História All you need is love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Comedia, Naruto, Sasusaku
Exibições 40
Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E depois de tanto tempo eu estou repostando.
Um versão melhorada, novo nome (Antes conhecida como "O recomeço de nossas vidas"), nova capa, nova escrita, uma novidade completa.
Enrolei muito tempo vocês, mas estou aqui.
Espero que gostem das mudanças.
Esse capítulo meio bostinha é só pra dar inicio mesmo, queiram me perdoar.
Sem mais delongas e enrolações, good luck and enjoy.

Capítulo 1 - Capítulo Um


Após tantos anos finalmente estou voltando para minha terra natal, lugar esse que eu jamais deveria ter abandonado. A felicidade de saber que vou rever meus amigos, regressar à minha antiga casa e à minha antiga vida, é algo que não poderia descrever em palavras, é imensurável. A sensação de que tudo vai ser como antes, voltar ao normal, é reconfortante. De fato não poderia estar mais feliz. 

 

Me lembro das tardes juntos passando trotes, das aulas fazendo piadinhas com os professores que não gostávamos, dos apelidos que sempre inventávamos uns para os outros, até mesmo dos micos que passamos juntos. Foram essas pequenas situações que moldaram nossa amizade. É engraçado como, mesmo depois de tanto tempo separados, parece que nada mudou.

 

Óbvio que não poderia desconsiderar os amigos que fiz aqui. Quando cheguei, era constantemente zoada por todos e sofria o tão famoso bullying, eu não era o tipo de garota que se cuidava ou dava importância para essas coisas. Na época ainda usava aparelho e óculos, cortava meu cabelo na altura do ombro e vivia com ele preso num rabo de cavalo, amava roupas folgadas e rosa, por mais estranho que isso soe hoje em dia. Foi quando  conheci Konan e Matsuri. Foram as minhas salvadoras, amo muito as duas, apesar de serem um pouco anormais. Ambas viraram grandes amigas minhas e felizmente, ou infelizmente, Kiba e Pain vieram no pacote. São dois retardados, mas não viveria sem eles por aqui.

Amanhã estarei embarcando de volta à Konoha. Meus pais haviam voltado para lá no meio do ano passado e eu e meu irmão mais velho, Sasori, ficamos até o final das aulas e passamos as férias aqui. Estava arrumando minhas malas quando ouço baterem em minha porta.

 

 

_Quem me perturba?

 

_Sou eu, Saky. - reconheci ser a voz de Kiba.

 

_Só entrar. - sorri.

 

_Você vai mesmo me deixar? – perguntou com a voz manhosa enquanto entrava no cômodo. Veio em minha direção e me abraçou por trás.

 

_Meus pais já estão lá me esperando. Não tenho como voltar atrás, você sabe disso.

 

_O pessoal está esperando a gente lá na praça. - Kiba suspirou. Concordei e saímos do meu quarto.

 

_Estou saindo, mais tarde eu volto. - disse passando por Sasori, enquanto esbarrava propositalmente no ombro dele.

 

_ É bom não voltar tarde, nós iremos para o aeroporto de madrugada. - o ruivo falou olhando feio para Kiba, não era muito fã do moreno.

 

_Eu sei. Volto antes das oito. - dei um beijo rápido em sua bochecha e saí com o Inuzuka, indo para a praça que havia perto dali.

 

O local não era muito longe, então não precisaríamos andar por muito tempo. Em alguns minutos de caminhada acabamos sendo parados por uma senhora, ela parecia demasiadamente bêbada e não aparentava estar nada bem. Veio em nossa direção, mais precisamente na de Kiba, seu braço direito se esticou e seus dedos trêmulos foram direto para o zíper do casaco dele, em um movimento inesperado ela o abriu.

 

_Tá calor! - gritou e saiu andando desnorteada pela rua, cambaleando e dizendo coisas sem nexo algum, eu o encarei e nós começamos a rir.

 

_Eu pensei que ela ia tentar te estuprar! - disse ofegante, sem conseguir parar a risada.

 

_Eu também! - ele disse um pouco assustado, porém rindo tanto quanto eu.

 

_Acho melhor irmos logo. - comecei a voltar ao normal, cessando a crise de risos.

 

_É mesmo, Matsuri vai nos matar. - o ataque de risos acabou voltando e, por onde quer que passássemos, recebíamos olhares meio confusos. Eram dois idiotas rindo para o nada. Em poucos minutos chegamos a nosso destino.

 

_VOCÊS ESTÃO ALTAMENTE ENCRENCADOS! - tive a visão de uma Matsuri furiosa nos fitando.

 

_Foi mal, tivemos um pequeno imprevisto. - encarei Kiba de soslaio, ele tentava segurar a risada, mas não conseguiu e começou a rir comigo.

 

_Vocês estão bem? O que aconteceu? - Konan nos olhou preocupada e contei o que havia acontecido para o pessoal. No fim, nós cinco já estávamos rindo.

 

_Que coisa zoada - comentou Pain entre risos.

 

_Sim, mais tenho que concordar com a velhinha! Está calor. - falei me abanando um pouco.

