História All of Us - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Tags Bastille, Bruno Mars, Hooligans, John Legend, Justin Timberlake, Melanie Lopez, Musica, Romance
Exibições 87
Palavras 6.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Se deliciem :)

Capítulo 35 - Capítulo 35


Fanfic / Fanfiction All of Us - Capítulo 35 - Capítulo 35

 

O dia foi extremamente desgastante, tentei comparecer a todos os meus compromisso durante do dia, porque eu estava muito ausente de casa, e queria passar o tempo com os meus filhos. Minha princesinha ficou agarrada a mim, e o Tommy me falou sobre o seu dia na escola. Jantamos juntos, e como eles estavam exaustos, foram para cama cedo. Não tenho falado com o Peter, e ele não fala comigo. A noite ele liga e fala com as crianças, mas nada atém disso. O que me deixa bem chateada, e com raiva as vezes. Sentei, olhei todas as fotos novamente, mandei pro Gregory, e ele me disse que não tinha nada demais nas fotos. Eu liguei o meu bom senso, e tirei umas fotos que mostrava ‘demais’, e que colocasse o Peter em saia justa. Mas não falei com ele sobre isso. 

Sentada na minha cama, com o notebook no colo, fazia algumas anotações, e respondia email, quando senti o seu perfume. Olhei para a porta, e lá estava o meu marido. Porra, que saudade do caralho. Apesar de toda merda, de toda guerra, eu sinto um falta dele, que porra, me deixa puta as vezes. 

Nos encaramos por um tempo, e ele respira fundo com aquele bico enorme.

-Oi, não sabia que você vinha hoje. -Falei levantando da cama.

-Vim ficar com as crianças. -Opa, nada para mim. OK.

-Legal. -Continuei o olhando. -Veio para ficar só com as crianças? -Ele me olha com aquele par de olhos grandes. -Está mais calmo? Posso ter o meu marido de volta? -Deixo de lado, claro, a foto da mulher. Cenas de outra guerra.

-Você quer que eu esteja calmo com aquelas fotos? -Diz irônico.

-Sim, claro. A propósito, elas vão estar mas bancas na próxima semana. -Ele respira fundo saindo de perto de mim, jogando a mochila sobre a cama, e indo para o banheiro. 

Eita que o boy chegou com a raiva do cão, se motivo, claro. E quando ele está assim, é melhor ignorar, e deixar ele na dele, quando ele melhora ele vem falar comigo.Ouço o chuveiro, e volto para o meu computador..

O celular dele toca, e eu o pego da sua mochila, não importa a briga, continuo sendo mulher dele. Era um numero de outro pais, que estava salvo mas não tinha nenhum nome associado. Já o vi atender ligações como essa, e era alguns amigos de produtora, e quem era, estava insistindo.

-Peter seu celular está tocando. -Já não tinha mais barulho de chuveiro. -Você quer que eu atenda e mande te ligar daqui há alguns minutos? -Pergunto.

-Você atende seu celular, o meu celular eu atendo as ligações. -diz saindo do banheiro com a toalha envolta da cintura. Opa.

-E precisa falar assim? Nessa grosseria do caralho? -Pergunto. Eita que esse filho da puta sabe como ser grosso.

-Você não vai atender o meu celular, Melanie. É algo pessoal. -Sai pisando fundo em direção ao closet. 

-Eu só perguntei se você queria que eu atendesse, você é grosso para caralho. Idiota. -Sério, que agora eu estou ficando chateada. Pego o me chá e bebo. Estou quase me arrependendo de ter sentido saudade. 

-Você iria gostar se eu atendesse o seu celular? -Hoje ele está querendo. Ok, agora eu estou querendo ainda mais. Vou até a porta e fecho-a.

-Não vejo problema em você atender o meu celular. -Cruzo os meus braços o olhando.

-A diferença que eu não quero falar com os caras com quem você já fodeu. -Oi? Hein? 

-Já fodi, você sabe disso. São fodas passadas, e eu já te disse que não posso desfoder. E já passou da hora de você superar e esquecer. -O encaro porque eu estou com raiva agora. Parece aquele banho de mulher que busca historia do fundo do baú para ter motivos para brigar. Ah, vai se foder.

-Fodas passadas? -Ele ri. -Se o Justin te ligasse, você iria rapidinho foder com ele. 

-Sim, para a sua infelicidade eu concordo. E se você quiser eu posso ligar para ele agora mesmo, e marcamos um encontro sexual. -O vejo respirar de raiva. Vamos lá amor. Uma coisa que eu não farei aqui nesse momento, é relembrar as merdas que ele já fez, não farei isso. 

-Você não jurava que nunca fodeu com ele? -O que diabos esse homem esta querendo mesmo?!

-Eu fodi  e você sabe disso. -Continuo plena. 

-Afinal você sempre foi uma vadia. -Oi? 

-Acho melhor você me respeitar. -Pronto, vamos lá. -Sou sua mulher e mãe dos seus filhos, não sou nenhuma vadia. -Já estou bem puta.

