História Alma Gêmea - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Aikimsoo, Chanbaek, Hunhan, Kaisoo, Kaisooabo, Kristao, Romance, Xiuchen, Yaoi
Exibições 2.009
Palavras 3.863
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas para um caro leitor:
1.012 favoritos. Eu não sei expressar minha felicidade, sério. Aos trancos e barrancos, chegamos ao final da antiga Kaisoo Abo. O presente da minha esposa, que foi postado com boas intenções e foi excluído...
Eu queria muito agradecer a quem me apoiou (todos vocês) quando a fanfic foi excluída. Eu estou bem satisfeita com o final que a fic tomou, o rumo que ela teve e todo o seu desenvolvimento. Eu tive muito medo, confessor, porque eu nunca me aventurei a escrever ABO e essa foi a minha primeira. Deu no que deu né? Foi excluída na primeira postagem, mas na repostagem eu consegui um número maior de favoritos que anteriormente.
Hoje eu fui ao banheiro, na faculdade, e pensei na razão de não poder viver de fanfics. Eu gosto muito de escrever, vocês não imaginam o quanto.
Eu queria agradecer a Sarang, por ter betado meus capítulos e me ajudado. Com a faculdade, ficou difícil que eu conseguisse reler. Se eu fosse betar, não conseguiria postar os capítulos nos dias certos.
Mas enfim, eu vou parar de escrever e deixar vocês lerem.
LEIAM AS NOTAS FINAIS, SÃO IMPORTANTES!
Boa leitura.

Capítulo 35 - Alma Gêmea


Zhang Yixing

"Hyung, você está ocupado? Hannie me deixou tomando conta do Hansu, mas apareceu uns problemas na empresa e eu terei que ir lá ver. Poderia ficar com o Hansu pra mim? Eu estou no restaurante que te trouxemos. Aquele que é perto do estúdio de dança. Aguardo sua resposta."

"Chego aí em 10 minutos." respondi a mensagem.

Peguei um táxi, já que eu estava caminhando pelas ruas, e dei o endereço. Eu gostava de cuidar do Hansu, ele era um garoto cheio de vida e muito carinhoso, mas eu percebia que a maioria das vezes isso era só comigo. Talvez seja porque fiquei cuidando dele depois que fez um ano. Luhan ia para faculdade e Sehun para o estúdio de dança ou a empresa. Cuidar de Hansu tinha sido minha forma de retribuir o abrigo que meu primo e seu alfa estavam me dando.

Fazia pouco tempo que eu tinha arrumado um emprego e estava morando sozinho. Tao tinha precisado de um modelo para ficar ao seu lado, em uma capa de revista, e implorou para que eu fosse. Fiquei receoso porque eu sabia que Kris tinha ciúmes de mim. Tao me contou que no dia em que tinha me ligado e me deixado falando sozinho, há alguns anos, ele estava me "usando" para fazer com que Kris cedesse aos seus encantos. Naquele mesmo dia que ambos se tornaram um casal.

De todo modo, desde que apareci com Tao na revista - e continuei vivo - as pessoas começaram a pedir para que Tao desse o meu contato e agora eu trabalhava para modelo de roupa, óculos, sapato, creme e etc. Não era famoso, mas já conseguia ter um dinheiro fixo para me manter e não mais viver às custas do meu primo e seu alfa. Eles nunca reclamaram - pelo contrário, lamentaram quando deixei a casa -, mas eu sabia que tirava um pouco da privacidade de ambos.

Um táxi parou e eu entrei, informando o endereço que eu queria. O lado bom de ser modelo, é que eu ganhava um dinheiro extra quase toda semana e isso me ajudava com despesas extras. Eu torcia, internamente, para ficar famoso e Suho me encontrar. Podia fazer um ano, dois, três, quatro, dez e eu sempre iria ficar querendo encontrar meu Myeonnie. Eu sentia muita saudade dele e sempre me questionava se ele sentia a minha, se já tinha encontrado alguém ou sei la. Eu só sabia que queria saber dele.

