História All You Had To Do Was Stay - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Asa Noturna, Ciborgue, Estelar, Mutano, Personagens Originais, Ravena, Terra
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 134
Palavras 3.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nome do capitulo: Tome uma atitude.
OIOIOI MANAS!!! Até o próximo (amanhã).

Espero que gostem.

Capítulo 17 - Do Somethin'


O sabor inconfundível do tofu invadiu a boca de Mutano, e ele suspirou alto, fechando os olhos para aproveitar por mais tempo a delícia que estava sendo seu café da manhã. 

Sentia-se estranhamente preparado para o dia, conseguia sentir a adrenalina em seu corpo e gostava da sensação. Mesmo que a cozinha estivesse imersa em um silêncio absoluto, ele não se importava e quase apreciava a falta de ruídos e barulhos que faziam com que suas orelhas se contraíssem. Ele não contava para ninguém, mas qualquer som repetitivo se tornava extremamente incômodo para ele, que era obrigado a conviver com seus sentidos melhorados por conta de seus poderes. Cheiros, barulhos, texturas... Tudo isso e mais seus pensamentos “não tão alegres” serviam para deixá-lo louco, e realmente o fariam, se ele não se dedicasse a falar mais alto que seus pensamentos, a rir e a levar a vida como se tudo não passasse de uma brincadeira. 

Balançou a cabeça para voltar a ter pensamentos bons, e enfiou outra garfada de tofu na boca, mastigando rapidamente. Ainda estava cedo e todos os outros Titãs provavelmente estavam dormindo, mas o alarme de incêndio não demoraria a tocar. Se ele tivesse sorte, Estelar apareceria antes do “despertador” tocar, e ele poderia ter uma conversa rápida com sua melhor amiga. 

- Bom dia, amigo Gar – Estelar entrou na cozinha, realizando todos os desejos momentâneos de Mutano. – O que te fez acordar tão cedo? 

- Bom dia, Kori – ele sorriu, já esperando por aquela pergunta. – Não sei. Acordei com vontade de sair a aproveitar o dia, então é isso que vou fazer. 

- Glorioso! Eu estava passeando com a minha Silkie. 

- O sol da manhã é sempre o melhor. 

- Você está comendo tofu? 

- Estou... Você quer? 

- Não... – ela mordeu o lábio inferior, esfregando as mãos. Mutano arqueou uma sobrancelha e olhou para o próprio prato, encarando a massa consistente de tofu. 

- O que foi, Kori? 

- Não é nada. 

- Você ficou estranha. 

- Impressão sua. 

- Kori... 

Estelar voou rapidamente até a pia e deu as costas para Mutano, apertando o balcão de granito. Seus ombros se encolheram e ela fechou os olhos com força, escutando o barulho que o prato fez ao ser empurrado por Mutano. 

- Kori, aquele não era o meu tofu? 

- Era. 

- Por que você está assim? 

- Ontem eu precisava de algo macio para fazer uma das receitas do meu planeta e... 

- E...? 

- Eu coloquei um pouco de Donnohow no seu tofu. – Estelar confessou. 

- Donno o quê? 

- Donnohow. 

- E o que é isso? 

- A vitamina usada para deixar os soldados de Tamaran mais fortes. Ela é feita a partir da raspa das patas de um Fyonlô, o grande animal que é metade lesma e metade esponja. 

Mutano fez careta, sentindo seu estômago revirar. Levou as mãos a barriga e soltou as costas pesadamente no encosto da cadeira, lamentando ao perceber que o gosto bom do tofu estava sendo substituído por um sabor amargo. Quando pegou a comida para fazer seu café da manhã notou uma pequena diferença em sua aparência, bem como furos esponjosos em algumas partes, mas não pensou que havia sido fruto de uma das receitas de Estelar, que mais parecia um experimento científico perigosíssimo. 

- E o que isso vai fazer comigo? – teve certeza de que estava mais verde que o normal. 

- Vai te deixar mais agitado. 

- Só isso? 

- Sim. 

- Nada de nascer antenas na minha cabeça ou uma boca que mais parece um aspirador? 

- Não! – Estelar arregalou os olhos. – A vitamina só serve para deixar os soldados mais agitados, assim eles têm mais vontade de ir para a guerra. 

- Acho que não vou encontrar nenhuma guerra para ir hoje. 

