História Alma Compartilhada - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gêmeos, Incesto, Livia Wonderland, Lizzy, Twincest, Twins
Exibições 47
Palavras 3.141
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


História escrita para a Coletânea Boys love, da Editora Draco.
Como não foi selecionada, estou postando-a aqui.
Personagens originais, saíram completamente inteiros da minha cabeça.
O tema é polêmico, além de ser BL (Relacionamento homossexual), possui também incesto.
Fica aqui o aviso, para quem não gosta dos gêneros, recomendo que pare por aqui.
Créditos da Imagem: Peguei no google, não faço ideia de quem seja o autor. Só coloquei o nome da história e minha assinatura. Então, créditos ao artista.
Boa leitura e espero que gostem :3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Havia certo tumulto enquanto minha turma passava pelo campo de treinamento dos magos da água. Senti um calafrio correr pela minha espinha e meu coração acelerar.

“Aconteceu alguma coisa!” – Ouvi alguém dizer.

“Acho que ele desmaiou...” Outra indagação em meio aos burburinhos.

Busquei na multidão aquele rosto familiar, gêmeo ao meu e, mesmo contrariando as ordens do professor que nos guiava, enfiei-me entre os alunos de uniforme azul, começando a sentir o desespero correr por minhas veias.

— O que foi que aconteceu? – Perguntei à Lawrien, um dos colegas de meu irmão.

— O Haku... ele caiu na água e ainda não voltou... parece que ele estava brigando com alguém, tem uma barreira sob a piscina-Ei o que você está fazendo?! – Mal Lawrien terminara a frase, eu acabava de me despir do manto vermelho e da jaqueta de frio que compunham o uniforme do colégio de magia. Meu corpo formigava enquanto eu vasculhava com o olhar sobre a superfície da água, em busca de qualquer sinal do meu irmão. Não iria deixá-lo se afogar e ficar olhando sem fazer nada. Ele era meu único irmão e a coisa mais preciosa que eu tinha, não iria perdê-lo.

— Vou salvar meu irmão – Respondi

—Você não pode! É um mago do fogo, vai morrer se entrar lá! A água está cheia de magia! E outra, você não vai conseguir atravessar a barreira... Nem o professor conseguiu! Temos que esperar o mestre-

—Que se dane o mestre! Não vou ficar parado vendo o meu irmão morrer! - E no instante seguinte joguei-me na água. Meu corpo entrou em chamas, criando uma proteção contra a tal barreira. Meu sangue fervia e minha vontade de resgatar meu gêmeo fora tão forte, que senti a barreira se desfazer a minha volta. Mas aquela força não durou muito. A proteção não foi capaz de impedir que eu sentisse aquela dor. Era como se milhares de agulhas de gelo tentassem transpassar pela minha carne. Senti como se vários choques atingissem o meu corpo e eu mal consegui ganhar profundidade. Em poucos instantes minha visão ficou turva e o ar escapou de meus pulmões. Porém, antes de desfalecer eu consegui vê-lo. Consegui ter ao menos um vislumbre daquele que era o mais valioso em minha vida. Sua silhueta, idêntica a minha, se aproximando.

“Que patético, irmão... eu queria salvá-lo, mas sou eu que está sendo salvo.”

–x--

Naquela época eu vivia sempre agarrado a ele, sempre seguindo seus passos.

Meu irmão mais velho – por míseros três segundos – era o meu herói. Era calmo e tranquilo, como um dia de chuva que vem para nos fazer refletir. Era o único que me compreendia sem que, ao menos, eu precisasse dizer.

Já eu, era seu claro oposto. Não conseguia me aquietar por um segundo e, a cada instante, buscava uma nova travessura para aprontar. Mas, quando alguém aparecia para me dar bronca, Kohaku tomava a responsabilidade para si. Eu era como um incêndio em dia seco e quente, que teima em se acender enquanto não devastar tudo o que surge pela frente. E o único que conseguia me parar era ele. Era aquela chuva. A chuva que me acalmou no dia em que tudo aconteceu...