-Chegamos. - o taxista me informou e eu peguei o dinheiro.

Agradeci e saí do carro. Olhei para o restaurante e suspirei. Eu me sentia nostálgico naquele dia. Talvez tenha sido a proposta da nova campanha que eu faria "Sem pré-conceitos", que envolvia vários problemas da sociedade. No meu caso, eu seria usado para combater a xenofobia, enquanto outros serviam para combater os crimes que cometiam entre pessoas da mesma classe (alfa, beta e ômega).

Adentrei o restaurante e o gerente veio até mim. Expliquei que queria encontrar com Oh Sehun, então o homem apenas pediu que eu o seguisse. Pude notar a reforma que tinham feito naquele lugar e até comentei com o gerente, que perguntou se eu tinha gostado. Avistei meus amigos de longe e Minseok foi o primeiro a me ver. Ele começou a se remexer na cadeirinha e me dar tchau.

-Oie. - os cumprimentei e o gerente se afastou. - Hansu, você...

-Lay? - ouvir aquela voz me fez estremecer. Virei de supetão e vi comida virar para todos os lados.

-Hyung! - Sehun gritou, mas eu pouco me importava com a comida quente, que estava me sujando.

Na minha frente - sujo de comida também - estava a pessoa por quem eu tanto almejava encontrar. Suho me encarava da mesma forma que eu o fitava. Meu coração estava acelerado demais e por mais que Sehun, Kyungsoo e Jongin perguntassem se eu estava bem, eu não conseguia responder. Eu estava estático.

-Suho... - tentei sussurrar, mas quase não consegui criar algum som. Minha respiração se fez necessária e eu percebi que tinha prendido o ar. Naquele momento eu despertei e me joguei nos braços do alfa. - SUHO! - choraminguei e senti seus braços rodearem meu corpo.

-Xing. - ele sussurrou em meu ouvido e sua voz era embargada também. - Lay, por onde você esteve? Eu fiquei tão preocupado! Você tem noção do quanto eu surtei quando voltei e seus pais me contaram que tinham te expulsado?

-Desculpa! Eu queria falar, eu queria ter...

-Err... Senhores? Vocês poderiam conversar na cozinha? - o gerente pediu e isso fez com que nos afastassemos. - As pessoas estão olhando e...

-Vem. - Suho não deixou que o homem terminasse, apenas segurou minha mão e me fez segui-lo.

Sentir o calor de seu toque, ouvir sua voz preencher meus ouvidos e respirar o mesmo ar que ele era a melhor sensação que eu tinha. Adentramos a cozinha e vi olhares voltarem-se em nossa direção, porém ignorei e apenas segui Suho. Ele me levou para um lugar vazio e com armários. Suspeitei que ali pudesse ser a parte destinada aos funcionários.

-Yixing, como você está? - ele perguntou e vi seus olhos me analisarem. - Por onde esteve? Como tudo isso aconteceu? Como eles descobriram?

-Eu não lembro como descobriram, eles só descobriram. Eu não tive tempo de te esperar ou enviar uma mensagem, apenas fui expulso de casa. - respondi e deixei minhas lágrimas descerem.

-Como veio parar aqui na Coreia? - ele questionou e se aproximou, erguendo suas mãos e as usando para limpar as lágrimas que escorriam de meus olhos.

-Meu primo mora aqui e me ofereceu abrigo. Eu não tinha como negar e por isso eu vim embora. Por onde você esteve? Por onde andou? Eu fiquei tão preocupado! Eu senti tantas saudades. - soltei tudo de uma vez e o puxei para abraçá-lo. Eu queria contato, meu corpo precisava de contato.