-Respeitar? Até mesmo a sua melhor amiga te disse o quão puta você é. 

-Você está sendo um idiota. -Respiro fundo. -Até porque só eu quem fui puta, e você sempre foi um santo. Você está agindo como um idiota, me dizendo essas coisas, nos casamos, e o que eu fiz ou deixei de fazer, não precisa ser lembrado.

-Ah, você se envergonha agora? -Odeio gente sarcástica.

-De que? Não me arrependo do que eu era, e de quem eu posso ser.

-Que ótimo exemplo você será para a sua filha.

-CALA A BOCA. -Grito. -Não fale dos meus filhos, seu filho da puta, imaturo do caralho. -Ando para perto dele com raiva. -Escute aqui Peter. -Coloco o dedo na cara dele. 

-Tira a mão da minha cara, Melanie. -Ele deu uma tapa na minha mão. -Você é uma vagabunda, um mal exemplo para as crianças e pronto.

E como se fosse uma câmera lenta, eu ergo a mão, e enfio na cara dele, passando a unha pelo seu rosto. Sinto o impacto, que faz o seu rosto virar, e quando ele volta a me encarar, ele está com raiva, e posso ver seus olhos brilharem. Sinto, mais que percebo quando ele me empurra contra parede, e segura no meu pescoço com uma das mãos. 

-Me solte. -Falei com raiva, apertando o seu braço com minhas unhas, o ferindo. 

-Quem você acha que é para me dar um a tapa no rosto? -Aperta ainda mais meu pescoço. Quando estou ficando sem fôlego tento gritar.

-VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO. -Mas minha voz sai como um gemido. O vejo respirar fundo, e me soltar. Caio no chão, e ele sai do quarto passando as mãos pelo cabelo. 

 

Permaneci no mesmo lugar por um tempo, que porra acabou de acontecer aqui? Puta que pariu. Sinto meu corpo tremulo, e sinceramente, eu não sei que porra fazer agora. Levantei, peguei meu celular e saí do quarto, caminhando sem nem mesmo olhar para o lado, fui para o quarto de hospedes, tranquei a porta atras de mim, e deitei.

-Puta que pariu. -Reclamei me sentindo um pouco enjoada. Sinceramente? O Que porra deu nele? Nem vamos falar desde de quando tempo não nos vemos, e porra, ele chegou assim? Quero realmente saber como ele se sente chamando a esposa de vadia e vagabunda, e que se ele acha isso, para que porra casamos? Nunca menti sobre o meu passado, e é disso que falamos quando disse ‘NÃO’ para ele quando ele me pediu em casamento. É lindo quando ele simplesmente usou do meu passado para me ofender, me difamar. Sabe como me sinto nesse momento? Humilhada. 

Não esperava isso do Peter, sempre levamos tudo na brincadeira, e principalmente, sempre soubemos ignorar o passado. Até porque, eu só fui muito vaca antes de conhecê-lo, e depois do dia em que nos vimos, nunca mais sai para divertir como antes. E sim, foram momentos felizes, e não me arrependo um segundo dos momentos que vivi. Contudo, faz parte do meu passado, e ninguém que não estava comigo na época, tem o direito de me cobrar porra nenhuma. Se ele entoou na minha vida anos depois, ele só pode opinar nos anos em que estava comigo. Fora isso, não lhe diz respeito. 

Que tipo de marido diz para a esposa que ela não é exemplo para os filho? Hoje eu vejo que não existe nada pior, do alguém dizer para uma mãe, que ela não é exemplo para os seus filhos. 

Não irei chorar, não irei atras dele, agirei como adulta e sem coração que sou. 

 

Ouço seus passos pelo corredor, e logo depois a maçaneta do quarto virar. Sinto raiva, tá, raiva ainda é bem pouco para o que eu realmente estou sentindo. Relaxo, respiro, e planejo. Acordada, observo a noite, e quando a casa está extremamente silenciosa, saio do quarto, e vou pro meu quarto, o Peter esta deitado, e dorme. Filho da puta. E se eu matá-lo? Afinal não sou exemplo para os meus filhos. Pelo menos ensinarei para a minha filha, como proceder com homem babacas e filhos da puta. Vou pro closet, e pego uma mochila, colocado umas coisas nela, pego alguns itens pessoais, e volto para o quarto de hospedes. Tiro meu pijama, e me visto. Tiro a aliança, coloco-a sobre o travesseiro, peço um táxi, antes de deixar meu celular junto a aliança e escrevo um bilhete e levo para o quarto do meu filho, colocando ao lado da sua cabeça no travesseiro. Passo um pouco de batom rosa, e deixo marcas de beijos nos meus filhos. Os únicos aos quais eu devo explicações, e quem eu sei que realmente é por mim e para mim, independente dos momento. O resto é tudo filho da puta. 

Sai de casa, e liguei um foda-se bem grande para o filho da puta com quem me casei.

