História All We Know - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Jellal Fernandes, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Natsu Dragneel, Ultear Milkovich, Zeref
Tags Jerza, Nalu, Zervis
Exibições 31
Palavras 3.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Galera estou passando rapidamente aqui só pra deixar mais um capítulo, as coisas estão tão corridas por causa do fim de ano, espero que estejam gostando :)

Capítulo 4 - Má Impressão


A manhã começou agitada para Erza, descobrir que estariam se juntando a mesma organização que aquele demônio dos cabelos azuis fazia parte, era quase uma ofensa.

- Erza… não proteste. – Falou Mavis assinando alguns papeis sem olhar diretamente para a ruiva. – O acordo já está firmado, além disso, ele nos trás vantagens importantes.

- Como, por exemplo, perder nossas virtudes e matar todos que encontramos na nossa frente? – Normalmente Erza não falaria daquele jeito com Mavis, tinha respeito por ela, mas naquele momento estava perdida na própria raiva.

- Não vamos nos tornar nada Erza… vamos muda-los, mostrar a esse rapaz que você tem tanto ódio que matar nunca é a melhor opção. – Mavis repousou a caneta sobre a mesa, observando a expressão preocupada da ruiva. – Quero que vá comigo hoje, irei assinar o acordo.

Erza a observou pronta pra negar, ou falar qualquer coisa, mais viu a expressão pedinte de Mavis, como um cachorrinho, e soube que não poderia negar.

- Claro, como quiser.

- Avise Lucy que pedi para que ela me acompanhe também. – Pediu enquanto voltava à atenção aos papeis de mais cedo.

Erza fechou a porta atrás de si, e se deparou com a Lucy encostada na parede da frente, provavelmente esperando por alguma resposta.

- Mavis quer que nós a acompanhemos quando for assinar o acordo, não há jeito de fugir.

Lucy suspirou da mesma forma e deu de ombros, talvez já tenha aceitado a ocasião, a ruiva sabia que era o melhor a se fazer, mas aquela situação era como tentar engolir uma pedra.

- Vamos temos que tentar tirar mais informações do rapaz. – Lucy falou enquanto o barulho das botas pretas em contato com o chão ecoava pelo local.

A amiga loira viu claramente a falta de paciência de Erza logo pela manha quando ela entrou no quarto sem bater ou sem aviso prévio.

O quarto estava já arrumado, iluminado pelo sol e fresco devido a janela aberta, sentado na borda desta, sentindo o vento e observando a paisagem calma e neutra de Londres, estava o rapaz dos cabelos negros. Ele virou o rosto para encarar Erza que diferente do olhar sereno dele, tinha um olhar irritado e sem paciência.

Lucy vinha logo atrás de forma calma e silenciosa, fechando a porta.

- Serei direta rapaz, quero que vá embora tanto quanto você quer ir. – Erza falou cruzando os braços. – Nos conte tudo que sabe, exatamente tudo.

- Eu já lhe disse tudo que sei, falei ontem anoite naquele prédio abandonado, falei ontem nesse quarto para sua líder, mas se quiser que eu diga novamente…

- Nos poupe essa conversa de vendedor barato de drogas… - Dessa vez foi Lucy que pareceu cansada daquele teatro.

Ele suspirou e tirou os cabelos do rosto, descendo da borda da janela, sentando-se na ponta da cama em frente onde as duas estavam de pé.

- Eu já disse tudo que sei… há um homem, será o novo ministro da Inglaterra, fará com que espiões do governo britânico estejam infiltrados em organizações secretas de todo o mundo, as principais cidades estarão lotadas de informantes corruptos do governo britânico, pode-se dizer que serão grandes ouvidos. – Ele parou para respirar. – Há um plano, não sei nada sobre ele, apenas sei que há envolvimento com uma arma, algo perigoso.

- Um revolver?  - Perguntou Lucy.

