História All You Had To Do Was Stay - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Asa Noturna, Ciborgue, Estelar, Mutano, Personagens Originais, Ravena, Terra
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 550
Palavras 1.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nome da história: Tudo o que tinha que fazer era ficar.
Nome do capitulo: O começo do fim.

OIOIOI MANAS!!! Tudo bem, vamos por partes porque tenho umas explicações (quando escrevo "porque" sem ser abreviado, ignorando se tá errado ou não, é coisa séria.):
(1) "Mana, você abandonou Where Do Broken Hearts Go?"
Não. Jamais. NUNCA! Vou deixar WDBHG descansando um pouco até as ideias se ajeitarem na minha cabeça, além de dar um tempo pra quem ainda tá lendo December Girl me alcançar.
(2) "Então você vai dar um tempo nela? Mas quanto tempo?"
Não sei, mas não vai ser tempo de 65437 meses pq não consigo ficar afastada de uma fic por tanto tempo e o meu toc não me permite. Não se preocupem pq pode sair capitulo de WDBHG a qualquer momento e eu não vou deixar vocês na mão.
De coração, só preciso de um tempo pra colocar o resto do enredo no lugar pq pronto ele já tá.
(3) "Essa fic é de Universo Alternativo?"
Não. Peguei minha bolsa e fui embora.

Brincadeiras a parte, se tiverem qualquer outra pergunta, fiquem à vontade.
As atualizações serão do jeito que vocês já conhecem.
Até o próximo.

Espero que gostem.

Capítulo 1 - The Beginning of the End


A redoma de proteção em torno de Ravena era algo totalmente inútil e, assim como seus amigos, ela sabia disso.

Ela estava lá, parada no meio da engenhoca construída por Cyborg, com todos seus sinais vitais sendo registrados nos computadores que ocupavam boa parte da sala, sem mencionar os aparelhos que mostravam suas ondas cerebrais. Tudo havia sido perfeitamente montado e posicionado para que ela tivesse a melhor proteção que alguém pudesse ter diante do que estava prestes a acontecer, mas todos aqueles utensílios tecnológicos faziam com que ela se sentisse um rato de laboratório, estudada em vão para descobrir que no final a experiência havia dado errado mais uma vez.

Suspirou alto e apoiou os cotovelos nos joelhos, descansando o rosto em uma das mãos, sem se preocupar em flutuar. Sentia-se fisicamente e mentalmente esgotada para usar seus poderes em algo tão aleatório quanto flutuar e ela não precisava ficar a alguns centímetros do chão naquele momento. Na verdade, quanto mais contato tivesse com a terra, com o concreto, melhor. Pelo menos teria certeza de que ainda estava viva, que o mundo estava bem e inteiro.

Ela soltou um muxoxo alto e bufou de forma impaciente, olhando para a porta do cômodo em que estava, esperando que, milagrosamente, um dos outros Titãs entrasse. Faziam horas que estava dentro daquela redoma e já não aguentava mais – a solidão era boa quando escolhida de boa vontade, não por obrigação, como estava sendo seu caso.

Para seu desespero, além do cárcere privado descarado que estava acontecendo ali, do sequestro, ou de qualquer outra coisa desse nível, a situação fazia com que terríveis flashbacks passassem por sua cabeça, fazendo-a se lembrar de Slade, da marca de Scath, do fim do mundo e, consequentemente, de Trigon. Por que tinha que ser tudo tão parecido? Parecia que o karma estava agindo exatamente da mesma forma que agira em seu aniversário de dezesseis anos, criando um looping tedioso e assustador em sua vida. Ela nunca se considerou fã de repetições automáticas de qualquer maneira.

Inconscientemente, levou a mão esquerda ao bolso de sua capa azul-meia noite, esperando encontrar um objeto específico dentro do mesmo, mas, dessa vez, não tinha nenhuma moeda da sorte para se agarrar e considerar como um amuleto. Estava sozinha, esquecida, praticamente deixada para morrer, da forma como deveria ter sido há três anos, no fatídico dia em que a Profecia de Trigon se concretizou.

