História All To You (HIATUS) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Norminah
Exibições 55
Palavras 2.874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - I'm flaw


Eu pisava tão fundo no acelerador que quando me dei conta, Southampton parecia correr pelo espelho retrovisor de meu carro. Não sei dizer se pressa era o que me definia naquele momento, até porque eu tinha medo do que poderia descobrir a seguir, era mais como ansiedade, tanta que me sufocava, eu tentava não pensar em nada, não queria julgar Jilly mal, mas também não podia ignorar o fato de a corrente dela ter sido achada no local de um crime, crime esse que desencadeava outros tantos.

 – Srta. Kordei? 

– Sim!?

 – A Srta. Anais está aqui em baixo... 

– Deixe ela subir, Carl, obrigada por avisar.

 – Às ordens senhorita. Carl era o porteiro de meu prédio há uns trinta anos, um senhor sério e muito educado, ele sabia que eu havia terminado com Jilly e por isso não deixou que ela subisse, ao contrário do que era acostumado a fazer. Tinha que me lembrar de agradecer por seu bom senso. 


 – Entre - Jilly havia batido na porta, eu a aguardava sentada em uma poltrona enquanto bebia um whisky com gosto esquisito, diga-se de passagem, estava horrível.

 – Eu sabia que você ia voltar atrás, meu amor, eu esperei tanto por isso - Ela entrou, se sentou em meu colo e beijou meu rosto, e eu estava imóvel, não me dei ao trabalho nem de respirar.

 – Jilly? - ela ainda estava abraçada a mim e parecia não me ouvir, me senti um daqueles pobres bichinhos na mão da Felícia - JILLY, ME ESCUTA - agora, eu parecia ter conseguido chamar a sua atenção - Senta ali, por favor, e me escuta.

 – Normani? O que houve, você está tão esquisita - ela disse, se sentando onde eu havia indicado. 

– Jilly, o que significa isso? - falei estendendo a pequena corrente de ouro com um pingente de bailarina, para ela. 

– Eu não acredito que você conseguiu ela de volta, obrigada Mani, mas como você conseguiu? - ela tomou a corrente de minha mão e pôs em seu pescoço - Que pergunta idiota, você trabalha em uma delegacia, têm acesso a esse tipo de coisa o tempo todo.

 – JILLY!! Dá pra você parar de falar por um segundo, e me ouvir - ela havia se calado e parecia estar um pouco assustada, provavelmente por que gritei com ela, coisa que eu nunca havia feito em anos. Todas as nossas discussões sempre pareceram mais monólogos de Jilly, do que qualquer outra coisa - Obrigada, agora diga, onde você perdeu isso? 

– Eu não perdi, eu nunca perderia algo tão importante assim pra mim. 

– Então por favor, me explica o que aconteceu - eu estava tentando controlar o ódio e a ansiedade em minha voz. 

– Roubaram ela de mim 

– Quando?

 – Se lembra daquele dia em que a gente brigou por que você nunca estava em casa e eu achei que você estava me traindo? 

– Claro que eu lembro, você surtou - eu ri com a lembrança de Jilly tentando sentir o perfume de outra mulher em mim, hoje era até engraçado, mas no dia foi assustador, nunca vi ela daquele jeito, e espero nunca mais ver - Mas o que isso tem haver com o que eu te perguntei? 

– Então, naquele dia eu saí pra beber, e conheci uma mulher... 

– Eu não acredito que você me traiu, eu confiava em você Jilly... 

– Menos drama né, Normani, é claro que eu não te traí, eu nunca faria isso - falou me olhando de forma doce - Continuando... Eu fiquei conversando com a tal mulher e continuei bebendo, ela conseguia me instigar a beber mais de alguma forma, ela se mostrou ser amiga e ótima ouvinte e eu fui indo, só sei que acordei horas depois com a cara em uma mesa de bar, com minha bolsa escancarada de um lado, meus documentos jogados de outro, sem meu celular, sem dinheiro nem pra pagar a conta e sem a corrente. 

– E porque você nunca me contou isso? 

– Porque tive medo, Normani, eu saí, enchi a cara ao lado de uma desconhecida, e perdi o presente mais especial que você me deu. 

– Você sabe quem é essa mulher? Já havia visto ela antes? Sabe pelo menos o primeiro nome? 

– Não, eu não sei de nada, só lembro que ela era alta, muito bonita, tinha cabelos ondulados e loiros... Ah e disse que se chamava Jane.

