História Allehop - Capítulo 5


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Categorias Isabelle Drummond, Rodrigo Caio
Personagens Isabelle Drummond, Rodrigo Caio
Tags Catarina, Lyanco, Rodrigo Caio, São Paulo, Triângulo Amoroso
Exibições 74
Palavras 1.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Sim, amigos


Fanfic / Fanfiction Allehop - Capítulo 5 - Sim, amigos

Rodrigo Caio

Já estávamos preparados e prontos para subir para o gramado do Maracanã. Já tinha jogado algumas vezes nesse estádio como São Paulo, mas nada se comparava com a atmosfera de hoje. Depois de tanta desconfiança havíamos conseguido chegar à final contra, por brincadeira do destino, a Alemanha.

O último jogo contra eles não traz uma boa lembrança, só que isso era uma coisa que havia ficado no passado. Além do mais nenhum jogador convocado estava presente naquele terrível jogo. Agora e aqui é outro jogo e outra história que terminaria com final feliz para toda nação brasileira

Ao lado dos jogadores alemães subimos e finalmente encontramos uma multidão de verde e amarelo. E parecia que todos nas arquibancadas nos olhavam com esperança de sairmos da fila da tão desejada medalha de ouro e, acima de tudo ganhar dos germânicos. Nem de longe seria uma vingança pela Copa do Mundo, mas teria um sabor de um novo recomeço para a seleção canarinho.

O jogo começou um pouco tenso. Ambas as seleções atacavam bastante, porém não conseguiam acertar o alvo. Até que os vinte e seis minutos do primeiro tempo o nosso craque Neymar abriu o placar numa linda cobrança de falta. Tínhamos conseguido levar vantagem no placar no primeiro tempo.

Já no segundo os alemães estavam bem mais organizados em campo e as oportunidades para eles começaram a ser mais real e aos cinquenta e oito minutos do segundo tempo o camisa sete conseguiu empatar o jogo para os germânicos. Começamos a ficar nervoso dentro de campo. Perdíamos muitas oportunidades, o tempo ia passando e os alemães continuavam atacando. Impressionante o quanto eles ainda conseguiam se mantiver a frieza dentro de campo.

Veio à prorrogação e nada mudou.

Então, chegou o momento da tão temida disputa nos pênaltis.

Agora sim que a pressão realmente havia aumento. Olho para os torcedores nas arquibancadas e agora todos estão com uma expressão de assustados. Até eu estava, mas tentava manter a calmar para não assustar os outros jogadores. O que precisávamos agora era da mais absoluta calma que tinha dentro de nós. A única coisa, ou melhor, pessoa que me trazia paz era a minha Catarina. Desde o jogo contra a Dinamarca nós não havíamos nos falado. Na verdade eu não queria falar com ela depois daquilo que eu tinha ouvido. Ela apaixonada por mim era uma coisa surreal, a meu ver, porém não tinha achado ruim. Estou totalmente confuso. Mas havia comprado passagem para ela vir na final me ver, eu precisa dela mais que tudo, só não tinha a certeza de que ela viria.

Fico tão perdido em meus pensamentos com Catarina que nem me dou conta que a disputa de pênalti. No ajoelhamos na no meio do campo. A disputa começaria com os alemães; Ginter era o nome do primeiro e infelizmente acertou, porém Renato Augusto descontou para a gente. Gnabry, Marquinho, Brandt, Rafinha, Süle, Luan fazem o gol. Agora era a vez do Petersen, o artilheiro da seleção, bater o pênalti, nesse momento, por algum motivo, começa a rezar. O alemão bate na bola e o nosso goleiro Weverton pega. Todos nos comemoramos. Estávamos a um pênalti da tão sonhada medalha dourada, era só Neymar fazer e pronto, ganharíamos.

Nessa hora tudo passou muito devagar, quase uma eternidade.  Neymar ajeita a bola dá pequenos passos para trás e chuta. Gol. Éramos campeões olímpicos dentro da nossa casa. Eu não sabia se sorria ou se chorava, só sabia que eu tinha ajudado a minha seleção a conquistar um título que entrara para a história. O Brasil era ouro. Eu era campeão olímpico.

XXX

Nunca mais eu faço promessa quando chegar numa final. Tínhamos prometido que pintaríamos nossos cabelos de loiro, caso ganhasse a medalha de ouro. E aqui estava eu sentado na cadeira tendo que aturar um monte de marmando sem camisa enquanto Luan pintava o meu cabelo.

- Tem como você ir logo com isso? – Pergunto irritado, mas rimo em seguida. – Cara, eu não fico bem de loiro.

- E você acha que eu fico? – Diz Luan. – Mas pensa que isso é em comemoração a nossa medalha de ouro. Nem acredito que fomos campeões.

- Mas acredite Luanzinho, nós ganhamos.

- E isso é só o começo. – Diz Neymar. – A copa da Rússia é o nosso próximo destino. Traremos a taça de volta para a verdadeira casa dela.

- Com certeza. – Diz Jesus. – SOMOS CAMPEÕES, PORRA!

- Olha a boca, menino. – Renato Augusto bate na cabeça de Gabriel Jesus.

Todos começam a rir. Era momento de pura alegria e comemoração. Não é todo dia que você ganha uma medalha olímpica pelo seu país no seu país. Guardarei essa medalha com muito carinho. Representa muita mais que uma medalha de ouro, representa um novo recomeço para o a seleção brasileira.