Nós tínhamos sete anos. A mamãe havia nos levado até o parquinho, para brincarmos com as outras crianças. Eu me divertia no balanço, enquanto Haku preferia ficar mexendo na areia. Tudo ia bem, até aquele garoto se aproximar do meu irmão. Ele devia ser mais velho, era alto e gordinho e começou a implicar com o Kohaku, que parecia não dar importância. Aquilo começou a me irritar e eu levantei do balanço, aproximando-me deles, mas não consegui chegar a tempo. O grandão havia pego o baldinho de areia, jogando-o contra o meu gêmeo. A raiva subiu a minha cabeça. Eu nunca havia me irritado tanto na vida. Nunca haviam feito nada contra o meu irmão e isso não ficaria assim!

—Ei! – Chamei o garoto. Senti meu sangue fervendo e parti pra cima dele, porém, ele saiu correndo e gritando, amedrontado. – Volte aqui! Ninguém bate no meu irmão! Arr! – Rosnei, correndo atrás dele, mas o garoto já estava muito longe. Voltei-me para Haku, que me encarava assustado. Tão assustado quanto o garoto que havia fugindo.

— Natsu... Você está queimando... – Ele disse num sussurro, seus olhos cheios de água. Foi então que olhei para minhas próprias mãos. Elas estavam coberta por uma chama azul. Não importava para onde eu olhasse, meu corpo estava todo envolvido por aquela chama. O terror tomou conta de mim. Eu não queria morrer queimado. Não queria morrer.

Agachei-me, fechando os olhos e tampando os ouvidos, aos gritos.

—Estou queimando! Eu não quero morrer! Socorro! – Pedia, rolando pelo chão na tentativa de apagar o fogo. Comecei a sentir minha pele ser consumida... a dor era tanta que não consegui conter os gritos. – Socorro – Pedi mais uma vez, em súplica.

—Natsu, acalme-se – Ouvi a voz do meu irmão e abri os olhos, encarando suas íris cor de âmbar. Ele ainda parecia querer chorar, mas estava aguentando. Meu gêmeo segurou minhas mãos, sem se importar com o calor. – Vai ficar tudo bem.

—Esta doendo.

—Eu sei que está, mas você precisa ser forte. Vai ficar tudo bem, confia em mim? – Assenti, sem desviar o olhar. “Você é o único em quem posso confiar”, pensei.

E então a chuva começou. Uma chuva torrencial, que fez com que as chamas se apagassem. As minhas queimaduras se curaram em alguns instantes, mas as do meu irmão se transformariam em cicatrizes que ele iria carregar pelo resto da vida. Mesmo assim ele sorriu e me abraçou apertado, fazendo com que eu fechasse os olhos, enquanto a chuva nos banhava. Nunca mais eu queria me soltar dele... nunca iria me separar.

–x--

Abri os olhos vagarosamente. Um par de borrões cor de âmbar dançava sobre mim. Tentei focar minha visão, encarando aqueles olhos que me eram tão familiares e acalentadores.

—Natsu! Graças aos Deuses! – Ele me abraçou apertado. Era a primeira vez que o via tão desesperado.

Senti um forte tremor e afastei-o com um empurrão, vomitando toda a água que havia engolido. Meu corpo doía, como se aquelas agulhas ainda quisessem atravessá-lo. Um frio devastador parecia querer congelar meus ossos e eu mal conseguia me mexer. Kohaku me fitava com os olhos cheios de lágrimas e aquilo fazia meu coração se despedaçar. Era quase tão doloroso quanto todo o resto.

Mas eu já não tinha mais forças. Deixei meu corpo cair no chão.

Engraçado... O céu estava tão límpido e azul... o sol ofuscava minha visão... Era uma típica tarde de verão. Mas eu não conseguia sentir seu calor.

E naquele instante eu já sabia: Nunca mais iria senti-lo.

–x--

Estávamos parados diante daquele enorme portão. O pátio ao nosso redor estava cercado de adolescentes com uniformes engraçados, cada um de uma cor e eu não entendia o porquê. Se era um uniforme, deveriam todos ser da mesma cor.

Nossa mãe conversava com dois homens altos, um usava um manto azul e o outro, um vermelho.

Antes que todos atravessassem o portão, a mamãe voltou, seguida pelos dois homens.

— Qual dos dois é o Natsume? – O mais alto, que usava o manto vermelho, indagou e eu levantei minha mão. – Muito prazer, Natsume. Eu me chamo Alex, vou fazer um teste com você, tudo bem? – Assenti positivamente e ele se abaixou, encarando-me com seus olhos castanhos, tocando minha testa, com a ponta do indicador.

