História Alma - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~MaridadoBaozi

Postado
Categorias EXO
Tags Exo, Segunda Encarnação, Suchen, Troca De Corpos, Xiuho
Exibições 57
Palavras 2.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Karen: "é o quê" "coloca ai eu amo a thaysa" "THAYSA??????????"
Kroth: "oi????"

Estamos conversando por ligação neste exato momento e eu não tô entendendo nada.

VOLTANDO PARA A FANFIC, lembrem-se que é lenta e o xiumin ta sofrido nela, ele só vai aparecer no próximo. Não arrasem a gente desculp

Beijinhos e boa leitura!

Capítulo 2 - Linha nove


A UMA VELOCIDADE DE 60KM percorri por quase quinze minutos entre carros, motos e ônibus de firmas fechadas até adentrar a tal estrada. Minhas mãos coladas rente ao volante escorregavam enquanto Jongdae ligava seu gravador e instalava a câmera noturna rente ao vidro, filmando a traseira dos carros que estavam a nossa frente. Havíamos saído tão apressadamente de casa que nem ao menos troquei o suéter, apenas vesti uma calça jeans qualquer e Jongdae pôs um casaco sobre a camisa amarelo listrado. Encostei em um trecho colado às árvores, onde o carro poderia ficar camuflado e ficamos a observar o movimento na estrada, gradativamente reduzido.

 

 E cerca de quarenta minutos depois Jongdae reclinou mais o banco, colocando os braços atrás da cabeça e suspirando resignadamente.

 

- Ele não vem.

 

- Isso é meio óbvio, não acha? - Arqueei uma sobrancelha, ao que Jongdae bufou, sem saber se estava mais irritado comigo ou com o ponto em sua orelha esquerda.

 

Orapois, que tipo de homem viria a cometer equívoco tal qual voltar a cena do crime pela sexta vez? a pergunta rodara a minha cabeça enquanto assenti ao silêncio, correndo os olhos de maneira preguiçosa pela estrada até avistar, ao longe, uma figura caminhando em nossa direção.

 

Tratava-se de uma jovem, constatei após notar que abaixo do moletom grosso usava um vestido cor de creme até os joelhos. O capuz cobria sua cabeça e os braços moviam-se soltos aos lados do corpo, o que apenas indicava problemas. A leitura de seu corpo, ombros e passos contava-me claramente como se lesse a um conto de fadas: aquela garota não sabia de nada o que ocorria ali.

 

- Acha que é uma turista? - Jongdae sussurrou, bloqueando a tela do celular quando a moça olhou em direção ao nosso carro, despertando-me profunda curiosidade ao inclinar a cabeça como se esperasse por algo vindo de nosso veículo, mas ao notar que permanecia parado tornou a caminhar lentamente.

 

Franzi o cenho, ainda que confuso entre o 7 e  o 70, então voltei meu olhar a Jongdae, repondendo-lhe em voz baixa.

 

- Ela não me parece assustada ou com pressa, provavelmente não sabe o que está acontecendo. 

 

Estreitei os olhos em direção a figura que se afastava, quando Jongdae balançou-me um dos ombros.

 

- Precisamos ajudá-la.

 

- Jongdae, eu...

 

Jongdae desvencilhou-se do meu toque em seu braço e destravou a porta, correndo em direção a estranha.

 

- Ei, você! - Gritou, ao que a figura a sua frente olhou para trás  - Espere!

 

Jongdae correu a passos largos atrás da desconhecida, sem dar-me uma chance de argumentar sobre o perigo ao fazê-lo. Eu estava aflito, meu coração batia forte como nunca a cada passo que meu amigo dava em direção aquela mulher, o que apenas mudou quando, de supetão, um carro de blindagem e cor prateada surgiu, reduzindo a velocidade. Rapidamente pude ver Jongdae aproveitar as árvores a seu lado para esconder-se, jogando o corpo entre as folhas úmidas pela chuva fina que caía e deixando apenas a desconhecida diante do possível grupo de criminosos que havíamos conhecido pela TV. Crispei os lábios e virei a microcâmera naquela direção, a placa coberta por um tecido branco fez com que meus olhos arregalassem.

