História Alma Negra - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobisomen, Lobo, Romance, Vampiro
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Música: Youth - Daughter

Capítulo 4 - Youth


 

A Academia Otto braga está sempre com as portas fechadas. Ela fica perto de uma igreja para que não chame muita atenção, assim as pessoas deixariam de suspeitar tanto. No começo, quando ela foi criada, os boatos deixavam os moradores apreensivos, alguns se mudaram enquanto outros criaram grupos para expulsá-los da cidade. Mas um trato entre Otto Braga e o pastor Francis Côrte selou a paz entre humanos e vampiros na época. Esse acordo segue até hoje.

Os sugadores de sangue não devem matar nenhum morador de Átalas e em troca seu segredo ficará seguro com os fundadores da cidade. Otto Braga vive viajando pelo mundo e deixa a AOB nas mãos de seus amigos mais confiáveis. Assim como a academia ele deixa também os quatro filhos vivendo trancafiados na academia.

A AOB é dividida em quatro linhas. Na academia os vampiros são treinados de acordo com suas linhas. Um vampiro novo na academia deve passar por um teste, dependendo do número de pontos que ele adquirir em força, rapidez, coragem, raciocínio e controle, será decidido a qual linhagem ele pertence. A cada cinco meses são feitos os testes. Os pontos não são acumulados, eles devem provar o quanto evoluíram. Na pirâmide é onde fica a classificação das linhas. A primeira e mais fraca é a linha Branca, mormalmente são os vampiros mais novos. A linha Vermelha é a segunda na pirâmide. A linha Azul é a terceira. E a última e mais forte das linhas é a linha Preta. A academia serve para preparar vampiros, para aumentar a força da raça para lutarem contra os Aclamis, vampiros que sofreram mutações durante a transformação. Uma espécie perigosa e assassina que pode destruir o acordo de paz entre humanos e vampiros em Átalas.

Dominic, Victor, Lorenzo e Oton são os quatro filhos de Otto Braga. Victor e Enzo são filhos da mesma mãe e pai. Enquanto Oton e Dominic de mães diferentes. O mais novo é Dominic que estuda na linha Vermelha. Victor e Enzo na linha Azul e Oton, o filho mais velho já está na linha Preta.

— Parece que tem turistas na cidade! — Victor disse enquanto sentava no sofá cruzando as pernas com um sorriso no rosto. Seus cabelos claros bem penteados jogados parar trás. Seus olhos pratas como a lua.

— O quê? — A garota com cabelos curtos platinados e olhos azuis profundos o encara. Seu nome é Bolívia e só em pensar em sangue humano direto da veia, seus olhos brilham.

— Enzo os viu em uma festa, partirão amanhã.

— Ótimo. Por que você não os convida para conhecer a Academia? Tenho certeza que ficariam muito felizes. — Kalil, irmão de Bolívia disse enquanto bebia uma dose de sua bebida preferida: Sangue.

— Não mais que você. — Ela comenta.

— Enzo diz que são parentes de Cordélia, a mulher do prefeito.

— É melhor não mexer então.

— Os Aclamis chegarão neles se não o fizermos.

— Ei! Do que estão falando? Os turistas são meus. — Irrirado, Enzo bateu a porta do salão. Ele acabou de vir de uma discussão com Oton.

É sempre assim, quando Enzo discuti com Oton ele desconta a raiva em todos que atravessam seu caminho.

— Não seja egoísta Enzo, todos queremos um bom sangue real. — Alícia atravessava o salão e sentou no colo de Victor.

Já faz alguns dias que eles estão saindo. Victor e Alissa estudam juntos o que os aproximou, agora eles estão em um relacionamento estranho e conturbado.

— Eu os encontrei e não gosto de dividir. — Ele sai apressado e vê Dominic sentado no muro da academia. O que esse idiota está fazendo? —Dominic?

— O que? — Dominic virou seu rosto magro rapidamente fazendo com que seus cabelos balancem. Eles batem na altura do ombro e são negros como carvão.

— O que está fazendo?

— Nada demais.

— Tem alguns turistas na cidade. Quer vir comigo?

— Turistas uh? Por que não? — Ele se vira completamente e olha para fora do muro. — Até logo, Sofia!

*

As aulas acabaram um pouco mais tarde naquele dia. Já estava escuro e era uma sexta-feira fria, as ruas eram ilumidas pelo caminho, mas às vezes Nina se perguntava se era suficiente, apertou a bolsa forte contra seu corpo. Ela está com medo, nunca ouviu histórias sobre assaltos ou sequestros, mas as que ouviu sobre sua rua, são piores que qualquer outra. Ela andava do lado seguro da rua, já estava perto de casa. A respiração irregular e o coração acelerado quando viu o carro do tio ainda estacionado do lado de fora. Ele deve estar apenas a esperando para sair. Afinal, ele tem que estar na igreja às 19:00hrs.

Nina se assustou, cambaleando para trás sentindo as pernas bambas quando a luz do porte começou a piscar repitadas vezes até apagar completamente. Ela estava no escuro daquele lado. Do outro lado é a calçada da Academia, e está iluminda. Nada vai acontecer. Ela respira fundo e atravessa a rua. Olhando para o chão, ela caminha o mais rápido que podia, só quer entrar em casa logo. Então ela começa a sussurrar os números de um a dez.