- Não… algo muito maior que isso, muito mais perigoso. Ele fará com que a Inglaterra volte a ser o centro das atenções, é claro, do pior jeito possível, da forma mais cruel, sem poupar vidas. E eu não ficarei no caminho deste homem… para o meu próprio bem.

- Os traficantes estão com medo então…

- Deveriam ter também… Esse homem é como se Lúcifer tivesse vindo a terra. – Erza percebera a seriedade na voz do rapaz.

- Escute, deixaremos que vá, mas fique atento para novas informações, iremos procurar novamente.

- Não, não irão, pois não estarei envolvido com isso de novo. – Ele levantou-se da cama. – Não colocarei minha vida em risco novamente, se não fosse por essa porcaria estaria em paz.

- Claro, e se não fosse por nós estaria apodrecendo em um prédio abandonado, deixado para ser esquecido pela eternidade. – Falou Erza de forma afiada e seca.

Ele pareceu conter uma irritação, mas apenas confirmou com a cabeça se entregando aquele acordo verbal. Fora liberando logo em seguida.

- Tem certeza que é bom manter esse garoto próximo?… é um traficante. São essas pessoas que estragam Londres.

- Não Lucy… esse é o menor de nossos problemas, esse homem que ele citou, precisamos descobrir quem é, antes que ele seja eleito primeiro ministro.

- Sim… mas há muitos candidatos para assumir esse cargo. Como saberemos quem é o homem.

- Teremos de investigar…

***

A noite caiu sobre a cidade de Londres. O inverno era rigoroso, ainda não havia nevado, mas a noite começava a esbranquiçar-se com os flocos de neve que caiam do céu. As ruas lotadas por carros, as fábricas nas periferias da cidade lançando poluição aos céus, e o rio Tâmisa que ficava negro pela noite.

Do lado de fora do Instituto, encostado a parede estava Natsu, ele respirava o ar fresco, os ares poluídos da cidade viraram um tipo de droga para seus pulmões, desde que chegou da França, onde morava com os pais, aquele cheiro peculiar da cidade tornou-se familiar com o tempo.

Um carro preto parou em frente do prédio, e o rosado desencostou-se já sabendo de quem se tratava. Do automóvel, desceram três garotas, uma ruiva, e duas loiras, embora uma delas pareceu surpreende-lo por ser bem menor que as outras duas, como uma criança.

Elas subiram as escadas com um olhar neutro e ele foi em direção a ela.

- Devem ser as nossas novas aliadas. – Ele falou sem saber pra quem de certo olhar, deduziu que a ruiva fosse a líder, mas se enganou ao receber a resposta da garota mais baixa.

- Exatamente… - Respondeu a menina dos cabelos longos. Ele pareceu se envergonhar ligeiramente, mas afastou tal sentimento.

- Eu vos acompanho até nosso líder. – Para Natsu, não importava quem estaria no comando, ele continuaria a obedecer Makarov, ou então estaria fora… tomaria um rumo diferente na vida, talvez um que não envolvesse tantos perigos assim. Embora ele achasse que esse tipo de vida não encaixava com o seu perfil.

Ele adentrou o local calmo e silencioso, as guiou pelos corredores até a sala de Makarov, deu dois toques na porta e escutou a permissão para a entrada. Abriu e fez um gesto para que as garotas adentrassem a sala.

E como o rosado imaginou lá estava ele, o garoto dos cabelos azuis, os braços cruzados frente ao peito, encostado a parede atrás de Makarov, como se estivesse esperando a chegada delas. Ele não dava indícios de que sairia, e Natsu apenas fechou a porta ficando parado como um segurança do lado de dentro.

Jellal levantou o rosto para encara-las, e correu os olhos pelos rostos, em que dois deles, não eram totalmente desconhecidos, eram as mesmas garotas daquela noite.

A sala estava escura, apenas a luz na mesa de Makarov estava acesa, e fazia com que o local ficasse ameaçadoramente escuro. O rosto de Jellal estava parcialmente escondido pelas sombras, os olhos esverdeados como de um gato brilhavam , pareciam sombrios e frios.