-Eu tinha ido resolver os problemas e quando voltei, estava feliz que tinha uma notícia boa, só que... Quando cheguei e soube o que aconteceu, meu mundo desabou. Os fornecedores disseram que aceitavam ficar só comigo, mas esse era seu sonho. Eu fiquei tão preocupado. Te procurei por todos os lugares que podia, jamais pensei que você teria vindo parar no meu país... - ele contou e me olhou nos olhos. - Senti tanto a sua falta, que não sei expressar. Você é real, né? Não vai mais sumir ou...

-Agora que nos encontramos, não vou te deixar nunca mais. Eu te amo, Suho. Você é tudo o que eu tenho. - declarei e vi o sorriso surgir em seu rosto.

-Você é meu mundo. Eu te amo, Lay. - ele segredou e aproximou seu rosto do meu.

Ali, naquele lugar específico para os funcionários do restaurante, com nós dois sujos de comida e aos choros, selamos nossos lábios e entrelaçamos nossas mãos. Eu nunca mais deixaria que um desencontro tão grande acontecesse entre Suho e eu. Nunca mais nos separaríamos e que o preconceito das pessoas fosse para o quinto dos infernos. Suho era meu alfa e eu era seu alfa.

 

Byun BaekHyun

2 anos depois

-Nossa, o tempo passou tão rápido! - meu irmão falou enquanto olhávamos nossos filhos brincando naqueles playground dos shoppings. - O Minnie já está com 5 anos, Hansu e Jongdae também já vão fazer...

-O tempo passa rápido, maninho. - concordei e o olhei de rabo de olho. - Como foi o cio? - questionei risonho e vi meu irmão corar.

Jongin e Kyungsoo tinham entrado no cio juntos, novamente, há uma semana e meia. Minseok iria ficar comigo e com meu Channie, porque nós estávamos na casa do casal quando ambos entraram no cio, mas o senhor Kim pediu para tomar conta do netinho e eu deixei. Sabia o quanto o senhor Kim idolatrava o Minnie.

-Por que você gosta de me deixar em saia justa? Você é um chato, sabia? - meu irmão resmungou e eu ri.

-Porque você é o único do nosso grupo que já teve o cio no mesmo período que o seu parceiro. - ouvi a voz do Taozi e viramos para olhá-lo. Ele estava chegando com Min-Ho, que tinha aprendido a andar e falar. A criança era muito fofa e muito diferente dos pais. Ela era quietinha e centrada.

-Exatamente. Por isso... - e minha fala foi interrompida por dois choros.

Kyungsoo e eu viramos, encontrando Minseok e Jongdae chorando. Ficamos desesperados e corremos para pegar as crianças. Perguntamos o que tinha acontecido, mas os dois não paravam de chorar. Meu coração já estava ficando mais acelerado que o permitido. Quando olhei para frente, encontrei o olhar desesperado do meu irmão.

-O que aconteceu? - perguntei novamente.

-Os ursinhos. - Minseok respondeu choroso.

-Ursinhos? O que aconteceu, Minnie?! - Kyungsoo questionou de maneira desesperada.

-Os ursinhos rasgaram. - Jongdae respondeu e começou a fungar.

-VOCÊS ABRIRAM ESSE BERREIRO POR CAUSA DOS URSINHOS? - meu irmão berrou e todos o olharam. Ele estava pálido. - Que palhaçada dos dois! - ele repreendeu e colocou Minseok no chão, levantando e dando uma cambaleada.

-Kyunggie, você está bem? - Tao questionou e se aproximou, para que pudesse acudir meu irmão. - Kyunggie, você está me entendendo?

-Soo-appa? - Minseok chamou com uma voz manhosa e tentou se aproximar.

-Eu tô bem... - Kyungsoo respondeu e respirou fundo, para logo em seguida cambalear novamente. - Minnie, não me assuste mais, ok?

-Discupa! - a criança pediu e fez biquinho. Jongdae começou a se remexer no meu colo e eu sabia que ele queria amparar o pequeno ômega, por isso o coloquei no chão.