— ‘Ce ‘tá brilhando! – Ouvi meu irmão dizer e tentei olhar para cima, sem mexer a cabeça. Porém, só tive um breve vislumbre do brilho avermelhado. O outro homem fez o mesmo com meu irmão e um símbolo azul surgiu.

— Você vem comigo, Natsume.

—E você, comigo, Kohaku.

O que aquilo significava? Estavam querendo nos separar?! Não podiam fazer isso!

—Não! – Respondi, olhando para Kohaku, que estava tão assustado quanto eu. O mais velho agarrou minha mão, com força.

—Eu não vou me separar do Natsu. – Ele disse, convicto.

Os três adultos se entreolharam.

—O que é isso meninos? Não sejam malcriados. Vocês já são dois rapazes de treze anos, precisam começar a fazer as coisas sozinhos, não vão poder ficar juntos para sempre!

—Não quero! – Respondemos em uníssono. Mamãe parecia estar perdendo a paciência, até que o outro homem, que havia se apresentado como, Bryan se aproximou novamente, repousando as mãos em nossos ombros.

—Olha, vocês não vão ser separados totalmente. Cada um de vocês tem habilidades especiais diferentes, que precisam de treinamento específico, mas, fora isso, vão continuar juntos. Cuidaremos para que fiquem no mesmo dormitório, não é, Alex? – O homem loiro, com o manto vermelho, não parecia muito satisfeito, mas acenou em concordância.

Apertei ainda mais minha mão na de Haku. Nenhum de nós queria se tornar um mago, mas era a única forma de eu parar de machucar as pessoas. E a única forma de permanecermos juntos.

–x--

Abri os olhos mais uma vez. Meu corpo ainda doía e aquela sensação de frio não havia ido embora. Porém, eu senti um breve calor. Tentei me mover, mas fui abraçado com mais força. Uma voz suave, que eu bem conhecia, sussurrava uma canção e, por um instante, senti como se a dor não existisse.

Sorri, olhando para cima e contemplando a beleza de meu irmão mais velho, que estava de olhos fechados, concentrado na canção. Eu estava aninhado ao seu peito e estávamos deitados em frente à lareira do nosso dormitório. Se tivesse poder suficiente, queria parar o tempo naquele momento. Meu coração palpitava. “Como ele é perfeito” pensei, tocando sua face com as pontas dos dedos. Kohaku abriu os olhos, fitando-me.

—Você acordou. – Ele disse num sussurro, parando de cantar.

A dor voltou a atingir meu âmago e eu não consegui segurar os gemidos. Estava ficando mais forte e, a cada instante eu me sentia mais fraco. Sabia que não resistiria por mais muito tempo.

—Perdão? – Ele me pediu com os olhos marejados. Movimentei a cabeça em negativa.

—Você não tem culpa de nada. – Respondi, abrindo um sorriso, tentando evitar uma careta dolorida. – Eu que sou um cabeça oca. Não queria te perder.

—Você sabe o que está fazendo comigo?! – Indagou, desesperado. As lágrimas começaram a correr pelo seu rosto. – Eu também não quero perdê-lo Natsume!

Virei-me para ele, ficando de frente e aproximando nossos rostos. Sequei suas lágrimas com meus dedos.

—Não chore. Eu não fiz nada do que me arrependa. – Eu disse, fitando-o fixamente, abrindo um novo sorriso e ignorando a dor. – Eu te amo, Haku. De verdade. – E, sem esperar uma resposta, toquei meus lábios nos seus, suavemente.

Ao contrário do que imaginava, ele não me rejeitou, mas tratou de envolver meu pescoço com seus braços, aprofundando o beijo. Quando nos separamos, eu o encarei. As lágrimas não haviam cessado, mas seus olhos possuíam um brilho diferente. Não refletiam mais o “Não, isso é errado!”, de todas as vezes em que o havia abordado, anteriormente. Há muito tempo eu já sabia que ele me queria tanto quanto eu o queria. E agora ele estava se entregando ao desejo. Não só o desejo da carne, mas o de me ter ao seu lado... o desejo de conseguir me salvar, de que eu consiga continuar vivo.

