História All We Know - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Jellal Fernandes, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Natsu Dragneel, Ultear Milkovich, Zeref
Tags Jerza, Nalu, Zervis
Exibições 37
Palavras 2.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi galera estou aqui pra postar mais um capítulo, espero que gostem, e comente sobre oque estão achando :)

Capítulo 2 - Amargo Sangue


Fanfic / Fanfiction All We Know - Capítulo 2 - Amargo Sangue

 

O carro parou em frente a um prédio escuro e abandonado às margens do rio Tâmisa. Eles desceram em silêncio. E Jellal tapou o próprio rosto contra o cheiro nojento que vinha do rio e também daquela parte da cidade. O prédio estava todo pichado, e cadeados grossos trancavam portas e janelas. Ele olhou para Natsu confuso.

- Tem certeza que é aqui? Não é o lugar que um chefão do tráfico ficaria se tivesse muita grana, não se eu fosse ele.

- Com certeza você não sabe muito sobre planos diabólicos. – Natsu caminhou até a porta fechada com cadeado. - Um Triskle? – Natsu franziu as sobrancelhas.

- Um oque?

- Triskle… - O rosado observou o amigo que pareceu perdido e confuso. – É um símbolo celta, representa as tríades da vida em um eterno equilíbrio.

- Como assim? É como nascimento, vida e morte?

- Exatamente. – Natsu passou os dedos sobre o símbolo que se manchou na porta, sujando-os de preto. – Deve ser algum sinal…

- Ou apenas um símbolo mesmo. Vamos entrar.

- Pela porta da frente? – Ele olhou um pouco surpreso.

- Claro. Não gosto de passar despercebido nessas brincadeiras. – O azulado sorriu de canto e empurrou o amigo de lado, deu um chute forte na porta, o suficiente para essa se quebrar junto da corrente.

Eles adentraram o local, era escuro, sujo de poeira, e cheirava a fumaça. Jellal analisava a decoração antiga, ainda havia bancos, vasos, quadros e tapetes espalhados pelo local.

- Oque era isso antes? – Perguntou o azulado.

- Parecia algum lugar de reunião. – Natsu apontou para o palco ao fundo.

- Será que alguma organização se reunia aqui? – Jellal pegou um vaso pequeno que estava apoiado sobre um pilar decorativo.

- Pode ser que sim… às vezes a organização faliu, e era muito trabalhoso mandar jogar tudo isso fora. – Eles subiram as escadas de pedra do local.

- Então qual a probabilidade desse traficante ter sido membro dessa organização e de ter voltado pra “casa”?

Palmas ecoaram pelo local ligeiramente vazio, Jellal e Natsu olharam do topo da escada para o parapeito do andar superior. Havia um rapaz sentado sobre ele, de forma tranquila.

Aparentava ter a mesma idade de Jellal e Natsu, e mesmo no escuro o azulado pode perceber que os cabelos eram escuros e tinha pele clara. O sorriso do rapaz no parapeito brilhava sobre a luz que incidia do vitral colorido que estava atrás de Jellal e Natsu no topo da escada.

- Vocês até que são espertinhos. – Falou ele levantando a cabeça para observar os dois.

- Nenhuma novidade então. – Respondeu Jellal sorrindo em deboche. - Cuidado para não cair, é perigoso.

O azulado lançou uma faca de forma tão ligeira que Natsu mal teve tempo de manda-lo parar. Quando seguiu os olhos até a faca, essa estava ficada na parede atrás do moreno que havia desviado por alguns centímetros.

- Eu sou cuidadoso, agradeço a preocupação. – Aquela conversa entre os dois estava deixando Natsu confuso.

- Se colaborar conosco, pode continuar a vender suas drogas em paz, não é por isso que viemos. – Falou o rosado cortando o clima de disputa entre os dois.

- Colaborar? Seu amigo ali não é muito do tipo que pergunta primeiro atira depois.

- Tem razão, por isso que não é ele que comanda as negociações. – Natsu sorriu de canto e o moreno retribuiu o sorriso em forma de divertimento.

- Não sou muito fã de caridade, informações são como drogas, você pode compra-las. – Falou o moreno estralando os dedos da mão.

- As pessoas normalmente me contam por boa vontade… Às vezes elas perdem alguns dentes e quebram alguns ossos magicamente, mas elas costumam me contar. – Jellal caminhou pelo corredor em direção ao moreno que desceu do parapeito para encara-lo metros afastados.

- Bem… não sou uma delas. – O rapaz tirou uma pistola do bolso do casaco.

Jellal levantou as mãos em forma de redenção e sorriu de canto.

- Uau… você me pegou, parabéns. – Ele caminhava em direção ao moreno com a arma apontada para si. E quando estava bem perto do rapaz ele fez um gesto de negação com o dedo indicador.