 

 

*Bruno On*

 

 

Acordei com um dor de cabeça do caralho, me virei para abraçar a Mel, e ela não estava na cama. Só aí lembrei da porra da briga que tivemos noite passada, porra nem vou chamar aquilo de briga, foi muito pior. E porra, que merda eu fiz ontem? Se eu tentar me defender vai piorar a porra da minha situação. Porra, estou estressado para caralho, pressão da gravadora, tive um show muito importante cancelado, e perdi uma grana do caralho por conta disso. Mas porra, eu estava estressado, pode ser? 

-Papai, mamãe foi embora. -Meu filho entra correndo no meu quarto.

-Sua mãe está no quarto de hospedes. -Sento na cama. 

-Não está, ela deixou um papel na minha cama, e eu li. -Me entregou um papel. -Minha mãe foi embora. -Começa a chorar. Leio o que tem no bilhete.

 

 

“Tommy, mamãe precisou de um tempinho e teve que ir resolver algumas coisas. Eu não quis te acordar, por isso mamãe deixou esse bilhete. Mamãe ama muito vocês, e deu beijo nos dois antes de ir. Fale para a Luz se comportar, e cuide dela para a mamãe. Mamãe ama vocês incondicionalmente. Não precisam ficar triste, mamãe volta logo. 

Quando menos vocês pensarem, mamãe estará de volta. 

-Mamai Mel”

Eu li a porra do bilhete um milhão de vezes. Levantei da cama como um furacão e fui onde ela estava dormindo ontem noite. Vi no travesseiro seu celular, e a sua aliança. Puta que pariu. Respirei fundo antes de fazer algo. 

-MEEEEEEEEEEEEL . -Minha filha gritou. -Mamaaaaai. -Chamou mais uma vez. Sai do quarto, e meu filho já estava lá, chorando e abraçado a irmã. -Tá tistle, precisando de amor, Mimi?

-Mamãe foi embora, Estela. -Ele sofria.

-Ué, embola? -Ela o olhou confusa.

-Sim, embora para sempre. -Vi seus olhos verdes encherem de lágrimas, e eu não tinha o que fazer, não sabia que porra falar.

-Eu quero minha mãe. -Meus filhos choravam, e porra, e agora?

-A mamãe não foi embora para sempre, ela só foi resolver uma coisa importante. -Tentei falar. Quando ambos me olharam, vi marca de batom em suas bochechas e testas. Porra, o que eu faço? -Vamos para o quarto do papai. Peguei a Lunna no colo, e segurei a mão do Thomas, não sei que porra fazer agora. Não tenho como ligar para a Mel porque seu celular está em casa. Cara, a Melanie está fodendo com a minha mente.

Meus filhos choravam abraçados, e aquilo estava me deixando na merda. Peguei meu celular para ligar, e perguntar se alguém sabia do paradeiro dela. Se bem que as pessoas que eu ligasse, mesmo que soubessem, não me diriam onde ela está. Mas a questão agora, são as crianças. E porra, a Melanie sabe ser louca quando quer.

-Oi, Bruno. Tudo bem? -O seu pai atendeu.

-Oi Gregory, poderia estar melhor. -Respondi olhando meus pequenos.

-Aconteceu alguma coisa? -Saio do quarto, para falar o que está acontecendo.

-A Melanie e eu brigamos noite passada, e hoje acordei e ela não estava em casa. E deixou um bilhete no quarto do Thomas, dizendo que tinha que resolver algumas coisa, mas que voltava em breve. -Resumi.

-Já tentou ligar para ela? 

-Ela largou o celular e a aliança em casa. -Porra, até a aliança. Porra, eu me fodi.

-A Melanie deixou os filhos? Que briga foi essa Bruno? -Ela estava ficando nervoso.

-Discutimos, e eu disse algumas coisas para ela. Foi briga de casal. 

-Briga de casal? Vocês brigam o tempo inteiro, e em nenhuma das vezes ela saiu de casa, e a vez que saiu, levou os filhos com ela. -Questionou.

-Você sabe para onde ela foi? -Pergunto.

-Não Bruno. Mas vou procurar pela minha filha. -Desligou na minha cara. Puta que pariu.

 

Meus filhos comiam o café da manha, e não falavam nada. O ambiente estava triste para caralho, e tenso. Principalmente tenso. A Luci chegou aqui em casa, e tentava ligar para os amigos da Melanie, com quem ela sempre fala as coisas. E minha irmã, está olhando para a minha cara, séria, e faz um sinal para que eu a acompanhe até a sala.

-Que arranhão é esse no seu pescoço? -Aponta para a marca que a Mel deixou ontem, quando me deu uma tapa no rosto. Porra, toda ação tem uma reação. Me arrependo muito por aquilo, mas foi uma reação natural do meu corpo. 

-A Melanie arranhou com a unha. 

-Vocês brigaram fisicamente? -A Luci se aproxima perguntando.

