História All that matters - A vida antes do Apocalipse - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Michael Rooker, Nina Dobrev, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Merle Dixon, Nina Dobrev, Personagens Originais
Tags Daryl, Daryl Dixon, Drama, Família, Festas, Infecção, Irmãos, Merle Dixon, Morte, Morto, Nina Dobrev, Pai, Poder, Riqueza, Romance, Roubo, Tragedia, Twd, Zumbi
Exibições 18
Palavras 1.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo, genteee!!
Na capa, Jeffrey e Tiffany aparecem, sendo interpretados por Corbin Bleu e a musinha mais linda Gigi Hadid!! <3

Muito amorrrr <333
Espero que gostem!! Opinem!

Capítulo 4 - A Good Spark


Fanfic / Fanfiction All that matters - A vida antes do Apocalipse - Capítulo 4 - A Good Spark

Eram nove horas da manhã, quando o som do despertador invade seus tímpanos. Raios de sol invadiam o quarto, iluminando as pequenas partículas de poeira que pairavam pelo ar. Angelina acordava para mais um dia de trabalho. Seus cabelos castanhos e bagunçados estavam sobre seu rosto. Ela os tirou dos olhos e se espreguiçou, esticando seus braços o máximo que podia. Dois dias se passaram desde o evento no Trinity Hall e sua rotina havia voltado ao normal; mais um dia de trabalho começava. A menina levantou-se, cambaleando e caminhou em direção ao banheiro. Lá, ela tomou um curto banho e depois escovou seus dentes na pia. Enquanto encarava o espelho com a boca envolta em espuma de pasta de menta, ela passou seu dedo médio direito por baixo de seu olho, reparando em suas olheiras. Afim de clareá-las, Nina pegou dentro de seu estojo de maquiagem um pequeno corretivo. Ela apertou a bisnaga, saindo um creme cor de marfim,  espalhou-o por cima das leves manchas. Depois, aproveitou e passou algumas camadas de rímel em seus longos cílios, enfatizando a beleza de seus olhos negros e deixando seu olhar ainda mais marcante. Voltando para o quarto, ela abriu seu grande armário, tirou uma blusa preta, lisa, de manga comprida. Para vestir suas pernas, pegou uma calça jeans, de tecido fino, tão escuro quanto sua blusa. Seus pés adentraram um par de Scarpins negros e vernizados. Sua hora estava passando. Ela espirrou duas vezes seu perfume J’adore, em seu pescoço e pulsos, e na mesa da cabeceira, pegou seu celular. Pela sala, Angelina andava apressadamente, procurando por sua bolsa. Estava em cima do sofá da sala. Ela a pega e também a chave do carro, que ficava pendurada ao lado da porta.

No meio de seu trajeto para o trabalho, Nina para o carro em frente ao Starbucks. Desliga o motor de seu automóvel e adentra a lanchonete. Ela pede ao atendente um muffin de banana e uma bebida quente de café com leite, canela, açúcar e chocolate branco. O trânsito fluía tranquilamente, ela bebia leves goles do seu café enquanto dirigia. Seria um dia típico. Chegando na Agência, ela caminha em direção à sua cabine.

- Bom dia, flores do dia! – Ela diz para seus amigos Jeffrey e Tiffany, enquanto tira a bolsa de seus ombros e a coloca em cima de sua larga cadeira de rodinhas. Ela põe o muffin e o café em cima da mesa, sendo o último em cima de um porta-copos cinza. Seus amigos respondem seu bom dia simultaneamente, enquanto ela tira seu laptop prateado da bolsa. – O que vocês tem para fazer hoje?

- Ah... Dia da papelada. – Tiffany bufa, revirando as duas bolas de vidro que são seus olhos, enquanto coçava a cabeça com um lápis.

- Não aguento ter que ficar preenchendo esses relatórios inúteis. Me sinto um desmatador de florestas amazônicas. – Jeffrey reclama, fazendo Angelina rir. – Falando em Amazônia, você tem acompanhando as notícias? – Ela olha para seu amigo, já imaginando que ele comentaria algo sobre seu pai no Brasil, uma notícia sobre o sucesso internacional da Clinton’s Corporations, ou um investidor que tenha comentado bem sobre Anthony no jornal. – Ta rolando uma epidemia louca no Brasil, sabia? O ministério da saúde já declarou estado de emergência! Muito doido, né?