-Min, tá bem! Dae aqui. - meu filho falou abraçou o mais velho. Fiquei olhando os dois e sorrindo feito um bobo.

-KYUNGGIE! - ouvi Tao gritar e mudei o foco da minha atenção, encontrando Kyungsoo caído no chão e Tao desesperado.

-O que aconteceu? - perguntei e corri até o meu irmão. Ele estava muito pálido.

-Ele desmaiou e eu não consegui segurar. - ele respondeu e eu entendi. Ele estava com Min-Ho no colo.

-Tao, olha as crianças. - mandei e o mesmo concordou. Puxei meu celular e liguei para uma ambulância, depois mandei uma mensagem para meu cunhado e meu alfa. - Kyunggie, acorda! - eu chamava, mas o mesmo estava completamente apagado.

-SOO-APPA! - ouvi Minseok começar a chorar e olhei em sua direção. Ele estava chorando e Tao tentava confortá-lo.

Uma aglomeração de pessoas começava a se formar ao redor de nós e eu estava nervoso. As crianças choravam, Tao tentava acalmá-las e meu irmão mais novo estava desmaiado.

-Minseok? - ouvi e olhei. Suho estava abrindo espaço pela multidão. - Baekhyun? - ele perguntou assim que me viu. Ele foi até o sobrinho e o pegou no colo. - O que aconteceu com o Do?

-Não sei, ele só desmaiou depois de ter brigado com o Minseok. - respondi e o vi respirar fundo.

-Já chamou...

E ele foi cortado, porque os paramédicos começaram a chegar. Eu falei que iria na ambulância com o meu irmão, enquanto Tao e Suho iriam com as crianças no carro. Tentei fazer Jongdae ir comigo, mas ele não queria largar Minseok e eu não tive escolha a não ser deixá-lo aos cuidados dos meus amigos.

Enquanto eu estava na ambulância, os paramédicos perguntavam como a situação aconteceu e eu explicava. Fiquei aflito quando vi suas expressões de quem já sabia o que meu irmão tinha, mas que não podiam falar. Até tentei implorar, mas eles não abriram a boca.

Chegamos ao hospital e quando passamos pela sala de espera, vi Jongin andando de um lado para o outro até nos ver. Ele correu em nossa direção e nem mesmo me cumprimentou, apenas correu para acompanhar os enfermeiros, que levavam meu irmão para algum lugar.

-Baek! - ouvi Suho me gritar e olhei para trás. Ele vinha correndo com Minseok e Jongdae nos braços. - Como está Kyungsoo?

-Não sei. Jongin já estava aqui e simplesmente tomou o meu lugar. - respondi aflito e estendi o braço, para que assim Jongdae viesse para o meu colo.

-Mas os paramédicos não disseram nada? - Tao perguntou assim que chegou perto da gente.

-Os caras pareciam saber, mas não quiseram me falar...

-Soo-appa! Tio Ho, Soo-appa vai curar? - Minseok perguntou ao tio, que sorriu para ele.

-Seu pai vai ficar bem. - Suho assegurou ao sobrinho e o abraçou.

Desde que tinha reencontrado com Lay, Suho passou a conviver em nosso meio. Ele ainda não gostava muito de Kyungsoo e os dois se tratavam como colegas distantes, diferente de como Suho se relacionava com Minseok. Eu sabia que Suho não tinha problemas com a criança, apenas guardava certo rancor do passado com relação ao meu irmão. Não era uma coisa que melhoraria de uma hora para outra, por isso era bom do jeito que estava.

Sentamos nas cadeiras da sala de espera e eu fiquei observando a interação de Suho com Minseok, porque eu precisava ocupar minha cabeça com algo ou desabaria. Sempre notei que Suho tinha jeito para lidar com crianças, assim como Lay tinha. Uma vez eu até sugeri a ideia deles adotarem e eles pareceram levar a sério, porém, nunca comentaram nada.