 

_Podíamos tomar um sorvete. - Konan propôs e todos concordaram.

 

_Mas a Saky paga, porque ela vai deixar a gente! - disse Pain já saindo na frente de todos.

 

_Não vale! – tentei protestar, mas fiquei no vácuo.

 

Não tardamos a chegar à sorveteria, pois era perto do parque. O lugar era um pouco pequeno, mas era aconchegante e arrumadinho. Todos pediram seu sorvete e os quatro fizeram questão de pegar os mais caros que havia no cardápio. Paguei e fomos nos sentar em uma mesa.

 

_Poxa, vocês querem me falir? Vou chegar a Konoha sem dinheiro pra comprar uma balinha. - comentei emburrada.

 

_Nem um pouco exagerada. - Konan disse revirando os olhos.

 

_Realmente, não sou do tipo que exagera. - falei com cara de tédio.

 

Logo terminamos o sorvete e acabamos por caminhar um pouco pela praça. Um tempo depois encontramos um lugar confortável e nos sentamos por ali para ficarmos conversando até entardecer.

 

_Gente, eu prometi para meu irmão que estaria em casa ás oito e já são oito e quarenta, ele deve estar puto da vida comigo, então eu já estou indo. - disse me levantando.

 

_Então até amanhã nós iremos ao aeroporto nos despedir. - Kiba seguiu meu exemplo e se levantou também.

 

_Beleza, até. 

 

Fui pra casa e quando cheguei meu irmão se encontrava no sofá com uma expressão que misturava preocupação e raiva.

 

_Isso são horas? - perguntou trincando os dentes.

 

_Deu pra bancar a mamãe agora? Desculpa. - revirei os olhos.

 

_Eu sou o seu irmão mais velho, deveria, ao menos, me respeitar! - disse estressado.

 

_Não faltei respeito com você em hora alguma e já pedi desculpas, não vi a hora passar. - disse subindo as escadas e fui direto para o meu quarto.

 

Entrei, tranquei a porta e fui até o banheiro deixar a banheira encher enquanto pegava meu pijama. Precisava relaxar para ter uma viagem tranquila e nada melhor do que um banho de água quente para isso. Fiquei ali por meia hora até tomar vergonha na cara e me vestir, me dirigi para a cama e adormeci em poucos minutos.

 

 

***

 

Estava correndo veloz em meu cavalo negro quando, bem distante, comecei a ouvir um barulho estranho. Tudo começou a ficar escuro e eu comecei a cair.

 

Acordei ofegante e atordoada, desliguei o despertador do celular e cobri a minha cabeça novamente, porém meu “querido”  irmão entrou em meu quarto gritando como louco.

 

_Pode acordar, boto cor de rosa!

 

_Ah, me deixa dormir só mais cinco minutinhos! - falei com a voz embargada pelo sono, ainda embaixo do cobertor.

 

_Nem pensar! Vamos acabar nos atrasando para o voo. - disse puxando meu edredom. 

 

_Puta merda! Esqueci totalmente da viagem! - exclamei pulando da cama e indo correndo para o banheiro.

 

_Você não toma jeito mesmo, né? - poderia jurar que nesse momento surgia um sorriso nostálgico em sua face, mesmo sem estar o encarando.

 

_Nem vem Sasori, você consegue ser pior do que eu! Aposto que está nessa pressa toda por causa do seu casinho de Konoha! - disse já dentro do banheiro.

 

_Quem te disse isso? - perguntou gaguejando.

 

Abri um pouco a porta e coloquei a minha cabeça na fresta que ficou. O encarei e ele estava quase da mesma cor que o próprio cabelo.

 

_Suspeitava disso e você acabou de me confirmar. - dei um sorriso convencido e o mesmo saiu do quarto irritado, batendo a porta com força. 

 

Tomei um banho de água quente - hoje estava frio demais - vesti uma calça jeans escura com uma blusa preta que possuía uma caveira estampada no centro e calcei um salto preto. Prendi meu cabelo em um coque bagunçado e fiz uma maquiagem um pouco carregada.

 

Chamei um táxi e ele não demorou muito para chegar. Coloquei tudo no porta-malas com a ajuda do motorista e entrei no carro, alguns minutos depois meu irmão guardou as dele e entrou também. Demorou cerca de vinte minutos ou mais para chegarmos ao aeroporto.

 

_Isso é tão longe. - reclamava quase dormindo no banco do passageiro.

 

_É um aeroporto, esperava o que? - perguntei entediada.

 

_Que fosse mais perto, ora. - me encarou como quem dizia algo óbvio.

 

_Baka...

 

Descemos do táxi e entramos no aeroporto, passamos um tempo discutindo até sermos informados que o nosso voo sairia em poucos minutos, então fomos para o local esperar e meus amigos chegaram.

 

_Caramba, pensei que não viriam mais. - comentei.

 

_Desculpa Saky, mas Pain atrasou. - dizia Konan com um olhar irritado.

 

_Eu não! A Tsuri que demorou demais no banheiro. - Pain se defendia ficando irritado também.

 

_É, mas só porque o Kiba não me acordou. - dizia com um olhar de sono e estava com os olhos semiabertos.