- Eu sinto muito, amigo Gar. – ela se virou para ele, encarando as próprias mãos. – Não me lembrei de colocar um tofu bom no lugar do que eu usei. 

- Não se preocupe – Mutano não teve coragem de brigar. – O sabor estava melhor, acredita? 

- Você achou? 

- Claro! Eu mesmo nunca teria encontrado um tempero tão... Único quanto essa sua vitamina. 

- Glorioso! – Estelar bateu palmas, jogando os braços ao redor do pescoço de Mutano, que riu e a abraçou. – Posso colocar um pouco da vitamina no seu tofu todos os dias. 

- Não vai ser necessário, Kori. 

- Por que não? 

- O Dick não vai ficar muito satisfeito se eu ficar mais agitado que o normal. 

Estelar tombou a cabeça para o lado, olhando nos olhos verdes de Mutano. Juntou as sobrancelhas e deu de ombros, voltando a sorrir imediatamente. 

- Kori – Mutano pigarreou, afastando-se um pouco. – Podemos conversar um pouco? 

- É claro, amigo. 

Mutano estalou a língua dentro da boca e se sentou, deixando que Estelar fizesse o mesmo. Brincou com o garfo que estava no prato, cutucando o tofu, sem vontade de comê-lo. 

- Você está preocupado? – Estelar perguntou. 

- Você já sentiu sozinha? – Mutano falou baixo, e ela concordou com a cabeça. – Já sentiu como se o seu mundo estivesse prestes a desabar, e não tem ninguém que possa te ajudar a segurá-lo? 

- Eu já... Mas eu não entendo. Você está se sentindo assim? 

- Estou. 

- Como? Você é sempre tão alegre e animado... 

- É mais fácil ser assim do que admitir que tudo ao meu redor está horrível. – ele deu de ombros. – Se eu não contasse piadas, brincasse e agisse desse jeito, acho que já teria perdido a minha cabeça para uma depressão. 

- O que te incomoda, amigo? 

- Eu sinto como se estivesse perdendo vocês. Nós somos unidos, mas cada um está indo para um lado. Por exemplo, eu não tenho uma relação como a sua e do Dick ou do Cyb e da Sarah. Vocês se arranjaram e eu... Eu sou só eu. 

- Isso não é verdade! – Estelar protestou. – Você tem a Tara! Está tendo a sua chance de ser feliz. 

- Não. Eu perdi essa chance há algum tempo. 

Estelar o olhou com pena, comprimindo os lábios em uma linha fina. Uma expressão cheia de compreensão cruzou seu rosto, e Mutano percebeu mais uma vez porque a considerava como a mãe da equipe – ela tinha carinho, carisma e sempre dava os melhores conselhos, mesmo que usasse as palavras erradas na maioria das vezes. 

- Eu também sinto falta da amiga Ravena. – ela abaixou os olhos. 

- Como você sabe que estou falando dela? 

- Suas orelhas se contraem quando você fala dela. 

Mutano mordiscou o lábio, quebrando o contato visual com Estelar. Suas bochechas ficaram vermelhas e ele levou as mãos as orelhas pontudas, sentindo-se idiota por ser tão previsível. 

- Não quero que você se sinta sozinho, amigo. – Estelar segurou o rosto dele. – Nós estamos aqui e sempre vamos estar. 

- Eu sei. 

- Você promete que vai falar comigo para não se sentir assim? 

- Eu prometo. 

- Glorioso! – comemorou. – Eu acho que você vai ter outras chances. A amiga Ravena vai estar aqui – colocou a mão no peito dele. – E você não precisa esquecê-la para seguir em frente. Ela foi uma parte muito importante da sua vida, e todos nós sabemos que não tem ninguém capaz de mudar isso. 

- Às vezes parece que não estou honrando a memória dela. Ela gostaria que todos nós estivéssemos felizes, até eu. 

- Principalmente você. Ela não gostaria de saber que você está deixando a sua vida passar sem vivê-la. 

- Você tem razão. 

- Eu gosto de ter razão. – ela sorriu, fazendo Mutano rir. 

- Obrigado por tudo, Kori. 

- Não precisa agradecer, amigo. 

- Você sabe se o quarto da Ravena ainda está com o alarme ligado? – ele perguntou. 

- Está, mas a senha continua a mesma. 