Em meio a tanta alegria recebo uma mensagem da minha mãe.

“Ela está aqui, meu filho”. 20h20min.

Meu coração acelera. Será que estou pronto para ver ela?

“Onde você está? Fala para ela me esperar aí.”20h20min.

“Estamos aqui no camarote. Venha logo”. 20h21min.

“Estou indo”20h21min.

- Até daqui a pouco, gente. – Digo pegando minha blusa.

- Aonde você vai? Não íamos comemorar?- Diz Gabigol.

- E vamos, só que agora preciso encontrar uma pessoa. Já venho.

- Aquela sua amiga gata? – Pergunta Jesus.

- Olha como você fala dela, rapaz. – Dou um leve tapa da sua cabeça.

- Será que tem como você pararem de me bater, obrigada. – Reclama Gabriel Jesus

Os deixo nos vestiário para ir atrás da minha Catarina. Um segurança me ajuda a chegar ao camarote o agradeço, mas hesito antes de entrar.

Como seria agora? Ela era ou é apaixonada por mim, mas eu só a vejo como uma amiga, apenas como uma amiga que sempre me apoio nos momentos bons e principalmente nos momentos ruins. Lembro-me da minha primeira partida pelo profissional no São Paulo, foi simplesmente 5x0 para o Corinthians. Cheguei em casa naquele dia querendo desistir do futebol, mas Catarina esteve lá me apoiando e fazendo de tudo para não desistir.

Teve aquela partida com o Atlético Mineiro também que fomos eliminados da copa Libertadores e quando cheguei em casa ela estava lá me esperado.

Eu a amo, nunca neguei, mas como uma amiga. Certo?

- Caio. – Aquela voz que sempre me acalma me tira de meus devaneios. – Parabéns pelo ouro. Eu sabia que ia conseguir.

- Obrigada. – A única coisa que consigo.

Fica um clima estranho entre nós. Normalmente ela me abraçaria me encheria de beijo e falaria o quão orgulhosa estava de mim. Ela sempre foi bem intensa com as coisas, intensa até demais.

- Olha, sobre o que você me ouviu não posso mentir. Foi verdade que falei. Sempre fui apaixonada por você. – Ela me deixa um pouco surpreso. Ela não tinha medo de encarar as coisas, eu admirava isso nela.

- Catarina, eu sempre contei meus segredos para vocês, nunca lhe escondi nada. Você é minha melhor amiga e sei que posso contar com você para qualquer coisa. Eu também te amo, mas como minha melhor amiga.

- Eu sempre soube disso, Caio, e não estou aqui para obrigar você a me amar. – Ela me encara. – Só que não mandamos no nosso coração. Não posso simplesmente chegar e dizer para eu não te amar, posso até tentar talvez.

- Não deixe de amar. – Digo um pouco alto a assustando. – Só não me ame dessa forma. Ame-me da mesma forma que eu te amo, como uma irmã, pois eu preciso de você e você precisa de mim. Somos uma dupla, lembra?

- Claro que lembro. Eu não vou te deixar nunca, Caio, a não ser que você queria, mas fora isso ainda irei te irritar por muito tempo. Porém, agora, acredito que as coisas vão ser bem diferentes diante das circunstancias que nos encontramos. 

- Por que diferente? – Pergunto.

- Porque agora você sabe que eu te amo e nossas conversas não será a mesma de antes. Nós não seremos os mesmo de antes. Ou podemos continuar os mesmo? Eu vou preferir mil vezes que continue como está.

- Não mesmo, você tem razão. Isso... – Digo gesticulando com as mãos entre ela e eu. – Realmente muda um pouco as coisas, mas podemos ser novos amigos. Isso, uma renovação.

- Renovação? – A morena pergunta confusa.

- Sim, tipo, vamos começar de novo a partir daqui. – Ainda me olha sem entender nada. – Essa olimpíada mudou a minha vida. Mudou meu jeito de ser, de agir, de pensar e quero que você conheça esse novo Rodrigo Caio.

- Ninguém muda drasticamente em um mês, Caio. E mesmo que isso fosse possível eu ainda te conheceria na palma da minha mão, porque aqui dentro. – Diz apontando para o meu corpo. – Vai continuar igual. Você até pode ter mudado seu cabelo, mudado um pouco a maneira de pensar, mas sempre vai ser o Rodrigo Caio que tinha um sonho de ser um campeão jogando futebol.

Catarina me deixa sem palavras. Até porque ela tinha razão, eu não estava sendo um novo Rodrigo Caio eu só estava, sei lá.

- Rodrigo Caio, somos grandes suficientes para entender que na vida nem tudo é como gente quer. Eu que o diga. – Ela se aproxima de mim. Por que estou nervoso? – Normal você amar uma pessoa e ela não te amar, vai doer? Claro que vai, mas eu já suporto dores piores. Vamos continuar sendo o que sempre fomos amigos.

- Sim, amigos. – Acho que digo mais para mim do que a ela

- Posso te abraçar agora, campeão? – Ela sorri. Ah! Esse sorriso que encantar qualquer um.

- Não precisa nem pedir.


Notas Finais


OLÁ, MINHAS LINDAS. TUDO BEM COM VOCÊS?
Então, já estou de férias da faculdade e assim vai ser mais fácil para eu atualizar aqui.
E ai, gostaram? O que acharam da atitude do Rodrigo Caio e da Catarina? Personalidade ela tem, não vamos negar.
Até a próxima suas lindas. Beijos :)


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