História All that Matters - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Hange Zoë, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Levihan
Exibições 57
Palavras 1.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - 12


Capitulo 12

Levi

Ele não conseguia acreditar em seus olhos. Ela só podia estar brincando. Quando Levi entrou em no quarto dela naquela manhã ele não esperava encontra-la praticamente arrumada para sair. Só tinham se passado três dias. Três malditos dias. Ele esperava que ela percebesse que ele estava praticamente abrindo buracos em sua cabeça com o olhar.

Finalmente percebendo que ele estava olhando ela levantou a cabeça. “Está acontecendo alguma coisa? ”

“O que você está fazendo? ” Ele deixou o senhor de lado devido sua irritação.

Ela olhou para baixo, ignorando o você. “Vestindo minha bota? ”

“O senhor pretende ir a algum lugar? ”. Ele lhe olhou de cima a baixo.
Hanji lhe sorriu suavemente. “Eu tenho alguns negócios a resolver. Falando nisso você vai comigo hoje para meu escritório. ”

“Mas só se passaram três dias senhor. ”
“Sim. ” Ela disse abanando a mão como se descartando a ideia. “Mas para todos que eu conheço eu não fui baleada três noites atrás. Então...”
“Mas...”. Levi se perguntou se seria sábio amarra-la a cama para impedi-la de sair de casa até ela se curar completamente.

“Espero que você já tenha comido, estamos saindo assim que eu terminar meu café. Se você ainda tem algo para fazer você pode ir agora nos encontramos lá em baixo. ” O tom dela não deixava espaço para discussão.

Levi só assentiu com a cabeça e desceu, ele iria procurar Nanaba, alguém tinha que fazer algo para parar essa loucura.

“Nanaba. ”

“Bom dia Levi” Ela estava o olhando cuidadosamente. “Hanji me contou sobre a novidade. ”
Levi não sabia como responder issso isso, então foi direto ao ponto. “Ela pretende sair agora, somente três dias depois do que aconteceu. ” Levi esperou que a expressão da mulher se transformasse em descrença, mas a expressão dela não mudou.

“Eu sei, ela me contou ontem. ”
“Mas isso é loucura. ”
Nanaba suspirou. “Eu sei, mas ela é teimosa em todos esses anos eu nunca consegui demove-la quando ela tomava uma decisão. Não há nada que possamos fazer. ”

“Mas ela...ele é um médico como pode ser tão irresponsável? ”

Nanaba só sorriu. “Desista você só vai conseguir ficar frustrado. ” Disse e se despediu.

-
Ele ficou esperando ela descer perto da porta. Pelo menos ele estaria com ela se algo acontecesse pensou. Minutos se passaram antes dela descer, Levi a viu descer lentamente da escada, ela só estava vestindo uma blusa o casaco estava colocado por cima dos ombros.

Ela sorriu ao vê-lo. “Estou feliz que você vai comigo hoje. Você vai me ajudar muito hoje. ” A vontade de Levi de arrasta-la de volta para o quarto só estava maior Levi não conseguiu retribuir seu sorriso, frustração ainda maior. “O senhor não devia estar fazendo isso. ”
“Eu sei, mas não tenho escolha. ”. Ela parecia cansada e com dor. A frustração de Levi diminuiu. Ele ainda queria leva-la de volta para cima. Em vez disso ele só segurou a pasta que ela levava debaixo do braço que não estava machucado. Ela o olhou surpresa e sorriu. “Obrigada Levi, você já está me ajudando. ”

“Eu vou segurar qualquer coisa que o senhor precise hoje. ” Hanji só sorriu e assentiu. “Vamos quanto antes eu começar meu trabalho, antes eu volto para casa. ”