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete... ela ouve um barulho estranho de dentro da casa como ossos se quebrando ou sendo roídos. Seus olhos estão assustados. Ela não devia ter ouvido tantos rumores sobre esse lugar.

Oito.

Ela escuta agora uma risada e mais ossos sendo quebrados. Um cheiro de fumaça invade seu nariz. Um calor toma seu corpo. Ela está prestes a correr. Há dois segundos sua casa estava tão perto. Agora parece que quanto mais ela anda, mais longe está.

Nove.

Ela sussurra baixinho sentindo um calafrio pelo corpo todo. Suas mãos ainda estão apertando a bolsa contra o corpo, seu coração está batendo rápido e ela sente que ele vai parar. De repente ela para. Tem alguém na frente dela, mas tudo que vê são os sapatos pretos. Seu coração não sabe se bate muito rápido ou muito lento, seus olhos sobem assustados até encontrar o rosto impassível de um homem. Ele deve ter sua idade. Os cabelos longos negros, e olhos verdes.

— Dez. — Ele diz fazendo-a dar um passo para trás.

Tem alguém atrás dele, ela finalmente percebe. Seus olhos estão assustados. É uma mulher. Ela está usando um vestido roxo que bate nas coxas. Ela está calada apenas olhando para ela. Eles vivem na academia? Ela se pergunta. O estranho ainda está encarando-a. Ela se prepara para correr, mesmo que não acreditasse muito nos boatos. Aguns como os que Laura contou assustavam e por isso ela ficou com tanto medo da Academia desde aquele dia. E o olhar sombrio do garoto na sua frente só a deixa mais apavorada com seus pensamentos.

Ele está respirando cada vez mais fundo o cheiro da humana na sua frente. Quero seu sangue. Ele pensa. Ele observa sua expressão apavorada, os olhos dela piscando rapidamente, ele pode sentir o medo consumindo cada espaço de seu corpo. Ele percebe que ela está prestes a correr dali para o inferno só para ficar longe dele.

— Você a está assustando Dominic. — Enzo diz atrás de Nina. Ela virou rapidamente e encostou o corpo no muro. Apavorada.

— Você também, irmão. — Ele diz desafiando-o.

Seu olhar diz "Eu vi primeiro." Mas Enzo sorriu educadamente para a garota.

— Você está com o lanche. Leve para os outros, eu cuido dela.

Seus olhos abaixam para as mãos do homem. Mas ele não tem nenhuma sacola nelas. Tudo o que ele está segurando é o pulso da mulher no vestido roxo.

— Foi um prazer conhece-la senhorita. Sou Dominic, espero vê-la novamente. — Ele começa a andar em direção ao portão com a mulher cambaleando atrás dele. Nina olha para o outro lado. Mas ela não vê mais ninguém. Onde ele está? Bem, essa é a minha chance de fugir.

— Indo a algum lugar? — Ele agora está do mesmo lado que Dominic estava. Ela o olhou assustada, mas ele estava sorrindo. Um sorriso encantador, ela pensa. O que ele quer com ela?

— Enzo Otto Braga, muito prazer. — Diz beijando sua mão delicadamente e sentindo o calor do sangue passando por suas veias em seus lábios. — Qual o seu nome?

Seus olhos se arregalam ainda mais, ele é dono desse lugar? Talvez o filho do dono? Ela pensa no quão bonito e atraente ele é, mas que ela precisa sair dali o mais rápido possível.

— Você não tem que ficar com medo. Não vou te machucar. — Ainda não, ele pensa.

— Nina. — Ela consegue dizer.

— Olá Nina. Posso saber o que faz sozinha aqui? É perigoso, você se perdeu?

— Na verdade eu moro aqui.

— Na academia? — Ele pergunta mesmo já sabendo a resposta. De alguma forma essa menina está mentindo para ele. Se ela morasse na academia ele já a teria visto, o que não aconteceu. Se ela morasse na academia, ela não teria esse cheiro de humano que ela tem, um cheiro que está deixando-o cada vez mais excitado. Ele mal consegue controlar seus instintos, está prestes a pular no pescoço dela.

— Não. Ali. — Ela aponta para a casa de Miguel com o queixo. Enzo não olha para trás, ele sabe de quem é a casa que ela está apontando. É a única. Mas agora ele está confuso.

— Você é parente do Miguel?

— Ele é meu tio.

— Vamos, desencoste desse muro, não é como se eu fosse te atacar. — Ela sorri, pensando que era exatamente o que ela pensava que ele faria. Enquanto ele sorri pensando que era exatamente o que ele faria.

Se ela não fosse intocável.

Ela se tornou intocável para qualquer um só por ser ligada a Miguel Vandeal. Miguel segue com o acordo que Francis Côrte fez a muitos anos atrás. Apesar de Enzo achar que o velho Miguel não sabe tanto quanto muitos pensam. E aqui estava uma confirmação para o seu pensamento. Miguel jamais deixaria a sobrinha morando na frente de uma academia cheia de vampiros loucos por sangue.

— Bom, Nina, — Ele começa a caminhar com ela até a casa. — acho que posso dizer que é perigoso andar por aí sozinha. Você nunca sabe o que vai encontrar. Foi bom te conhecer, adeus.

— Tchau. — Ela diz assim que para na frente da casa. — Obrigada pelo... conselho. — Ele sorri e se afasta. O cheiro já estava tomando seu corpo. Ele estava além de louco por ela, queria morder cada centímetro de sua pele. Ele queria secar todo o sangue de seu corpo.



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