- É um prazer recebe-la. – Makarov cortou o silêncio estendendo a mão em um cumprimento que foi rapidamente retribuído da mesma forma pela garota menor. Ele fez um gesto para que elas se sentassem e assim foi feito. – Lamento recebê-las com esses dois quase as matando com o olhar. Não posso dizer que estão felizes com o acordo.

- Bom, seria hipocrisia da minha parte se eu disse que minhas garotas também estão contentes. – Admitiu a líder e prosseguiu. – Mas acredito que seja a melhor opção, lutamos pela mesma causa, seria idiotice brigarmos entre nós, enfraqueceríamos nossas causas.

- Concordo completamente. – Makarov sorriu de forma gentil. Ele abriu uma gaveta e tirou de lá uma pequena pasta bege entregando a garota que a pegou e abriu correndo os olhos ligeiramente pelo papel. O velho entregou uma caneta a ela.

- Cuidado com a caneta… pode ser uma bomba. – Falou o azulado atrás cortando silêncio. Sua voz levantou suspeita às duas garotas maiores ao lado de Mavis. Enquanto ela apenas sorriu em tom de brincadeira e apertou a caneta sem olhar diretamente ao azulado, o rapaz colocou as mãos no bolso da calça de forma satisfeita.

- Vejo que o bom humor é uma de suas qualidades Senhor Fernandes. – A líder comentou diretamente ao rapaz e esse não pareceu acanhado em respondê-la.

- Talvez seja apenas sua impressão. – O tom de Jellal não agradou a ruiva que parecia encara-lo como uma ameaça, como se ele fosse tirar uma faca do bolso da calça e atirar contra elas.

Mavis assinou o papel de forma cuidadosa e Makarov sorriu satisfeito levantando logo em seguida para cumprimenta-las com um aperto de mão.

- Buscarei um vinho para comemorarmos. – Falou o velho em um sorriso gentil. – Sejam gentis, garotos… - Falou ele antes de sair da sala, Jellal achou que talvez ele estivesse fazendo isso de propósito apenas para deixa-lo irritado.

- Deixe-me apresentar minhas duas melhores espiãs. – Mavis falou aos dois rapazes que continuavam na mesma posição como bonecos de cera. – Esta é Lucy. – apontou para a garota loira e depois para a ruiva. – E essa é Erza.

- Já nos conhecemos. Embora eu ache que a ruiva tenha feito o dever de casa antes mesmo dos acordos se firmarem. – Jellal falava diretamente com Mavis, como se estivesse ignorando a presença das outras duas.

Isso levantava a raiva de Erza, a ponto de querer estapeá-lo ali mesmo. Enquanto isso Natsu pareceu realmente interessado em conhecê-las e veio em direção a elas estendo a mão de forma gentil. Jellal ao fim do ato o olhou como se tivesse sido traído.

- Escute, os acordos podem estar assinados nesse papel idiota. Toda essa burocracia não nos define, não ache que seremos seus cachorrinhos e que iremos obedecer a suas ordens.

- Jamais os encarei dessa forma Fernandes. – Falou Mavis de forma seca e direta. – Conheço suas ações rapaz, não sou a favor delas, mas não é lhe obrigando a parar que você irá parar, não sou burra como uma porta. Portanto não subestime minha capacidade.

Jellal abriu um sorriso de canto que fora escondido pela cabeça baixa e pela sombra em seu rosto.

- Entretanto quero que fique claro, que as missões agora serão ditadas por mim, então terá de obedecer minhas ordens.

- Se não…? – Questionou dessa vez Natsu que estava quase esquecido naquela conversa.

- Se não terei de expulsa-los dessa organização, afinal não estarão mais nos ajudando em nada… - Falou ela logo percebendo que o clima ficara mais tenso que antes, percebera a raiva e a preocupação retidas no rosto dos dois rapazes. – Apenas confiem em mim, apenas uma vez… e se suas confianças forem traídas deixarei os em paz.