-Eu falei merda para ela, e ela me deu uma tapa no rosto. E eu apenas a afastei de mim. -Sussurro. Sim, tenho vergonha de falar isso. A Melanie é minha esposa e companheira, e homem não deve nem pensar em agredir uma mulher. Mas porra. 

-Se defendeu como? -Minha irmã fica nervosa.

-A coloquei contra a parede. -Continuo olhando para o chão.

-Bruno olhe para mim. -Minha irmã mais velha, pede. A encaro com a mesma vergonha que senti anos atras, por uma das piores merdas que fica na minha vida. Afinal, essa, nesse exato momento, é a pior. -Você a agrediu? 

-Segurei em seu pescoço, mas não fiz nada alem disso. 

-Nada além disso? -Luci me olha com raiva. -Você estava louco? O que ela te fez? 

-Nada. Apenas começamos a brigar e deu nisso. 

-Deu nisso? A sua esposa saiu de casa, sem querer nenhum contado com ninguém. E até mesmo os filhos ela não levou. Sim, Peter, essa é uma merda das grandes. Resta saber se você continua casado, e a Melanie voltará para casa. -As palavras da minha irmã me deixam louco, e com um remorso filho da puta.

Meus filhos estão juntos, deitados na minha cama, e viam TV. Não ligavam para mim, minha irmã já tinha ido para casa e eu estava sozinho com eles. Entrei no quarto, e eles me olharam rapidamente. E sabe o que faz com que eu me sinta um merda? O fato da Mel sair e deixá-los para trás. E isso me diz que as coisas não vão ser superadas como nossas brigas ‘normais’.

-Mamai vem agora? -Lua me perguntou. Eu não consegui os encarar, acho que nunca me senti tão envergonhado em toda a minha vida. Apenas neguei com a cabeça.

-Vocês brigaram pai? -Levantei os olhos para falar com o meu moleque. Ele entendia muita coisa, e eu poderia conversar um pouco com ele. 

-Sim, filho. Mas a mamãe vai voltar para casa, ela só precisa de um tempo sozinha. 

-E se ela não voltar? -Seus olhos encheram de lágrimas.

-Ela vai voltar. Venham para o papai. -Os abracei. -Vai ficar tudo bem.

 

(…)

-Mamãe voltou? -O Thomas me perguntou quando fui buscá-lo na sexta feira na escola. 

-Ainda não, filho. -O olhei pelo o espelho, e vi seu olhar triste para a janela. 

Já se passaram 7 dias. 7 porras de dias, que eu sou ficando louco. Meus filhos andam deprimidos como um inferno, e a Lunna nem é mais a Lunna. Eu já não sei mais o que eu faço, caralho. Quando falei pro pai dela que iria na policia, que aquilo não era normal, ele me mandou parar. Me disse que essa estava bem, sonho estava pronta para voltar para casa. E porra, porque ela não liga para casa? Nem que fosse para falar com as crianças.      Eu entendo que ela não quer me ver, e porra, nem eu quero me ver. Eu só preciso que ela volte para casa. 

 

A minha filha estava sentada vendo TV, quando chegamos em casa. O Tommy foi ao seu encontro, e fez um carinho em seu rosto. Vi quando ela fez um biquinho de choro, ela não estava bem e eu não tinha mais nada o que fazer. Liberei o pessoal, e os chamei para ver TV no meu quarto. 

-Você está bem, Luz? -A peguei no colo.

-Sim. -Respondeu colocando a cabeça em meu pescoço. 

-Está com fominha?

-Não. -Me abraçou forte. Vê? Ela nem quer comer. 

Coloquei o filme que eles amam, logo depois de colocar os pijamas. Assistimos juntos, e desse vez sem nenhum comentário, nenhuma pergunta e um silêncio que me deixava louco. Descemos para jantar e a Lunna nem provou da comida. Apenas choramingou em meu colo, e me abraçou forte. 

-Acho que a Estela está dodói pai. -Thomas me disse quando o coloquei na cama. -Ela nem quis comer. 

Doente? PORRA, só piora. 

Não a coloquei na cama dela, a deixei na minha e peguei a suas mamadeiras. Olhei para o celular, e desejei imensamente receber uma ligação dela. Eu precisava saber se ela estava bem, e principalmente para pedir que ela viesse para casa. Alisei o rostinho da minha filha, que estava quente, mais que o normal. Eu fiquei nervoso de imediato. Se tem uma coisa que eu não sei lidar é com meus filhos doentes. Peguei o termômetro no banheiro e conferi a sua temperatura. Disquei para a minha irmã, para pedir socorro, apesar dela não estar em LA. 

-Oi Bruno. -Atendeu no segundo toque.

-Qual a temperatura que começa a ser considerado febre? -Perguntei pegando o termômetro que apitava.

-38 graus Bruno. -olhei para o numero no termômetro  38,4 graus. -Quem está com febre?

-A Lunna. -Respiro fundo. 

-Calma, dá um banho morno nela, e o antitérmico. -Ouço a voz da minha irmã enquanto acaricio o rostinho do meu bebe. -Nenhuma noticia da Mel? 

