. Eu te amo, minha vida.

Ouvi o seu suspiro emocionado. Ele beijou a minha mão, e eu acariciei o seu rosto logo depois.

-Eu te amo tanto Melanie. Eu queria entrar nesse quarto, e te beijar, te abraçar. -Eu queria era foder logo.

-Melhor não. Nos vemos no altar? Vai logo, para irmos para a Lua de Mel, que é o que eu estou mais animada.

-Sua lingerie é nova? -Perguntou.

-Peter, foco. Vai pro altar, depois do casamento te mostro minha calcinha. Que é tão pequena que deve estar perdida no meu rabo, e você vai ter que encontrá-la. -Porra estávamos falando de amor agora, como pulamos para a putaria?

-Não ajudou em nada agora. -Reclamou. 

-Ou você vai, ou não casamos. -Ameaço e ele larga minha mão.

-Te vejo no altar. -Ouço ele correr pelo corredor.

 

O Gregory estava paralizado na porta do quarto me encarando,ele estava emocionado com o que via, e porem momento me permitir sorri verdadeiramente.

-Calma, é só uma noiva. -Brinquei.

-É a noiva mais bonita, é a minha filha. -Limpou as lágrimas dos olhos. 

-Sim, eu sou maravilhosa, como sabemos. -Sorrimos. 

-Vamos, ou o seu marido vem aqui te buscar. -Seguei em seu braço, e caminhamos para o meu casamento. Olhei para trás algumas vezes, para ter certeza de que era aquilo mesmo que eu estava fazendo, e claro, se não tinha como fugir. Sim, estou falando sério. 

 

De onde estávamos pude ver a decoração do nosso casamento, e puta que pariu, estava tudo perfeito. Exatamente como eu tinha planejado. Assisti a minha filha, jogar pétalas de rosas pelo caminho, e o seu sorriso quando viu o pai no altar. E claro, pude ler em seus lábios “Mimi” e seu sorriso ainda mais apaixonado. Babei a minha pequena até que chegou a minha vez de ir.

 

Os primeiros acorde de Hallelujah começou a tocar, fechei os meus olhos, retirei fundo, e acenei positivamente para o meu pai. Caminhávamos a passos calmos, o que não condizia com a meu coração naquele momento. Ergui a cabeça e fomos em direção ao meu noivo. Quando eu o vi, eu não consegui não sorri. Afinal, ele falou “Puta merda”, mesmo que sem som. Meus olhos estavam nos deles, e ali me perdi, me encontrei. No altar, meu pai entregou-lhe a minha mão, eu ri baixinho porque eu sou assim. Dei o meu buque para a Jaime, e olhei meu filho, eu estava um gato, um mini Peter com o mesmo terno e topete. Olhei meu homem, com aquele par de olhos grandes, e seu sorriso cheio de covinhas iluminou o seu lindo rosto. 

-Você está linda. -Disse me olhando.

-Também acho. -Ele riu.

 

-Estamos reunidos hoje aqui, na vista de Deus e sua companhia para testemunhar e celebrar um dos maiores momentos da vida, para reconhecer o valor  e beleza do amor, e acrescentar nossos maiores desejos e bênçãos para a união de Melanie Lopez de Albuquerque Smith e Peter Gene Bayot Hernandez. 

 

Enquanto o reverendo falava, eu me sentia nas nuvens. O Peter acariciava a minha mão, e me olhava a todo instante. Caralho. Que loucura. Como já disse outras vezes, se alguém me dissesse que eu teria uma familia, perdoaria o Gregory, me casaria, e me tornaria uma mulher “””Direita””’ eu gargalharia, dizendo que só tinha fodido metade de Los Angeles, e metade de Vegas. Que ainda precisaria explorar New York, e principalmente Chicago. Hoje, eu me encontro apaixonada, louca, e casando nesse exato momento. Me fodi.

 

-Você Peter Gene Hernandez, escolheu se casar com Melanie Lopez de Albuquerque Smith, para falar as palavras que irão unir você com ela como sua esposa, por todos os dias de sua vida? -Aquele par de olhos volta a me encarar, e aquele sorriso perfeito. 

