História All We Know - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Jellal Fernandes, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Natsu Dragneel, Ultear Milkovich, Zeref
Tags Jerza, Nalu, Zervis
Exibições 35
Palavras 2.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Holá Gentche, como estão? Espero que bem...
Bem, estou trazendo o primeiro capítulo da minha nova fanfic, espero que gostem foi escrita com carinho hahaha.
Não tenho muito oque dizer que é uma fanfic Jerza em sua maioria, e tem sim um pouco de Nalu. Os outros personagens como Gray, Levy e outros, podem aparecer na história, mas não serão aprofundados.
Por hoje é isso... espero que gostem da história :)

Capítulo 1 - Instituto


Fanfic / Fanfiction All We Know - Capítulo 1 - Instituto

A chuva caia com força, os raios desenhavam como caminhos pelo céu escuro. Estava frio como em um dia de inverno, o vento forte cortava seu rosto, e as árvores pareciam curva-se diante o chão. As lâmpadas nos postes de luz piscavam e algumas queimavam, os paralelepípedos daquela rua estavam escorregadios, em uma mistura da água, lama e do próprio sangue que pingava por onde passava.

A respiração ofegante, os olhos turvos em uma escuridão profunda mesmo que iluminados pela luz prateada da lua. A camisa branca rasgada e marcas perfurantes que cortaram sua pele. Os joelhos e as palmas das mãos estavam ralados, a cor de seu rosto era pálida, assim como a dos lábios que tremiam. Os cabelos grudados sobre o rosto pela enxurrada que tomava e o rosto que ardia como uma brasa.

Ele se arrastava pelos muros do beco escuro, sujando-se ainda mais com a sujeira e poluição. As pernas tremiam, assim como todo seu corpo.

Chegou ao fim do beco, sem rumo, escorregou pela parede apertando a mão contra o peito perfurado e sobre o ferimento que sangrava. As pequenas mãos machadas de sangue e os olhos que começavam a pesar sobre a escuridão, ele começava a ceder sobre a dor e o medo da morte.

O silêncio de seu próprio corpo lhe proporcionava sensações esquisitas. A dor estava ali, mas o barulho da chuva lhe causava sonolência, os olhos pareciam captar as gotas de água em contato com o chão como uma cena parada, o cheiro de lama, sangue e chuva, causava a estranha sensação de tranquilidade.

As pálpebras forçaram-se a se fechar, e talvez nunca mais se abrir, a escuridão ainda o assustava, embora pudesse escutar a chuva e passos. Não lutaria, não correria, não choraria, não gritaria. Apenas se entregou ao próprio destino… a morte?

 

Uma luz muito forte pareceu caminhar em sua direção, e ele parecia caminhar a ela, era o fim, certo? Talvez agora ele pudesse descobrir o que é o maior mistério da vida… oque havia após a morte.Tudo pareceu se formar, uma imagem comum, mãos, uma luz em seu rosto, calor, um teto branco. Era confuso… as vozes pareciam em uma língua comum, nada como língua de anjos, ou demônios.

- Ele vai ficar bem… Os reflexos ainda estão intactos, por mais alguns minutos e ele teria morrido de hemorragia.

- Claro, obrigado. – Os passos se afastaram como botas firmes na madeira, o barulho da porta chiando e logo se fechou. – Ah… vejo que está acordado.

Os olhos pareceram se acostumar com a escuridão. E ele tomou um susto pulando para trás e dando com força a cabeça na parede. Havia um homem ali, parecia já estar na terceira idade, o bigode e a calvície branca indicavam algo semelhante a isso. Era pequeno e o olhar parecia calmo e icônico.

- Tudo bem jovem… não vou machuca-lo. – Ele subiu em um pequeno banco ao lado da cama e depois se sentou na borda. – Sabe seu nome?

O garoto o olhava embora sua cabeça parecesse mergulhada em nada além de querer saber onde estava. Aquilo não podia ser a vida pós a morte, se fosse, seria tão patética e desinteressante quanto ao mundo que vivia.

- Jellal. – Ele forçou a memoria mais um pouco. – Jellal Fernandes. Onde estou?

O pequeno olhava ao redor, era um quarto normal, até mesmo sem graça. O piso era de madeira, e nas paredes havia um papel de parede claro, parecia antigo e rústico. Assim como os móveis de madeira escura. Havia um espelho ornamentado e uma poltrona cor de creme um pouco empoeirada.

- Esse é um dos quartos do Instituto. – Afirmou o velho. – É complicado explicar agora, mas… - Ele mesmo se interrompeu ao ver o garoto levantar-se às pressas e caminhar até o espelho.