- Ok. 

- Você vai...? 

- Não sei. Talvez. 

- Você acha que vai te fazer bem? 

- Eu só preciso pegar uma coisa que está lá. 

- Entendo. – Estelar sorriu. – Eu vou subir. 

- Tudo bem. 

Ela se levantou e deu um beijo demorado na testa de Mutano, acariciando seu cabelo. Ele abriu um sorriso pequeno, fechando os olhos rapidamente. Esperou Estelar sair e andou até o quarto de Ravena, parando em frente à porta por alguns instantes. 

Olhou para um lado e para o outro, vendo a porta de seu antigo quarto, ainda com a placa que tinha seu nome. Pensou em ir até o cômodo e ficar lá dentro por um tempo, criando coragem para ir ao quarto de Ravena. 

- É só o quarto dela. – murmurou. – Você já entrou aqui antes. 

Digitou a senha no painel de controle, engolindo em seco quando a porta se abriu, revelando o quarto completamente escuro de Ravena. Deu o primeiro passo para dentro, sentindo o corpo gelar. Aproveitou a onda repentina de coragem que tomou conta de seu corpo, entrando no cômodo e pegando a primeira estátua de cerâmica que achou, percebendo, já no corredor, que se tratava de um pequeno demônio com vários braços e olhos. 

Encarou o objeto, fazendo com que um arrepio percorresse sua espinha. Afastou-o um pouco do corpo, andando com os braços esticados e as costas arqueadas para trás, como se o pequeno demônio estivesse prestes a lançar um feitiço que o mandaria para uma dimensão repleta de fogo e desespero.

Para o desespero de Mutano, que estava prestando atenção apenas na estátua em suas mãos, o alarme de incêndio tocou, assustando-o. Ele se transformou em uma águia, pegando a estátua pelas patas, e saindo pela janela mais próxima – se Asa Noturna o visse fora da cama tão cedo o obrigaria a treinar até a hora do almoço, o que atrapalharia todos os planos que tinha para aquela manhã.

Voou até o centro, descendo na rua onde o Luke’s ficava, voltando a sua forma normal. Jogou a estátua para cima e a segurou com as duas mãos, entrando no restaurante, que estava lotado, com pessoas tomando o café da manhã de forma apressada para não se atrasarem para o trabalho.

O sino da porta badalou, e Phillip olhou para Mutano, arqueando uma sobrancelha ao vê-lo.

- Bom dia, Phill. – Mutano se sentou em um dos bancos do balcão. – O dia já começou cheio, hein?

- É assim toda manhã. – Phillip deu de ombros, levantando um bule de café, oferecendo a bebida ao metamorfo, que negou com a cabeça. – Já estamos acostumados.

- Eu não me acostumaria com todas essas pessoas falando juntas.

- Nem todos possuem uma audição melhorada. – Harper se aproximou dos dois, sorrindo. – Bom dia, Gar.

- Bom dia, Harper. – sorriu.

- Se você está aqui para brigar comigo por causa dos presentes que a Rachel devolveu, quero dizer que eu fiz de tudo para impedi-la.

- Brigar? Não, eu não vim brigar.

- Não?

- Não, mas estou aqui para falar com a Rachel.

- Você está? – Phillip se debruçou sobre o balcão. – E o que você quer falar com a Rachel? Quais são as suas intenções com ela? Aquela garota pode ser meio problemática, mas tem um coração muito bom, você está me ouvindo?

Mutano franziu o cenho, enquanto Harper revirara os olhos para Phillip, mexendo a boca silenciosamente e fazendo uma péssima imitação dele. O sino da porta tocou outra vez, e os três olharam na direção do som, vendo Rachel entrar, com uma das mãos no bolso do avental e a outra mantendo o celular na orelha direita.

- Rachel – Phillip apontou para a placa que mostrava que celulares eram proibidos dentro do Luke’s. – Quantas vezes eu vou precisar de falar sobre isso?

- Sim – Rachel balançou a mão para ele. – É a edição mais grossa que você tiver desse livro. É... Aham. Eu prometo que o busco no fim da tarde. Não, eu não vou deixar de pagar a biblioteca. Eu sei. – bufou. – Ótimo. Obrigada. – desligou e guardou o celular no bolso. – Vocês acreditam que a bibliotecária pediu todos os meus dados para reservar um livro? Eu não estava reservando um quarto de hotel ou uma viagem para a Disney! – sentou-se no banco ao lado de Mutano, reparando na presença dele pela primeira vez. – O que você está fazendo aqui?

