História Almas Gêmeas. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Almas Gêmeas, Gay, Originais, Otp, Soulmate Au, Top, Victiel
Exibições 52
Palavras 904
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Tá curtinha? Tá, mas foi feita com amor.
Pra dois amigos da TimeLine <3~

Espero que gostem.
AVISOS:
- Não revisada, perdão pelos erros

Capítulo 1 - Único.


A alma gêmea de Gabriel era estranhamente romântica, vivia escrevendo pelos braços letras de músicas antes de dormir e marcando suas atividades diárias nas palmas. Era divertido estar no meio de alguma aula e, para se distrair, observar as palavras que surgiam em seu antebraço, com letras de música que ele não conhecia.

Certo dia, no meio da aula de inglês, frases conhecidas começavam a aparecer, envergonhado com aquilo, apenas puxou ainda mais as mangas do casaco, para esconder o que aparecia.

Livros e flores

 

Teus olhos são meus livros.

Que livro há aí melhor,

Em que melhor se leia

A página do amor?

 

Flores me são teus lábios.

Onde há mais bela flor,

Em que melhor se beba

O bálsamo do amor?

 

 

 

Seus amigos já sabiam que Biel tinha uma alma gêmea, curiosos como eram, todos os dias tentavam decifrar as palavras bonitas que estavam escritas ali. Tinha várias soluções para aquele problema, talvez escrever perguntas em sua própria pele? Não, aquilo seria muito óbvio, muito brega, ele precisava de alguma emoção.

 

Então, ele ia tentar buscar por pistas naqueles versos, olhar para cada braço na educação física, procurar por pistas enquanto andava pela cidade. Qualquer coisa para o aproximar de algum filme clichê, talvez escrever seu próprio romance sobre no caderno.

Gostava de coisas impactantes, daquelas que só se vê em novelas, onde no final os dois mocinhos que tanto se procuraram ficavam juntos. Sorriu ao pensar naquilo, deixando a mochila na arquibancada relendo mais uma vez o que estava escrito ali, antes de retirar uma bolacha do pacote.

“O que ela escreveu hoje?” Disse Maria Clara, puxando o braço para si, lendo o que estava escrito. “Romântico, acho que tá apaixonada.”

“Calma, a gente nem sabe se é uma mulher ainda. Pode ser um homem.” Deu risada, revirando os olhos. “Quem sabe? Mas se tá, não é por mim, nem conheço a pessoa.”

“Mas ela pode te conhecer~” E assim, a conversa sobre aquilo havia acabado, eles mudaram de assunto.

O que passava na cabeça de Anjos era simples: Quem é a pessoa? Talvez um homem ou seria uma mulher? Seria bonita?

Já sabia que era uma pessoa de belas palavras, provavelmente inteligente e uma ótima companhia. Só de tentar imaginar como seria aquela pessoa já o deixava animado.

Riu, antes de perceber o que estava escrito em sua palma direita “Colégio x, sala 6A, limpar as 16”, sentiu o coração bater mais forte, antes de ir para casa se preparar para o seu encontro.

 

Ooooo.oooooO

 

 

A alma gêmea de José Victor era muito criativa, já havia perdido a conta de quantas vezes havia visto desenhos de plantas e animais pelo seu braço. Sempre que percebia que algo estava sendo formado ali, parava para observar as linhas coloridas aparecendo, dando forma a alguma referência de filmes e séries - muitas vezes, Harry Potter, outras, pokemon.

 

Só por aqueles simples traços, o menino já podia saber bastante da personalidade do outro, o que o fazia ficar pensando na pessoa que estava fazendo aquilo.

Costumava anotar seu dia a dia nos braços, para irritar, geralmente fazia isso acima dos desenhos, apenas para se divertir, imaginar na pessoa ficando com um pouco de raiva por sua causa.

O braço também era constantemente rabiscado por palavras de outro alguém, outras caligrafias, muitas vezes aparecia frases como “Propriedade de Maria Clara”, será que ela sabia que sua pele também ficava marcada com a canetinha rosa?”

Não queria que seus amigos descobrissem sobre sua alma gêmea perdida, talvez o zoassem por isso, ou talvez fosse coisa da sua mente confusa e preocupada. De qualquer forma, Leticia acabou descobrindo, mas não entrava muito no assunto, o menino agradecia mentalmente por isso.

Também não queria encontrar a pessoa por trás dos belos desenhos tão cedo, queria se apaixonar e se enroscar com outras pessoas antes de encontrar algo definitivo, mas já estava literalmente marcado.

Foi quando estava com a sua amiga numa praça de alimentação, observava atentamente a pele riscada, as palavras e os desenhos que muitas vezes o preocupavam, deu um sorriso de canto. Pensar naquilo, apesar de o deixar com um tanto de medo e receio, também o deixava feliz, afinal, não é todo mundo que tem uma alma gêmea, várias pessoas estão condenadas a ficar sozinhas eternamente.

“Você tem sorte.” Ouviu Leticia dizer, enquanto coçava uma parte do pescoço. “A minha ainda não deu sinal de vida, acho que já está morta.”

“Ou ainda está pra nascer!”

“Eww… Não quero nem imaginar.” Sacudiu as mãos, rindo. “Enfim, você prestou atenção no que eu disse?”

“Sobre sua alma…”

“Não, antes disso.” Esperou por alguns segundos antes de continuar. “Sobre limpar as salas… Sério que você não ouviu?”

Fiz não com a cabeça, e ela disse: “Nós vamos limpar o 6A as 16, escreve na sua agendinha.”

Eu dei uma risada forçada, antes de abrir a mochila e procurar uma caneta no meu estojo, demorei um pouco para encontrar, ele estava uma verdadeira zona. Ao achar o que precisava, pediu para a garota escrever o aviso em sua palma.

Porém, seu corpo congelou ao ver o que estava escrito abaixo do próprio aviso, em canetinha verde: Te espero lá. Por um momento, pensou em desistir do que precisava fazer, falar que estava doente e faltar, mas, uma outra parte de sua mente, gritava para encontrar sua outra metade. Confuso, resolveu esquecer aquilo até seu alarme despertar as quatro.

 


Notas Finais




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