Os cabelos azulados estavam bagunçados, o olho direito estava enfaixado cobrindo parte de seu rosto. As mãos procuraram um jeito de desenrolar a faixa de forma desesperada. E quando terminara de desenrola-la essa escorregou no chão empoeirado, os olhos estavam arregalados. Estava marcado, a pele estava queimada, a carne viva lhe causou arrepios. O desenho em seu rosto era estranho para si, e pareceu lhe causar ânsia de vômito. Os dedos foram em direção ao rosto, mas sentiu o pulso ser segurado e o homem baixinho tinha um olhar diferente de antes.

- Não se machuque mais…

- Fizeram isso comigo? – O garoto gritou se livrando do velho dando um tropeço para trás.

- Não o machucamos rapaz. Não se assuste… iremos responder todas suas perguntas, mas primeiro precisa se recuperar, nos ajude a te ajudar. – A voz do homem era calma e ele deu um passo em direção a Jellal que recuou tropeçando no próprio desespero e caindo sobre o chão sentado.

Ele esticou a mão e o azulado aceitou a ajuda de forma hesitante, o resto do dia fora estranho, ele ficou repousando no quarto enquanto o tédio e a curiosidade pareciam corroê-lo por dentro. A paisagem do lado de fora era estranhamente familiar, ele não estava morto, concluiu isso ao ver que ainda estava em Londres, a mesma Londres empoeirada, poluída, chuvosa, que cheirava a fumaça, as mesmas casas de tijolos de barro.

As gotas de água escorriam pela janela de vidro, e do lado de fora apenas uma rua calma da cidade, era uma parte que não conhecia, mesmo com seus dez anos de convivência com aquelas ruas, ele não a conhecia inteiramente.

Assustou-se ao escutar a porta se abrir e o mesmo velho grisalho de antes adentrou o quarto. Ele se sentou a poltrona clara e fez um sinal para que Jellal fizesse o mesmo. O quarto já estava limpo agora, a poeira já não incomodava mais o seu nariz, nem seus olhos. O garoto sentou-se frente ao homem em outra poltrona.

- Certo, sei que talvez seja difícil fazer perguntas…

- Vamos logo com isso… - O pequeno garoto disse se forma cortante e seca. – Você pergunta, e eu respondo oque sei. - O homem concordou com a cabeça em um sorriso de canto e um sinal de negação com a cabeça.

- Como queira… porque estava sangrando na rua?

- Estava fugindo. – O velho franziu as sobrancelhas sem entender de fato. – Mataram meus pais… estão mortos, minha família.

- Quem os matou?

- Eu não sei, usava uma máscara. – A cabeça de Jellal começava a latejar. – Me torturou… procurava algo, queria algum tipo de arma.

- Arma? Como um revólver?

- Não sei, mas estava procurando no lugar errado. Minha família… não tinha envolvimento… Apenas uma família miserável de Londres.

- Com oque seu pai trabalhava?

- Era um cientista fracassado, daqueles que ficaram loucos por seus próprios fracassos… - A voz do garoto era fria ao falar da família.

- Não parece chateado com a morte dele. Ou apenas está fingindo que não liga pra isso?

- Isso importa agora? Estão mortos de qualquer forma. Continue. – Pediu ele de forma séria.

- Sua mãe?

- Era professora, trabalhava para sustentar a mim e minha irmã, além das loucuras de meu pai que passava a maior parte do tempo no porão de casa… - O velho pareceu surpreso e chateado, como se acabara de receber um noticia ruim.

- Consegue descrever todo o acontecimento de forma mais detalhadamente possível? – Jellal engoliu seco, hesitou por alguns segundos mais concordou com a cabeça.

 

O ar faltou em seus pulmões, e ele sentou-se desesperadamente na cama, ofegante. Os cabelos azulados grudavam na testa e na nuca devido ao suor. O quarto estava escuro, o barulho da chuva lá fora pareceu se intensificar. Pegou o celular, ainda era começo da noite. Os pés descalços tocaram o chão de madeira, estava frio, mas ele não se importou. Foi até o banheiro lavando o rosto e olhando-se no espelho.

As olheiras fundas sob os olhos, como valas e túmulos. Os dedos tocaram o desenho em seu rosto, a cicatriz avermelhada que lhe acompanhou desde os 10 anos… e agora, nove anos depois continuava ali, para marca-lo pela eternidade do terror que passou naquela noite.

Muitas coisas aconteceram depois daquele dia… portas abriram-se para si, passou a ter conhecimento de coisas que não imaginava, se tornou oque é hoje… um assassino de uma organização rebelde.  Achou que estaria só depois da morte dos pais, descobriu que ele era inocente demais para imaginar que o próprio pai construía armas para o estado secreto, e que a mãe era uma espiã do governo de Londres… o sujo governo de Londres.

Eles não teriam orgulho do que ele seria hoje, um rapaz que lutava contra oque eles defendiam… mas ele não se importava, porque mortos não tinham orgulho de nada, nem de ninguém. Os pais se tornaram distantes após a descoberta, agora eram apenas mortos em valas comuns.