Quando viu, o moreno estava com as costas no chão, a pistola fora de seu alcance, e a bota negra de Jellal sobre seu pescoço em meio a um sufoco.

- Vai nos contar oque sabe… - Jellal encarou os olhos do garoto que parecia sufocado, ele tirou o pé para que pudesse respirar.

- Desgraçado. – Falou o moreno massageado a garganta. – Não sei muito, não faço mais parte desse mundo, apenas vendo ópio, mas escutei que há um homem… muito poderoso, será o novo primeiro ministro da Inglaterra futuramente.

- Oque há de perigo nisso? – Perguntou Natsu se aproximando e se rendendo as técnicas de interrogação de Jellal.

- Ele quer implantar organizações governamentais britânicas ao redor do mundo, as principais cidades do mundo serão cedes de um plano complexo que eu não faço ideia do que seja.  – Disse o moreno levantando-se e encarando Jellal e Natsu. – É tudo oque eu sei.

Jellal tinha o olhar fixo nos olhos pretos do rapaz, parecia analisa-lo completamente, e então suspirou e depois sorriu. Encurralou-o contra o pilar com o antebraço apertando seu pescoço.

O olhar de Natsu era normal, já tinha visto o amigo fazer aquilo tantas vezes que não se importava mais.

- Vá ligando o Bugatti. – Jellal pegou a chave nos bolsos com a mão livre e jogou para Natsu que agarrou facilmente.

- Claro. – O amigo rosado desceu as escadas por onde tinham vindo, sumindo do campo de visão dos dois.

- Não parece o tipo que curte rapazes. – Comentou o moreno arrancando uma risada irônica de Jellal.

- Não vou te beijar, pode ficar tranquilo. Qual o seu nome?

- Não vai me beijar, mas quer saber meu nome?

- Vai morrer de qualquer jeito mesmo, é um ritual.

- Tem um ritual para quem você mata?

- Normalmente sim, quando tenho paciência. - A faca afiada na mão de Jellal foi posta contra a garganta do moreno.Era fria ao toque, afiada o suficiente para causar pequenos cortes apenas de se encostar.

- Gray… esse é o meu nome. – Ele respondeu de forma seria.

- Certo… Gray, morra em paz. – Jellal segurou o cabo da faca com força preste a fazer o sangue jorrar pelas paredes, pinta-las como telas brancas esperando por tinta.

O barulho de estilhaço soou pelo ambiente, algo se agarrou ao braço do azulado, um fio preto e flexível, como um chicote. A faca caiu da mão de Jellal ao sentir o braço ser puxado com força. O azulado segurou-se ao parapeito e enrijeceu o antebraço parando a tempo para não ser puxado para baixo. Passou os olhos pelo local até para-lo em uma garota.

Os cabelos dela eram ruivos, vestia-se toda de preto, a roupa era colada ao corpo sexy. O chicote estralou no braço de Jellal em um choque, fazendo com que o amolecesse e cedesse ao puxão dela.

Em suas costas ele percebeu a presença de algo em sua direção, e desviou como pode vendo a sua própria lamina enfincada na madeira do parapeito do seu lado, com um moreno tentando apunha-lo. Ele o chutou bem no peito, jogando-o para longe, pegou a faca e cortou o fio preto, massageando o próprio braço em um sorriso divertido.

- Uau… - Falou ele se interrompendo ao perceber um movimento no canto esquerdo do olho. O reflexo foi rápido o suficiente para se livrar de uma lamina que passou próxima de sua bochecha cortando-a levemente. – Quanta ousadia, garotas.

A garota que lançou a faca em si era loira, tinha pego o rapaz moreno e o ajudava a voltar para perto do vitral que agora estava quebrado.

- Ora! Quebraram o vitral, era tão lindo. A porta da frente estava aberta meninas. – Debochou ele.

- Quantas brincadeiras bobas. Já pensou em fazer malabarismos e… - Interrompeu-se a loira ao ver que não conseguiria desviar da faca que Jellal lançara na direção dela.

Mas algo a parou antes que a atingisse em cheio no meio da testa. A ruiva segurou a faca justamente na parte da lâmina cortando sua mão e fazendo com que sague manchasse o tapete na escada.

- Oh… desculpe, não era para machuca-la.

- Guarde as piadinhas, bobo da corte. – Falou a mulher dos cabelos ruivos.

- O rapaz é de seu interesse? Pretende retirar informações?

- Já fez isso por nós. – Falou a ruiva fazendo um sinal para que a loira saísse do local.

- Então porque está o levando embora? Pretende torna-lo seu cachorrinho de estimação? – Jellal sentou-se no parapeito deixando as pernas suspensas.