-Sim. -Respondeu de imediato. E me encarou com os olhos cerrados logo depois. Eita caralho, é agora. E se eu disser não? Acho que o Peter me mata e o Gregory ajuda. 

-Você Melanie Lopez de Albuquerque Smith, escolheu se casar com Peter Gene Hernandez, para falar as palavras que irão unir você com ele como seu esposo, por todos os dias de sua vida? -Eu queria falar: Eu não escolhi nada, estou sendo obrigada. Quero ser livre como uma galinha, mas ninguém quer deixar. 

-Melanie? -O Peter me chamou. Não, não foi só ele. Foi uma mistura de Peter, Gregory, Louis, Luke e Thomas. Viu? Nem tenho para onde correr. 

-Sim. -Respondi querendo rir pelo Peter ter apertado a minha mão.

-Virando-se um para o outro, por favor, encarando um ao outro, juntes vossas mãos conforme cada um tome seus votos matrimoniais. -Nesse momento meu coração acelerou. -Começando por você Peter.

-Eu Peter, recebo-te por minha mulher a ti Melanie, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. -Meus olhos encheram de lágrimas. 

-Sua vez, Melanie. -O reverendo diz, e eu respiro fundo. Ok, lá vai.

-Prometo ser fiel, respeitá-lo e amá-lo incondicionalmente. Prometo defender o nosso amor e estimá-lo acima de qualquer coisa. Prometo ser compreensiva, tolerante e paciente. Enfrentamos tantas coisas juntos, que não existem maneiras de um dia chegarmos ao fim. Prometo chamar de lar o espaço entre os teus braços e te beijar todos os dias de manhã. Dedicar-me a nossa família. Eu não posso prometer resolver todos os seus problemas, mas posso prometer que não vai ter que enfrentá-los sozinho. Escrevi seu nome em meu destino e prometo cuidar de cada uma das suas necessidades, estando ao seu lado, apoiando os seus sonho, e sendo o seu porto seguro, na saúde ou na doença, até que a morte nos separe. -Finalizei os meus votos com lágrimas descendo pelo meu rosto. 

 

Estendo a minha mão tremula para o Peter, e ele me olha com os olhos brilhando, enquanto desliza a aliança.

-Melanie, recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade.Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. -Beijou a minha mão com carinho.

-Peter, recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. -Beijo sua mão, deixando a marca do meu batom nela.

-E com o poder que foi a mim atribuído, eu os declaro marido e mulher. –Disse o Reverendo– Pode beijar a noiva. – Sorriu para nós.

-Beija mamai, Bubuzinho. -Uma pessoa, que sabemos quem é, gritou. O Peter gargalhou me puxando pela cintura e unindo nos lábios. -Eeeeeeee. -Minha filha gritava animada com o nosso selinho. 

-Eu te amo, e agora você é ainda mais minha. -Murmurou.

-Eu também te amo. 

-Vamos que eu quero encontrar a sua mini calcinha. -Sussurrou em meu ouvido.

-Só se voce tirar ela com a boca. -Sussurro de volta. Meu Deus, subiu um fogo no rabo agora, Jesus que me perdoe. Bem que eu quero sugerir um terceiro elemento na nossa lua de mel, a minha girafa.

-Chega papai. -Meu pequeno reclama. 

-Mimi, me poupe. -A beijoqueira reclamou. Segurei a mão do Tommy, o Peter pegou a Lunna no colo, e fomos receber as felicitações. Mas só penso na lua de Mel. Vou foder igual a coelho.

 

O boy estava mais feliz que pinto no lixo, e era impossível não compartilhar da sua felicidade. As loucas estavam ainda mais loucas, e dançavam na pista de dança, loucamente. Dancei com o Peter, que me disse tudo o que faríamos na nossa lua de mel. E isso inclui o nosso melhor amigo Kama Sutra, e segundo ele lubrificante e dezenas de camisinhas. Passava a mão no decote do meu vestido, dizendo o quanto eu estava gostosa, que queria me lamber inteira. Meu Deus, sinto que iremos foder como virgens. 