 

Era um esquema bem planejado, indo desde o revestimento dos vidros até o plástico-polha que pude notar preso na sola de seus sapatos. As mãos da garota seguravam as bordas do próprio moletom e ela inclinou a cabeça, não como se esperasse que o carro passasse direto por si, mas como se esperasse por ele. Ela o aguardava?

 

Remexi meu corpo no banco, tentando encontrar conforto enquanto a analisava. Jongdae tinha os dedos adentrando por baixo do casaco, e ao longe eu já podia reconhecer o coldre exposto com o simbolo da polícia, o mesmo que Jongdae ganhara de seu falecido pai. 

 

Rapidamente toquei o ponto e liguei-o a minha orelha, torcendo para que o de Jongdae recebesse minha voz.

 

- Jongdae, saia daí, agora. 

 

Em outros momentos, eu teria rido ao vê-lo apertando a orelha a alguns metros de distância, incomodado.

 

- Não posso deixar que a levem.

 

- E eu não posso deixar que voce se arrisque assim. - minha voz saiu falha, em um tom grave que não me pertencia naturalmente. Porém aquilo de nada adiantou para o outro, já que arrancou o ponto do ouvido e pude vê-lo jogar o aparelho no chao antes de começar a sair de seu esconderijo. Minhas mãos suavam ao vê-lo tão vulnerável diante de desconhecidos, o que apenas aumentou nos segundos que se passaram.

 

Logo, a estranha tinha o carro lentamente andando a seu lado, e assim que as portas traseiras abriram, pude ver com meus próprios olhos o sexto sequestro sendo realizado. O corpo recolhera-se a proteger seu troco enquanto dois encapuzados a arrastaram para dentro do veículo, deixando a bolsa, papéis e um dos sapatos jogados na estrada quando em um ato de desespero liguei os faróis, dando a ré para voltar ao asfalto.

 

- Corre, corre! - O mais baixo dos dois gritou ao entrar no carro, fazendo-os fecharem as portas no instante em que Jongdae puxou a arma do coldre na cintura e os enfrentou, indo até o meio da estrada com a mira firme.

 

O pneu fizera um ruído endurdecedor e soltara fumaça antes do carro acelerar na estrada pouco molhada, fugindo logo que Jongdae disparou dois tiros nas rodas traseiras. Sobressaltei-me aos sons seguidos dos gritos de Jongdae, que ainda disparara uma terceira vez em direção ao carro, porém este já estava em distância. Não esperei por mais nada quando parei o carro a seu lado, esperando que entrasse antes de acelerar.

 

- Viu? eu disse que era uma boa! - Jongdae exclamou, respirando fundo enquanto acelerei o carro, perseguindo o veículo prateado. A excitação corria em suas veias apenas por imaginar o furo que conseguiria em sua carreira, mas minhas pernas tremiam de encontro ao acelerador, assim como minha garganta secava.

 

- Você poderia ter morrido!

 

A mandíbula trêmula quase me prendera as palavras, eu já podia avistar o corsa prateado há metros de distância.

 

- Troque de lugar comigo.

 

 Jongdae agarrou o volante.

 

- Eu não posso...

 

- Troque de lugar comigo ou nunca iremos alcançá-los.

 

Jongdae agarrou meu braço, puxando-me e passando por frente ao meu corpo até trocarmos de lugar. A estrada pouco iluminada apenas tornara-se mais lisa com a chuva forte que começou a cair sobre nós.

 

Enfiei as mãos nos bolsos enquanto ele atentou-se a fazer outra curva arriscada, jogando o caro com velocidade, arranhando a lateral nas barras de segurança da estrada.

 

- Pare com isso, você está tentando nos matar?! - Agarrei a gola da camisa de Jongdae, ao que ele desviou o olhar da estrada para me encarar.

 

- Se não formos rápido eles irão fugir com ela!

