História Ally: Jogo de amor - Capítulo 61


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Escolar, Romance
Exibições 17
Palavras 1.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 61 - Peste


Fanfic / Fanfiction Ally: Jogo de amor - Capítulo 61 - Peste

Domingo, 04 de Outubro. (Continuação)
Ally enfrenta a mãe da menininha maltratada:
  - Eu não vou ser inibida por uma garota estúpida. Dê a minha filha!

  - Não. Ela só sai daqui depois que a polícia resolver isso. - Responde firme.

  - Polícia? Ela é minha filha! - Exclama.
 
  - Exatamente. Não é um saco de pancadas! - Frisa. - Nick, ligue para a polícia, por favor. - Pede a encarando. 

Elas se encaram.
Depois de um tempo os policiais chegam, a mãe da garota conta sua versão da história logo após Ally. Enquanto isso ela fica com a menininha:
  - Como é o nome dela? - Pergunta para sua mãe que se nega a falar ficando calada. - Como é? - Insiste grossa. 

  - Como é o nome da criança? - Um policial questiona. 

  Se vendo obrigada a falar, diz:
  - É Alice. 

  Ally ouve e vai até ela. Fica brincando com a garotinha, vendo seus machucados.
  - Como alguém pode ser tão covarde para fazer mal a uma criança? - Conversa com Nick.

  - Existem muitas pessoas ruins, Ally. - Comenta. - Infelizmente é assim. 

  - Humrum. - O olha.

  - Vamos liberá-las. - Avisam.

  - O quê? - Coloca Alice no chão. - Liberá-las? Vai deixar essa mulher matar ela?! - Indaga. 

  - Calma, moça. - Pede. - Se recebermos mais alguma denúncia tomamos uma providência mais rígida. 

  - Você quer dizer quando Alice estiver morta! - Frisa. - Ridículo!

  - Ally, calma. - Nick pede. Toma a frente. - Precisam fazer algo, não viram os machucados nela? É de chorar.  

  - Ela é a mãe, não podemos tomar a criança assim. 

  - Mas podem acompanhar a vida delas de perto. Cuidar da vida e segurança dessa criança. - Sugere. 

  - Sim... Como eu já disse, se recebermos mais alguma denúncia, tomaremos uma providência mais rígida. - Repete. - Não vamos deixar de lado, iremos ficar de olho.

  - Está bem. - Ally tenta entender. 

  - Podem ir agora. Essa criança vai ficar com a mãe por enquanto. - A pega e leva.

Ver Alice sendo dada para o colo e "cuidados" de sua mãe, aperta o coração de Ally, mas sem escolhas, ela simplesmente as vê indo embora. Vê uma vida inocente partindo, sem saber como será o seu futuro.

Nick espera o clima de confusão abaixar ainda no parque. A noite chega calma, escura com milhares de estrelas piscando no céu. Observando a natureza no anoitecer, eles se abraçam calmamente. O celular toca:
  - Filha? Alô?

  - Mãe? Oi, sou eu. - Ligação baixa.

  - Venha para casa, querida. - Pede.

  - Está bem. Estou indo. 

  - Ok.

Desliga.
  - O que ouve? - Ele pergunta curioso.

  - Ela só quer que eu vá para casa. - Responde distraída guardando o celular.

  - Hum. Então vamos pegar suas coisas na casa Blacker e ir. - Planeja.

  - Sim. - Sorri leve.

No caminho Ally fica calada, mente vazia, apenas sente a brisa gelada anunciando nevasca. Pega tudo o que a pertence, e segue para casa.
  - Chegamos. - Ele desliga o carro. 

Ela respira fundo:
  - O que foi? - Questiona.

  - Não gostaria de precisar ficar fugindo da "minha família" para me proteger. - Lamenta.

  - Eu sei... - Fica sem saber o que falar.

  - Bem... Melhor eu ir. - Abre a porta. 

  - Eu te ajudo. - A segue. - Me dê a bolsa, moça. - Sorri. 

Ela retribui e o entrega.

Abrindo a porta da casa, veem Verônica na sala rodeada de malas.
  - É por sua causa que eu tenho que ir embora, garota. - Ressalta irritada. 

  - Você nem devia ter vindo, Verônica. - Ellie aponta. - Agora vá. 

  - Aish... Se eu soubesse que ela ainda estava aqui, não teria vindo. - Ally conta.

  - Esta é sua casa, Ally. Quem tem que se retirar é Verônica, que não é bem-vinda nem por você, nem por mim. - Sua mãe sublinha. 

  - Essa bastarda nem merece ser desta família. Eu tenho o sangue puro! - Acentua. 

  - Chega, já discutimos muito. Não quero mais que venha aqui e tire a minha filha da casa dela. Se não é aceita aqui, não venha. - Informa fria. 

  - Olha aqui garota, abra seus olhos. Estou cansada de você interferindo nessa família. Posso não atingir você diretamente, mas tem as pessoas que ama, as coisas que ama. Estou farta da sua aparição em tudo. Vou dar um jeito nisso....

Verônica é interrompida por um tapa:
  - Me ameace, mas não ouse fazer mal a alguém que amo. Você é cruel e ridícula; besta! Nunca vai me atingir de verdade com esse seu ego de lixo. Sai daqui, sai da minha casa. Eu que estou cansada... cansada de ver sua cara e de todas as outras "tias monstro" que tenho. Adeus, Verônica. - Ally se defende.