- Aqui está. – Makarov adentrou a sala novamente, e não passou despercebido por ele que o clima ali não havia melhorado nada. – Jellal, Natsu mostrem as duas moças a nossa cede. Eu e Mavis temos alguns assuntos a discutir ainda, em particular.

A garota loira confirmou às duas para que saíssem da sala, que não havia perigo, e essas assim fizeram, saíram sendo seguidas pelos dois garotos. Jellal deu de ombros caminhando pelo corredor enquanto se afastava dos outros três. Desprezando-os completamente.

- Jellal, não vai me ajudar a mostrar o lugar…

- Não sou um guia turístico, tenho mais oque fazer. – Fora tudo que ele disse antes de sumir pelos corredores sombrios e vazies do local.

Natsu suspirou um pouco envergonhando, talvez sem saber oque fazer. Ele sorriu de forma gentil as duas garotas que pareciam serias.

- Desculpem por isso… ele não costuma ser tão irritadiço assim. – Natsu limpou a garganta antes de se virar de costas as duas e começar a andar pelos corredores. – Venha eu mostrarei o local caso queria voltar. Embora eu ache que com a forma que Jellal as estejam tratando dificilmente voltarão.

Erza continuava emburrada, oque parecia não ajudar a tirar o gelo daquele tipo de conversa. Lucy percebera que o rapaz rosado parecia se esforçar a ser gentil, mesmo que aquilo não fosse do agrado nem dele, nem delas. Sabia que teriam de se esforçar.

A loira caminhou até ficar ao lado dele, deixando a amiga um pouco para trás.

- Me parece um pouco antigo o prédio… - Comentou ela, de forma educada.

- Ah sim… se não me engano esse prédio foi construído nos anos 50, especialmente para nossa organização, é claro, mudanças foram feitas, mas mesmo assim Makarov preferiu deixa-lo com aparecia rustica. – Lucy parecia realmente prestar atenção no que ele falava cuidadosamente olhando diretamente em seus olhos. – Aqui é nossa sala de treino.

Natsu abriu duas portas de madeira escuras revelando o local com pouca luminosidade.

O chão era revestido por um tatame macio e bege, enquanto a sala mantinha o padrão de madeira escura. O local era extremamente organizado, e parecia um pouco abandonado, como se já passassem um bom tempo desde que a ultima pessoa foi ali.

- Não os usamos muito… Makarov sempre disse que treinar sempre enraíza nossos erros, então passamos a arriscar mais nas próprias missões.

Aquilo pareceu surpreender Lucy que claramente fora ensinada de outra forma, mas que admitia que parecia muito eficaz. Enquanto isso Erza analisava o local minuciosamente, os dedos passaram sobre uma das facas um pouco empoeirada. E então ela deu as costas aquilo, voltando a seguir o rapaz.

- Temos um estante de tiro, ali… - Ele apontou para o local que parecia mais movimentado que a sala de treinos, alguns rapazes usavam protetores nos ouvidos, e atiravam com diversas armas diferentes, pistolas, rifles, escopetas… e até mesmo facas.

Ele prosseguiu o caminho chegando a um local enorme. Havia varias prateleiras longas, algumas mesas ao centro do cômodo, e muito livros, tantos que Erza pensou estar tendo alucinações. O local cheirava a papel e poeira.

- Essa é a nossa biblioteca… um tanto vasta, não acham? – Ele sorriu em divertimento ao ver as expressões surpresas das duas garotas pelo menos uma vez naquele passeio.

- Esse lugar é incrível… - Lucy falou mais pra si mesma do que para Natsu.

- Temos vários registros antigos da cidade de Londres… desde a época de sua fundação, digamos que nossa organização é muito mais antiga que um simples prédio ou documento. – Ele deixou com que as garotas olhassem pelas prateleiras embriagadas pelo local.