 

Eu quase podia sentir as batidas descompassadas de seu coração nervoso naquele instante. Jongdae odiava ser contrariado mas, caramba, aqueles caras poderiam estar armados e lhe dando uma oportunidade de sair vivo! E eu o amava o suficiente para cometer erros com ele e não me arrepender, contando que isso o mantivesse vivo. O carro começou a ziguezaguear* sobre a pista molhada, Jongdae alternava entre os meus olhos e a estrada a frente a todo instante, parecendo nervoso o suficiente para não escolher só um, e eu simplesmente não conseguia parar de gritar consigo.

 

- Jongdae isso é loucura, pare! Pare de tentar fazer coisas que você não consegue!

 

Girei o volante ao lado oposto, Jongdae desequilibrou-se para por o carro de volta ao curso. Nós estávamos perdendo o carro a frente de vista. Jongdae girou o rosto para mim enquanto dirigia, seus olhos lagrimavam como faziam sempre que ele sentia raiva a ponto de explodir.

 

- Loucura é deixa-los escapar, esperar até amanhã para assistir a uma notícia que fizemos parte , algo que aconteceu na nossa frente e não movemos um dedo para aju...

 

Joguei meu braço sobre o de Jongdae tentando agarrar o volante e voltar ao meio da pista, mas foi tudo rápido demais.

 

Em uma fração de segundos aquilo que fora fruto de nossa discussão tornara-se o ponto de partida para fora da estrada pavimentada.  curva inclinada nos engoliu e atirou contra um barranco, recolhi os braços junto ao corpo e encostei a testa nos joelhos enquanto o carro capotou, fazendo meu estomago quase sair para fora, congelado. Jongdae tentara fechar o cinto de segurança em seu corpo, mas não havia mais tempo. e depois de tantas voltas e borrões diante dos meus olhos, tudo o que eu consegui ver foi o negro invadir meus globos oculares, espalhando um cheiro forte de gasolina.

 

xxx

 

Acordei com o som constante e metálico de uma mulher chamando pelo cirurgião de sobrenome Oh ao auto falante. Meus braços formigavam, principalmente próximo a agulha conectada em minha veia, ligando ao tubo de soro rente a cama. Minha visão embaçada não conseguia focar muito mais do que as paredes brancas ao meu redor, um armário cinza fechado e uma planta - provavelmente artificial - ao canto do quarto. Respirei fundo e tentei me sentar, mas ao fazê-lo, notei que minha coluna doía como nunca, e uma mulher de jaleco rapidamente correu até mim, largando a prancheta ao meu lado na cama e me pondo deitado outra vez.

 

- Senhor, por favor, não faça tanto esforço. - A voz da mulher com o nome bordado em linha rosa do lado esquerdo do jaleco muito lembrava-me a voz de minha mãe. Talvez por seu físico aparentar o de uma mulher da mesma idade, com os cabelos ruivos presos em uma trança lateral.  Atentei-me a analisá-la, focando nas pequenas sardas pouco cobertas pela maquiagem e ignorando a dor aguda que passou a surgir-me nas laterais da cabeça.

 

- Onde estou?

 

- No hospital uiversitário de Seul. - A mulher respirou fundo, parecendo notar meu desconforto com a faixa na cabeça e ajeitando-a calmamente. - O senhor sofreu um acidente de carro grave. O veículo capotou diversas vezes e apenas conseguimos salvá-lo a tempo porque o motorista de um ônibus que trazia os alunos do campeonato estadual acabou notando os arranhões na pista e ligaram para a polícia. O senhor teve apenas algumas escoriações, o mais grave foi o corte que um estilhaço de vidro fez atrás da sua orelha, então pode estar um pouco surdo temporária ou permanentemente. Precisamos fazer alguns exames.

 

Engoli em seco enquanto a escutava falar com o sotaque estrangeiro. O carro havia capotado durante aquela perseguição, a câmera provavelmente havia sido destruída junto com a estrutura do veículo e minhas forças. Meu ouvido direito parecia cheio de água, e deveria estar pesado e dolorido o suficiente para eu descobrir que em minha veia era injetada morfina, não soro. 

 

- E onde ele está? - Sentei na maca e encarei os olhos âmbar da mulher, lembrando-me de meu amigo com lágrimas nos olhos. Ela pôs-se de pé, agarrando a prancheta entre os braços finos.