- Bom dia para você também. – Mutano sorriu amarelo.

- O Phill acha que ele veio te pedir em casamento – Harper riu. – Até falou que você é problemática, mas que tem um bom coração.

- O quê? – Rachel olhou para Phillip.

- Eu vou ver como o Michel está se saindo com os pedidos. – ele levantou as mãos, subindo na porta que ficava atrás do balcão.

Rachel olhou para Mutano, cruzando os braços e esperando que ele explicasse o que estava fazendo ali. Harper pigarreou alto, e praguejou quando um cliente a chamou para fazer o pedido, saindo a passos duros de perto de sua melhor amiga.

- Podemos conversar? – Mutano perguntou.

- Comece a falar. – Rachel respondeu, e ela a puxou pela mão até a mesa que ficava ao lado da janela, empurrando as sobras do cliente que havia acabado de sair.

- Hoje nós começamos a colocar a minha ajuda em prática.

- A sua ajuda?

- A que eu te ofereci há dois dias, você se lembra?

- Ah, claro! – ela bateu na própria testa. – Aquela que eu não aceitei!

- Aquela que você deixou pairando no ar, sem me dar uma resposta concreta.

- Posso te dar agora: não.

- Ok, escuta – ele pediu, colocando a estátua do pequeno demônio em cima da mesa. –Será por apenas um mês. Vai ser bom para você e para mim. Eu estou precisando distrair a minha cabeça.

- Eles ainda vendem algumas edições da Playboy nas bancas.

- O quê?! Eu não preciso disso!

- Claro que não. – ela sorriu falsamente.

Mutano revirou os olhos e bufou alto, lembrando-se por que havia feito uma promessa de não ajudá-la mais. Rachel era a personificação do tipo de garota que ele sempre fugia: sarcástica, grossa, mal-educada, e muito egocêntrica, mas lá estava ele, sentado a frente dela, tentando fazer com que ela se valorizasse e parasse de sofrer por alguém que não valia a pena, como se isso fosse da conta dele. Deus! Ele estava se sentindo mesmo muito sozinho. Talvez depois de ajudá-la pensasse em abrir um curso de autoajuda ou algo parecido.

- Eu não entendo por que você quer tanto me ajudar.

- Não tenho nada melhor para fazer.

- Você é um super-herói – ela revirou os olhos. – Pode ficar sentado em parques esperando que algum gato burro suba em alguma árvore alta e não consiga descer.

- Imagine que estamos em um parque – ele pediu. – A sua obsessão pelo Theo é a árvore e você é o gato. Eu sou o super-herói.

- Você está me chamando de burra?

- Só estou usando a sua lógica.

- Mutano, eu já disse que não, ok?

- Ele só quer te ajudar! – Harper quase gritou, inclinando-se sobre a mesa vizinha para chegar mais perto de Rachel e Mutano. – Tá na hora de mostrar pro Theo que você vale a pena, não acha?

- Eu posso fazer isso sozinha. – Rachel respondeu.

- Você passou dias chorando por causa dele.

- Harper! Ele é um desconhecido! – apontou para Mutano.

- Ele é gentil! Comprou todos os presentes que eu recomendei. – Harper deixou escapar.

- O quê?

Mutano balançou a cabeça negativamente e Harper sorriu sem graça, afastando-se depressa. Rachel olhou para Mutano, arqueando uma sobrancelha:

- Ela me ajudou com isso. – ele confessou. – Ela se ofereceu, antes que você pense que eu fiz uma lavagem cerebral na sua melhor amiga.

- É mais fácil ela fazer isso com você.

- Na manhã seguinte da noite em que te deixei em casa, ela me ligou e falou que você não parava de chorar por causa do Theo. Eu perguntei se podia fazer alguma coisa e chegamos juntos a ideia dos presentes.

- Por quê?

- Eu não gosto de saber que as pessoas estão sofrendo por alguém que não as merece. Aprendi da forma mais difícil que a vida é muito curta para não procurarmos alguém que realmente vale a pena, sabe? Às vezes pode ser tarde demais, e você gastou todo o seu tempo com a pessoa errada.