- Não… é um ser humano, não um escravo, nem uma vida inútil.  

- É claro, agora entraremos em um debate sobre oque é certo ou não a se fazer quando se trabalha para uma organização… Certo senhorita… - Jellal esperava que ela lhe dissesse seu nome.

- Certamente Senhor Fernandes. – Mas ele pareceu surpreender-se por ela saber o seu nome.

- Ora… já nos conhecemos?

- Creio que não, graças a Deus.

- E o seu nome?

- Não acho que seja muito relevante a você. – Ela falou dando as costas.

- Certo, já que não me dirá seu nome, vou apelida-la, tudo bem pra você, ruivinha? - Ele falou em um sorriso de canto.

Ela deu de costas e desceu o prédio pelo vitral com algum equipamento que Jellal tinha achado interessante. Quem era aquela garota? De que organização faz parte? E quem ela acha que é para tirar sua diversão daquela forma? Eram coisas que o azulado se perguntava.

A ruiva pulou caindo no chão com os pés firmes, a amiga loira parecia ter dificuldade de carregar o rapaz que estava nocauteado pelo chute do homem dos cabelos azuis. Ela passou o braço do moreno ao redor de seu pescoço e as duas carregaram-no para o carro que estava parado na rua atrás ao prédio.

Colocaram o rapaz no banco de trás e já partiam em velocidade para o prédio cede da organização. As ruas estavam vazias, e a ruiva teve facilidade para chegar.

Colocaram-no em um sofá preto que havia no hall do prédio. Ele parecia estar dormindo agora, mas a garganta tinha um corte fino a qual escorria um filete de sangue.

- Vou chamar Mavis, fique de olho nele. – Falou a ruiva à amiga loira dando as costas logo em seguida.

Quando estava prestes a bater na porta da líder, esta se abriu e uma menina baixinha dos cabelos longos e loiros saiu de lá sem dizer nada e seguiu para onde o rapaz estava. Ele estava deitado no sofá em sono profundo, mas que não durou muito tempo ao ser estapeado até acordar. O olhar era confuso e analítico.

- Qual seu nome? – Perguntou a menina loira.

- Gray Fullbuster. – Ele respondeu levando a mão ao peito que estava dolorido pelo chute que recebera. – Onde estou?

- Vocês já tiraram a informação dele? – Perguntou a Erza ignorando a pergunta do moreno.

- Sim, mais tarde lhe passarei o relatório. – Respondeu a ruiva cruzando os braços e olhando para o rapaz. – Oque faremos com ele?

- Foram vocês que o trouxeram, são responsáveis por ele agora. – Falou Mavis. – Além do mais porque o trouxeram para cá?

- Ele estaria morto agora se Erza não o tivesse salvado. – Disse a loira adiantando um possível sermão.

- Um espião chegou antes, conseguiu as informações também, mas ele iria mata-lo, então achei que não era necessário.

- Sabe o nome do espião?

- Jellal Fernandes, é conhecido por ter sangue frio quanto à assassinatos… - Ela se calou ao ver o olhar preocupado da líder. – Você o conhece?

- Quase isso, ele é perigoso, não o perturbe. A organização deles é pouco ortodoxa. Não se importam se as pessoas morrer ou vivem, desde que consigam oque querem.

- Deveríamos elimina-los então… - Falou Lucy.

- Não… há muito deles, além disso, são bons no que fazem, perderíamos muitos membros apenas por atacar. Além disso, estou cuidando disso.  – A loira voltou a caminhar pelo corredor do prédio com os pés descalços e o vestido branco, ela parecia uma criança embora tivesse mais de dezoito anos. – Levem-no para um quarto, eu irei interroga-lo mais tarde.

Depois de deixar o rapaz em um quarto de hóspedes, Erza voltou ao próprio quarto, estava cansada e a palma da mão estava machucada, só agora ela percebia que o corte ardia. Adentrou o quarto e acendeu a luz, era impecavelmente arrumado. A grande cama tinha visão para as luzes e prédios da cidade. O piso de mármore branco era frio e as paredes de tom escuro.

Jogou-se na cama e fechou os olhos por alguns minutos, as lembranças de algumas horas trás voltaram. Lá estava ele, os cabelos azulados, o sorriso de deboche e divertimento, o olhar desejoso pela morte.

Aquele era o famoso Jellal Fernandes, um garoto que vivia em divertimento pela desgraça alheia, sempre com as piadas prontas, e um quê superior aos outros. Erza tinha raiva daquele rapaz, ela não era como ele, não torturava, não matava, mas poderia facilmente mata-lo apenas para livrar Londres da escuridão que o rodeava. Ele era como um demônio, cego pela própria escuridão, banhava-se no sangue e se divertia a cada vez que o sangue amargo escorria por suas mãos… 



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