-Senhor Byun? - ouvi meu nome ser chamado e ergui o olhar, encontrando um médico.

-Eu. - respondi e fiquei de pé, segurando Jongdae em meus braços.

-Seu irmão pediu para você e seus amigos irem vê-lo. - ele anunciou e vi os outros dois levantarem. - Sigam-me. - ele chamou e assim nós fizemos.

Fomos seguindo o médico e ficando cada vez mais aflitos. Bom, pelo menos Tao e eu estávamos, já que Suho parecia mais interessado em cuidar do Minnie do que se preocupar com o irmão.

Chegamos até uma porta e o médico nos informou que era ali. Adentramos e eu vi meu irmão deitado na cama e ligado ao soro, enquanto Jongin segurava sua mão e nos olhava com um enorme sorriso no rosto. Aquilo me acalmou, pelo menos.

-Appas! - Minnie choramingou e Suho os levou até os pais. Jongin tentou pegá-lo, mas Minseok não quis. - Quero colo do Soo-appa!

-Minnie, é melhor...

-Está tudo bem, Nini. Não vai machucar. - Soo o interrompeu e eu fitei os dois.

-O que ele tem? - Tao foi o primeiro a perguntar.

-Então... Nossa família vai crescer um pouco. - Soo respondeu sorrindo e olhando para o filho. - O que acha de ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha?

-KYUNGGIE TÁ GRÁVIDO?! - gritei.

-Para de gritar! Estamos em um hospital! - Suho me repreendeu e eu revirei os olhos. - Eu já suspeitava. Senti um cheiro diferente em você. - declarou e eu ainda estava surpreso. - O que achou de ganhar um irmãozinho, Minnie?

-Soo-appa vai ficá bien? - a criança perguntou e nos confirmamos. - Tão tá! - a criança concordou e se jogou nos braços do pai, que sorriu e pediu desculpas por ter gritado com ele antes.

-Depois do cio de vocês dois, não estou surpreso. - Tao comentou e eu concordei, enquanto assimilava e sorria para o meu irmão.

 

Kim Jongin

 

4 meses depois

 

Há 4 meses eu tinha descoberto que meu Soo estava grávido. Ele me daria mais um presente e dessa vez estávamos juntos no consultório para descobrirmos o sexo da criança. Eu já sabia que era ômega.

-E então, doutor? - perguntei curioso. Estava com Minseok em meu colo e segurando a mão do Soo, que estava deitado na cama e tendo o aparelho passando em sua barriga. O som do coração da criança estava preenchendo o quarto.

-Vocês gostaram de criar um garotinho? -  ele perguntou.

-Sim. - respondemos juntos, nos olhamos e olhamos para nosso filho.

-Vai ser um menino ômega? - questionei curioso e ansioso.

-Não. Dessa vez vai ser uma menininha ômega. - o médico falou e nós arregalamos os olhos de surpresa.

-Uma menina?! Nini, vai ser a SunIn ao invés do Tae Oh! - Soo falou animado e eu não pude deixar de sorrir.

Nós já estávamos escolhendo o nome do nosso novo filhote depois de um mês de gravidez. Era triste ver o Soo vomitando e passando por todo um processo de tortura como da primeira vez, porém, era muito fofo vê-lo manhoso e criando um volume novo na barriga.

O médico nos liberou e eu ajudei meu pequeno a limpar a barriga. Estávamos animados que teríamos uma menina. Minseok ficou feliz que teria uma menina como irmã e nós gostamos de ver como ele era uma criança meiga. Estávamos com medo que ele pudesse rejeitar a ideia de ter um irmão, porém, parecia mais animado do que nunca. Baekhyun tinha falado para meu bebê que ele teria um novo boneco para brincar, mas que não sabia se era menino ou menina. Por incrível que pareça, Minseok tinha dito que queria uma boneca para brincar.