A viagem até o escritório foi tranquila, ela leu o caminho todo. Levi observou o exterior, era a primeira vez que ele saia de casa desde que ele tinha sido comprado. Os sentimentos eram muito diferentes em relação a última vez, sem medo. Eles pararam em frente a um luxuoso prédio, a porta foi aberta e Hanji saiu. Ela se virou para ele e pediu para segui-la. Ele andou atrás dela com uma distância de poucos passos, seus olhos treinados absorvendo todo o caminho o memorizando e traçando rotas de fuga. Não passou despercebido a Levi o luxo do local, a arquitetura e decoração que lembrava a casa de Hanji. Talvez tenha sido a mesma pessoa a decora-los? Será que Hanji tinha feito isso? Ele não conseguia acreditar nisso. Ela não parecia o tipo de pessoa que se preocupava com esse tipo de coisa, será que teria sido sua noiva. Ao pensar na noiva de Hanji Levi se perguntou se a mulher sabia com quem realmente iria se casar, ela devia saber pensou. Ao contrario esse casamento irá acabar muito rapidamente, a ideia pareceu bem atraente a Levi, talvez para economizar tempo eles não deveriam nem se casar.

Eles percorreram um longo corredor cheio de portas, ele passou por diferentes laboratórios que tinham placas na porta indicando o tipo de pesquisa realizada lá. Havia também outas portas sem inscrição. Hanji entrou em uma sala que tinha seu nome escrito em letras douradas. Ela manteve a porta aberta para ele, a qual ele se apressou em entrar. Dentro da sala já estava um homem loiro que estava sentado em uma escrivania. O homem se levantou imediatamente ao ver Hanji, mas parou ao ver Levi entrando.

“Dr. Hanji...”

“Bom dia Moblit. ” Ela disse com um grande sorriso, olhando para Levi ela o apresentou.

“Esse é Levi, ele vai me acompanhar a partir de hoje. ” Novamente o tom que não deixava espaço para discussão, Levi percebeu que não era tão enervante quando utilizado com outra pessoa.

“Claro Dr.” O homem se virou para Levi e lhe ofereceu a mão. “Olá, prazer em conhece-lo. ” Levi não sabia o que fazer, ele definitivamente não esperava que o homem o cumprimentasse, muito menos lhe oferecesse sua mão. O gesto indicava que eles eram iguais, o que não podia estar mais distante da realidade.

 Vendo sua hesitação o homem recolheu a mão. “Bom...Dr. eu tenho os resultados dos últimos experimentos. ”

Hanji parecia alheia ao que aconteceu lendo alguns papeis que estavam espalhados sobre a mesa, a que Levi estava grato, ele não precisava dela para aumentar o constrangimento da situação. Ouvindo seu nome ela levantou a cabeça.

“Ótimo, me traga para eu analisar, depois eu quero repetir os experimentos com os melhores resultados. ” O homem pegou uma pasta e entregou a Hanji, Levi imediatamente pegou a pasta e colocou sobre a mesa. Ele viu o loiro levantar as sobrancelhas, mas nenhum comentário foi feito. Hanji se sentou em sua mesa, a qual ele supôs que era sua por ser a maior e mais bagunçada e começou a folhear os papeis.

“Vou voltar para o laboratório senhor. ” O homem não esperou uma resposta de Hanji, talvez já acostumado a não receber nenhuma, ele saiu pela porta em que eles tinha acabado de entrar. Levi ficou de pé, ainda perto da porta, ele não sabia o que fazer.

Sem levantar a cabeça Hanji falou. “Sente-se, escolha qualquer cadeira. Não consigo me concentrar com você parado. ” Em nenhum momento seu olhar se retirou do documento.

Ele escolheu a cadeira que era mais longe da mesa de Hanji o possível, não querendo interferir em seu trabalho, mas que também era perto da porta a qual se fosse necessário ele conseguiria impedir que qualquer pessoa que tentasse entrar pela porta de se aproximar muito de Hanji. Ele aproveitou para analisar o escritório. Havia uma grande janela em frente a porta e de lado a mesa de Hanji, as cortinas estavam fechadas, Levi imaginou que o lugar tinha uma boa iluminação natural e se abrisse a janela a brisa também seria agradável.