  - Isso não vai ficar assim. Você é só uma pestinha que não deveria ter vingado.

  -   Eu sou uma bastarda abandonada que ainda vai mostrar para você e todos que me julgam, que eu nasci para ser mais que um saco de xingamentos. Vou deixar todos de boca aberta, vou cegar todos quando eu finalmente começar a brilhar. - Realça segura. 
 
  - Imprestável! - Resmunga.
 
Verônica pega as malas carregando com fúria e sai da casa.
  - Quer que eu fique com você? - Nick pergunta a vendo abatida. 

Ally abre a boca para responder, mas sua mãe a interrompe:
  - Nick, será que pode voltar outro dia? Quero conversar com minha família. - Ellie avisa. 

  - Sim. - Abraça Ally. - Até já. Qualquer coisa me ligue. - Beija sua testa. - Tchau! - Diz para Ellie e Marcelo concluindo.

  - Tchau! - O vêem sair.

  - Filha, pode subir para seu quarto, quero conversar com seu pai. - Quase ordena.

  - Okay. - Pega Luna no colo e sobe. 

Ecoando pelas paredes se ouve os ruídos de uma briga, chegam no quarto algumas frases distorcidas:
  - Aish, briga agora?! - Reclama. 

Saindo devagar, ela caminha pelo corredor chegando na escada. Ouve detalhadamente:
  - Chamar sua irmã para tomar conta de você quando sua filha pode fazer isso?!  

  - Verônica tem mais condições. 

  - Condições de quê? Maltratar nossa filha? - Indaga. - Você não a protege quando Ally é exposta em insultos. 

  - Ela....
 
  - Ela é sua filha! - Frisa forte. - Eu chego na nossa casa e vejo sua irmã abusando dos luxos, enquanto a minha filha foi levada a sair de casa para não ser maltratada.
 
  - Não exagere. Sei que nossas famílias não gostam de Ally, mas o que acha que podem fazer com ela de mais "radical"? Acha que querem matar nossa filha!? Não seja tão paranóica! 

  - Paranóica?! Marcelo... Nossa filha é odiada por nossas famílias. Ela só tem a nós, nós! Seus pais! Será que você entende isso?!
 
Sem paciência para ouvir, Ally volta ao quarto
  - Que saco! - Se deita na cama. - Por que tem que ser tão complicado? Por causa dela meus pais estão brigando. Tormento!

Se senta na cama de cabeça baixa; alisa Luna. Começa a nevar, pequenos flocos de neve caem na janela, deixando tudo branco.

Quarta, 07 de Outubro.
Ally conversa com Nick na escola, o corredor é calmo, sem muitos ruídos do intervalo:
  - Então seus pais ainda estão brigados? - Se encosta na parede.
 
  - Papai está tentando acalmar mamãe, mas ela ainda está bem chateada. - Conta. - A briga durou muito tempo. - Respira fundo.
 
  - Calma, vai ficar tudo bem. - A puxa devagar. - Venha. - A abraça fofinho.

  - Humrum, vai. - Sente seu cheiro.

Chega mensagem, ela visualiza e não responde.

  - Ah! Estou amando como está se defendendo da sua família. - Diz meigo e a olha.  

Ela levanta o rosto estando mais abaixa. Seus olhos brilham e seu rostinho o encanta:
  - Obrigada! - Agradece doce.

 

Saindo da escola eles vão para uma pizzaria se distrair. Comem e conversam, o clima entre eles é de pura paixão.

Sexta, 09 de Outubro.
Acaba a aula, Ally pega o metrô, avoada olha pela janela. Cachecol, luvas, touca, calça, casaco... Agasalhada por causa do frio dos últimos dias. Caminhando pela rua observa o vapor que sai da boca de quem fala, acha fofo e belo. Chega na casa Blacker, encontra todos na sala:
  - Oi, querida! - Sophie a recebe. 

  - Olá! - Cumprimenta todos. Tira o casaco e cachecol. - Aqui está bem aquecido. 

  - Sim. Quer um chocolate quente? - Oferece Sophie.

  - Aceito... - Se senta no sofá ao lado de Nick. Ele a beija a testa.

  - Vou pegar. - Doris se retira, volta e a entrega.

  - Obrigada. - Agradece. Toma. 

  - Agora que chegou podemos te contar do meu aniversário. - Nane comenta.

  - Aniversário? Legal! - Se anima. - Quando é? 

  - Dia 12. Vamos fazer uma festa anos 60-90! - Conta. - Vai ser bem retrô! - Ironiza. 

O celular apita, chega uma mensagem. Ally vê e guarda.

Eles passam a noite conversando sobre a festa, se esquecem até da hora.
  - Tenho que ir. Nem devia ter jantado aqui. - Se despede abraçando Sophie. - Mamãe quer que eu passe mais tempo em casa nas refeições, algo assim...

  - Tudo bem. Ela só quer mais tempo com a filha. - Entende. 

  - Sim. - Abraça Nane.

  - Conversamos mais sobre a festa depois.

  - Sim. Tchau, beijos! 

  - Beijos.

Nick a leva em seu carro, durante o caminho ela recebe mais mensagens. Duas seguidas, as lê, respira sentindo o ar da rua; não responde.
Ally olha para Nick, ele sorri leve e volta a atenção nos carros, ela fica o admirando, vira o rosto lentamente para frente. Toca sua mão.


Notas Finais


Blog com informações de Ally:
http://ehamanu.wixsite.com/talvezspoilers


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