Depois de termos marcado a nova consulta, levei meus dois ômegas para lancharem em um fast-food. Eu estava muito feliz e agradecido por ter arrumado uma família tão linda. Enquanto comíamos, recebi uma mensagem de Sehun pedindo para ir buscá-lo no aeroporto.

Sehun e Luhan tinham viajado um dia antes de descobrirmos que o Soo estava grávido. A mãe de Luhan tinha passado mal e o chinês quis ir cuidar da sua progenitora, o que fez Sehun e Hansu irem junto. Lay até foi, mas voltou no outro dia, porque tinha encontrado com os pais e a experiência não foi boa.

Meu melhor amigo sabia que meu carinho estava esperando um filho meu, eu tinha feito questão de gritar a quatro ventos, e agora ele poderia saber que era uma menina. Luhan e Sehun seriam os primeiros a saberem o sexo e a classe do novo integrante da família.

-Soo, Sehun pediu pra irmos buscá-lo no aeroporto, tem problema? - perguntei e vi meu pequeno sorrir. Ele estava todo lambuzado igual ao nosso filho.

-Claro que não! Estou morrendo de saudades dos meus amigos. - ele respondeu com sinceridade e eu sorri.

Inclinei-me sobre a mesa e limpei o rosto do Soo e do Minnie. Os dois sorriam e ficaram muito parecidos. Eu amava tanto a ambos e amaria tanto a nova pequena que estava por vir. Meu pai que ficaria pulando de alegria quando soubesse que era uma menina, porque ele estava comentando que queria saber como era ter um casal de netos.

Terminamos de comer, pagamos a conta e fomos caminhando para fora do estabelecimento. Minseok caminhava no meio de nós dois e eu não conseguia conter o sorriso que surgia em meu rosto ao segurar as mãos gordinhas e pequenas do meu primogênito.

Entramos no carro e eu tratei de colocá-lo em movimento. Estávamos perto do aeroporto e por isso levamos apenas meia hora até lá. De primeira encontrei meus amigos. Sehun estava correndo atrás de Hansu, que pareceu farejar nosso cheiro e correu para os braços do Soo.

-Tio Soo! - ele falou animado e meu pequeno se abaixou para pegar a criança no colo.

-Soo, é melhor você não pegar...

-Que cheiro gotoso! - Hansu comentou e se remexeu no colo do meu pequeno.

-Hansu, você vai apanhar se fugir de mim de novo! - Luhan chegou brigando com o filho. - Por que você está cheirando a barriga do seu tio?

-Cheiro gotoso. - a criança respondeu e aquilo me fez arquear a sobrancelha.

-Que nostalgia te ver com um barrigão, hyung. - Sehun comentou e nós rimos.

Kyungsoo colocou Hansu no chão e voltamos para o carro. Soo foi sentado no banco de trás e Hansu insistiu que queria ir também. Minseok quis ir no banco da frente e no colo de Sehun, porque o Minnie adorava sentar na frente. Eu só deixei, porque eu sabia que não demoraria para chegar em casa.

Dentro do carro começamos a por a conversa em dia e Luhan contou que sua mãe melhorou, depois de muito tempo tomando remédios e fazendo tratamentos. Como eles não comentaram o que ela tinha, decidi não perguntar.

Pelo retrovisor, reparei que Hansu ficava fazendo carinho na barriga do meu ômega e cheirando a mesma o tempo todo. Da última vez que eu tinha visto isto, era com o Minnie e o Dae. Não podia ser, né?

Passei na casa dos meus amigos, que deixaram as coisas e pediram para que entrássemos, porque eles tinham chamado os outros para irem visitá-los. Luhan nos contou que Suho e Lay iriam trazer uma garotinha, chamada Miki, que eles estavam planejando adotar. Pelo o que entendi, eles tinham ido visitar o orfanato com Min-Ho e a criança não queria largar da garotinha ômega. Hoje em dia as crianças estavam tendo muita sorte em conhecer a alma gêmea delas, eu tive que esperar 17 anos para conhecer a minha.

