História All We Know - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Jellal Fernandes, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Natsu Dragneel, Ultear Milkovich, Zeref
Tags Jerza, Nalu, Zervis
Exibições 23
Palavras 2.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um capítulo maravilindo para vocês, espero que estejam gostando *-* Comentem oque estão achando e tudo mais <3

Capítulo 3 - Sacrifício.


Fanfic / Fanfiction All We Know - Capítulo 3 - Sacrifício.

O carro parou na garagem com tranquilidade, embora Natsu percebera a expressão no rosto de Jellal de irritação e confusão. O amigo azulado saiu do carro caminhando a passos largos pelos corredores do Instituto. O rosado o seguiu e o viu adentrar a sala de Makarov sem se preocupar em bater, a porta chocou-se na parede ao lado ecoando pelo corredor vazio chamando a atenção de Makarov que falava com algum membro da organização.

- Conversamos sobre isso depois, certo? – O rapaz se retirou da sala em um aceno a Jellal e Natsu. – Não pode entrar aqui como quiser.

Makarov pegou a xícara de chá que estava apoiada sobre uma badeja de prata sobre sua mesa de madeira escura.

- Ele está irritado… - Falou Natsu fechando aporta atrás de si e sentando-se na poltrona de couro, diferente de Jellal que andava por todos os lados da sala, olhava pela janela e batia o pé. – A “presa” dele escapou.

- Não escapou! Foi tirado de mim. – Protestou Jellal.

- Tirado de você?

- Duas garotas, talvez de alguma outra organização raptaram o informante, Jellal estava sozinho contra duas, a culpa foi minha. – O rosado falou de forma sensata, culpando-se pela fuga do informante.

Makarov suspirou repousando a xícara de volta a bandeja e levantou o olhar a Natsu, que pareceu entender o recado e se retirou da sala sem dizer mais nada.

- Está agitado porque não viu o sangue essa noite? – Perguntou o mentor à Jellal que o olhou de forma seria.

- Não, estou agitado porque quero saber oque às duas garotas estavam fazendo no mesmo lugar que eu e Natsu. Quero saber quem são.

- Sente-se. – O velho acenou para a poltrona e Jellal jogou-se sobre ela de forma desajeitada. – Não são inimigos Jellal… temos um acordo, sabe disso.

- Também não tem o direito de atrapalharem as nossas coisas… - O punho de Jellal acertou a mesa com força, com raiva.

- Diz isso porque queria mata-lo? O informante? – Jellal se calou por alguns segundos, procurando as palavras.

- Você me conhece velho, sabe que não faço isso porque gosto…

- Se machuca ao fazer, e continua fazendo. Talvez eu não o conheça tanto assim.

- Faço para me lembrar da onde vim, você mais do que ninguém sabe que estou condenado a esta vida, que não importa o quanto eu fuja, ela virá atrás de mim.

- Então pare de fugir garoto. Porque continua na escuridão?

- Eu tenho meus motivos… - Jellal levantou-se e caminhou até a porta.

- Vá dormir, amanha o dia será longo até mesmo pra você… - Fora tudo que Jellal escutou antes de fechar a porta atrás de si, dessa vez de forma calma.

Ao voltar para o próprio quarto sentiu o vento frio bagunçar seus cabelos, o quarto estava fresco devido à janela aberta, Jellal franziu as sobrancelha, caminhou até a janela e a fechou, estranhou, não costumava deixa-la aberta quando estava fora. Escutou a madeira atrás de si ranger suavemente e ele teve tempo suficiente para desviar de uma faca que cortou o ar. Ele segurou o pulso do invasor e o empurrou até a parede o encurralando com a própria faca que ameaçava cortar a garganta.

O agressor acertou uma joelhada em sua barriga que o fez cambalear para trás, foi empurrado para a própria cama onde caiu deitado e foi segurado por mãos frias e delicadas. O azulado sorriu de canto relaxando os próprios músculos, o peso contra si era familiar, tanto quanto os cabelos longos e negros. Os olhos escuros lhe encaravam com divertimento e a pele pálida parecia contrastar com a escuridão do quarto.

- Continua péssimo nas lutas corpo a corpo. – A voz feminina e familiar ecoou por seus ouvidos em tom de divertimento e deboche.

O rapaz se livrou do aberto dela rolando ao lado e a prensando contra a cama, dessa vez ficando por cima. Suas mãos grandes, quentes e cheias de cicatrizes seguravam-lhe os pulsos ao lado da cabeça e sua perna a encurralava.

- Continua tola… - Foi à vez dele de sorrir em divertimento e deboche. Ele soltou os pulsos dela e os braços finos e delicados trançaram por seu pescoço o trazendo para mais perto. – Oque está fazendo em Londres?

- Só estou matando a saudade de casa… - Ela respondeu aproximando o rosto do dele.