Permitiu-se soltar uma risada de deboche. Odiava sentir pena de sua própria vida trágica, mas não conseguia escapar dos pensamentos lamentáveis que estava tendo sobre si. Provavelmente não pensava coisas diferentes das que seus amigos tinham em mente – ela não passava de uma pobre garota, vítima das circunstâncias, que não teve culpa de ser o fruto do relacionamento proibido, doentio e irresponsável entre uma adolescente humana e um demônio interdimensional. Não tinha culpa de ser a “queridinha do papai”, a escolhida para trazê-lo à Terra pela segunda vez, já que foi uma filha mal-criada e o impediu da primeira vez.

Agora, com dezenove anos, não teria a mesma sorte que teve aos dezesseis.

- Azarath Metrion Zinthos... Azarath Metrion Zinthos... – fechou os olhos e começou a meditar, ciente de que não tinha mais nada para fazer. – Azarath Metrion Zinthos...

- Ravena!

Ela abriu os olhos apressadamente, dando de cara com Mutano, que espalmou as mãos na redoma, respirando pesadamente.

“Ótimo.”, pensou. “De todas as pessoas que o Robin podia mandar, ele escolheu a mais inquieta.”

- O que você está fazendo aqui? – perguntou.

- Cara, não é óbvio? Nós estamos fazendo isso errado! – Mutano mexeu as mãos compulsivamente. – Quero dizer, é o seu pai! Não existe alguém melhor para detê-lo que você!

- Se eu sair daqui ele terá mais facilidade para chegar à Terra.

- Eu realmente não quero ser pessimista, mas ele já está aqui.

- Mutano...

- Funcionou da última vez, não foi? Do que vai adiantar você ficar presa nessa redoma? O mundo vai acabar de qualquer jeito!

- Não era você que estava todo otimista até dois segundos atrás?

- Eu ainda estou!

- O Robin sabe que você está aqui?

- ...Claro.

- Eu não acredito nisso.

- É claro que eu avisei para ele – o metamorfo coçou a parte de trás da cabeça, fazendo com que seus músculos, recém-adquiridos e que começavam a preencher seu uniforme, aparecessem. – Só não sei se ele prestou atenção.

- Isso não conta como aviso.

- Nunca te falaram que o que vale é a intenção?

Ravena revirou os olhos e descruzou as pernas, levantando-se. Andou até onde Mutano estava, tocando a redoma com a ponta dos dedos. Ele abriu um sorriso amplo, correndo para o computador mais próximo e digitando o código que a libertaria.

Quando as barreiras da redoma desapareceram, Ravena ajeitou o capuz na cabeça, pensando nas possibilidades que a cercavam. Mutano estava certo, afinal. Trigon já estava na Terra, como da primeira vez, e ela não seria de grande ajuda se ficasse presa e segura, enquanto seus amigos se matavam para salvar o mundo.

- Eu sabia que você toparia! – ele comemorou, aproximando-se dela.

- Não foi a sua pior ideia.

- Eu sou inteligente, você me subestima demais.

- Devo ter os meus motivos para isso, certo?

- Levar em consideração as minhas discussões sobre tofu ser a melhor comida do mundo não pode ser considerado como um motivo.

- Não?

- Todos temos nossos momentos infantis.

- E você tem seus momentos adultos.

- De nada por ter de soltado, estou ao seu dispor.

- Onde eles estão?

- No centro da cidade.

- Ótimo.

- Ravena – Mutano a chamou quando ela começou a sair. – Você está pronta para ir?

- Você não?

- É que... Você está sem nada que te traga sorte.

- Eu não acredito em sorte.

- Por que não?

- Eu faço a minha própria sorte.

- Mas é sempre bom contar com uma ajuda, não?

- Vamos logo, Mutano.

Ele balançou a cabeça negativamente e se aproximou dela, segurando seu braço com firmeza e impedindo que ela saísse de perto. A diferença de altura entre eles continuava quase nula, sendo que, de longe, Ravena parecia um pouco mais alta por causa do capuz.

Ela franziu o cenho e olhou para ele sem entender, tentando puxar o braço para fora de seu aperto, incomodada com a posição em que se encontravam.