- É, eu li sobre isso! O pessoal tá desesperado. Mas de vez em quando rola esses surtos lá, daqui a pouco passa. – Tiffany responde. Angelina estava séria, estava curiosa a respeito do que se passava no Brasil, afinal, era onde seu pai estava. Ao ligar o  computador, ela clica no ícone do Skype e procura pelo nome do seu pai. Ele estava off-line. Devia estar dormindo.

 

Estava chegando a hora do almoço. Enquanto Angelina digitava uma carta de agradecimento à marca Dior, por ter lhe dado a oportunidade de criar o design da embalagem, seus amigos continuavam a escrever seus relatórios de atividade. Sobre cada dia de trabalho, deviam detalhar cada uma de suas obras: Nome da marca destinatária ou do proprietário do pedido; Data de início da produção da obra; data de término; opinião acerca do pedido; descrição detalhada da obra; materiais utilizados para a produção da obra; referências das ideias na produção da obra eram alguns dos tópicos a serem preenchidos em cada papel. Ao todo, o número de folhas passava dos vinte, para cada um. Jeffrey estava terminando seu sétimo relatório, quando ele, de repente, olha para a o balcão da recepção da Agência.

- Gente. – As meninas param o que estão fazendo e olham, curiosas, para seu amigo. – Gato, lá na frente, olhem rápido!

Não dá pra acreditar. Seu corpo esquentou e sua espinha soltou uma leve corrente elétrica quando ela percebe quem está na entrada da Agência, conversando com a recepcionista. Daryl estava com um visual esportivo, totalmente diferente do dia da festa. Vestia uma camiseta preta e por cima, uma jaqueta jeans. Sobre seu cabelo desarrumado, havia um boné, também preto.

Angelina apoia seu braço na mesa, imaginando motivo daquele homem estar ali. Um turbilhão de pensamentos passa pela sua cabeça, enquanto mordia a ponta do lápis. Foi o tempo dela solta-lo da boca que a secretária se aproximou e parou ao lado de sua cabine.

- Aqui está senhor, cabine 07. – A mulher diz, apontando para Angelina, enquanto que com a outra mão, segurava uma pequena pasta. O homem de preto se aproxima e apoia o cotovelo esquerdo na divisória do pequeno muro de drywall.

- E aí. – Ele solta, com sua voz rouca e grave. Aquele olhar semicerrado novamente, e o sorriso torto atingem Nina como correntes elétricas, deixando seu corpo rígido, imóvel. Ela o encara surpresa, sem fala. Seus amigos assistem aquela cena, atônitos. De Tiffany, só se podiam ver os olhos, curiosos, por cima de sua divisória, como se estivesse se escondendo.

- Oi... Daryl. – Ao dizer o nome do rapaz, Jeffrey deixa sua boca cair e arqueia sua sobrancelha direita, dando a ele uma feição de perplexidade. – O que você...

- Trouxe isso pra você. – Ele tirou do bolso dianteiro de sua calça uma pequena caixa. Era uma embalagem de cigarros mentolados, ainda lacrada. Nina tentou, mas não pôde conter seu sorriso ao lembrar de todo aquele episódio no Trinity. Desde o balcão do bar até a área de fumantes. - Tá muito ocupada? – Ele diz, olhando para sua mesa. Era limpa, arrumada, organizada.

- Como você me achou aqui? Tá me perseguindo? – Sua última pergunta saiu com um tom de indignação, fazendo o homem soltar uma leve risada. Seus dentes eram perfeitamente alinhados, brancos como neve. O corpo de Nina estava mole.

- Não eu... Bom, depois que você me deixou sozinho na área de fumantes, - Jeffrey não consegue segurar o sorriso, ainda perplexo com aquele momento. – eu pedi para sua amiga me dar seu número. Aquela que estava organizando a festa, Sasha, não é? – O corpo de Nina gelou. – Infelizmente ela não sabia de cabeça, então me pediu pra vir te perguntar, na Agência Brooks... E eu vim. – Que filha da puta, eu vou MATAR ela, juro por Deus.

- Você veio até aqui pedir meu número?

- É, e aproveitar pra te chamar para um café. – Nina pensa na proposta e olha para seu computador.

- Tô ocupada.

- É só um café. Não vai tomar muito do seu tempo – Ele insiste.

- Nina...! – Tiffany sussurra alto, por detrás da divisória de sua cabine. Seu cenho estava forçado.

- Tudo bem. Só um café. Mas não posso demorar, estou realmente ocupada hoje. – O rapaz sorri.

- Vamos na Highland Parks, é perto daqui.