-Não.

-Vai cuidar da Lunna, fique calmo. A febre vai ceder, mas se não ceder e ficar mais alta, leva ela na emergencia. 

-Tá bom, valeu. -Desliguei e fui encher a banheira. 

-Nanani papai. -Choramingou quando eu caminhava com ela para o banheiro.

-É para você ficar boa, Lua. -Mesmo com o seu chorinho, a coloquei na banheira, e a banhei relativamente rápido. Ela espirrava enquanto eu a vestia novamente. 

-Papai, dorzinha aqui. -Apontou para a cabeça.

-Papai vai dar um remedinho. -Fui procurar nos medicamentos das crianças. Achei um que eu vi a Mel dar quando ela estava com febre. 

—É ruim. -Fez uma careta bebendo o remédio. 

-Toma seu mamá delicia. -Entreguei a mamadeira para ela que não quis. -Bebe só um pouquinho. -Incentivei-a quando meu celular começou a tocar. Porra, será que é ela?

-Alô? -Atendo sem olhar quem me ligava.

-Bruno, como estão as crianças? -O Gregory me perguntou. Porra!

-Por que? Se sua filha quer saber, e se importa, o Thomas está triste, e a Lunna queimando de febre. -De repente estou cansado dessa merda. 

-Doente? O que a Lunna tem? 

-Não sei, eles estão sentindo a falta da Melanie. Eu não posso fazer nada, se ela pelo menos ligasse para casa, ajudaria muito. E por favor quando você falar com ela, diga que fugir não vai resolver a situação, e que deixar nossos filhos muito menos. Que ela está os fazendo sofrer. 

-Mamai falando? -Minha bebe diz sonolenta.

-Não meu amor. É o Gregory. -Tiro a franja de seu rosto.

-A culpa não é só dela. -Ele fala sério.

-A minha eu estou assumindo. Tenho que cuidar da minha filha agora. -Desligo a ligação. 

 

Durante toda a noite, velei o sono da Lunna. Quando ela enfim se alimentou, me abraçou forte e dormiu, me senti melhor. A febre cedia, e eu pude relaxar. Meu filho se juntou a nós durante a manha, e dormimos os três juntos. 

-Bubuzinho, quero mamai Mel. -Minha princesa me acordou chorando. 

-Não chora, Lua. Mamai já vem para casa. -A abracei. -O papai vai fazer café da manha para vocês tá bom?

-Mimi tá com fome e eu não. -Disse fofa, com as bochechas vermelhas.

-Estela, você está melhor? -Meu menino sentou cocando os olhos, e olhando para a irmãzinha dele.

-Não. Estou um pouquinho doente. -Fez biquinho.

-Vamos comer frutinhas e ver TV? -Pergunto. Não precisamos de choro logo cedo.

-Sim papai. -Thomas beija a Lunna, e ela sorri timidamente para ele. Minhas vidas. 

Os deixo na sala, com a TV no desenho favoritos dele. Eu notei a Lua um pouco quente, mas espero que ela se alimente.

-Come um pouquinho de frutinha? -A coloco no colo, e a ofereço um pedaço de morango. Sua fruta favorita.

-Eu não quero. -Choramingou com os olhos cheios de lágrimas.

-Você precisa comer para ficar boa, Estela. -Tommy pega um morango e coloca próximo a sua boca.

-Eu não quero, Mimi. -Chorou.

Porra, estou fodido.

-Come só.. -Parei de falar quando a porta de casa abriu, e eu a vi passar correndo direto para o banheiro. O cachorro latia atrás dela.

-Mamãe. -Nossos filhos correram ao seu encontro. 

 

 

*Mel On*

Eu colocava tudo o que eu não tinha comido para fora. Porra, odeio essa porra. 

-MÃE, ABRE MÃE. -Meus filhos batiam na porta e choravam.

Respirei fundo e me sentei contra o vaso. Suor frio descia por meu rosto, e eu me sentia muito fraca. Continuo a respirar fundo.

-Um minutinho, bebês. -Consegui falar o mais alto que eu pude. Meu coração estava batendo contra meu peito tão forte que doía. Eu queria chorar, eu queria fazer muitas coisas que eu não podia naquele momento. 

-Vem mai. -Minha princesa doente chorava incessante. Levantei, e dei descarga. Lavei meu rosto com agua fria, e vi que eu estava pálida, coisa que vem acontecendo constantemente durante essa semana. Porra. Lavo minha boca.

-Melanie, você está bem? -O Peter bate na porta.

-Estou saindo. -Respondo abrindo a porta. Meus filhos agarram as minhas pernas e choram. 

Deus, como foi difícil ficar longe deles essa semana. Eu nunca chorei tanto na minha vida, mas eu precisava tanto dessa distancia, era por mim, pelo   Peter e pelos nossos filhos. 