Os primeiros a chegarem foram Baekhyun, Chanyeol e Jongdae. O último correu para perto de Minseok e o puxou para brincar no cantinho. Jongdae tinha levado uns carrinhos novos para brincar com Minseok, Min-Ho e Hansu. Tao e Kris não demoraram a chegar, porém Min-Ho estava dormindo no colo de Kris.

-Ai! - Soo exclamou e todos nós olhamos. - SunIn se mexeu, Nini! - Soo avisou animado e Hansu subiu em seu colo.

-Vai ser uma menina ômega? - Chanyeol perguntou.

-Vai sim. Vai ser tão fofinha quanto o Minnie. - respondi sorrindo animadamente.

-E você nem vai precisar se preocupar em protegê-la dos alfas. Deu sorte, não precisa se preocupar em proteger seus filhos ômegas, porque já tem quem o faça. - meu cunhado comentou risonho e apontou para o Soo.

-Ah, não! Não acredito! - resmunguei ao ver Hansu ficando sentado no colo de Kyungsoo e sorrindo toda vez que minha filha se mexia.

-Parece que vamos ser da mesma família, amigão. - Sehun comentou rindo e dando tapinhas nas minhas costas.

-Isso é muita injustiça! Não aceito isso! - resmunguei e vi meus amigos rirem, enquanto meu Soo prendia a risada. - Já não basta esses dois? - praguejei apontando para Minseok e Jongdae, que brincavam de carrinho e sorriam um para o outro. - Todos os meus filhotes vão ser a alma gêmea de um dos filhos de vocês?!

-Nem de todo mundo. Min-Ho já tem a alma gêmea dele. - Tao lembrou e eu bufei.

-Isso vai ser legal. Pensa pelo lado bom, Nini.

-Que lado bom, Soo?!

-A gente já conhece as crianças e as famílias dela. - ele respondeu e sorriu, enquanto bagunçava o cabelo de Hansu.

Como se já não bastasse meu primogênito já conhecer a alma gêmea desde novo, SunIn também já conheceria o dela. Como se já não bastasse ter Oh Sehun como melhor amigo, agora ele seria o sogro da minha filha. Que maravilha. Olhei para o Soo e o mesmo sorria um coração.

Pelo menos meus filhos poderiam experimentar o que eu sentia todos os dias. Ver o sorriso do meu carinho e era o gás para continuar vivendo e sendo feliz. Eu tinha minha alma gêmea e era muito feliz com ela.


Notas Finais


Acabou, é o fim. Me surpreendi em marcar "Sim, esta fanfic está terminada".
Eu não costumo ser muito boa escrevendo Sulay, mas vou ser sincera, eu AMEI ESCREVER ESSA HISTORINHA DELES! Esse reencontro deles foi tão amorzinho, que eu não sei explicar. Sério.
E o Kyunggie se encontra grávido novamente, depois de um cio em que ele e o Jongin estavam no cio ahahahah Já vimos isso antes não é? E coitado do Jongin hein? Seus filhos sempre nascem predestinados... HANIN É REAL! Adoro esse couple kids.
E esse XiuChen firme e forte? Os dois chorando por culpa da pelúcia que um deu pro outro? Olha, amo muito esse XiuChen baby, não vou negar.
Kaisoo faz parte da família ChanBaek e agora na família HunHan. Kai tá bem de vida não é mesmo? rsrs
Eu queria avisar que postei uma fanfic que eu plotei enquanto escrevia essa. Na Kaisoo Abo, acho que no capítulo 24, eu tinha até comentado desse outro plot. Eu vou deixar o link aqui e vocês leem se quiser.

Inconsequência: https://spiritfanfics.com/historia/inconsequencia-6715803

Ela será minha despedida por algumas semanas. Explicarei melhor lá.
Obrigada a TODOS!
Beijocas de tapioca doce.


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