- Ultear, desde quando você gosta de Londres? Sempre disse que detesta esse cheiro de poluição, as ruas congestionadas, e o rio que cheira a podridão. – Ela sorriu de canto e deu de ombros o puxando para um beijo sedento e caloroso. Quando se separaram, ela o observou.

- Estou falando de você. – Jellal riu de forma irônica.

- Ora Ultear, você não é um gato manhoso, podemos nos divertir, mas não confunda as coisas…

- Cala boca e me beija. – A noite seria longa para os dois, cansativa e ofegante. Sem compromisso ou preocupação, era assim a relação entre eles, apenas para se divertir, saciar as vontades e desejos.

***

Natsu caminhou pelo corredor silencioso pela manhã. Ele terminou de se arrumar e estranhou a demora de Jellal, achou que este talvez já estivesse pronto e que estava na cozinha comendo algo, mas não estava. O amigo azulado não era de se atrasar, a pontualidade era uma de suas qualidades e não era muito comum para Natsu vê-lo atrasado ainda mais em um dia importante em que haveria uma reunião geral com Makarov.

Decidiu por vez que iria chama-lo, e o primeiro local viável em que Jellal estivesse era o próprio quarto. A porta estava fechada e trancada, outro fator que causou estranheza em Natsu, eram tão amigos que normalmente entrava no quarto de Jellal sem bater. Deu dois toques na porta, não escutando nada, nenhuma voz, nem um passo. Bateu novamente, dessa vez mais forte e escutou um som de protesto, quase como um ronronar de um gato. O barulho da madeira rangendo a cada passo em direção à porta tranquilizou Natsu. Mas esse sentimento passou ao ver que quem abrira a porta estava muito longe de ser o amigo. Era uma garota. O rosado não pensou duas vezes antes de adentrar o quarto e prende-la contra a parede, preocupado se algo de ruim tinha acontecido a Jellal.

- Onde está Jellal? – Ele perguntou de forma seria já pegando a faca no bolso e apontando de forma perigosa ao rosto da menina.

- Serve aquele ali? – Ela apontou para cama.

O garoto de cabelos azulados estava dormindo de forma profunda, coberto apenas pelos lençóis brancos, só então Natsu percebeu do que se tratava e sentiu o rosto esquentar de forma brutal. A forma que a garota se vestia, com uma camisa branca visivelmente maior que seu tamanho, praticamente nua, só confirmou a situação.

As palavras pareciam fugir da boca de Natsu, ele engoliu seco, envergonhado, se negando a olha-la diretamente nos olhos, enquanto ela parecia sorrir de forma divertida.

- Acorde-o pra mim, avise que estão o esperando. – Natsu saiu do quarto fechando a porta atrás de si com certa pressa, queria sair de lá o mais rápido possível, daquela situação constrangedora.

 

Jellal acordou com um peso sobe si e com caricias no cabelo, os olhos sonolentos pediam por tempo.

- Mais cinco minutos… - Sussurrou ele de forma enrolada.

- Sem mais cinco minutos. Acorde. – Ela lhe arranhou levemente o peito nu, e ele foi obrigado a abrir os olhos. – Seu amigo veio aqui, parece que alguém está atrasado para uma reunião importante…

Na hora que Jellal se deu conta do próprio atraso ele se levantou em um pulo, vestindo as roupas de forma desesperada. A pressa era tanta que ele mal conseguiu abotoar a própria camisa. Enquanto isso a garota dos cabelos negros ria da situação.

- A culpa é sua. – Ele falou vestindo as calças e depois os sapatos.

- Minha? Não tenho nada haver com isso. – Ela falou como se estivesse ofendida. – Você que não aguenta algumas aventuras.

Ele olhou de forma surpresa pra ela e depois sorriu enquanto continuava a se vestir. Quando ele terminou a observou enquanto estava jogada em sua cama.

- É melhor ir embora Ultear… sabe que não posso trazer ninguém de fora pra cá.

- Certo, certo, eu já vou embora. – A porta se fechou e o azulado caminhou de forma apressada até a cozinha pegando uma maça que estava posta em cima da mesa.

Os sofás na sala de estar estavam todos cheios, os membros prestavam atenção no que Makarov fala. O azulado sentou-se no balcão de mármore ao lado de Natsu. O amigo rosado não o olhou e nem falou nada. Talvez estivesse irritado, pensou Jellal.

- Os novos acordos foram firmados, hoje as organizações contra o governo corrupto de Londres, lutam juntas. – O velho grisalho falou de forma calma. – Não quero que haja raiva e ódio entre nós e eles… entenderam?

O olhar de Makarov parou sobre Jellal que pareceu entender o recado, mas não aceitar tal ordem. Ele mordeu a maça e desviou o olhar negando-se a aceitar que aquilo era muito mais pra ele do que para todos os outros.

- Oque os acordos mudarão? – Perguntou Natsu, que recebeu todos os olhares da sala para si.