Durante mais de 50 minutos Hanji ficou parada na mesma posição, somente sua mão se movia para virar as páginas. O olhar de Levi oscilava dela, para o relógio que se encontrava na parede a sua frente da janela a porta. Ele estava entediado.

Suspirando ela se levantou. “Eu vou visitar o laboratório. ” Antes mesmo de ela terminar a frase ele já estava parado perto da porta a mão na maçaneta mantendo ela aberta. Ela sorriu para isso. Levi gostava de seu sorriso, mesmo quando ela estava rindo dele.

Ela os guiou até o laboratório, na placa estava escrito laboratório de genética vegetal. Haviam diversas estufas no local, elas estavam cheias de vasos de plantas codificados. O homem chamado Moblit estava escrevendo algo em uma prancheta e se virou ao ouvir o barulho da porta. Ele estava vestindo um jaleco branco,

“Dr.” O olhar do homem deslizou para Levi e voltou para o Dr.

“Moblit. Eu analisei os resultados. Refaça os testes nas amostras 12, 15 21, 33, 45 e 49. Nas temperaturas -5, 0, 5, 10, 20 e 30. E descarte as outras amostras. ”

“Claro Dr.”

Ela passou de estufa a estufa sempre fazendo perguntas a Moblit que parecia a seguir como um cachorrinho, ele não achou que precisasse segui-la também dentro da sala preferindo ficar perto da porta. Ela ficou lá mais de uma hora e depois voltou ao escritório, ela recebeu algumas visitas de fornecedores e de compradores, durante esses encontros Levi teve que esperar fora do escritório, ele não tinha gostado nada disso deixando claro em sua fisionomia. Mas elefoi prontamente ignorado.

Depois que o ultimo fornecedor tinha ido embora, ele estava novamente sentado em sua cadeira no escritório (que agora ele já considerava sua) e ela tinha voltado a leitura. O tempo parecia passar mais lentamente quando não se estava fazendo nada e Levi estava quase pedindo permissão para limpar e organizar seu escritório, em seu tédio ele quase escutava a poeira cair sobre os moveis.

“Acho que é o suficiente por hoje. ” Levi virou o rosto em sua direção. “Vamos voltar para casa. ” Ele se levantou e a seguiu sem falar nada. Ele também carregava uma pilha de documentos que ela pretendia levar para ler em casa. Antes de ir embora ela se despediu do homem loiro, que comprimento a Hanji e a ele. Levi não sabia porque mais achava o homem levemente irritante.

A viagem de volta foi uma repetição da partida. Ela estava de olhos fechados. Ele a tinha visto tomando algumas pílulas algumas horas atrás, provavelmente para dor. Ela parecia cansada e com sono, seus olhos quase fechando na leitura do documento que ela segurava. Levi viu quase em câmera lenta seus olhos se fecharem e seus óculos deslizarem de seu rosto, ele que estava sentado à sua frente se aproximou e tentou tirar da forma mais lenta possível seus óculos tentando não a acordar. O rosto dela tão perto ele colocou a mão no lado de sua cabeça e suavemente deslizou seus óculos, ele tocou levemente seu rosto sentindo a maciez, ele estava passando dos limites pensou.

Mas sentindo o movimento ela abriu os olhos, ele estava muito próximo de sua face. Percebendo a situação ela se afastou rápido para trás o movimento repentino causando dor em seu ombro ferido.

“Desculpe senhor seus óculos estavam caindo. ” Levi amaldiçoou baixinho, ele tentou não perturba-la mais acabou por causa-lhe dor.

O rosto de Hanji estava vermelho, e ela parecia tentar não se mexer para evitar uma dor maior. “Não tem problema, só... me acorde da próxima vez. ”

Levi só assentiu e voltou para seu banco em frente a ela. Seu rosto um vermelho que combinava com o dela, ele estava se sentindo envergonhado e sentindo outras coisas que não conseguia definir no momento. Pelo restante do caminho ela não voltou a sua leitura e nem a olhar para ele.

 

 



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