-Vem aqui, Luz. -Peguei minha filha no colo, e senti seu corpinho febril. -Vamos sentar. -Segurei a mão do Thomas, e fomos para a sala. Me sentei, e recebi abraços de saudade, de amor. -O que houve, Luz?

-Dodói, mamai. -Apontou para a cabeça. -E saudade da mamãe que foi embora. -Voltou a chorar. 

-Mamãe não foi embora, minhas vidas. -Consegui sussurrar. -Por favor, parem de chorar. Mamai está aqui. -Pedi. 

O Gregory me ligou ontem a noite para dizer que minha filha estava doente. Eu não tinha como sair de madrugada, então passei a noite em claro, e peguei o primeiro taxi na manha. Eu estava numa casa do Gregory, um pouco distante daqui. Não tinha comunicação com nada, nem ninguém. Só me importava saber como meus filhos estavam. Sim, eu sabia que eles sofreriam, mas o jeito que eu estava, eu não poderia ficar. Me doeu imensamente, e ficar longe deles é algo que eu não quero fazer nunca mais em minhas vida. Especialmente no meu novo, ou possível, estado. 

Aos poucos eles se acalmaram em meus braços. Coloquei a mão na testa da Lunna, que estava quente.

-Come suas frutinhas, Lua. -O Peter pediu, e eu o olhei. Notei que eles estava com olheiras, e um pouco abatido. Sim, querido, ser pai não é tão fácil. Eu não pensei para caralho, e ainda não era hora de falar com ele sobre o que aconteceu. 

-Come um moranguinho. -Peguei o prato da mão do Peter. 

-Não quero. -Choramingou.

-Ela não quer comer, mãe. -Thomas me abraçou mais forte. 

-Você precisa comer, Luz. Para ficar boazinha. -Ela abriu a boca, mordendo o morango. -Está gostosinho?

-Sim, delicia. -Mordeu outro pedaço. E o cheiro do morango estava me deixando enjoada novamente. 

-Come o seu, filho. -Olhei pro Tommy que me olhava tristonho. 

-Não quero te deixar. -Sussurrou me partindo o coração.

-Mamãe não vai a lugar algum, meu filho. -Alisei o seu rosto. -Toma seu café da manhã, por favor. 

-Tá bom. -Sentou ao meu lado, pegando o prato da mão do pai.

A Lunna logo largou o prato dela, e voltou a me abraçar. Ela estava febril, e comas bochechas bem vermelhas. Eu estava muito cansada, e eles me pareciam cansados também. Os levei para o meu quarto, os acomodando na cama e pegando o remédio da Luz. Somente entrar no quarto, me deixa bem coisada. O cheiro do Peter no ar, as coisas que aconteceram, e o quão fodida nossas vidas estão. Dou o remédio para a Luz, e coloco um pijama quente. 

-Mami. -Meu bebe dodói sorri, e me abraça forte. -Mamãe voltou, Mimi. 

-Eu fiquei chateado porque você foi embora, e deixou eu e a Estela, mãe. -Ele diz bem sério.

-Me perdoa meus filhos. -Sussurrei os abraçando. -Mamãe não deveria ter feito isso. A mamãe nunca quis que vocês sofressem, nem que ficassem doente. -Não consigo conter as lágrimas. -Mas a vida é tão complicada, que a mamãe precisava fazer isso por ela e por vocês. Mas isso não vai acontecer nunca mais. Vocês perdoam a mamãe?

-Sim. -Meu bebe me beija com carinho.

-Eu te amo mamãe, e eu sempre vou esperar por você. Mesmo que depois de muitos dias, eu sei que você vai estar em casa. -Choro ainda mais. Os abraço, e os nino, e sussurro em seus ouvidos o quanto eu os amo, e que aquilo no aconteceria novamente. Minha cabeça estava doendo para caralho e eu estava morrendo fome, já que não comi nada hoje, e coloquei para fora o de ontem. Levantei da cama, com cuidado para não acordá-los. Conferi a temperatura da Lunna, e a febre já estava cedendo, o que me deixava mais aliviada. 

Confesso que eu nunca me considerei uma mãe ruim, e que nesse exato momento, eu me considero a pior mãe do mundo. Porque não importa o que acontecesse entre mim e o pai deles, eles tem que ser nossas prioridades sempre. E eu sai de casa, igual uma louca, e não consegui voltar. Sim, eu saí porque eu estou cansada de brigar com o pai dos meus filhos, e simplesmente nos agredimos fisicamente. Isso é o ápice do inacreditável. Durante esses dias, me fiz pronta para qualquer se fosse nossa decisão. Se for para dizer adeus, diremos e cada um seguirá sua vida. Se for para continuarmos, precisamos colocar as cartas na mesa. Afinal não somos só nos dois, temos ouras pessoas que depende do nosso relacionamento. 

Quando virei para ir em direção a porta, o encontrei me olhando. Ele parecia bem nervoso e envergonhado. Eu não me sentia diferente, naquele momento compartilhávamos dos mesmos receios. 

-Você está com fome? -Me perguntou baixinho.