- Apenas rodaremos as informações, se souberem de alguma coisa, as outras organizações aliadas saberão também, simplesmente isso. Além disso, haverá alguns trabalhos em parceria com os membros.

Jellal suspirou em forma de irritação e fora repreendido com olhar por Makarov.

- Uma das líderes virá hoje nos conhecer pessoalmente, não quero que parem as atividades, há muito trabalho a se fazer. Estão dispensados. – Falou o homem baixinho descendo do banquinho a qual estava minutos atrás.

Jellal e Natsu ficaram na mesma posição enquanto os outros membros se retiravam do local. Viram Makarov vir em suas direção.

- Vocês dois, na minha sala, agora. – Jellal e Natsu trocaram um olhar preocupado e seguiram juntos pelo corredor movimentado até o escritório do homem que fechou a porta atrás de si.

Natsu estava nervoso, pensando sobre a situação no quarto de Jellal, mas o amigo pareceu tranquilo enquanto mordia e analisava a maça.

- Rapazes… o informante que fugiu noite passada.

- Não fugiu, foi sequestrado por duas garotas irritantes. – Jellal cortou a fala de Makarov e o amigo rosado o repreendeu com o olhar.

- Que seja… ele está em boas mãos, por sorte na verdade. As garotas que o pegaram fazem parte da nossa maior aliada. – Jellal parou de mastigar naquele momento lançando um olhar confuso ao líder, que ignorou isso e prosseguiu. – Aliás, daqui alguns minutos a líder delas estará aqui, para oficializar pessoalmente o acordo.

- Pelo menos uma boa notícia. – Falou Natsu depois de um tempo calado.

- Boa noticia? Vocês estão cegos mesmo… não veem que esse tipo de aliança só nos enfraquece nos faz mudar quem somos. Diga a ele Makarov oque você precisou sacrificar para que haja esse acordo. – Jellal levantou a própria voz, mas se repreendeu.

- Não é uma informação que você deveria saber Jellal. – Falou o velho um pouco alterado, talvez pego desprevenido.

- Do que estão falando? – Natsu mudava o olhar de Jellal para o líder com frequência. – Oque você fez Makarov?

O velho suspirou cansado, massageou as têmporas e limpou a garganta, como se estivesse apreensivo, como se estivesse contando um segredo milenar de extrema importância.

- Com a aliança feita, eu não serei mais líder dessa organização. – Natsu pareceu surpreso, talvez revoltado. – Haverá uma união entre as duas organizações, e quem assumirá a liderança será a mulher que virá aqui.

- Como pode fazer isso? Está nos separando, sabe quantos de nós podem se rebelar, passar para o outro lado? – Natsu pareceu tão revoltado quanto Jellal minutos atrás.

- Sim eu sei, é por isso que essa informação era sigilosa. – Ele olhou para o rapaz azulado lamentando por ele ter descoberto. – Aliás, como descobriu Jellal?

- As paredes não são tão grossas assim, eu escutei enquanto conversavam. – Ele repousou a maça comida pela metade na mesa e sentou-se na ponta dela olhando para lugar nenhum, apenas para as próprias mãos. – Garanto que ninguém além de nós dois sabe disso.

- E pra onde você vai? Não tem condições de continuar a fazer o trabalho na rua. – Natsu pareceu preocupado com o destino de Makarov.

Jellal também estava, mas não gostava de demonstrar. A verdade é que Makarov o acolheu como um avô que nunca teve. Deu-lhe sermões, mas era extremamente sábio e o auxiliou depois da morte dos pais.

- Ainda estarei aqui, nessa sala. Eu os auxiliarei, coordenarei, mas não tenho mais poder para decidir planos, apenas aconselhar, não poderei ordenar nada. – Jellal via a expressão triste no rosto do velho escondida por um sorriso neutro, tinha vontade de ir atrás daquela líder idiota e mata-la para ter o sossego de volta. Mas sabia que se fizesse isso a última coisa que teria seria sossego.

- Eu poderia muito bem me livrar dessa velha desgraçada. – Jellal falou enquanto girava uma faca de bolso nos dedos, como se tivesse o plano pronto em mente.

- Não fará isso, primeiro porque jamais conseguiria por um dedo nela, é uma boa espiã, mais do que imagina, segundo que é uma garota, tem a idade de vocês. - Ah… fora o suficiente para Jellal escutar aquilo, ele enfiou a faca com força na mesa de Makarov irritado.

- Deixou que uma garota tomasse controle da nossa organização? Que tipo de experiência ela tem!?

- Dê tempo ao tempo Jellal… ela irá lhe mostrar que tipo de experiência tem. Sei do que fiz e não me arrependo, sei onde estou colocando minhas esperanças. – Jellal e Natsu ficaram lá, com as mesmas caras desoladas… perdidos nas próprias angústias.

Preocupação definia, preocupação com Makarov e com a organização a qual tinham tanto apresso e se esforçavam tanto para mante-la de pé. Mas se agora seria assim... então tudo estaria perdido?



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