 

_Nem pense em por a culpa em mim! O despertador não tocou e quem se esqueceu de colocar ele para tocar foi a Konan, a culpa é toda dela. - Kiba a encarava raivoso.

 

_Saky, sentirei muita saudade de você. – ignorando o moreno, Konan disse e me abraçou.

 

_Também vou sentir a sua, amor. - a abracei de volta.

 

_'Miga jura que vem nos visitar? - Matsuri veio ao meu encontro com os olhos marejando.

 

_Juro, jurado, juradinho. - falei dando o meu dedo mindinho e ela o entrelaçou com o dela, nós rimos e nos abraçamos.

 

_Nunca se esqueça de nós, ok? – Pain me encarava sério.

.

_Jamais, não seria capaz de esquecer nenhum de vocês! - o abracei.

 

_Vou sentir muito a sua falta... E agora, quem é que me dará ideias pra pregar peças nos professores? - Kiba me encarava com os olhos vermelhos, tentando segurar as lágrimas.

 

_Também vou sentir saudades, e, quanto às ideias, é só ligar! – disse abraçando-o. – Mas agora eu tenho que ir. - me despedi mais uma vez de todos e entrei no avião, esperei um tempinho até ele decolar. Estava tão cansada que acabei dormindo. 

 

***

 

_Acorda! Acabamos de chegar. - Sasori me sacudia levemente.

 

_Ainda bem! Quero uma cama para dormir. - me levantei cambaleando e comecei a seguir o fluxo de pessoas para sair do avião.

 

_Você só pensa em dormir, garota?

 

_Antes só pensar em dormir do que só pensar em besteira. - o acusei.

 

_Vamos sair logo. – começou a me empurrar.

 

Assim que saímos, pegamos nossas malas e fomos procurar nossos pais, algo que não tardou a acontecer, já que eles ficaram bem na frente. Abraçamo-nos e fomos para o carro, no caminho para casa conversamos sobre como foram as nossas férias e as aulas. Chegamos em casa umas dez horas da manhã e como estava morrendo de sono acabei dormindo no sofá, até ser acordada pela minha mãe.

 

_Vamos seus preguiçosos, o almoço está na mesa. - gritava da cozinha

 

_Para de gritar, coroa. - disse de mau humor e levantando do sofá.

 

_Como é? Me chamou de que? - Mebuki apareceu na porta da cozinha com um olhar medonho.

 

_De coroa. – fitei-a divertida.

 

_Vou te matar, sua fedelha. - disse e saiu correndo em minha direção com uma sandália em mãos. Saí correndo pro meu quarto e me tranquei. - ABRE ESSA PORTA AGORA, SAKURA HARUNO!

 

_Engoli a chave, mãe, não dá! - mas o quê?

 

_Porra, que desculpa ein. - pude ouvir meu irmão gritar do outro lado da porta.

 

_Seu moleque, o que você acabou de dizer? - minha mãe dizia ameaçadoramente.

 

_Er... Nada não, mãe! 

 

Essa foi minha deixa, pulei a janela e fui para a cozinha, aproveitei que minha mãe ainda estava no andar de cima brigando com Sasori e comi. Escalei até o meu quarto de novo, com a ajuda de uma árvore que ficava do lado da minha varanda. Escovei os dentes e voltei a dormir. Tempos depois alguém bateu em minha porta.

 

_Quem me perturba? – perguntei meio sonolenta.

 

_Vou dar uma volta, você quer ir? - Sasori perguntou do outro lado.

 

_Não valeu, estou muito cansada!

 

_Ok. - disse apenas isso e pude ouvir seus passos se distanciando do meu quarto.

 

Acabei por me levantar e fui tomar banho - estava calor demais - vesti a primeira roupa que encontrei.

 

_Filha, nós matriculamos você e o seu irmão na antiga escola de vocês! - meu pai disse me encarando alegremente, enquanto eu descia as escadas.

 

_Uhn... Legal. 

 

_Seu uniforme e seus materiais estão na mesa... Ah é, aparentemente seus amigos ainda continuam lá. - disse casualmente.

 

_Sério? - perguntei um pouco mais interessada na conversa.

 

_Uhum.

 

_Valeu. – o abracei, peguei minhas coisas e fui pro meu quarto. Coloquei meus materiais em uma poltrona e fui ver o meu uniforme. – Que porcaria é essa? - gritei.

 

_Aconteceu alguma coisa, filha? - meu pai perguntou entrando no meu quarto, parecia preocupado.

 

_Olha o tamanho dessa saia! Se é que pode ser chamada assim... Eu vou para uma escola de prostituição ou o que? Essa merda é muito curta! - disse olhando fixamente para o pedaço de pano que tinha em mãos.

 

_Jiraya continua na direção. Sabe o quanto aquele velho é um tarado. – me encarou negando com a cabeça e logo depois seguiu para seu quarto.

 

Guardei o uniforme e fiquei no computador por um tempo vendo se tinha algo de interessante. Minutos depois cansei e optei por desligar e ir dormir. Deitei na cama e fiquei encarando o nada até cair no sono.


Notas Finais




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