Erza passou o dedo pelos livros e parando frente a um que havia lhe chamado à atenção. A capa era bonita, em um tecido vermelho escuro aveludado, com detalhes dourados. Parecia recente comparado aos outros livros que estavam ao redor. Ela o abriu sem preocupações e o foleou se deparando com fotografias antigas. Eram todas em preto em branco, já amareladas pelo tempo, pareciam retratar a construção do prédio, alguns membros, a forma que eles se vestiam era um pouco surpreendente. E de repetente as fotos passaram a ficar coloridas, a ultima foto pareceu peculiarmente interessante.

Nela retrava uma festa… era simples porem parecia alegre, pareciam ter se juntado para tira-la em especial. Havia alguns adultos, e também muitas crianças. Além de claro, Makarov que parecia estranhamente igual aos dias de hoje, sem mudanças físicas muito relevantes.

- Somos nós… - Falou o rosado se aproximando dela em relação à foto. – Era uma festa de natal, costumávamos fazer esse tipo de comemoração.

- Não fazem mais? – Perguntou ela.

- Fazemos, mas não são tão alegres como antigamente, talvez porque éramos crianças. Esse prédio já foi mais barulhento… - A ruiva percebera a nostalgia vinda dele ao relatar sobre a foto. – Este é Jellal… - Ele apontou para o garotinho que tinha o rosto enfeixado e que sorria de forma alegre e bonita. – Parece mentira, mas ele ainda sorria naquela época. E este sou eu.

A foto retratava um garoto tímido, o sorriso era fraco embora parecesse verdadeiro, pensou a ruiva. Era quase perceptível que o amigo sentia falta dos tempos antigos, de como as coisas eram quando pequenos. E Erza parcialmente o entendia.

- Alguns infelizmente já não estão mais conosco. – Ele falou encostando-se a uma prateleira e Erza fechou o livro voltando ao seu devido lugar.

- Estão mortos? – Ela perguntou da forma mais neutra que conseguiu.

- Alguns sim, outros apenas resolveram que esse tipo de vida não era pra eles. Vamos continuar… - O rosado continuou o caminho e Lucy já voltara ao seu lado, conversavam algo sobre o local, enquanto Erza estava perdida ainda nas falas dele mais cedo.

“Jellal ainda sorria naquela época…”, ela se perguntava oque fez o garotinho que parecia tão inocente em uma fotografia se tornar o mostro que era hoje, por quantas coisas ele já tinha passado? Acordou dos próprios devaneios ao ver a amiga loira estralar os dedos frente ao seu rosto.

- Está começando a babar… - Lucy falou com um sorriso no rosto, um sorriso que a ruiva não conseguira decifrar.

- Do que está falando Lucy…

- No rosado… ele pareceu interessado em você. – Ela falou dando uma cutucada na amiga.

- Oque? Não que nojo Lucy… - Erza estremeceu só de pensar na possibilidade.

- Ahn? Não faça descaso, ele é bonitinho. – Admitiu a loira.

- Pode ficar com ele então, só não diga isso novamente é repugnante.

- Tudo bem, você pareceu mesmo mais interessada no rapaz dos cabelos azuis, e da cicatriz sexy no rosto. – Provocou a amiga, e Erza teve de se calar assim que Natsu voltou para apresenta-las mais uma parte do prédio.

Era tão grande que Erza poderia facilmente se perder pelos corredores que pareciam todos iguais.

- Temos muitos quartos… então sempre que quiserem vir aqui, ou se precisarem, terão onde se instalarem sem problemas. – Lucy pareceu sempre dar ouvidos ao garoto, que sempre tinha um tom neutro, firme e gentil ao mesmo tempo.

Enquanto a ruiva gostaria de estrangula-la pelo comentário anterior, com nojo das palavras que pareciam ecoar por sua cabeça. Ela sabia que jamais seria capaz de sentir nada por um cara como ele, era tão opostos, como água e óleo, nunca se misturariam, era uma possibilidade completamente descartável… Era oque ela acreditava e não negava por nada.



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