Na hora de jogar o buque, para aquele bando de mulher encalhada, não, espera, eu nunca fui encalhada e sabemos disso. As loucas estavam lá, animadas. 

-Vocês querem casar? -Perguntei antes de jogar.

-Claro. -Uma besta gritou.

-Meu buque não é para casar não, vai viver, foder, para que casar? 

-MELANIE. -Gregory me repreendeu, fazendo todos rirem.

-Quem pegar o meu buque, vai pegar a outra metade de Los Angeles que está disponível, e vai escolher com quem casar. -Anunciei as fazendo ainda mais animadas. -Um.. dois.. três. -Joguei e virei dando de cara com a Tiara gargalhando com o buque nas mãos. 

-Minha diva master. -Correu para me abraçar.

-Tiara precisamos conversar. -O meu sogro disse tentando ficar sério.

-Isso aí, pai. -Peter incentivou. Babaca.

 

Me divertia na pista, quando olhei pro Tommy, brincando com as crianças. Olhei ao redor e nada da minha mini terrorista, o Peter conversava animado com os amigos. Fui para dentro de casa, e direto para a cozinha. Pois sabemos, que se a Lunna some, é o primeiro olhar para se olhar.

-Come Geomio. -Ouvi sua voz, no lugar onde ficava a comida do cachorro. Deixei meus sapatos de lado, e caminhei silenciosa, até o lugar. -Está delicia, bobinho. 

Ela estava sentadinha, com o vestido cheio de docinhos. O cachorro a olhava, afinal, ele não come nada disso. Ela comia tudo e se deliciava, eu me apaixonava ainda mais por ela, quando terminou tudo, bocejou e deitou no chão. Seus olhinhos pequenos de sono. Meu bebe. 

-Está cansadinha, minha Luz? -Perguntei baixinho para não a assustar.

-Sim, mamaizinha. -Levantou, erguendo os braços para que eu a pegasse no colo. 

-Mamãe vai fazer seu mama delicia, e te colocar na cama, tá? -Beijei seu rostinho gordo. 

-Mai, você disse sim, pro Bubuzinho? -Me olhou com os olhos pequeninos.

-Sim, mamãe disse sim pro seu papai. -Beijei seu rostinho cheio de chocolate.

-Muito certo. -Riu.

 

As crianças estavam exaustas, e eu já tinha colocado a Luz na cama. O Tommy ainda brincava com os primos, e ainda durava algumas horas. Coloquei a babá eletrônica entre meus seios, e vi que era hora de beber, e deixar o Peter louco com as putarias. Peguei um copo de tequila, sim, para que porra eu quero champanhe?! Dei um gole, bebendo-a inteira, e pegando outro copo. Não  decidi se vou beber para lamentar minha liberdade perdida, ou se para celebrar meu casamento.

O som rolava solto, e me juntei as loucas para dançar, o meu marido estava com os amigos, e me olhava safado.

-Amor, lembra no dia em que nos conhecemos e que eu te dei um fora? -Perguntei fazendo seus amigos gargalharem. -Foi culpa da Rafaelle. -Minha irmã riu. -Se bem que você não fazia o meu tipo.

-Por que, Mel? -Phil riu só de perguntar.

-Muito baixinho. -Dei de ombros.

-Fazem algumas horas que casamos, e você já está falando de mim? -Ele fingia estar sério.

-Não prometi que falaria bem de você. -A galera gargalha. Fui pegar outra tequila, porque porra, que delicia.

-Vem, Mel. -As loucas, estavam bem louquinhas.

-Peter, já podemos fugir para lua de mel? Porque se eu ficar bêbada não vai rolar nada. -Me aproximo fazendo biquinho. Ele me puxa para si, e eu envolvo meus braços em seu pescoço. 

-Vai com calma na tequila, bebe essa água aqui. -Me dei a garrafinha e eu bebi o olhando. 

-Podemos foder agora? -Pergunto no seu ouvido, e ele se faz de difícil.

-Você me disse que só sairíamos em lua de mel no final de semana, porque você não queria deixar as crianças hoje. 

-Tenho uma boca que fala demais. -Ele riu. 