 – Jane? 

– É, foi o que ela disse... Mas pra quê tantas perguntas? 

– Nada de mais, só queria saber quem fez isso 

– Mas Normani, á 5 minutos, você achava que eu havia perdido ela, fez esse interrogatório todo, e agora diz que não é nada!? Fora que você nunca foi boa em mentir. – Esquece Jilly, isso é assunto da polícia.

 – Normani Kordei Hamilton, você não pode mentir pra sua namorada.

 – Eu não sou mais nada sua - vi que seu semblante caiu e me arrependi por ter sido tão dura - desculpa Jilly, mas é a verdade.

 – Ok Normani, você é quem sabe... Eu já vou, obrigada por ter achado - falou pegando no pingente que já estava em seu pescoço. 

– Espera... Você não pode ficar com isso.

 – E por que não? 

– Me devolve Jilly

 – Fala Normani, agora. 

– Tudo bem... 

– Estou esperando

 – Ele é uma possível prova de um crime. 

– Como assim? Que crime? 

– A série de assassinatos, a história do limão, os John's, lembra? 

– Lembro, mas ainda não entendi. 

– A corrente, foi achada no local em que foi encontrado o último corpo. 

– Espera aí, e pra quê todas essas perguntas, Normani? Não me diga que você desconfiava de mim? 

– Não é isso Jilly, é que eu precisava averiguar, é meu trabalho... 

– Eu não acredito Normani - ela me encarou com lágrimas nos olhos, tirou a corrente, e a atirou no chão, depois saiu batendo a porta. 

 No momento em que a porta se fechou, eu me dei conta da burrice que eu estava fazendo, desconfiar logo da Jilly, foi muita idiotice, eu só podia estar ficando maluca por achar que ela teria algo a ver com isso, afinal que razões ela teria? E mesmo que ela tivesse algo com isso, ela não seria idiota o bastante para cometer todos esses crimes, debaixo do nariz da polícia. Por outro lado, a história de ficar bêbada ao lado de uma desconhecida ainda me era muito suspeita, afinal ela não fazia a linha irresponsável, era até meio doida e desligada, mas não influenciável. Mas também fui uma idiota, eu só fiz magoar ainda mais a Jilly, como se não bastasse todo o trauma da separação, agora tinha mais isso, agora o meu relacionamento que havia acabado pacificamente estava só o caos e desordem. Eu havia arruinado tudo com ela, mas por outro lado, eu tinha um novo indício de que Dinah era a culpada, porque quando Jilly mencionou a mulher alta de cabelos loiros e ondulados, eu não pensei em mais ninguém além dela.

 ••• 

 Segunda feira e eu estava de volta a delegacia para mais um dia de trabalho, passei o resto do fim de semana, dividida entre procurar Jilly para pedir desculpas e convocá-la para um interrogatório oficial na delegacia, mas para fazer isso eu teria que envolver outras pessoas, por mais discreta que eu fosse, Lauren e Niall teriam que ficar sabendo, e eu não queria colocar toda polícia no encalço de minha ex, por mais que isso seja errado, eu não a entregaria, primeiro eu teria que falar com Dinah, fazer ela confirmar a história de Jilly, só assim ela estaria livre de suspeitas, inclusive das minhas. 

 – Bom dia Laur - falei cumprimentando a minha amiga que já estava em sua mesa, concentrada na leitura de algum caso já arquivado pela polícia, não sei bem o porquê, mas ela sempre gostou disso.

 – Oi Mani - ela me lançou um sorriso malicioso e eu a encarei sem entender - Como foi seu fim de semana!?

 – Normal, e o seu? - respondi estranhando sua pergunta.

 – O meu não importa, quero saber da Jilly... 

– Da Jilly!? O que quer saber?

 – Tudo né Normani, mas me poupe de certos detalhes por favor, quero saber da reconciliação! 

– Aaaah me poupe Jauregui, que reconciliação!? 

– Sabe, gostava mais quando você me contava as coisas, sua distância me magoa muito Normani - fez uma carinha de triste, ela era tão linda, e tão inconveniente.

 – Para de drama e me diz do que você está falando? 

– Jilly me ligou ontem à tarde e disse que você havia chamado ela para ir até seu apartamento para "conversar" - fez aspas no ar e arqueou a sobrancelha esquerda. –

 E foi só isso Lauren, eu chamei ela pra conversar. 