Não podia dizer que detestava estar ali… matar aqueles que causavam o mal, monopolizam Londres e a sujam com suas éticas e doutrinas sufocantes… era como o Tâmisa poluído, mas que se limpa aos poucos com ajuda.

A água quente escorria pelas costas, aliviado a tensão dos ombros. Sua pele era como uma tela branca, as cicatrizes pintavam e delineava seu corpo, desde as mais horripilantes, até as inofensivas, cada uma como uma lembrança do que se tornava. Ele não odiava as próprias cicatrizes, mas aquela em seu rosto… ah, como ele odiava aquela marca que amaldiçoava sua vida.

A raiva corria por seu sangue apenas em se lembrar, a dor parecia voltar como naquela noite chuvosa e lamacenta. O ferro quente que vinha em sua direção brilhando como uma brasa. Podia se lembrar do cheiro da própria carne se queimando, e de como se contorcia, arranhava a superfície a qual estava preso machucando as próprias mãos.

- Jellal! Está demorando demais… vai acabar com a água da cidade desse jeito. – Gritou do lado de fora a voz familiar.

- Já estou saindo, Natsu. – Falou o rapaz desligando o chuveiro e se enxugando em uma toalha branca.

Aquele era o Instituto… era uma das organizações de Londres, formada por maioria órfãos recrutados e treinados por Makarov, o líder do local. Natsu era seu amigo de time desde que fora recrutado pelo bando, era um rapaz alegre mesmo depois de tudo que passou, o contrario de Jellal.

O azulado saiu vestido pelo típico traje inteiramente preto, as botas de cano médio faziam com que a madeira chiasse a cada passo enquanto ele caminhava pelos corredores do Instituto, sendo seguido por Natsu que estava vestido com o mesmo uniforme.

- Vamos, Makarov quer nos encontrar. – Falou o rosado de forma simples enquanto se dirigiam para a sala do líder. Deram dois toques antes de escutarem a permissão para adentrarem o local.

- Finalmente. – Falou o velho que não mudara praticamente nada em nove anos.

Os dois sentaram-se nas poltronas de couro escuro que ficavam em frente à mesa de madeira rústica. O velho entregou um papel para cada um e eles observavam sem muita surpresa.

- Tráfico de drogas? – Perguntou Jellal. – Isso é trabalho para a polícia londrina. Trabalhamos com coisas mais sérias.

- Não… lidamos com coisas ruins que arruínam Londres. – Falou de forma tranquila Makarov. – Além disso, esse traficante é diferente dos demais, ele tem envolvimento com outras organizações secretas do governo.

- Então não vamos mata-lo? – Natsu não havia tirado os olhos do papel até a pergunta de Jellal.

- Mata-lo não vai nos ajudar a ter informações Jellal. – Respondeu o amigo rosado pelo mentor.

- Parece que alguém deveria voltar à academia. Guarde seu ódio rapaz, ele não é útil aqui.

- Quando terminarmos… Ele vai morrer de qualquer jeito – Jellal levantou-se da poltrona e saiu da sala sem dizer mais nada, sem causar muita surpresa a Makarov, nem Natsu.

- Quando saberemos que ele não é mais útil? Digo… o traficante. – O rosado guardou o papel e olhou para o velho que tinha o olhar fixo na porta.

- Jellal saberá quando ele não for mais útil.

- Tudo bem deixa-lo fazer isso?

- Não… mas e eu lá posso segura-lo? – Natsu olhou de forma preocupada para o mentor.

Se Makarov não conseguia segurar o impulso e o ódio de Jellal, ninguém mais deveria conseguir, nem mesmo Natsu.

Após um tempo Natsu saiu da sala do líder, ele e o azulado seguiram para a garagem do Instituto. Essa era grande o suficiente para guardar inúmeros veículos, desde motos à carros potentes.

Jellal puxou a capa preta que cobria um dos carros e um sorriso surgiu em seus lábios.

- Ah… como você é lindo. – Ele falou enquanto namorava o carro.

- Jellal… é só um Bugatti Veyron. Não o trate como se fosse sua namorada. – Natsu falou e recebeu um olhar reprovador.

- É quase isso. Não há nada mais lindo no mundo que esse carro. – Natsu sorriu de canto em um divertimento com o comentário do amigo. 

- Você não me viu nu ainda.

- Ainda bem… acho que não seria nem mais bonito que um fusca. – Debochou o azulado, chacoalhando a chave logo em seguida. – Eu dirijo.

- Claro, como se tivesse a possibilidade de me deixar por as mãos nesse carro. – Os dois adentraram o carro

- Tem razão essa possibilidade é inaceitável.

As ruas eram costuradas com facilidade e com velocidade por Jellal que parecia se divertir como em uma corrida. Às vezes, Natsu pensava que o amigo só estava no Instituto por causa desse maldito carro, era a única coisa que fazia com que Jellal sorrisse, não havia mais nada que o preendia a este mundo, nada para se apegar além de carros e motos. 



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