-Estou morrendo de fome. -Respondo quando ele me dá passagem. -Podemos conversar? -Pedi.

-Claro, mas come primeiro. -Sugeriu.

-Eu posso comer depois. -Ele me segue até o estúdio, onde me acomodo numa poltrona, e ele na outra a minha frente. 

Por um tempo, o que me pareceu uma eternidade, nos olhamos nos olhos. O que falar? Pior, o que falar mais uma vez? Ok, vamos ver o que essa porra nos espera. Respirei fundo, comecei.

-Me desculpa por ter batido em seu rosto, eu não deveria ter feito aquilo. 

-Você não fez nada que eu não merecesse. -Olhou rapidamente para as mãos entrelaçadas. -Me perdoa pelo o que eu falei, por ter te agredido. Eu não sei o que deu em mim, e eu peco que você me perdoe. Eu prometo que aquilo nunca mais vai acontecer. -Sua voz rouca e apressada me mostrava o quanto ele estava nervoso.

-Peter, essa conversa não se resume aquela noite. Vai muito além daquilo. -Ele volta a me encarar. -O que está acontecendo? O que você acha que está acontecendo? Antes de começarmos a namorar você sabia exatamente tudo o que eu era, quando solteira. Nunca escondi de você. E eu nunca fui uma puta, eu era solteira e saía a noite para curtir. Mas a partir do momento em que começamos um relacionamento sério, aquilo para mim não existia. Eu comecei uma nova vida ao seu lado. Você sabia de tudo. E eu não posso mudar aquela quem eu fui, faz parte da minha historia, faz parte de quem eu sou. Isso não me faz uma mulher horrível, não me faz a pior mãe do mundo. Não me faz uma esposa sem valor. Isso me faz ser quem eu sou.

-Eu sei.

-Sim você sabe. Eu não admito que você jogue na minha cara tudo o que eu fiz, como se eu fosse suja. Vadia? Vagabunda? Puta? Essas são as palavras que você nomeia a mãe dos seus filhos? Da sua esposa? Como você pode casar com alguém de baixo nível? Tão suja? Você não sente nojo? -Ele volta a olhar para baixo. -Olhe para mim, Peter. -Ele atende ao meu pedido.- Não importa o que eu fui, ainda assim serei o exemplo para a minha filha. Eu vou ensiná-la a aproveitar casa segundo de sua vida, com segurança e responsabilidade. Serei para a Lunna a mãe que eu queria que estivesse ao meu lado. -Tento me manter calma

-Eu não queria ter dito aqui, eu juro. Você é a minha esposa, a mulher da minha vida. Você é exatamente do jeito que eu quero e preciso. Eu não me importo com o que você fez da sua vida, você estava solteira e jovem, aproveitou sua vida como sempre. Eu sei que isso a fez quem é hoje, e eu me sinto muito orgulhoso de você por isso. Eu também já fiz muita coisa antes de te conhecer, eu era um moleque irresponsável, que foi preso por uma insanidade. Tudo o que eu vivi me fez quem eu sou hoje. Você é a mãe perfeita para os nossos filhos, por favor, eles serão muito orgulhosos por ter você.

-Não parece. Você pode agir como um homem maduro, pai e marido? Sua cabeça pode se adequar a sua atual situação? Você continua sendo um moleque irresponsável. Eu nunca sei o que esperar de você. No inicio você soube lidar melhor, mas hoje eu me pergunto que porra eu estou fazendo casada com você. E todas as vezes que você me liga, ou briga comigo por causa de coisas futeis, eu me faço a mesma pergunta.

-Eu sou muito ciumento. Melanie, eu sei que todos esses seus amigos são loucos por você. Você é linda, amiga de todos, e gostosa. E porra, Mel. Você não me pergunta sobre nada o que você vai fazer, e eu me sinto mal por isso. Eu sei que você é independente, mas ainda assim, eu fico fodido.

-Todo relacionamento precisa ter confiança e respeito. E o nosso não está tendo nada disso.

-Eu confio em você. 

-Não, você não confia. Eu entendo perfeitamente o seu ciúme, e acho fofo quando é saudável. Eu sinto ciúmes de você, porque você é o meu marido. Mas você achar que com quem eu transei, quando eu rever, eu vou transar novamente, é foda. O que você acha que sou? A partir do momento em que nos tornamos um casal, eu renunciei a todos os outros. Você se faz de louco. -Respiro fundo. -E você faz questão de relembrar isso, sempre que tem oportunidade. Eu acho muito infantil. Eu nunca vou jogar na sua cara os seus erros, ou falhas, ou coisas do seu passado, porque estamos vivendo o presente e você aprendeu com tudo aquilo que passou. Mas acho que essa regra da vida, você não aprendeu. -Ele me olha rapidamente. -E isso se tornou cansativo, e não quero passar por isso mais uma vez. 

Voltamos a nos encarar, e meu coração batia rapidamente. Eu estava muito nervosa, e não sabia se teria coragem para prosseguir. Mas tinha que ter.