- Experiência própria?

- Sim. – ele pensou em Ravena.

- Eu devia ter imaginado que a Harper estava metida nisso.

- Não brigue com ela porque eu nunca vi alguém tem preocupado com o bem-estar de um amigo antes.

- Eu não vou. – Rachel suspirou. Mutano esticou os lábios em um sorriso fechado, e ela pensou no que perderia se aceitasse a ajuda dele, concluindo que não seria nada. Graças aos seus gritos na noite em que ficou bêbada, boa parte do Campus estava sabendo de seu vexame por causa de Theo e, mais uma vez, ela se sentia como motivo de piada para pessoas que não sabiam metade do que tinha acontecido. Era raro e difícil ter alguém tão disposto a ajudá-la e ela não sabia como reagir a essa boa vontade de Mutano ou a de Harper e Phillip. – Tudo bem, Mutano. O que eu preciso fazer?

Mutano piscou algumas vezes ao escutar seu nome, olhando fixamente para o rosto de Rachel, ainda pensando em Ravena. Elas eram tão iguais...

- Mutano? – ela falou mais alto, estalando os dedos em frente aos olhos dele.

- Oi – ele balançou a cabeça. – Oi!

- O que eu tenho que fazer?

- Como assim?

- Eu vou aceitar a sua ajuda, mas para isso você tem que parar de agir como um imbecil que não presta atenção em nada.

- Você vai aceitar? – Mutano arregalou os olhos.

- Estou começando a mudar de ideia.

- Não! Vamos por partes, ok?

- Ok.

- O que te faz gostar do Theo? – ele perguntou.

- Tudo.

- Seja mais especifica.

- Não sabia que você era uma espécie de conselheiro amoroso.

- Na verdade, acho melhor começarmos com algumas aulas básicas de educação para você.

Rachel semicerrou os olhos, fuzilando-o com o olhar. Levantou-se e foi até o balcão, servindo-se de uma xícara enorme de café antes de voltar para a mesa.

- Eu estou aceitando essa loucura – falou. – Mas preciso de um tempo para me preparar.

- Quanto tempo?

- Até amanhã.

- Tudo bem.

- E preciso saber por que você está tão disposto a fazer isso comigo?

- Todos merecem uma chance.

- Você nem me conhece. – Rachel sibilou.

- Então vamos ter uma ótima oportunidade de nos conhecermos.

- Você é louco.

Mutano sorriu e estendeu a mão para ela, enrijecendo os músculos de seus braços. Rachel tomou um longo gole de café, olhando para a mão dele por cima da xícara. Torceu o nariz e esticou a mão na direção dele, fechando o aperto.

- Nos vemos amanhã.

- Certo. – ela resmungou, levantando-se. – Tchau. – voltou ao trabalho, tentando olhar de cara feia para Harper, mesmo sabendo que não conseguiria.

Mutano pegou a estátua e saiu do Luke’s, andando por alguns metros antes de se lembrar que ainda estava com o obejeto. Xingou-se mentalmente e voltou correndo, abrindo a porta de uma única vez e chamando a atenção de todos.

- Rachel – chamou. – Eu trouxe isso para você, mas esqueci de te entregar.

Ela parou de anotar o pedido de um cliente e olhou para ele e depois para a estátua, fazendo careta.

- O que é isso? – perguntou.

- Só uma lembrança. – ele estendeu na direção dela, tentando captar todos os movimentos de seu rosto ao ver a estátua.

- Obrigada? – ela pegou, achando o presente esquisito. – É... Legal.

- Você gostou?

- Definitivamente não é o primeiro objeto que eu compraria para decorar a minha casa, mas também não é completamente ruim.

- Que bom!

- Ei, Phill! – Rachel jogou a estátua para ele, que conseguiu a segurar por pouco. – Decore o balcão com isso.

Mutano franziu o cenho e não percebeu nada de diferente em Rachel, tendo a certeza de que ela não havia reconhecido a estátua como Ravena definitivamente faria só de vê-la de longe. Ela deu as costas para ele e foi providenciar os pedidos que estavam em bloquinho, fazendo com que Mutano desejasse ainda menos que o encontro do dia seguinte chegasse.


Notas Finais


Chora nããããããão coleguinha!!!!!
Comentem :)


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