- Tudo bem... – Nina diz, se levantando da cadeira. Em cima da mesa, ela deixou um papel escrito “Volto Já!”. Pegou sua bolsa e o pacote de cigarros, e com o homem moreno, partiu. Jeffrey e Tiffany puderam então soltar gargalhadas e fofocar a respeito da cena.

 

Chegando na cafeteria, os dois se sentam em uma mesa na varanda. Daryl tirou seu boné, deixando à mostra seu cabelo preto e liso. Ele puxa de dentro do bolso um cigarro e o acende. Aquele cheiro de mentol tomou conta do ar novamente, dando a Angelina vontade de acender um para ela.

- Te falei que não dava dor de garganta. – Ele diz e ela sorri. – Quer dizer então que você é designer. – Nina assentiu com a cabeça enquanto tragava em seu cigarro. – Eu trabalho com meu irmão. – Ela esperou que ele dissesse o ramo em que seguia. – Negócios.

- Que tipo de negócios?

- Negócios do tipo... Negócios.

- Não quer me dizer?

- Digo quando você me disser seu número. – Ele disse sorrindo. Sua mão estava apoiada nas costas da cadeira de Nina.

- Não vejo motivos para isso. – Ela diz enquanto pega seu cabelo e o joga todo para o lado, deixando nua sua nuca, como no dia da festa. Daryl, ao ver aquele pescoço desprotegido, fica inquieto. O aroma cítrico do J’adore penetra em suas narinas de maneira mais intensa, tomando conta de todos os seus sentidos. Ele cerra os olhos para Angelina e os dois permanecem em silêncio.

- Ah, já ia me esquecendo, você gosta de Led Zeppelin, não é? – Ele pergunta empolgado.

- Gosto de algumas dele!

- Conhece Black Dog? – Ela nega com a cabeça. – Que isso! É um classico, I gotta roll, i can’t stand still, got a flamin’ heart can’t get my fill… - Ele canta a música fazendo gestos com as mão que segurava seu cigarro. – Não? – Ela ri. – Droga.

Depois de alguns minutos quietos, eles terminam os cafés e pedem a conta. De repente, um novo jogo de olhares se inicia. Eles se encaram, sem dizer uma palavra. Se estudavam, se admiravam e aproveitavam enquanto uma forte faísca lhes conectava.

- Gosto do seu cheiro. – Ela, sem querer, enrubesce.

Daryl chega mais perto dela. Ela podia sentir sua forte respiração quente, ritmada, em seu ouvido. Sua perna arrepia.

- Não, Daryl. – Ela diz encostando sua mão finas em seu peito largo e musculoso. Sua intenção era afasta-lo. – Tenho que ir. – Daryl já ouviu isso antes. A conta chegou na mesa e ele pegou sua carteira, procurando por trocados.

- Vai me deixar sozinho de novo? – Ele diz sorrindo, enquanto ela dobra um guardanapo.

- Eu te falei que não podia demorar. Tenho coisas a fazer. – Nina se levanta às pressas da mesa enquanto Daryl permanece sentado.

- Eu posso, ao menos...

- Obrigada pelo café. – Ela diz e sai da cafeteria. Seu coração estava pulsando, não tinha certeza do que havia feito. Não tinha certeza nem de quem ele era, o que fazia da vida. Daryl era um mistério em sua vida, um mistério que ela estava muito interessada em desvendar.

Daryl continua na mesa, sentado, com seu braço apoiado na cadeira ao lado. Ele a olhava sumir no horizonte, decepcionado com sua partida. Aquela jovem morena lhe dava estranhas sensações. Seu olhar, seu cheiro, Ah, que cheiro... Sua pequena boca, seu pequeno corpo... Nina era um ser frágil, que não sabia com quem estava lidando, ou sabia e tinha certeza de que não ia ceder. Ele olhou para a mesa para alcançar sua carteira e viu um pedaço de guardanapo dobrado. Daryl o pegou e ao abrir, lançou um leve sorriso. A sequência de números foi salva em seu telefone.

 


Notas Finais


Eu, particularmente, amei esse final!

As cabines da Agência Brooks se parecem com as do filme da muher gato, tipo nessa foto aqui:
http://comicsalliance.com/files/2011/07/catwoman08.jpg

Uma foto real da cafeteria Highland Parks:
http://highlandparkcafeteria.com/wp-content/uploads/2014/05/squares-shakespeareroomflowers-750.jpg

Daqui a pouco tem mais surpresas pra vocesssss

Bjos de luz


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