– Não rolou nenhum beijinho? - eu neguei com a cabeça e ela me olhou decepcionada - nada fácil shippar vocês duas. 

– Já falei pra você parar com isso, não tem mais volta Laur, aceita. 

– Tá, mas então o que você tinha que conversar com ela? 

 – Assuntos pessoais e sigilosos Jauregui - falei deixando minha mochila sob a cadeira e tornando a sair da sala. 

– Mas Mani... 

– Até mais Laur. 

 Eu fiz de propósito, poderia até ter inventado alguma história convincente o bastante para Lauren, mas fiz questão de deixá-la curiosa, eu adorava fazer isso.

 Segui pelo corredor principal da grande delegacia até que sinto um corpo se chocar contra o meu... 

 – Me desculpe - falei antes de perceber que se tratava de Camila Cabello, senão não teria me dado ao trabalho de ser educada.

 – Quando, há alguns anos eu disse que a gente ainda se trombaria muitas vezes, eu não havia pensado que seria literalmente. 

– Bom dia Cabello - falei séria e já ia saindo, quando ela segurou meu braço. 

– Espera Normani... Sabe, eu gostaria de poder voltar a falar com você sem que você me olhasse como seu tivesse lepra ou sei lá. 

– Você é estranha né Camila, passou anos me ignorando e pedindo pra eu me afastar, o que eu fiz a muito custo, fora que você tentou me matar, e agora quer fazer de conta que nada aconteceu!? 

– Não é isso Normani, estou apenas tentando agir com uma mulher adulta, e eu nunca tentei te matar, você sabe que foi um acidente e... E eu me sinto tão culpada... 

– Olha, se atirar em uma pessoa não é tentar matar ela... Eu realmente não sei o que é.

 – Eu estava bêbada 

– Não, você é doida, é diferente 

– Você nunca me assumiu, nem Lauren que é sua melhor amiga, sabe de mim

 – Então essa é sua desculpa Karla!?

 – Não estou tentando justificar meus erros, você sabe que eu me arrependo muito, e talvez você não saiba o quanto eu temi te perder.

 – Olha Camila, nosso assunto está encerrado, você não me deve mais explicação nenhuma, e eu não lhe devo simpatia.

 – Está certo, mas eu só queria agradecer, coisa que eu nunca tive a oportunidade de fazer... Obrigada por ter feito tudo parecer um acidente, por ter feito a polícia pensar que você mesma se feriu, não sei bem como conseguiu fazer isso, mas você conseguiu, se não fosse por você eu estaria presa até hoje. 

– Ok Cabello, então estamos acertadas, você não me deve nada e eu não lhe devo nada.

 Então saí dali, não deixei Camila falar mais nada, porque cada vez que ela relembrava nosso passado, eu sentia como se algo se quebrasse dentro de mim, talvez porque nosso caso nunca foi terminado de verdade, e acho que sempre ficariam conversas pendentes, que eu não me permitiria terminar, era como se aquela mulher sugasse toda a minha paz, por isso eu não suportava ficar próxima à ela por mais de alguns minutos. Fora que eu não deixei de pensar que  toda aquela conversa, não passou de uma estratégia para tirar meu foco do caso, afinal ela era advogada de nossa principal, ou melhor, única, suspeita. Dinah Jane Hansen. E eu ia agora mesmo falar com ela.

 •••

 – Katherine, você poderia liberar minha entrada!? - falei com a carcereira que havia ali - Preciso falar com a acusada. 

– Claro Kordei, pode entrar - ela destrancou o grande portão que dava acesso às duas celas que haviam ali e sorriu simpática. 

– Obrigada! Andei até a entrada da cela que Dinah dividia com uma outra garota, sendo acompanhada de perto por Katherine.

 – Dinah!? Vamos conversar - falei e a cela já estava sendo aberta - me acompanhe. Ela saiu da cela sem falar nada, quando eu a algemei, ela pareceu incomodada, mas continuou em silêncio até chegarmos a sala de paredes cinzas que só tinha uma mesa e três cadeiras.

 – Hansen, você reconhece essa corrente? - tirei a pequena correntinha do bolso e logo lhe mostrei, queria ver qual seria a sua reação, mas ela não mudou sua expressão facial. 

– Reconheço sim, eu roubei ela de uma mulher há algum tempo.

 – Jilly?

 – Sim, foi como ela se apresentou, mas ela estava tão bêbada - ela riu. 

– Ela era minha namorada. 

– Ela é gostosa

 – É, eu sei - falei distraída. 