-Será que você ainda lembra que hoje é o seu aniversário? Ou que é só seu casamento? 

-Ah, verdade. -Juro que eu já tinha esquecido. Isso seria um insulto a minha mãe. Eu ficaria puta se um dos meus filhos não lembrasse o dia que a mãe deles sentiu uma dor do inferno, para traze-lo ao mundo. 

-Melanie. -O povo gritou atras de mim. Me virei dando de cara com um bolo de aniversário, com estampas florais, lindo, e o detalhe da vela: 21 anos. Gargalhei. O povo cantando parabéns, e um monte de fotos, e porra, estou ficando velha. Jesus. 

-Até que enfim, eu cheguei aos 21. -Dei um novo gole na minha tequila. 

-Nesses oito anos que nos conhecemos que você tem 21. -Philip diz depois que sopro as velas. 

-O que eu posso fazer se que sou linda e maravilhosa, com carinha de 21? -Pergunto.

-Mas qual é a idade mesmo Brunão? -Algum babaca pergunta e ele sai de perto para responder.

-Se tu disser, não vai ter lua de Mel, nem de açúcar. -Aviso e os caras reclamam.

-Você atingiu o ponto fraco do cara, Mel.

-Mas ela está fazendo 33 anos. -Meu marido grita, e depois me encara.

-Vamos ter lua de mel, só porque você sabe que precisamos daquele distanciamento da Lunna, ou então vamos virar santos. -Gargalhamos.

-Mamai eu vou dormir com a Estela, tá? -Meu filho vem ao meu encontro, abraçando as minhas pernas. Abaixei, e ele me abraçou, dando-me um selinho.

-Cara, ela casou comigo. Licença. -Olha esse boy? Nem parece que é pai do menino, acho que ele é mais imaturo que o próprio filho.

-Mas ela é minha mãe. Eu conheci ela primeiro que você. -Meu bebezão respondeu. Esse menino está ficando um pouco ‘Melanie’.

-Meu filho você é uma obra prima minha. Sua mãe não teve participação nenhuma, a não ser de te carregar na barriga. -Diz. Oi? O olho, coloco as mãos nos ouvidos do meu filho, afinal preciso desabafar agora.

-Eu não tive participação? E seu eu tivesse engolido ele como você queria? -Ele abre a boca varias vezes, e não consegue responder. Sim, meu amor lembro da frase : "Quero gozar na sua boca, Mel. “

-Porra Brunão, a obra é da Mel. -Os amigos dele gargalharam.

-Não vou mais sugerir isso, porque vamos fazer o nosso próximo filho. -Diz.

-Problema seu, quando eles acordam eu já gozei mesmo. -Dou de ombros e ele gargalha.

 

No final da noite, os nosso amigos já tinham ido embora. Fiquei com o meu marido, e dançamos juntinhos na pista de dança. Eu parei de tomar tequila, porque eu iria ficar bêbada, e se eu falasse demais, iria me separar no mesmo dia em que eu casei.

-Eu amei os seus votos, eu não esperava por ele. -Me olhou nos olhos.

-Eu resolvi que faria desse nosso dia especial. -Alisei o seu rosto. -Ne verdade, eu decidi hoje que iria personalizar os meus votos. Eu queria que você soubesse, que por mais que eu não lhe diga todos os dias o quanto você é importante para mim, eu queria que você soubesse. Que para eu te amar, não preciso falar todos os dias, eu só preciso demonstrar. -Dou de ombro.

-Você faz isso muito bem, meu amor. -Me deu um selinho. -Eu sei que você me ama, mas ouvir você falar, é bom para caralho. -Rimos. -Você é o amor da minha vida, a melhor mãe do mundo. Você é perfeita em todas as suas imperfeições, e minha vida não faria o menor sentido sem você. Agora, minha Anie, minha mulher para sempre. Eu te amo incondicionalmente.

 


Notas Finais


Me perdoem pela demora, mas acho que o capítulo era muito importante para que eu fizesse correndo. Enfim, CASADOS.
Espero que tenham gostado, e pretendo finalizar a historia ainda esse mês. #Faltam9
ps: acrescentei mais um capítulo na história.
-U


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