-Eu acredito que nosso relacionamento é desgastado. Eu não quero viver com alguém que não acredite na minha palavra, no meu caráter e que me ofenda.

-Mel, não precisa ser assim. -Disse rouco, mas dessa vez com lágrimas descendo em seu rosto. -Eu  estava sendo um babaca, e entendo tudo o que você me disse. E concordo. Eu confio em você. Melanie, você é a minha companheira, minha melhor amiga, a mãe dos meus filhos. Eu estava fodido, coisas que estão acontecendo, e eu simplesmente agi daquela forma. Eu nunca, nunca, iria faltar com respeito com você, nem com ninguém. Quando você me mandou aquelas fotos, eu fiquei chateado, porque eu achei que estava mostrando demais. Eu sei que esse é o seu trabalho, e te entendo perfeitamente. Eu estava fora de mim, Mel. -Ele chorava. -Eu nunca me senti tão mal na minha vida, eu me senti a pior pessoa do mundo. Eu peco que você me perdoe, eu sei que é difícil, por tudo o que eu te causei, e eu esperarei o tempo que for para você me perdoar. Eu te amo, Mel. Todo casal tem suas crises, e tivemos as nossas, podemos só nos acalmar? Por favor. 

-Peter, não quero ter mais essa conversa com você. Eu precisei sair de casa, deixar nossos filhos. Eu fui a pior mãe do mundo durante esses 7 dias. Você não faz ideia do quanto eu chorei, do quanto que eu sofri. Não parei de pensar no nosso relacionamento, no que estamos fazendo de nossas vidas. Não, sei. Talvez devêssemos nos dar um tempo? 

-Podemos nos dar um tempo em nossa casa. Vamos superar essa juntos. -Segurou minhas mãos que tremiam.     

-Você sabe que uma hora isso não vai dar mais, não sabe? 

-Isso não vai mais acontecer, amor. -Beijou minha mão com carinho.

-É o que veremos, Peter. -Levanto e saio de perto dele. 

Eu estava com muita fome, fui para a cozinha, comecei a preparar um chá e pegar algo para comer. Decidi fazer um sanduíche, e pedindo a Deus que eu não enjoasse. Coloquei meu chá inglês, e dei um gole nele quente. Fechei meus olhos e eu sabia que eu precisava continuar serena, e calma. Peguei meu sanduíche e fui para sala, onde me sentei no sofá e liguei a TV. 

-Volto a viajar na segunda. -O Peter, sentou ao meu lado.

-Tá. -Dou uma mordida generosa no meu sanduíche. Gemo enquanto eu mastigo. Delicia.

-Estarei em casa antes do Natal. Na verdade, no dia 22. 

-Uhum. -Bebo meu chá.

-O que você acha das minha irmãs virem aqui para casa? 

-Acho legal. Por mim sem problemas. -Dou de ombros comendo. Jesus que delicia. 

-Você liga para elas? -Apenas confirmo com a cabeça. Ele me assiste comer, e calado permanece. Quando termino, tomo meu chá calmamente e respiro fundo, me sentindo uma pessoa normal. -Muita fome?

-Sim. 

-Você vai ficar assim comigo? Me castigar sendo fria? -Olha que homem ousado e tapado.

-Não está tudo bem entre nós. Então não existem motivos para eu me jogar em seus braços. Estou apenas tentando minha ultima chance de continuar casada. -Mando a real. -Então por favor, me entenda. 

-Ok, desculpe. 

-Tá.

-Posso te perguntar uma coisa? 

-Pode. -E eu, e o mundo, todo sabia que pergunta era essa.

-Você está gravida? -Vê? Olha o brilho nos olhos dele.

-Não sei. 

-Mas pode estar? 

-Claro que sim, você sabe disso. Só não sei se estresse me deixou mal, ou eu estou grávida. Mas vamos ver. 

-Mamãe. -Ouvimos o choro da Lunna no quarto. 

-Leva para a cozinha para mim? -Entreguei a xícara vazia para o Peter. -Mamai já vai, Luz. -gritei de volta subindo as escadas correndo.


Notas Finais


Eu amei escrever esse capítulo, por muitos motivos. Um deles, é que o casal não agiam como um casal. Um relacionamento é movido por muitas coisas, mas o essencial é RESPEITO e CONFIANÇA. E essas coisas não estava acontecendo. Nao estamos falando de um casal de adolescentes, e sim de um casal que já se conhece ha muito tempo, e sao casados e pais. Algo que estava inadmissível. Se for para continuar juntos, que eles se respeitem. Algo que nao está mais acontecendo.
Enfim, só queria explicar isso mesmo. Vamos ver o que vai acontecer.
Hoje aqui é comemorado o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) um dia ao qual nós só agradecemos. Hoje quero agradecer a todas que me acompanham, e gostam do meu trabalho. Sou muito grata. Vocês não fazem ideia do que a escrita faz comigo, do quão viva ela me mantem. Muito obrigada, e até em breve.
-U


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