Não importava com quantos caras eu me deitava naquele colégio, apenas um dominava completamente a minha alma e o meu desejo. Meu irmão era o único que eu realmente amava, o único que eu queria que me possuísse eternamente. Eu não fazia ideia de quando havia despertado aquele desejo por ele... talvez havia sido há algum tempo atrás, aos meus quinze anos, quando comecei a descobrir minha sexualidade. Mas eu sabia que o amava desde o momento em que havíamos nascido.

Kohaku arfava embaixo de mim e eu podia sentir seu coração batendo tão forte quanto o meu. Eu o queria dentro de mim, não importa quanta dor eu sentiria no processo. Eu queria ser seu, ao menos uma vez antes de morrer.

Ele tocou meu rosto suavemente e eu segurei sua mão, beijando-a e contemplando a cicatriz, fazendo-me lembrar daquele dia, há dez anos. Sorri melancólico, eu havia lhe causado tanta dor e mesmo assim ele continuava do meu lado. Balancei a cabeça, afastando aqueles pensamentos e me concentrando no presente.

— Me faça seu. – Pedi, ao aproximar meu rosto de sua orelha. Meu corpo havia começado a formigar e eu mal conseguia me sustentar sobre ele.

Haku assentiu, positivamente. Ele iria realizar o meu ultimo desejo. Eu iria me sentir completo ao menos uma única vez. Sorri mais uma vez, beijando-o com vontade.

Suas mãos deslizaram sobre o meu peito, desabotoando a camisa na qual estava vestido e tocando-me. Eu ainda sentia frio, porém, seus toques deixavam um rastro quente sobre minha pele. Ele me abraçou trocando nossas posições, deitando-me no colchão, abaixo de si. Seus toques continuaram por cada canto do meu corpo e, em poucos minutos nos livramos das roupas.

Eu beijava e mordiscava seu pescoço, provocando-o, enquanto ele massageava e beliscava meus mamilos, ouriçando-os e me fazendo delirar. Senti uma pontada na virilha e logo vi meu membro ereto. Kohaku pareceu notar também, tocando-o e massageando-o com movimentos de vai e vem, me deixando ainda mais excitado e fazendo meu corpo tremer. Eu não conseguia mais segurar os gemidos e a dor que assolava o meu corpo me deixava em êxtase e dava ainda mais prazer.

Meu gêmeo tocou minha face com a mão livre, beijando-me e sugando minha língua e logo foi descendo os beijos, passeando pelo pescoço e pelo meu tórax, parando em meus mamilos, sugando-os e mordiscando-os.

Não fazia ideia de como ele era bom. Eu sabia que ele não era virgem, mas, como não me contava quando e com quem saía, imaginei que ele não praticasse muito. Vi-me redondamente enganado. Talvez ele estivesse tentando me proteger de seus verdadeiros desejos e não me magoar, diferente do que eu fazia. Por um instante me senti arrependido.

Fui arrancado dos meus devaneios por uma nova onda de prazer. Haku havia deslizado um dos dedos em meu orifício anal e o remexia de forma luxuriosa, fazendo-me gemer ainda mais. Logo mais um dedo foi introduzido e ele aumentou o ritmo. Eu precisava resistir, mas estava chegando ao meu limite. Ele estava me proporcionando o melhor momento da minha vida e eu queria que sentíssemos aquilo juntos, como se fossemos um só, então respirei fundo tentando me controlar.

Fitei mais uma vez seus olhos, a dor ainda estava presente, mas o amor e o carinho que tinha por mim eram mais fortes. Ele não iria negar aquele meu ultimo pedido e estava se esforçando para que fosse perfeito. Enlacei seu pescoço, puxando-o para mim e beijando-o de forma ardente.

— Me faça seu... – Pedi mais uma vez, sussurrando-lhe no ouvido. – ...Kohaku.

Ele não hesitou e, sem quebrar o contato visual, posicionou-se entre as minhas pernas, direcionando seu pênis em minha entrada.

— Estou entrando. – Anunciou, quase como se pedisse licença. Achei aquilo fantástico. Borboletas pareciam dançar em minha barriga, aumentando ainda mais a ansiedade e a vontade de sentir prazer. Finalmente eu seria tomado por ele, por aquele que almejei desde o início. – Eu te amo. Eu te amo, Natsume. – E, dizendo isso, ele tomou meus lábios, enterrando-se vagarosamente em meu interior.