 

- ...Ele?

 

- O rapaz que dirigia... ao meu lado. - fechei os olhos, tentando manter um tom calmo. - E-ele se chama Kim Jongdae, tem 26 anos, usava uma camisa listrada e tem uma frase tatuada do lado direito da cintura. - Descrevi ao máximo, agarrando-a pelo jaleco para que me encarasse. Minha respiração descompassou ao momento em que ela agarrou a minha mão e crispou os lábios.

 

As paredes do quarto pareciam cada vez mais próximas uma da outra, sufocando-me durante os longos e silenciosos minutos que se passaram, cortados apenas pela voz metálica dando instruções pelas pequenas caixas de som espalhadas nas laterais superiores do corredor. A mulher que me encarava esperou que minha primeira lágrima despencasse do queixo para finalmente juntar suas palavras, como se temesse o que contou-me em seguida. E assenti positivamente enquanto a ruiva a minha frente me olhava com algo diferente em seus olhos após introduzir-me as primeiras palavras. Eu via pena em cada gesto, em cada palavra, em cada olhar, e assim que terminara de dizer tudo, minhas mãos tomaram forças suficientes para empurrar seu corpo franzino e me levar ao corredor, como se eu conhecesse aquele lugar com a palma da mão.

 

" Senhor Junmyeon. já deve estar ciente de que escapar de um acidente como este da forma que escapou é um caso de muita sorte. Infelizmente, essa sorte não cobriu seu companheiro. "

 

A voz da ruiva ecoara diversas vezes em minha mente enquanto a mesma tentara segura-me antes de sair do quarto, falhando inutilmente.

 

"Quando trouxemos o senhor Jongdae para o hospital ele passou imediatamente para a sala de cirurgia."

 

O tubo arrancado a força de minha veia deixara um rastro de sangue que escorreu até a ponta de meus dedos. meus pés descalços dobravam os corredores com acompanhantes em um piscar de olhos, ignorando a dormência que me envolvia e guiado pela linha verde colada ao chão cheguei a ala cirúrgica. Meus olhos enchiam-se de lágrimas a cada passo, lembrando-me que o grande causador daquele maldito ocorrido com Jongdae estava agora batendo na porta da sala, desesperado.

 

"No acidente, o lado direito de seu corpo ficou preso entre a parte amassada do carro. sua perna foi totalmente dilacerada e houveram várias lesões internas, sendo a mais grave delas no assoalho do crânio."

 

Rompi a porta jogando meu corpo contra ela, ignorando as dores imensas que sentia em cada canto, principalmente na cabeça. Ao entrar naquele lugar pude ver cerca de oito pessoas ao redor de uma maca, sendo interrompidas apenas pelos sons de meus passos e do monitor cardíaco bipando em uma velocidade cada vez mais acelerada.

 

"Aplique dexametazona, ele esta tendo uma hemorragia cerebral", pude escutar um dos cirurgiões dizer enquanto uma mulher aplicara algo no braço esquerdo de Jongdae. Aos borrões, eu pude notar a abertura que fizeram em seu crânio, em uma sagaz tentativa de reverter seu quadro clínico e mantê-lo vivo depois do acidente. Porém, quando estava prestes a chegar na mesa onde o operavam tive meus braços agarrados por dois homens, que puxaram-me para fora da sala enquanto os batimentos cardíacos registrados no monitor perdiam suas formas, transformando-se em uma linha tão reta quanto eu desejei que aquela estrada fosse. E pela primeira vez na minha vida eu pude ver como funcionava um desfibrilador assim que o cirurgião agarrou o aparelho, pressionando-o contra o peito alvo de meu amigo.

 

"Ainda não sabemos se ele irá resistir a cirurgia, é um processo delicado e ele perdeu muito sangue."

 

Ao lado de fora ajoelhei-me ao chão , sentindo minha pele contrastar com a temperatura baixa do piso branco e a voz daquela ruiva ainda ecoando em minha mente. Meus pulsos eram agarrados com força moderada enquanto a equipe veio até a porta e passaram por mim em silêncio. Não havia mais nada a ser feito.


Notas Finais


Eita pirra


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...