- É só que... – Mutano começou a falar. – Eu não devia estar aqui e sei disso. Você é sempre tão centrada e correta que chega a me deixar com vergonha por agir dessa forma, mas, da última vez, você tinha a moeda que eu te dei e nós vencemos.

- Eu não sei onde ela está. – Ravena mentiu, abaixando a cabeça para ocultar o rubor em suas bochechas. Algumas de suas emoções se manifestaram em Nevermore, fazendo-a se lembrar da pequena paixão que sustentava por ele. Paixão, essa, que ela tinha certeza de que nunca seria correspondida. Ele não era um galanteador, nunca tinha saído com ninguém depois de Terra, mas não era alheio à assuntos amorosos como ela. Tinha um pouco mais de experiência, mesmo que também fosse pequena. – Não podemos deixar os outros esperando.

- Não posso deixar você ir sem um amuleto.

- Essa coisa de sorte não existe, Mutano! Quantas vezes eu já te disse que precisamos correr atrás do que queremos?

- Muitas.

- E nenhuma delas se fixou no seu cérebro?

- Aparentemente, não.

- Eu devia imaginar.

- Por que você não pode me dar um crédito?

- Você está agindo como uma criança que acredita no Papai Noel.

- E você está sendo cruel comigo. – ele reclamou. – Pensei que tivesse parado com isso há um tempo.

- Eu parei.

- Não parece.

- Nós vamos para a batalha ou não? – Ravena questionou com impaciência. – O mundo está prestes a acabar!

- Eu sei!

- Então me solte!

- Não posso deixar que você saia daqui sem um amuleto!

- Me dê essa droga logo!

As palavras de Ravena ecoaram pelo cômodo, e Mutano abriu um sorriso de lado, como se estivesse esperando por essas palavras desde que haviam começado a discutir. Tais brigas sem nexo e discussões rápidas não eram coisas novas para eles, que estavam acostumados a se estranhar algumas vezes por dia, sempre por motivos bestas. Contudo, daquela vez, o metamorfo tinha um propósito e, sabendo que Ravena entraria no jogo, pôs em pratica sua ideia, que acabou dando muito certo, obrigado.

Ravena balançou a cabeça e deu de ombros, perguntando silenciosamente se ele não a entregaria o que quer que fosse. Estava esperando por um amuleto de sapo ou outra moeda, mas tudo que recebeu foi um beijo caloroso na boca, que a fez explodir o monitor do computador mais próximo. O toque dos lábios de Mutano sobre os seus a fez fechar os olhos instantaneamente, aceitando o fato de que queria aquele beijo – inclusive estava esperando por ele há muito tempo, tendo fantasiado o momento por diversas vezes na quietude de seu quarto.

Em contrapartida, Mutano não explodiu nada, mas sentia seu corpo todo vibrando, enquanto continuava imerso no beijo. Suas bochechas estavam tão coradas quanto às de Ravena, e ele havia precisado de um longo período de tempo para ter coragem de beijá-la. Mais precisamente um ano e meio depois que percebeu que Terra tinha ficado no passado e não passava de uma paixão infantil. Não demorou a perceber que seus sentimentos estavam voltados para outra garota, mais especificamente, Ravena, e amaldiçoou-se por ter demorado tanto para perceber que gostava dela.

O beijo não podia ser considerado “digno de um filme” porque os dois estavam tensos demais para se entregar completamente. Não sabiam onde colocar as mãos e nem se deviam fazê-lo; Uma luz em suas cabeças piscava incessantemente, lembrando-os de que o mundo estava acabando enquanto estavam se beijando, e bilhões de pessoas corriam risco.

Podia ser considerado um beijo comum, mas, para Ravena e Mutano, significava muito mais que isso.

Separam-se após alguns segundos, incapazes de trocar um olhar direto. Mutano pigarreou e Ravena se agarrou mais à sua capa, quase desaparecendo dentro da mesma.

- Ravena – Mutano sorriu, fazendo com que ela o olhasse nos olhos rapidamente. – Boa sorte.


Notas Finais


Chora nããããããão coleguinha!!!!!
Comentem :)


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