– Mas porque você quer falar disso? Meus problemas serão maiores por ter roubado a namorada de uma policial? - ela falou sorrindo, mas um sorriso triste, ela sabia que não havia como sua situação piorar. 

– Claro que não, Hansen, você já está fodida o bastante - ela riu mais uma vez, e mesmo com toda dor que aquele sorriso demonstrava, ele era lindo, ela era linda. 

– Do que você quer falar então? Minha advogada disse que eu só poderia falar, quando ela estivesse aqui. 

– Aquela vadia não sabe de nada. 

– Você pode chamar minha advogada de vadia!? 

 – Claro que posso, eu sou a lei, Dinah - ela parecia se divertir - Ah e nossa conversa não está sendo gravada. 

– Então posso confiar em você, e lhe contar meus maiores segredos? - ela perguntou quase sussurante e com a voz ligeiramente rouca. Foi sexy, tenho que admitir. 

– Claro Dinah Jane, estou aqui para lhe ouvir.

 – Tudo bem, mas antes, tenho uma pergunta!

 – Você não está em posição de questionar nada, Hansen. 

– Só quero saber, o que a correntinha tem haver com toda essa história? 

– Aah isso, bem, ela foi encontrada perto do lago, onde o corpo estava, e onde eu te encontrei. 

–  Bem, devo dizer que você estava errada. 

– Sobre o que? 

– Sobre eu já estar fodida o bastante, e sobre não ter como piorar minha situação. 

– Você está certa, sempre tem como piorar, e bem, se você não me falar tudo o que aconteceu, essa coisinha aqui - balancei a pequena corrente - vai pra nossos arquivos, e vai servir de prova contra você. 

– Espera... Então quer dizer que o resto da polícia não sabe dessa nova prova?

 – Exato 

– E que você não está gravando a nossa conversa? 

– Sim 

– Você é praticamente uma criminosa - ela falou fingindo espanto, para no fim rir da minha cara. 

– Bem Dinah, eu só quero fazer o meu trabalho, que é desvendar crimes - ela me encarava concentrada - eu estou sendo legal com você, e espero que retribua a minha gentileza, certo?

 – Certo, só espero que você seja uma excelente investigadora, como todos dizem, Kordei - ela fez uma pequena pausa e olhou em meus olhos - Pois espero que descubra quem é o verdadeiro assassino, e me tire daqui. 

– Se você for inocente, como alega, não se preocupe, eu vou descobrir - falei com firmeza e ela sorriu - Mas agora comece, me conte tudo o que aconteceu naquela noite.

 – Bem, a história é longa.

 – Tudo bem, eu estou aqui pra te ouvir. Então ela começou a falar.

" Eram seis da noite, como de costume eu tinha ido até um café que havia próximo à minha casa. Entrei no mesmo, fiz meu pedido, sentei-me em uma das mesas do fundo, pois eram mais reservadas, e eu gostava de ficar só. Enquanto eu tomava meu café, vi um polícial adentrar o local, ele tirou um pequeno folheto do interior de seu casaco e mostrou à Alice, a atendente dali, ela analisou o pequeno folheto, falou algo ao polícial e então ele se retirou, sem se dar conta da minha presença no local que estava quase desértico. Vi quando ela veio em minha direção, ela trazia o folheto consigo e parecia um pouco apreensiva. 

 – Dinah!! Olha isso - falou um pouco alarmada, então me mostrou o papel que exibia o meu rosto perfeitamente - a polícia está atrás de você!! 

– Droga, o que eu devo fazer? 

– Sei lá Dinah, mas te aconselho à não voltar pra casa, eles estão rondando toda a vizinha, e com certeza vão abordar todos os vizinhos, vai ser muito fácil de te achar - ela olhou para os lados, ainda apreensiva e enfiou a mão no bolso, voltando com a mesma cheia de libras - tome isso é não dê as caras tão cedo por aqui. 

– Obrigada Alice, você é incrível - falei agradecida. 

– E você é uma vadia golpista, agora suma daqui antes que eu tenha problemas.

 Dei um beijo em sua testa e corri para fora do café. Eu estava sem rumo, não tinha amigos, somente Alice, que já tinha feito o suficiente por mim, e Alex, que provavelmente é quem está pagando a Srta. Cabello. Foi aí que eu lembrei do lago, e da pequena floresta que havia ali perto, seria um ótimo esconderijo, por pelo menos aquela noite. "



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