Não consegui conter o gemido de prazer. Minhas mãos cravaram-se em suas costas. Eu conseguia sentir seu membro, duro, inteiro dentro de mim. Estávamos unidos e, naquele instante, éramos um só. Abracei sua cintura com minhas pernas, movimentando meus quadris, roçando meu próprio falo em seu abdome, sentindo ainda mais prazer.

—Aaah...! – Gemi, sentido que ele havia começado a se mover, entrando e saindo de mim. Ele tocou meu pênis, envolvendo-o com a mão e passando a masturbá-lo, aumentando a intensidade com que se arremetia contra mim, beijando meus lábios, meu pescoço... qualquer pedaço da minha pele que encontrava pela frente.

Joguei meu corpo para trás, agarrando os lençóis com força, sentia-o se contrair, naquela luxúria intensa. Haku moveu-se, abraçando-me e levantando-me, fazendo com que eu sentasse sobre ele. A sensação de ser preenchido totalmente por seu membro, daquela forma, me enlouquecia. Passei a mover-me de encontro a si, numa cavalgada intensa. Estava prestes a chegar ao ápice, minhas forças começavam a ir embora. Eu precisava sentir aquilo. Ele também se movia e logo atingiu meu ponto mais profundo. Meu corpo contraiu mais uma vez e eu senti os tremores. Abracei-o com força, aumentando mais a velocidade, gemendo ao seu pé do ouvido.

—Eu.... eu vou... eu vou gozar. Aaaah... aaah...!

Kohaku mudou a posição uma ultima vez, ficando sobre mim e impondo mais força.

—Eu... também... vou... ah! – Anunciou, entre os próprios gemidos. – Vamos... juntos!

Ele segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos e encarando-me com aquele par de âmbar que eu tanto amava. Abri um novo sorriso, percebendo o quanto ele era belo e sexy, ainda mais ruborizado como estava.

Um novo tremor me atingiu e eu não consegui mais segurar. Deixei meu corpo reagir ao orgasmo, sentindo meu sêmen se derramar, enquanto Kohaku estocava uma ultima vez, seu gozo explodindo por inteiro em meu interior. Movimentei-me mais algumas vezes, tentando prolongar aquele prazer, sentindo meu corpo convulsionar sob o de meu irmão. Ele tocou meu rosto, beijando-me de forma singela.

— Eu te amo. – Se declarou novamente, como se fosse necessário afirmar a cada segundo tudo o que sentia por mim.

Fui atingido por uma forte sonolência. Nada havia me restado. Minhas forças haviam se esvaído por completo e eu resistia por puro capricho. Eu não sentia mais dor alguma, apenas o êxtase me preenchia e... aquele amor... o amor intenso que eu sentia por aquele que era o meu reflexo. Finalmente deixei as lágrimas dançarem pelo meu rosto. Eu não queria ter que partir. Sabia que o faria sofrer, mas não dependia de mim. A água era a minha fraqueza, havia sido tolice entrar lá, mas, se nada tivesse feito, teria me arrependido pelo resto da vida. Preferia morrer me arriscando e amando aquele que era a minha fraqueza.

—Por favor, não me deixe. – Pediu, suas lágrimas caindo sobre a minha pele. Eu podia senti-las, quentes, fazendo-me cócegas.

—Eu sinto muito Haku. – Minha respiração começava a ficar dificultosa. – Eu também te amo. Viva por mim. – Pedi, em retorno, colocando minha mão em seu peito, sentindo seu coração bater, intenso. – Eu estarei aqui, com você, para sempre. Farei parte da sua alma.

Kohaku abraçou-me com força, dando-me um beijo na testa e outro nos lábios e eu dei a ele o meu ultimo sorriso. “Desculpe-me por fazê-lo sofrer...” supliquei mentalmente, fechando meus olhos vagarosamente, ouvindo-o começar uma nova canção, embargada por sua dor e pela tempestade, que começava a cair lá fora. Deleitei-me com sua voz que, aos poucos se tornava baixa e longínqua, o sono da morte me levando dos braços daquele que eu amava.


Notas Finais


Eu acabei de re-ler enquanto revisava... como eu tenho coragem de escrever uma história tão triste?
Me perdoem YuY


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